Artigos por "CBF"
Mostrando postagens com marcador CBF. Mostrar todas as postagens

Foto: Reprodução internet


O tema, que já vinha sendo amplamente discutido internamente na CBF, ganhou visibilidade após o elitista presidente do Time do Povo, Andrés Sánchez se dizer contra a presença de "tantos veículos de mídia" assim nas partidas e considerando "justo" apenas "quem pagar" transmitir, "igual na Copa do Mundo". Absurdo discurso encampado por Francisco Noveletto, vice-presidente da entidade máxima do futebol Brasileiro. Segundo ele, o dinheiro iria para os clubes, porque "precisam de ajuda". Mas cabe questionar, quem irá ajudar as emissoras de rádio do interior, as emissoras do AM, as webrádios (que tantos talentos revelam)? E estes, que não detém o poder econômico, que não pagam e jamais pagarão salários astronômicos nem deterão isenções fiscais, quem irá ajudar? Nesse sentido, é justo nos manifestarmos em relação a isso, que todos os que trabalham nestas categorias do rádio, possam, evidentemente à própria maneira, se manifestar contra esse duro ataque, como fazemos na nota abaixo:



"Na contramão da necessidade de regulamentação e ampliação do acesso à concessão de mídia, a CBF propõe que somente com aquisição de direitos de transmissão, rádios possam transmitir os jogos.

Isso é absurdo visto a ampliação do acesso à comunicação, à possibilidade de se comunicar e gerar conteúdo que as redes possibilitam em nossa geração. A banda AM está sendo ASSASSINADA, mal se encontram dispositivos que a reproduzam, logo, a saída tem sido a reprodução em sites, redes como o Facebook e aplicativos. O que dizer então das web-rádios? Que na raça revelam grandes profissionais e fazem trabalhos de extrema qualidade, muitas vezes tirando do bolso, por amor ao esporte e à comunicação.


É uma vergonha, UM CRIME, tratar esses bravos lutadores (sou um deles) desta forma. É só deixar os poderosos jogar, é proselitismo barato e covarde.

Nota-se que a CBF segue a mesma cartilha de exclusão e desrespeito do governo federal, logo, merece o mesmo combate duro e desprezo institucional". 


Conclamamos portanto todos os companheiros que não trabalham nos grandes grupos de comunicação, a colocarem a boca em seus microfones, o dedo no teclado e até mesmo a ir a porta da CBF e das federações, para impedir essa absurda exclusão, em plena Era digital. 



Se inscreva em nosso canal no Youtube: TV Jovens Cronistas e confira nossos conteúdos esportivos, toda segunda tem "JC Esportes" com os destaques do Brasileirão, dê sua opinião que é fundamental, seu like e divulgue para os amigos! 

Curta nossa página no Facebook: Jovens Cronistas!, siga-nos no Insta: @jcronistas 
Jason Cairnduff/Reuters

Salve, pessoal, torcedores da Seleção Brasileira, vamos repercutir o empate de 1x1 envolvendo Brasil x Suíça na estreia da nossa seleção na Copa do Mundo 2018, na Rússia. Um jogo duro, difícil, a ser resolvido nos detalhes (quem acompanhou a prévia do Grupo E sabe do que está sendo falado). Um jogo em que o Brasil conseguiu a vantagem no placar, mas não soube usar o campo disponível a seu favor. Ainda teve direito a polêmica que será discutida aqui. Vamos ao jogo.

Tite escalou a seleção brasileira com Alisson, Danilo, Thiago Silva, Miranda, Marcelo, Casemiro, Paulinho, Philippe Coutinho, Neymar, Willian e Gabriel Jesus. E quem começou tomando a inciativa do jogo foi o time amarelo em jogada pelo lado esquerdo; a bola sobrou para Paulinho que chutou, o goleiro Sommer conseguiu desviar com a pontinha dos dedos, mesmo com o árbitro sem dar o escanteio. Mas o alívio brasileiro viria rápido. Bola no setor esquerdo do ataque, Philippe Coutinho pegou a bola, trouxe para dentro e chutou. A bola acabou morrendo no ângulo esquerdo de Sommer que voou de todos os jeitos, mas nada pôde fazer em um lindo chute com as características do jogador brasileiro. Ainda no final da primeira etapa, Gabriel Jesus foi contido pela marcação suíça no "um contra um".

