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                Foto: Associação Baiana de Imprensa


Olá leitores tudo bem? Ficar um tempo sem escrever é bom para refletir bem. Mas, vamos ao que interessa.


O ano se inicia e pelo menos aqui em Salvador, as festas populares, em sua maioria religiosa além da prática da fé, tem outra prática histórica, a de aparições das autoridades mais importantes (politicamente falando) da região, Prefeito e Governador, geralmente essas aparições nas festas servem como termômetro do seu mandato ou para indicar seu provável sucessor em ano eleitoral como é neste ano. 

A lavagem do Bonfim, a festa de Yemanjá e o próprio Carnaval são palcos dessas expressões.
E por falar em Carnaval, tem duas coisas que são bem importantes, para além da alegria momesca, a saída dos blocos afro que tem aparecido um pouco mais na cena carnavalesca, mas que precisam de mais visibilidade e o bloco de rua Mudança do Garcia, o Garcia é um dos bairros mais antigos de Salvador e lugar de origem do cantor e sambista Riachão, procurem a obra dele que vocês vão gostar. Voltando ao Mudança do Garcia, ele é marcado pela acolhida as diversas manifestações políticas, os dispostoa a protestar no carnaval sempre tem esse lugar. 

O palco das festas populares não deve ser somente o da curtição mas da reflexão também. E você como está no palco da vida?




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E aí vamos nós!

Essa semana vou comentar um pouco sobre o Oscar 2020.

Sempre que posso assisto alguns filmes que concorrem (quando eram cinco até era tranquilo. Mas agora são nove candidatos. Fica difícil...). Este ano consegui ver o brasileiro "Democracia em Vertigem"- que concorria ao Oscar de melhor documentário - e ainda deu tempo de assistir "1917", "Era uma vez em...Hollywood", "Parasita", "Coringa". Cada uma destas obras tem formas e temáticas diferentes de modo que fica difícil fazer uma comparação crua.


1917:  filme sobre a primeira guerra mundial. O cotidiano de dois soldados que tem a missão de levar uma mensagem a um grupamento que enfrentará o inimigo horas mais tarde. (Sabe a lenda por trás da Maratona? Em 490 a.C, ao soldado Fidípides foi dada a ordem de buscar ajuda em Esparta antes da batalha de Maratona. Pois é...foi o que eu lembrei durante o filme). Uma características interessante de 1917 é que o diretor Sam Mendes fez o filme como se fosse todo filmado sem interrupções, numa tomada só. P.S.: o truque está nas cenas à noite. Pronto falei.)

Era uma vez em...Hollywood: o nono filme de Quentin Tarantino, que prometeu fazer apenas 10 filmes mostra o cotidiano de um astro de cinema (Leonardo di Caprio) e seu dublê (Brad Pitt). Se tu gostas da estética Tarantinesca, te joga que vale a pena.

Coringa: nem vou dizer que vale cada centavo ir vê-lo no cinema se é que existe alguém que AINDA não viu este filme que é um tapa na cara da doente sociedade contemporânea. Só pra constar: Joaquin Fenix levou TODAS as premiações com esta atuação.

Parasita: filme sul-coreano que mostra a relação entre duas(?) famílias numa casa e nos mostra como o capitalismo age subvertendo os valores numa sociedade em que tudo parece relativo ou líquido: "Se disso depende a minha sobrevivência, não tem porque eu não fazer"

DEMOCRACIA EM VERTIGEM

O Brasil já disputou outras vezes a estatueta mais cobiçada do cinema mundial. Podemos citar entre tantos "O Pagador de Promessas", "O Quatrilho", "O Que é isso, companheiro?" e "Central do Brasil". Porém sempre ficamos no quase. Dessa vez não foi diferente. O documentário "Democracia em Vertigem" mostra a visão da diretora Petra Costa dos eventos políticos e sociais que levaram ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Cenas desde a posse de Dilma e uma excelente análise da imagem da posse (do momento em que recebe a faixa presidencial de Lula até a descida ladeada pelo ex-presidente e por seu vice-presidente, Michel Temer). A caracterização de Temer e suas mãos é algo digno de aplauso. Todo documentário mostra a visão de quem o pensa, de quem o roteiriza. Portanto, não cobrem que "apareçam os dois lados da moeda". Não dá. Não é assim que funciona) Se acham que a obra de Petra Costa é diferente de qualquer documentário assistam "Roger & eu", "$aúde", só pra citar duas peças do documentarista estadunidense Michael Moore.

Quando Democracia em Vertigem foi lançado na plataforma Netflix a imprensa brasileira, com raríssimas exceções, deixou que a obra passasse em brancas nuvens. Os comentários foram raros, destaque quase nenhum. Houve uma pequena mudança quando foi indicado ao Oscar de melhor documentário. Os editores de jornais televisivos viram-se obrigados a, pelo menos, citar a indicação e sugerir um resumo da obra.

O que se viu na semana anterior a premiação é digno de nota: a  grande imprensa brasileira assumiu seu lado. O descaso com a obra de Petra Costa era visível. A "ginástica" que emissoras, como a rede Globo, fizeram para não citar obra brasileira em suas matérias sobre a edição do Oscar foi patética. Sabe aquele papo de "somos isentos"? Esquece.

O próprio presidente ao descer do carro e dirigir-se ao grupinho de fãs que ficam  na murada, também mostrou sua indignação com o teor da obra. Torcer para que o Oscar viesse para o país pela primeira vez? Nem pensar. Mas o melhor estava para vir. Ao receber a estatueta de melhor documentário, a diretora concluiu sua fala com um trecho do Manifesto Comunista(1848) e frase "Trabalhadores de todo o mundo, Uni-vos". Todos aplaudiram: nós da esquerda, pela citação e pela participação de Petra Costa, e a fascistaria por não se dar conta do que acabara de ouvir.

Saudações,

Ulisses B. dos Santos.

Twitter e Instagram: @prof_colorado

Sobre a coluna

A coluna Sobre Tudo é publicada todas as terças-feiras.

Foto: Reprodução internet


O tema, que já vinha sendo amplamente discutido internamente na CBF, ganhou visibilidade após o elitista presidente do Time do Povo, Andrés Sánchez se dizer contra a presença de "tantos veículos de mídia" assim nas partidas e considerando "justo" apenas "quem pagar" transmitir, "igual na Copa do Mundo". Absurdo discurso encampado por Francisco Noveletto, vice-presidente da entidade máxima do futebol Brasileiro. Segundo ele, o dinheiro iria para os clubes, porque "precisam de ajuda". Mas cabe questionar, quem irá ajudar as emissoras de rádio do interior, as emissoras do AM, as webrádios (que tantos talentos revelam)? E estes, que não detém o poder econômico, que não pagam e jamais pagarão salários astronômicos nem deterão isenções fiscais, quem irá ajudar? Nesse sentido, é justo nos manifestarmos em relação a isso, que todos os que trabalham nestas categorias do rádio, possam, evidentemente à própria maneira, se manifestar contra esse duro ataque, como fazemos na nota abaixo:



"Na contramão da necessidade de regulamentação e ampliação do acesso à concessão de mídia, a CBF propõe que somente com aquisição de direitos de transmissão, rádios possam transmitir os jogos.

Isso é absurdo visto a ampliação do acesso à comunicação, à possibilidade de se comunicar e gerar conteúdo que as redes possibilitam em nossa geração. A banda AM está sendo ASSASSINADA, mal se encontram dispositivos que a reproduzam, logo, a saída tem sido a reprodução em sites, redes como o Facebook e aplicativos. O que dizer então das web-rádios? Que na raça revelam grandes profissionais e fazem trabalhos de extrema qualidade, muitas vezes tirando do bolso, por amor ao esporte e à comunicação.


É uma vergonha, UM CRIME, tratar esses bravos lutadores (sou um deles) desta forma. É só deixar os poderosos jogar, é proselitismo barato e covarde.

Nota-se que a CBF segue a mesma cartilha de exclusão e desrespeito do governo federal, logo, merece o mesmo combate duro e desprezo institucional". 


Conclamamos portanto todos os companheiros que não trabalham nos grandes grupos de comunicação, a colocarem a boca em seus microfones, o dedo no teclado e até mesmo a ir a porta da CBF e das federações, para impedir essa absurda exclusão, em plena Era digital. 



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Foto: Divulgação (Capa disco "Selvagem")


Olá leitores do blog Jovens Cronistas sou Edenbergue Lima Neres e recebi a responsabilidade de escrever sobre cultura,eu não sou nenhum perito em cultura mas busco imprimir minha opinião,esta de alguém que fala a partir da classe trabalhadora que por falta de condições favoráveis não tem o acesso que deveria ter. 

Afinal cultura é o quê? Essa é uma pergunta ampla e às vezes controversa, para a elite no período colonial cultura estava reduzido a assistir as óperas, para os negros o batuque fazia parte da sua cultura embora fosse desprezado por outros. 

Mas a cultura não se limita a música, mas as artes como um todo e às artes movem os sujeitos a pensar e questionar, assim como as ciências humanas, que estão sendo atacadas pois vai na contramão do projeto político pensado para a população. A cultura do Brasil é diversa, é regional desde os cantores da MPB ao Mang Beat da Nação Zumbi no Maranhão,desde o Axé e o Samba de roda do Recôncavo na Bahia, ao coco de Jackson do Pandeiro e o Baião de Luiz Gonzaga, da dança afro, da catira e tantas outras manifestações como o teatro, a pintura,os saraus e suas poesias.

Desde já agradeço a equipe dos Jovens Cronistas,pela confiança e a vocês que vão acompanhar essas minhas escritas, resistir é preciso e vamos a luta e aos trabalhos que é o que nós trabalhadores mais sabemos fazer.



Este título é extraído do refrão da música Alagados, dos Paralamas do Sucesso, lançada na década de 80, que retrata as desigualdades sociais existentes no Rio de Janeiro, que tem sobre si o Cristo Redentor de braços abertos, mas que no asfalto fecha as portas de oportunidades, emprego, lazer e direito a vida.
Mas com um povo forte que continua a depositar sua confiança em "Deus", ou em Cristo, de que tudo vai melhorar, "A arte é de viver da fé, só não se sabe fé em que", diz o refrão da musica, o que remete também ao fato de que as religiões de matriz africana tem sofrido ataques de traficantes quanto a sua prática religiosa. O Cristo (a crença evangélica) por vezes é utilizado como base para a expulsão e ruína dos centros dedicados ao segmento religioso de matriz africana. Se o Cristo representado na escultura em pedra sabão pudesse falar, com certeza estaria indignado com o que acontece debaixo dos seus olhos, injustiça, morte de inocentes por ações inconsequentes, mortes pela corrupção praticada em longos períodos, pela desassistência á saúde, educação e tantas outras coisas.
Não somente o Cristo na música Alagados não, o real, o que muitos tem como pilar de sua fé, também está sendo utilizado em construções políticas genocidas, o Cristo apresentado na Bíblia, falou que deveria se amar inimigos, na conjuntura atual adversários, os de oposição se tornam inimigos merecedores de morte, a constituição do novo líder da Nação foi totalmente vinculada ao uso das armas e do discurso do ódio com apoio de lideranças religiosas protestantes, conduzindo muito mal suas ovelhas ao lobo voraz, sem que muitas notassem isso.
A vida, as palavras, o discurso do homem amoroso, compassivo, foi deixado de lado e somente o título de seguidores permaneceu, é como se fosse uma agremiação ou uma associação com objetivos similares, onde o regimento foi engavetado e que só é consultado de modo estratégico numa  análise favorável aos interesses mais sórdidos possíveis.
Promove-se com isso a subversão da fé, que é muitas vezes (ou ao menos deveria ser) a força motriz do povo pobre, da periferia, onde certamente sem ela ficaria mais difícil viver e enfrentar as imposições ardilosas que o povo pobre e negro enfrentam.
É preciso acordar, a fé não é propriedade de todos, não aquela genuína, tanto assim é que o título de Cristão está sendo usado como manobra para o retrocesso, para o mal, para privilégios familiares, para manutenção e ampliação da ignorância, num plano de sociedade onde o cidadão quanto menos esclarecido, mais fácil fica de ser manipulado ou tapeado.
A arte é de viver da fé, que ela não sirva mais a interesses duvidosos, ou se preste a um fanatismo religioso ou político de caos e ruína. A fé não costuma falhar.


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Em Outubro, em matéria acadêmica para o Garoa News (clique) e com apoio técnico do amigo e colega de faculdade Valter Silva, estive na coletiva de lançamento de "Hebe, o Musical" em cartaz desde 12/10 e que tinha encerramento previsto para 17/12, mas que para deleite dos fãs e após ser merecidamente premiado, voltou para a temporada 2018 ao palco do Teatro Procópio Ferreira, um espetáculo que dignifica em todos os detalhes a figura de Hebe Camargo, matando um pouco a saudade do público e a apresentando para quem não conheceu todas as fases de sua carreira maravilhosa, além de representar um marco no que tange a musicais no Brasil, um segmento ainda pouco explorado em nosso teatro.


De Artur Xexeo, com direção de Miguel Falabella e Débora Reis interpretando Hebe na fase adulta, o espetáculo promete (e cumpre) emocionar os fãs da apresentadora e á todo público trazendo os amores e momentos marcantes desde o nascimento, da maior diva da TV Brasileira. Hebe, teve seu nome escolhido pelo pai, inspirado pela “Deusa da juventude”, já antevendo o que ela se tornaria ao longo de sua carreira, um exemplo de jovialidade e quebra de paradigmas.

Segundo Falabella e Xexeo colocaram na coletiva, o espetáculo musical inspirou-se nos teatros de revista franceses. Retratando todas as fases de sua vida no palco, não buscando ser um espetáculo biográfico, mas sim remetendo a Hebe do imaginário das pessoas, além do sensacional resgate da cantora que Hebe foi. A família da apresentadora participou de toda a concepção do espetáculo e cedeu roupas e jóias, que foram fielmente reproduzidas pela equipe técnica, trazendo um cenário absolutamente realista, fazendo com que se sinta a presença da homenageada.