Veio a segunda etapa e com ela o lance mais polêmico da partida. Escanteio em bola errada da seleção brasileira, Zuber subiu após empurrão em Miranda para empatar o jogo. O juiz não viu, árbitro de vídeo deixou passar, mas havia jogo ainda. Tite começou mexendo no Brasil colocando Fernandinho no lugar de Casemiro, para tentar ter mais presença ofensiva. Minutos mais tarde, Paulinho deu lugar a Renato Augusto. O time canarinho começou a atacar mais, porém Sommer fez bela defesa na cabeçada de Fernandinho. Philippe Coutinho recebeu boa bola, mas deu o efeito contrário, fazendo a redondinha sair pelo canto esquerdo de Sommer. Gabriel Jesus recebeu na cara do goleiro, foi agarrado pela zaga da Suíça, mas preferiu desabar no chão em vez de tentar algo a mais como uma finalização; óbvio que o árbitro não ia marcar o pênalti. Tite tentou uma última cartada ao colocar Firmino no lugar de Jesus e o Brasil foi para um "tudo ou nada". Teve mais volume de jogo nesse final; Neymar chutou de longe para defesa de Sommer. Miranda apareceu livre para chutar, mas a bola passou centímetros da trave. No último lance, Fernandinho chutou, mas a zaga suíça conseguiu impedir a bola de chegar no gol. Fim de papo.

Zuber sobe para empatar a partida (Fifa/Divulgação)

A começar pelos lances polêmicos: Miranda realmente foi empurrado, mas faltou mostrar que estava ligado na jogada. Deveria tentar pular, mostrar, escancarar que o empurrão foi DETERMINANTE para a continuidade da jogada. O fato dele ter ficado parado, nem pulado, etc., talvez possa ter feito o árbitro mexicano e os de vídeo interpretarem como que o empurrão não tivesse sido tão efusivo assim. O pênalti em cima de Gabriel Jesus poderia ser marcado? Quem sabe, caso o jogador tivesse desabado enquanto estava sendo puxado e não quando os suíços "aliviaram" a puxada, mas mesmo assim, poderia ser visto no tal VAR (árbitro de vídeo). 

Sobre parte técnica e tática, a Suíça foi bem ao conter o lado esquerdo ofensivo do Brasil; contendo Marcelo e Neymar é claro que para tentar parar a canarinho tinha que ser por esse lado. Coutinho mostrou bem a sua cara marcando um golaço, mas mesmo em desvantagem, a Suíça bloqueou a saída pelos lados do Brasil, dificultado e muito o contragolpe. As mexidas de Tite foram bem mais ou menos; Fernandinho no lugar de Casemiro pode até ser discutível, mas sacar Paulinho para colocar Renato Augusto não dá para entender, visto a importância ofensiva do volante do Barcelona. Se fosse para tirar Paulinho, colocasse um homem de frente como Firmino ou Douglas Costa para desafogar o lado esquerdo com Neymar e Marcelo que estavam praticamente bloqueados. Firmino entrou no "6 por meia dúzia" no lugar de Gabriel Jesus e até melhorou a produção ofensiva da seleção. Longe de ser aquela grande exibição, mas melhorou. Pode ser cruel com o "menino Jesus", mas Firmino precisa começar um jogo ou entrar mais cedo.

Enfim, estreia passou, nervosismo e ansiedade diminuíram. Suíça é o adversário mais difícil do grupo, marca bem e tem sua qualidade na saída de bola. Próximo jogo é diante da Costa Rica e se o Brasil quiser tranquilidade tem que vencer e procurar fazer saldo. Espero que Tite reveja algumas alterações que fez hoje - mexeu bem em amistosos, eliminatórias... por favor! Não vá mexer errado na copa!

Por Joseclei Nunes (@JosecleiNunes)  

A primeira rodada da Copa Sul-Minas-Rio terminou, o publico compareceu, mas e agora, o que podemos esperar para as próximas rodadas, ou para os próximos capítulos envolvendo os clubes, principalmente a dupla Fla-Flu, CBF e FERJ?


Podemos iniciar no inicio da década passada, quando CBF, Globo e as confederações resolveram criar um calendário para o futebol brasileiro, e distribuição de cotas de TV, terminando com os torneios regionais, como a Copa do Nordeste, Taça Rio-São Paulo e Liga Sul Minas Rio, gerando uma revolta dos clubes com os envolvidos. Tempos depois, com enfraquecimento dos estaduais, brigas entre clubes, federações, confederação e emissoras de TV, alguns dirigentes optaram em retornar com os torneios regionais, começando pela Copa do Nordeste e a Copa Verde.