Em cerca de duas horas e vinte de show, a intenção é a integração total do público. Segundo Miguel Falabella, para isso o entrosamento de todos os membros da equipe é fundamental e notado claramente no espetáculo. 


Destaca-se também a ousadia da cenografia, da reprodução do preto e branco na fase sem cor da TV, trazendo ainda mais realismo, ainda mais o clima do início de carreira de Hebe, início também retratado na brilhante interpretação de Carol Costa. 


O que se vê no Musical é uma introdução fiel ao mundo de Hebe, ao mesmo tempo que feita de uma forma leve e lírica, completa, com a representação de todos os que tiveram papel fundamental na vida da apresentadora. Foi cumprida também a missão de trazer um público além do habitual para o teatro, pela figura de Hebe, pelo sucesso de crítica, pela forma linda como é conduzido o musical, seja nas coreografias de Fernanda Chamma, na parte musical e vocal com Daniel Rocha e Guilherme Terra, enfim, em toda a parte técnica, cenografia, luz, uma superprodução á altura da homenageada. O ponto mais alto em emoção da temporada do ano passado, foi a presença de Lolita Rodrigues, evidentemente retratada na peça, que com Hebe formou um trio marcante com Nair Bello, também esteve presente no mesmo dia o grande amigo de Hebe, cantor, Agnaldo Rayol. 


Devido ao grande sucesso, a peça fica em cartaz até 01/04, com apresentações as quintas e sextas 21h, sábados 17h e 21h e aos domingos as 18h  e com sessões populares, as quais o público pode obter informações através da página no Facebook Hebe, o Musical (Clique)  e do site do Teatro Procópio Ferreira (Clique). Vale muito aproveitar essa oportunidade única e conferir o espetáculo que reestreou no último dia 04/01.


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Confira em GaroaNews o texto que retratou o lançamento da peça (clique)



Imagens: Divulgação. 





Bem amigos! Eu tenho por questões de tempo e pela condução brilhante do companheiro Claudio Porto deixado um tanto este espaço de Editorial do nosso projeto, apesar de coordenar a equipe. Mas chegou o momento de nos manifestarmos sobre este tema, o racismo e consequente demissão do renomado jornalista William Waack da TV Globo e como eu, que respondo pelo projeto (e por quaisquer consequências de qualquer texto aqui publicado) tenho este dever de fazê-lo, por pormenores sérios que este texto possa trazer. Antes de mais nada quero deixar muito claro, Jovens Cronistas é FAVORÁVEL institucionalmente à demissão do jornalista, por crer que sua conduta preconceituosa é inaceitável e não condiz com o que se espera de um formador de opinião, um ente informativo e aglutinador da sociedade que é o que representa um âncora com tanto alcance como ele. Mas como dito, há alguns questionamentos muito sérios a serem feitos em relação a como se deu essa decisão de afastamento definitivo da emissora.


O primeiro ponto é deixar muito claro, o incidente racista envolvendo o jornalista ocorreu no pleito presidencial dos EUA em 2016 e só foi vazado (porque Waack coleciona inúmeros desafetos na emissora por sua postura centrista e arrogante) em Novembro deste ano, exatamente quando a infeliz fala completou exato um ano, ou seja, com a alta cúpula do jornalismo (no mínimo) da emissora sabendo do comentário (afinal, o material bruto passa pela ilha de edição, enfim) o jornalista foi mantido impávido e colosso em sua bancada do Jornal da Globo e em seu estúdio do GloboNews Painel, na GloboNews, sem qualquer reprimenda, sem que qualquer questionamento fosse levantado, curioso não?

Isso deixa claro a qualquer um que pense, que a decisão tomada pelas Organizações Globo de demitir o jornalista não foi tomada em nome do que diz o seu comunicado oficial: "A TV Globo repudia o racismo em todas as suas formas e manifestações". Será mesmo? Então por que a própria cobertura ao vivo da eleição, onde sem dúvidas o diretor de jornalismo via (ou teve acesso depois) o link ao vivo e que é autor de um livro coincidentemente (coincidência um tanto mórbida) intitulado "Não somos racistas", não ocasionou o afastamento e consequente demissão de Waack? Isto veio um ano depois e jamais viria, não fosse vazado o vídeo e certamente o apresentador lá continuaria, reprimindo suas colegas de emissora e tecendo comentários de duplo sentido, centristas e preconceituosos. Aliás, só ficamos sabendo disso porque Diego Rocha Pereira, que no dia 8 de Novembro passado vazou o comentário, foi demitido no começo do ano, caso o profissional ainda estivesse na emissora, o caso jamais viria á tona.


Portanto, essa lacração, essa visão progressista que as Organizações Globo tentam passar em algumas atrações e nessa decisão não passam de estratégias de atração de público. A verdadeira faceta deles é a mesma de sempre, da emissora que apoiou a Ditadura Militar e que tem um padrão longe de ser inclusivo. Sobre Waack, o caminho para ele está aberto por Sílvio Santos para que ele assine com o SBT, imaginem juntos Sherazade e Waack, "que dupla". Aliás, ao contrário do que dizem os comunicados da Globo, o jornalista não demonstrou em nenhum momento arrependimento pelo que disse, ao contrário, cobrou a Globo pela recontratação do "vazador" (outra atitude pra dizer que "lacrou") e por não ter se preocupado em "preservar sua imagem" ou seja, mascarar a mesquinhez do que SEMPRE FEZ fora do Ar e do que muitas vezes indiretamente ou quase diretamente fez no Ar. O caminho (infelizmente) para o jornalista deveria ser o ostracismo, pelo peso de seu ato, mas tudo indica que ele seguirá influenciando pessoas e que talvez até ganhe uma ação na "justiça" por danos morais, este é o "inclusivo" Brasil.



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Imagens: Reprodução YouTube e Instagram. 



"Queria muito, mas não posso. Tenho que dormir cedo porque amanhã tenho que trabalhar/estudar até tarde". Aposto que essa é uma das frases mais usadas nos dias atuais. E ela não é apenas uma desculpa, é uma realidade. O mundo hoje requere muita responsabilidade, e por vezes, não dá espaço pra tempo nenhum de lazer. Porém, o que antes era exclusividade dos adultos, vem se tornando presente na rotina de pessoas cada vez mais jovens. Quantos adolescentes, ou até mesmo crianças, veem seu tempo passar cada vez mais depressa em meio à escola, cursinhos, tarefas e trabalhos extraclasse e até mesmo empregos. Se tudo isso é necessário? Bem, talvez seja, se a sua ideia for ser um homem ou mulher de "sucesso". Pois bem, chegamos ao primeiro ponto. O que é ser alguém de "sucesso"? É ser alguém que acumula dinheiro? Bens? Experiências? Conhecimento? Felicidade? Eu sinto muito, mas se pra você ter um BMW ou um Audi é uma ideia de sucesso e vida estável, talvez você precise rever seus conceitos. O sociólogo polonês Zygmunt Bauman já dizia: "é difícil achar uma pessoa feliz entre os ricos". É difícil achar uma pessoa feliz entre os ricos! E aí entra o grande ponto: cada um de nós, no fundo de nossas almas, temos um próprio conceito de felicidade! Assim como no decorrer da história, os ideais de beleza foram mudando de geração para geração, a ideia de felicidade muda de cérebro para cérebro; de coração para coração! Quer um exemplo prático? O mais simples de todos: o amor! Ora, se o conceito de felicidade fosse igual para todos, logo todos procurariam por uma pessoa em comum, por um ideal. E, cá entre nós, não funcionaria nem um pouco.

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O que é bom para o outro, pode ser ruim pra você. E tá tudo bem!
E aonde quero chegar com tudo isso? Sendo objetivo: o conceito de felicidade, que tanto nos ensinaram desde pequeno, simplesmente pode não se aplicar pra você! Talvez, pra sua personalidade, ganhar muito dinheiro não faça tanta diferença assim; ou então, o fato de você encontrar e viver um grande amor é apenas uma possibilidade, não uma necessidade.

A questão é que nossas crianças simplesmente não descobrirão isso, se simplesmente forem entupidas de obrigações e afazeres burocráticos. Criar a responsabilidade no ser humano é importante, assim como é igualmente importante incentivar a procura pelo hábito de ser feliz, que muitas vezes é deixado de lado.
Vamos fazer um breve exercício de imaginação? A ONU estima que, ao redor do mundo, morrem cerca de 102 pessoas por minuto. 102 vidas diferentes, com obrigações diferentes, e muitas delas, sucumbem justamente devido à transtornos causados por essas obrigações, como a depressão ou até mesmo outro problemas de saúde. Você nunca sabe quando chegará sua hora de dizer adeus a todos os seus planos. E aí, será que vale a pena gastar tanto tempo planejando, sem ter a certeza de que o futuro vai chegar?

Sejamos um pouco mais imprevisíveis no nosso dia a dia! Nós podemos nos dar ao luxo de desobedecer os padrões sociais e fazer aquilo que o nosso interior também deseja. Nos faz bem, e normalmente, faz bem ao outro também. Seja você mesmo, antes que seja tarde!

O mês de Setembro é marcado pela campanha Setembro Amarelo, de combate ao suicídio, campanha que começou em 2015 por iniciativa de entidades como o CVV, o Conselho Federal de Medicina e a Associação Brasileira de Psiquiatria, a campanha é realizada no mês onde temos no dia 10 o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. E a depressão é comprovadamente o principal fator que leva ao aumento alarmante das estatísticas de suicídio ao redor do mundo. Segundo dados obtidos no último mês de Abril pela BBC Brasil e que fazem parte do mapa da violência no Brasil, a taxa de suicídio entre os jovens cresceu mais de 10% nos últimos 15 anos. No conjunto da população os números são ainda mais assustadores, se consideramos o período entre 1980 e hoje, o crescimento da taxa de suicídios entre todas as faixas etárias foi de 60%.


Para falar sobre o tema, conversamos com a Psicoterapeuta especialista em Terapia Comportamental Cognitiva, Saúde Mental e Atenção Psicossocial Dra.Karina Mueller (CRP:12/03130), que atua há 15 anos na área.



Jovens Cronistas: Estamos no mês de Prevenção ao Suicídio e sabemos que a Depressão é o grande fator que leva ao suicídio. Como identificar os primeiros sinais da depressão?

Karina Müller: A depressão é uma das doenças dos Transtornos de Humor de acordo com a classificação do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM). A depressão é chamada de Transtorno Depressivo Maior e é dividida em episódios. Pode estar ou não associada a uma mudança brusca na vida. Os sintomas iniciam com mudanças de humor, irritabilidade, choro intenso, desânimo, isolamento da família e do grupo social, prejuízo no desempenho acadêmico e de trabalho, mudanças no sono e apetite. No entanto, o diagnóstico deve ser criterioso pela alta probabilidade de diagnósticos “falso positivo”. Muitas pessoas são diagnosticadas ou se auto diagnosticam com depressão, mas podem estar passando por um processo vivencial ou apresentam um outro quadro psiquiátrico e psíquico com sintomas parecidos.


JC: Como ajudar alguém que é depressivo? E nota-se que algumas atitudes erradas podem agravar o problema. Quais são elas e como as evitar?

KM: Se for um familiar ou amigo, é importante não se afastar da pessoa. A pessoa em um episódio depressivo procura se isolar. Ficar atento as mudanças bruscas de humor e manter contato com a pessoa. Procurar auxílio profissional e ajudar a pessoa a manter o tratamento que, muitas vezes, pode ser abandonado pela gravidade do quadro. É necessário muita paciência! O tratamento é eficaz, porém é longo e as mudanças bruscas de humor podem gerar muitos conflitos. Por isso, muita paciência!

JC: Nota-se na sociedade um preconceito e um desconhecimento muito grandes em relação a depressão, chegando ao ponto de ainda se considerar a doença uma "frescura". Como vencer essa barreira?

KM: O preconceito acontece de forma geral para várias doenças mentais, não somente à depressão. Ao longo do tempo, com maior conhecimento e informações, as pessoas estão tendo um olhar diferenciado sobre os transtornos mentais. O preconceito vem lentamente diminuindo, mas ainda há muito a ser esclarecido.



JC: Você crê que existe também um sentido inverso disso? Uma espécie de "glamourização" da depressão? Se sim, como isso pode prejudicar quem realmente sofre deste mal?

KM: Acredito que não é uma “glamourização”, mas sim diagnósticos equivocados realizados pelos profissionais ou pela própria pessoa que se auto diagnostica. Para se ter uma ideia da complexidade de se diagnosticar o Transtorno Depressivo Maior (TDM) é necessário fazer um bom diagnóstico diferencial. Antes de diagnosticar o TDM o profissional deverá excluir a possibilidade do paciente estar apresentando uma série de outras condições, tais como Transtorno Bipolar, Transtorno do humor induzido por substâncias, transtorno distímico, transtorno esquizoafetivo, transtorno delirante ou psicótico e demência. É importante o profissional considerar o contexto de vida da pessoa. A perda de um emprego, um divórcio, a morte de alguém próximo poderá fazer com que a pessoa apresente vários sintomas, sem, no entanto, estar com um transtorno depressivo.


JC: O que você diria ao leitor que neste momento sofre de depressão?

KM: A depressão é tratável. Ao apresentar sintomas, é necessário a pessoa ou a família buscar um profissional qualificado, psicólogo ou psiquiatra, para uma avaliação e iniciar um tratamento adequado. O processo do tratamento é longo e é necessário ter perseverança e apoio das pessoas próximas, sejam familiares ou amigos.


JC: O que você diria aos amigos e à família de quem sofre de depressão?

KM: Muita paciência! A pessoa em processo depressivo irrita-se com facilidade, isola-se das pessoas, encontra-se muito desanimada. Tudo isso gera frustração nas pessoas de apoio, familiares e amigos. Além disso, ocorrem muitos conflitos. É necessário estar atento aos pensamentos de morte e idealizações suicidas, principalmente antes e após iniciar o tratamento medicamentoso. Algumas tentativas de suicídio acontecem logo após o início do tratamento medicamentoso, isso porque, com o medicamento a pessoa começa a reagir mais rapidamente e sair da letargia, ou seja, tem mais forças, então o plano de morte que antes estava só no pensamento passa a ser mais fácil de ser concretizado.