Com o sucesso dessas ligas, que tem a autorização da CBF, alguns clubes começaram se unir pela volta da Liga Sul Minas, mas com novos convidados, a dupla Flamengo e Fluminense, que nos últimos anos resolveram romper com a FERJ, que tem apoio de Vasco, Flamengo e os clubes pequenos do Rio de Janeiro.


A entrada da dupla começou uma queda de braço com a FERJ, até que Rubens Lopes, que tem interesse futuro em assumir a CBF, resolveu cortar o valor que seria distribuído aos dois clubes, dividindo entre as outras equipes do Campeonato Carioca. Depois ele solicitou a CBF para que vetasse a continuidade do torneio, que foi feito, colocando apenas em caráter amistoso de pré-temporada, que pela regra seria até 30 de janeiro. Essa decisão gerou uma revolta entre os dirigentes dos clubes envolvidos, jornalistas esportivos e até nas redes sociais com a hastag #JuntosPelaPrimeiraLiga, além do apoio do Bom Senso, mas isso não durou menos de uma semana e os clubes venceram a primeira queda de braço contra a CBF e a FERJ, que queriam o torneio apenas para 2017, onde colocaram o torneio no calendário oficial, mas nessa temporada como torneio amistoso. Uma vitória para o futebol brasileiro, mas ainda é pouco.


Ainda é complicado para alguns defenderem a Primeira Liga, até mesmo aqueles que não se juntaram a esses clubes, assim como a dupla Vasco e Botafogo, como os clubes paulistas. Há um jogo de interesse para todos os lados, é claro, isso envolve briga de poderes, cotas de TV e entre outros problemas como publicidade, preço de ingressos e por ai vai.


Claro que isso não mudará a situação do futebol brasileiro, que agoniza, mas pelo menos podemos ter ainda uma ponta de interesses. Vimos em outras oportunidades criação do clube dos treze, assumindo o campeonato brasileiro de 1987 e depois com outra oportunidade da Copa João Havelange e deu no que deu. Outra questão que precisa deixar de lado, é a rivalidade entre os clubes, como aconteceu com Kalil do Atlético Mineiro e o Gilvan do Cruzeiro. A Primeira Liga não será a solução, mas é a oportunidade para que o que existe de ruim no futebol como o que temos na CBF e na FERJ percam forças e no futuro tenha uma mudança. Assim como na questão nos direitos de TV, terminando com o monopólio de um canal e colocando uma divisão mais digna entre as equipes, fazendo do torneio mais atrativo, como um campeonato mais competitivo, o aumento de renda dos clubes, além da permanência de jogadores.


Ainda é cedo para criar uma expectativa sobre o futuro da liga e como a posição futura de outros clubes e confederações, mas é claro que o caminho para a criação de uma liga nacional poderá ser um inicio para o nosso futebol, resta como a CBF deixará os torneios dos clubes, mas a exemplo que tem na Europa, tem dado certo, mas aqui ainda tem a questão da rivalidade, do poder, do interesse financeiro e não ter uma cota dividida entre outros clubes. Espero que eu possa está errado, pois eu torço pelo futuro da liga e se realmente for um sucesso, com bom publico e bons jogos, quem sabe não podemos ver nos próximos anos ligas como a Rio-São Paulo, mas ainda é cedo, mas o importante que os clubes de inicio desafiaram a CBF e a FERJ, que aceitou a continuidade dessa edição do torneio e vamos esperar e que isso der certo e que o futebol brasileiro retorne aos tempos de outrora
.

Reitero também a permanência dos estaduais, pois nossa história esta na essência e nas rivalidades locais. A solução é que possamos também olhar para os clubes de menor investimento, dando também oportunidades nas ligas regionais. Não adianta pensar apenas nos clubes “considerados grandes”, pois todos precisam participar nesse momento pela mudança no futebol e os “pequenos”, assim como o sistema dos estaduais devem ser, permanecem em seu calendário.

Abaixo a nota da FERJ sobre a Primeira Liga:






*Joseclei Nunes é fundador e editor do blog Futebol Retrô. Escritor, graduando em História. Ama futebol, politica, escolas de samba e um bom papo de botequim. 

Imagem: Primeira Liga e FERJ
Curta nossa Página: Jovens Cronistas! (Clique)