JC: Como uma família pode agir diante da dor de um suicídio?

KM: A família em luto precisa ser escutada e acolhida. A dor da perda é sempre grande. Deve ser respeitada diante de seu sofrimento e acompanhada por profissionais específicos.


JC: Você concorda que a questão do suicídio poderia ser discutida mais abertamente? Se sim, quais locais seriam os 'pontos-chave'?

KM: Sim. Falar sobre os tabus morte, suicídio e sofrimento mental ajudam a dar visibilidade ao que é difícil de encarar. A campanha Setembro Amarelo é uma iniciativa muito importante para ampliar os espaços de discussão sobre o suicídio. Escolas, espaços de saúde, redes sociais e mídias em geral são espaços muito ricos para debates e formações de opiniões.


JC: As redes sociais ocupam boa parte do nosso dia-a-dia. Você acredita que elas podem ser aliadas na luta contra a depressão? Você vê uma relação direta entre "curtidas" numa foto e autoestima (ou a falta dela)?

KM: Toda rede social deve ser utilizada de forma cuidadosa quando o objetivo é informar ou ser um formador de opinião. Na rede social as pessoas tem a liberdade de se expressar livremente, o que pode acarretar em opiniões contrárias e conflitantes. O debate em rede social deve ser muito bem mediado, o que na maioria das vezes não acontece. Acredito que as “curtidas”, a auto exposição da vida nas redes sociais, a invasão de “privacidade”, o limite do espaço da pessoa e o espaço do outro, a liberdade e a coragem para expor opiniões através das redes sociais são agravantes do sofrimento psíquico.


JC: Como profissional, você sente que seriam necessários mais investimentos públicos na área da saúde mental?

KM: Sim. Ainda é necessário ampliar toda rede de Atenção Básica em saúde. Essa ação resultaria na possibilidade de profissionais com mais qualificação e tempo para realizar um bom acolhimento com escuta qualificada. Ainda há a necessidade da ampliação e do fortalecimento de toda rede de saúde mental nos municípios com um fluxograma amplo e consistente que interligue a Atenção Básica, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Hospitais.



Agradecemos muito a participação da Karina e convidamos a todos vocês, leitores do Jovens Cronistas, a refletir e debater sobre esse tema tão importante nos dias atuais. Afinal, o setembro amarelo existe pra isso, para que o preconceito seja deixado de lado e nós possamos abrir os olhos, enxergando um problema que há muito tempo já está em nossa frente.

Para nós, a depressão é algo muito sério, além claro de como bem colocou a doutora, buscar um acompanhamento com um psicoterapeuta, em casos de depressão a pessoa precisa se desfocar do problema, tentar sempre se apoiar e fazer coisas das quais gosta, há quem goste de escrever, há para quem a música, a prática de esportes, os games, enfim, sejam uma terapia, há aqueles nos quais tudo isso pode ajudar, enfim. Atividades que façam desconectar um pouco dos problemas, da angustia. Além claro do apoio familiar, ás vezes acreditamos que ninguém nos ama, que não faremos diferença no mundo, ao contrário, sempre haverá quem nos ame, sempre haverá aqueles para quem não apenas façamos, mas efetivamente somos a diferença. E se precisar de apoio e não tiver ninguém por perto, falar é a solução, o 141 do CVV está sempre á disposição. O "Setembro Amarelo" encerra-se hoje, mas todo dia é dia de apoiar quem sofre de depressão e com isso, prevenir e fazer com que os números de suicídios sejam minimizados.



Deixe seu elogio,/crítica e sua opinião nos comentários. Forte abraço e até a próxima!




Por: Ricardo Machado e Adriano Garcia. 





Pois bem, qual é o lado correto pra você? Isso mesmo, o que te faz diferenciar uma pessoa 'de bem' de uma pessoa 'do mal'? Quais são os seus critérios na hora de julgar ou avaliar a índole de qualquer um de seus colegas?
Vivemos tempos difíceis quanto às relações humanas. A falta de diálogo (isso desde criança) gera adultos inflexíveis, pessoas que acreditam apenas em uma verdade absoluta, uma fórmula perfeita para viver. Qualquer coisa que esteja fora disso é considerada quase como uma ofensa aos bons costumes aprendidos no decorrer da vida. E ainda há quem não pare por aí: o ódio que disseminamos contra tudo que é diferente nos leva a um sentimento de tentar aniquilar qualquer forma de diversidade, agindo literalmente como animais que defendem a sua 'espécie'.
Já adentramos no século XXI, mas não somos capazes de eliminar este sentimento primitivo de intolerância presente no ser humano. São mais de 2000 anos convivendo em sociedade, mas ainda assim parece ser necessário escolher um lado da guerra, e defendê-lo até a morte.

Esse sentimento de que tem de existir um 'vencedor' ou um 'lado correto' em todas as coisas divide a cada dia mais a já dividida humanidade. A cada dia que um cristão considera o Candomblé como 'macumba', um heterossexual educa seu filho para desprezar homossexuais, ou ainda um descendente de europeus se sente superior a um africano, a palavra 'diversidade' perde o seu sentido. A cada dia que cada uma dessas crenças, opções sexuais ou raças é considerada 'certa' por qualquer um dos grupos, a diversidade e o livre arbítrio morrem naquele espaço social.
Diversidade é bem mais que aceitar, é ensinar que não existe somente uma forma de viver, uma forma de ser feliz. Cada um tem o direito de encontrar a felicidade no que ele quiser, e espalhá-la pelo mundo, para que um dia o ser humano seja inteligente o suficiente e aprenda a viver sem leis ou regras escritas em um papel. Para que o ser humano possa viver somente de acordo com sua consciência, e ainda assim seja compreensivo e correto. Com todos..

Para falar sobre o Museu da Diversidade Sexual, conversamos com Franco Reinaudo (53), Diretor executivo do Museu da Diversidade Sexual, ex-coordenador da Coordenadoria de assuntos da Diversidade Sexual da Prefeitura de São Paulo. Formado em Gestão Estratégica de empresas pelo Instituto delle Scienze Turistiche, em Firenze na Itália. Trabalhou por muitos anos na área de turismo e também prestando consultoria para empresas no sentido de políticas inclusivas para o público LGBT, dentro de empresas. Foi uma conversa muito franca e agradável, onde ficou clara a importância de um espaço como este, que preserva a memória e promove a integração do público LGBT, seja com a própria comunidade, seja na importante função de diminuir o preconceito e o distanciamento da sociedade em relação a essa importante parcela da sociedade, o museu é um importante marco na quebra dessas barreiras. O Museu completa 4 anos, instalado na Estação República do Metrô, e recebeu no último dia 23, homenagem do Papo Mix (Clique), pela contribuição do Museu para a cultura e a população LGBT paulistana. Desde o último dia 17 (Dia Internacional contra a Homofobia) está em cartaz a exposição Sonhar um Mundo, falaremos dela também. 


Jovens Cronistas – Adriano Garcia: Primeiramente como esse projeto chegou pra você na sua vida profissional?

Franco Reinaudo – Diretor do Museu da Diversidade Sexual de São Paulo: Olha, eu de certa forma tem muitos anos que trabalho com essa questão da militância LGBT, acho que desde os meus, sei lá, dezoito anos que eu de certa forma estou  ligado a essas questões, então, chegou momento da minha vida profissional que, ainda bem, tive uma estabilidade financeira, aí eu resolvi que como eu trabalhei muitos anos com o segmento, e que de uma certa forma me deu retorno financeiro, resolvi estar de volta de alguma forma. Comecei trabalhar na Parada – do orgulho LGBT em São Paulo - isso em 99 fazer trabalho de planejamento estratégico, de desenvolvimento do evento, e isso teve uma repercussão bacana não só eu claro, era uma equipe de pessoas que trabalharam pra construir um pouco esse planejamento da parada e a partir daí, foram acontecendo algumas coisas na minha vida que me levaram a esse caminho de trabalhar forte com esse segmento, a ideia do museu ela nasceu na prefeitura, uma demanda das pessoas que tinham vontade de ter um espaço aonde pudesse concentrar um  pouco as informações sobre o segmento, as questões culturais e a própria história né. A gente pensou em várias formas de fazer isso e até alguma coisa digital, na internet, mas sempre teve essa ideia de ter espaço físico, que a gente achava importante e foi um pouco isso dessa ideia que a gente tentou achar alguns lugares, a gente foi procurando alternativas então fomos conversar com o (governo do) estado, com o governo federal, tentar criar essas parcerias, foi quando o governo do estado realmente achou a ideia incrível, correu atrás e conseguiu esse espaço, eu sai da prefeitura, estava pronto pra voltar pra iniciativa privada, essa era minha ideia, quando me chamaram pra tocar esse projeto do museu ele estava um pouco parado, as essas coisas são assim no poder público, tem uma burocracia que dura, enfim, então eu resolvi assumir.

JC: Você citou a Parada (do orgulho) LGBT, você considera juntamente com a parada esse museu como marco nessa luta da questão diversidade e se sim, que outros projetos que você considera também importantes pra essa causa de que forma que eles são marcos? Afinal, você participou muito disso.

Franco Reinaudo: A Parada é fundamental, pra quem não viveu isso, antes das Paradas as pessoas questionavam  se os homossexuais existiam, era muito engraçado porque a gente tem que entender muitas vezes que você não tem marco identitário, que por você ser homossexual diferente dos outros segmentos você os enxergue né, estou falando de negros, mulheres eu vejo nessa questão da homossexualidade, que você não enxerga, a não ser que a pessoa fale pra você, então antes da parada tinha muito esse questionamento, a partir dessa Parada principalmente de 2000 onde aparecem 100 mil pessoas, que essas pessoas que iam escondidas, mascaradas era muito engraçado iam poucas pessoas antes, mas em 2000 aparecem 100 mil pessoas, esse marco eu acho que registra o fato, a partir daí ninguém mais pergunta se são poucos, quantos são, quer dizer você vê essa multidão de gente apoiando também essa causa faz com que isso seja algo do passado e também cria, eu acho, um movimento muito importante das pessoas começarem  a sair do armário que é como a gente fala, se assumirem, começar demostrar afeto publicamente isso não acontecia. 
Então eu acho que as paradas são uma revolução, uma revolução não só nessa questão de uma parada enorme gigante como tem em São Paulo, mas nesse processo importante social, porque ela acaba acontecendo em muitas cidades, até nas pequenas do interior do Nordeste, do Sul, lugares onde isso é muito perigoso, claro que aqui também é mas uma cidade grande, você pode passar despercebido, em uma cidade pequena não, as pessoas te conhecem então acho que as paradas tem essa função fundamental. Eu fico bravo quando existe essa crítica “ah, a Parada virou um carnaval”, esse tipo de coisa, eu acho que as pessoas não percebem a importância que é o ato político e a visibilidade de você estar presente e as pessoas verem essa quantidade de pessoas, isso já é um ato político a parada não precisa fazer mais nada – em termos de protesto - mesmo porque é impossível você ficar fazendo discurso, ou coisas do gênero, as pessoas vão de diversas maneiras, mas acho todas estão lá pra falar: “Olha eu to aqui, eu apoio ou eu sou”, então eu acho que o fundamental da parada é esse ato político gigantesco que transformou realmente a história da população LGBT, acho que o museu vem um pouco como todas as outras coisas que acontecem, a legislação, o espaço de denúncias, enfim, as políticas públicas pouco a reboque, desse movimento das paradas isso eu não tenho dúvida. E o museu eu acho que é um ponto e também fundamental, porque é importante a gente dizer algumas coisas: como o museu da diversidade sexual em São Paulo, você vai encontrar três outros equipamentos no mundo ou quatro, os principais hoje em Berlim e um em San Francisco (EUA), com essa mesma temática, ou seja,  o Brasil, a cidade São Paulo tem um equipamento que só existe em dois outros lugares no mundo,  isso é algo que a gente às vezes não reconhece,  mas que é muito importante e como demonstração de apesar de nosso país ser essa coisa meio estranha estrambólica digamos assim,  você tem um espaço que só outros dois países tiveram a capacidade e a coragem  de criar e eu acho que ele a intenção dele – museu - essa questão de preservar a memória e fazer a pesquisa, enfim guardar o acervo dessa população é um fato muito importante também,  por que isso não acontecia, então acho que o museu é um pouco da evolução dessas questões que antes a gente brigava por direitos, quer dizer, continua brigando, mas agora a gente também tem espaço pra preservar essa história esses direitos de alguma forma então ele é um espaço importante, e claro é ligado à cultura mas acho que essa ligação é muito importante, além da cultura a questão dos direitos humanos, então acho que ela é fundamental,  vamos ver se ele consegue evoluir de alguma forma, mas acho que ele já tem uma história importante em relação a essas questões.

JC: Então, você acha que o museu cumpre esse papel de uma função social de unidade da população LGBT em si?

Franco Reinaudo: Eu não tenho duvida que na hora que ele tiver construído, porque e importante a gente dizer que ele está em processo ainda de construção, apesar de ele fazer 5 anos, ano que vem, ele ainda esta sendo construído, as vezes a gente fala museu, museu tem uma serie de definições, mas em geral museu e algo que guarda a memória, que preserva um determinado assunto, um determinado período, tem uma determinada, digamos assim circunscrição histórica. Enfim, agora a gente tá falando de um museu que fala de pessoas, as pessoas tem outras características, por exemplo, uma questão fundamental que a gente esta discutindo do nosso plano de acervo, que tipo de acervo a gente vai ter, porque quando eu falo de alguma pessoa eu posso ter roupas, posso ter fotografias, posso ter documentos, posso ter milhões de coisas ne mobiliário enfim, esse processo de construção do museu está ainda sendo feito, estamos construindo o que a gente chama de plano museológico que vai definir isso, é importante porque a gente não tem referência, como a gente falou agora são outros dois no mundo, um museu desse tema está sendo discutido junto com a população, junto com o segmento, e é importante que isso seja assim, acho que e a parada e esse processo de juntar a população pra estar  dentro, acho que o museu só vai ter função se a gente tiver uma participação efetiva da população de alguma forma,  uma hora a gente vai ter que achar os canais, as formas de ter a população dentro do museu cuidando, propondo, enfim, tomando conta do espaço, invadindo ele, essa é a ideia principal, agora a gente está nesse processo ainda de construção, mas eu acho que ele tem esse papel, eu brinco sempre que ele e um museu militante, tem que ser um museu militante, ele não é um museu que espera alguma coisa, é um museu que tem de correr atrás.

JC: Você falou sobre a mudança do museu pra um casarão na paulista, como você vê esse período na estação República que sempre foi u “marco zero” na integração do público LGBT? O espaço atendeu as necessidades do museu?

Franco Reinaudo: A gente vai deixar o espaço lá – Após a mudança - porque hoje a gente tem o que a gente chama de espaço positivo, temos 100 metros quadrados lá, mas ele não comporta acervo, não comporta biblioteca, ele só comporta exposições, que a gente ainda tem certa dificuldade quando é algo muito grande, então a ideia é que o museu ali, ou esse espaço positivo continue quando a gente for pra Paulista mesmo assim vai ser um espaço que a gente vai deixar lá, porque ali e um espaço de grande visibilidade e também a gente entende isso que você esta dizendo, a republica é uma marco importante de varias maneiras uma porque ali acho que aconteceu uma coisa triste, que foi assassinato do adestrador de cães – Edson Neris da Silva, espancado e morto na praça da República por Skinheads - em 2000, que foi também um marco nessa questão, quando realmente a população se levantou e o grupo de skinheads foi preso, isso acontecia e em geral não acontecia nada, e porque ali também e um espaço onde vive e convive a população, então a gente acha importante manter esse espaço, mas a paulista também é um marco, ela e uma marco das lutas, a gente achou incrível a ideia de ir pra paulista porque ela tem todo um histórico, ali aconteceram grandes protestos, marchas, enfim e a parada, então a gente vai estar ali na parada.

JC: Você crê que os meios de comunicação podem ajudar na difusão da ideia, tanto da causa LGBT em si, como do museu?

Franco Reinaudo: Ah, eu acho que é fundamental eu que tenho uma ligação forte com essa questão da comunicação acho fundamental você construir nesses meios e um pouco mais amplo, na publicidade, no jornalismo, nas mídias na televisão, nessa questão da informação, é importante que isso seja pautado de uma maneira transparente, o que a gente vê é muitas vezes um visão muito estereotipada do homossexual ou muitas vezes a pessoa nem enxerga que aquilo que a gente está falando e que essa população existe, por isso que a gente usa esse termo heteronormatividade, que se presume que toda população seja heterossexual, então quando você vê nas propagandas essas questões, na maioria das vezes, hoje você vê mais, mas em geral não são inclusivas, não só nessa questão, também  na questão da população negra enfim. 

Acho que é importante essa mudança de comportamento pra se enxergar que as pessoas são diferentes, por isso que a gente chama museu da diversidade sexual, quis usar esse nome justamente por isso, essa palavra diversidade define um conceito que eu acho que é muito importante que as pessoas não são iguais elas são diversas, a população não é igual, são diferentes, no seu jeito, nos seus gostos, nas suas orientações na forma que elas expressam o seu gênero, eu acho que a propaganda precisa entender isso, e as empresas precisam entender essa mudança muito importante que aconteceu, que antes você pensava o seguinte: “Eu vou produzir muito, tudo muito parecido pra reduzir custo”, era o Ford falando, todo mundo pode escolher seu carro desde que ele seja preto e hoje os carros da Ford são todos coloridos, todos diferentes porque nesse processo aconteceu essa mudança, acho importante pra quem faz publicidade ou lida com isso, enxergar isso e estudar as especificidades de cada segmento pra você atender a necessidade do seu cliente e não a sua necessidade de lucro, por que acho que o que vai gerar lucro no futuro e isso, você atender as especificidade de cada grupo.

JC: Há um espaço que me marcou muito quando eu lá estive – Exposição Diversidade Futebol Clube - que era um painel contando a historia de um jogador de futebol inglês – Justin Fashanu, que viu a carreira decair após assumir a homossexualidade - que acabou se suicidando. Isso é muito marcante, há outras coisas que você pode destacar como marcantes no museu?

Franco Reinaudo: Apesar de ser um espaço pequenino, a gente que criou uma serie de estratégias ali pra poder conversar com o público, então a gente pensa muito, tem muita gente que passa, mas não entra, não entra porque “não gosta”, não entra porque não pode, por pressa eu estou passando ali de metrô, e como a gente fala com essas pessoas e fala sobre isso que você está falando, ter as estratégias de deixar todas a janelas abertas, então a pessoa que passa vai ver um pedacinho, vai ler uma história, enfim. Agora, a gente lota o museu também  pra poder se comunicar e a gente sempre tenta de  alguma forma trazer histórias e trazer também outros exemplos de discriminação pra que a gente possa falar de uma maneira mais ampla sobre essa questão dos direitos humanos. 

Agora, o museu provoca uma reação nas pessoas, ás vezes boa, eu sempre fico na porta olhando principalmente no começo, eu via quando passava um homossexual ou uma lésbica ai falava “nossa” e abria um sorriso, ou tirava uma foto, era bacana como você percebia que as pessoas que são homofóbicas ficavam revoltadas e a gente já chegou a ter até gente escrevendo: “museu da pouca vergonha”, mas acho que esse é o papel dele mesmo, estar naquele lugar de visibilidade e provocar essas reações favoráveis ou não, mas  a gente quer discutir isso com a sociedade e é importante que as pessoas entendam que essa questão é importante e que aquilo é um espaço do governo que fala sobre isso. Então quando a gente coloca textos e fala pouco essas historias é um pouco isso, pra pessoa também se colocar no papel desse jogador que acabou se suicidando, que não suportou a pressão, é muito engraçado porque essa exposição que a gente fez na verdade ela tinha uma outra lógica, ela ia falar sobre discriminação no futebol  e a gente não conseguiu um jogador pra dar um depoimento, então a gente optou por contar as historias e na maioria são historias de pessoas que não são brasileiras, como esse jogador, porque a gente não conseguiu recolher material aqui, então você percebe que esse espaço do futebol e um espaço bastante hermético, fechado e que não se discute muito essa questão da diversidade sexual .

JC: Você falou agora á pouco sobre as reações em relação ao museu, como que você percebe a interação do publico hetero em relação ao museu e se o museu dentro desses quatro anos que ele está em atividade conseguiu juntamente com as demais ações importantes como a parada, modificar a percepção do heterossexual em relação á população LGBT?

Franco Reinaudo: Olha, eu acho que sim, porque tem uma coisa que eu sempre ouvi de um amigo meu que era mais velho, ele falava que  a gente tem algumas maneiras de combater o preconceito e trabalhar essa questão da discriminação, uma delas e com o convívio, porque você acaba acostumando, por que o que e preconceito, é o medo que você tem do que você não conhece, então quando você passa a conhecer e conviver, acho que isso se desfaz um pouco, o que a gente tem na nossa sociedade é um problema educacional muito grande, você não discute essas coisas na escola, você não aprende, você não sabe, então muitas pessoas tem o que elas tem informações, de ouvir falar . Então quando você faz uma parada, quando você coloca um museu dentro do metrô, em que milhares de pessoas passam, o que acontece, no primeiro dia talvez ela estranhe, no outro dia ela xinga, mas depois ela passa e passa a conviver e “opa”, pera ai isso aqui é bacana, olha que bonito isso, enfim. 

Acho que essa convivência é fundamental pra que a gente mude a situação, quando as pessoas aparecem, elas se identificam e passam conviver com seu circulo de amigos, no trabalho desse jeito, acho que essa é a melhor maneira da gente combater o preconceito, as pessoas vão ver que há pessoas legais ou não, mas ela é igual no sentindo amplo dessa palavra. Então eu acho que sim, a parada, o museu, as manifestações e o caminho a gente está caminhando, são muito importantes pra que a gente possa construir uma sociedade mais justa e mais solidária, inclusiva todas essas coisas.


JC: Por fim, queria que você deixasse seu recado pra quem já conhece e pra quem não conhece, vir conhecer o museu e apreciar também essa ampliação, ela tem previsão?

Franco Reinaudo: Acho que vai demorar um pouquinho, a crise econômica acabou afetando todo mundo, um projeto desse porte, a construção desse museu é muito particular, ela está sendo feita com tranquilidade, a gente está com uma equipe bacana de museologos, tem o processo restauro do casarão, é um casarão antigo, então assim vai demorar por conta da crise. Mas a gente está caminhando nos outros processos de construção dele, conceitual, enfim. Convidar as pessoas então a irem lá, a gente está em uma localização bastante fácil dentro da estação República do Metrô atrás da bilheteria, o museu funciona de terça a domingo das 9:00 ás 18:00 e em Maio a gente abriu uma exposição bacana, que se chama “Sonhar um mundo”, do artista Paulo von Poser e Márcio Zamboni, que fala sobre direitos humanos e a gente está muito contente com isso, a gente aborda nela essa questão dos direitos humanos desde o dia 17 de Maio, dia de combate á homofobia, pra falar de direitos de todo mundo e a exposição vai até o final de Agosto. 


Fotos: Acervo Entrevistado
Produção: Gustavo Moreira
Reportagem: Adriano Garcia




Por Joseclei Nunes (@JosecleiNunes)

Faltam apenas nove dias para o carnaval e o inicio dos desfiles das Escolas de Samba, que começa na sexta Grupo de Acesso A e depois no domingo com o grupo especial. Apesar de toda tensão do pré-carnaval, além alegorias em período de finalização, entrega de fantasias e apostas de quem será campeã e volta para os desfiles das campeãs, outro assunto vem sendo comentado, aliás, já é um assunto bem comentado nos últimos anos no carnaval, que seriam a as transmissões dos desfiles e os direitos de televisão envolvendo os envolvidos.


Desde 2013, a Globo passou a transmitir apenas no Rio de Janeiro, os desfiles do Grupo A, que até então, passava em outras emissoras, enquanto o canal transmitia os desfiles de São Paulo. Para muitos de nós sambistas e envolvidos no carnaval foi bem positivo, porém, com dezenove agremiações, o canal optou em transmitir a partir da terceira e quarta escola e passar um compacto das primeiras após o termino da ultima escola, porém isso foi comentado e esse formato foi repetido nos anos de 2014 e 2015. 


Já no Grupo Especial, o canal passava os desfiles na integra, repassando os direitos dos desfiles das campeãs para outra emissora (Band e SBT), mas em 2014 ela resolveu passar os desfiles na TV Fechada, no Canal Viva, que pertence ao Grupo Globo começando uma pequena revolta entre os sambistas. Ano passado ela resolveu usar formato que tinha no Grupo A, levando para o Grupo Especial e além disso, terminando de vez as transmissões do desfiles das campeãs, acompanhando apenas pela internet, em seu portal de notícias, o G1. No fim do mesmo ano ela resolveu se meter mais no carnaval, querendo transmitir os desfiles a partir da terceira escola de cada dia, prejudicando as agremiações como Estácio de Sá, União da Ilha, Vila Isabel e Salgueiro, colocando apenas um compacto após o termino da ultima agremiação, gerando uma grande revolta entre as escolas envolvidas. Agremiações, sambistas e componentes foram até as redes sociais protestando contra a decisão da Globo, que teve que acatar, mesmo assim, não vai transmitir a primeira escola de cada dia (Estácio e Vila Isabel), transmitindo o desfile na integra no fim das ultimas escolas.


Após esse período, muitos comentaram essa situação envolvendo a transmissões dos desfiles e os envolvidos que passam os direitos televisivos. A cada ano a Globo tem dado poucos espaços as escolas nos desfiles, apesar de algumas divulgações em seus telejornais como o RJTV e Bom Dia Rio, além das famosas vinhetas que passam no intervalos de sua programação, mas  em si, a transmissão vem perdendo o espaço em sua grade de programação. Claro que essa discussão será longa e muitos de nós teremos que ver o que seria melhor para cada um.


Apesar disso, na parte do carnaval vem crescendo a cada ano. Como a especialização sobre tema, chegada de livros enriquecendo a história cultural do carnaval e isso poderia aprimorar para dentro da transmissão, porém isso não tem acontecido. Não sei detalhes sobre a negociação entre a Globo e a LIESA, mas sei que a emissora tenta interferir na questão dos desfiles, como diminuição do tempo de desfile, alegorias e componentes, gerando revolta entre os dirigentes de algumas agremiações. Claro que a Globo primeiro pensa em seu interesse e para manter as transmissões, que vem perdendo a cada, oferece propostas que seriam “cruéis” para o carnaval. Um desfile com menos componentes, por exemplo, pode gerar perda de rendas para as escolas, que em muitas delas ainda dependem, por exemplo, de renda vinda da prefeitura e até mesmo da própria emissora. Outro fato seria colocar o inicio dos desfiles para mais tarde (em São Paulo, creio eu, começa 23 horas), mas as escolas também não concorda pela questão de encerrar o desfile na luz do dia, apesar que na história, há desfiles antológicos sobre a luz céu, como a Mocidade em 1996.

É claro que ambas precisam entrar em acordos, principalmente para o carnaval. A Globo como detentora dos direitos poderiam fazer isso, como faz em relação a outros esportes e até eventos como o Rock in Rio, repassando os desfiles para canais de seu grupo como Multishow, GNT, +Globosat e entre outras, como também colocar no Pay Per View, já que nesse intervalo na temporada do futebol brasileira também seria uma boa, alem de repassar os direitos de desfiles para canais online como o youtube, onde ano passado retirasse todos os desfiles, podendo trazer um publico mais especifico e apaixonado como vimos no tênis e no automobilismo. Também precisa renegociar os direitos dos desfiles das campeãs, algo que se tornou o costume para muitos, principalmente para os que acompanham os desfiles na Intendente Magalhães, usando o mesmo formato que citei para os desfiles ou mesmo para uma emissora com a TV Brasil.


Ainda veremos muitos capítulos sobre esse tema, mas espero que todos saiam felizes e que o carnaval continue mais forte para o bem de todos. 

*Joseclei Nunes é fundador e editor do blog Futebol Retrô. Escritor, graduando em História. Ama futebol, politica, escolas de samba e um bom papo de botequim. 

Imagem: Getty
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