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Foto: Lance

Na tarde deste domingo (12), o Flamengo faz outra partida abaixo do normal, mas venceu pela força da camisa que é maior e bem mais pesada do que a do adversário.

Com alterações no time inicial por conta da contusão do Bruno Henrique ou por opção do técnico Jorge Jesus, o Flamengo veio a campo com a seguinte formação. Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Gustavo Henrique (que roubou a vaga de titular de Léo Pereira), Arão como único volante, Vitinho no meio pela direita no lugar de Everton Ribeiro, Diego centralizado no lugar de Gerson e Arrascaeta pela esquerda e com dois atacantes, Gabigol saindo mais da área pela esquerda e as vezes pela direita e Pedro que substituiu Bruno Henrique machucado. Um 4-1-3-2.


O primeiro grande ataque do Mengão veio num contra-ataque aos 15 minutos da primeira etapa, Everton Ribeiro avançou e tocou para Gabigol na direita puxar para perna esquerda e chutar para a defesa do goleiro adversário.

O primeiro gol do Mengão começou com Vitinho que passou para o Arrascaeta que achou Diego na meia lua e deixou Pedro dentro da área para marcar um golaço.

Ainda na primeira etapa outro grande ataque do mais querido do mundo, Filipe Luís levantou, Arrascaeta tentou um bicicleta e sobrou para Pedro de costas para o gol levantar e dar uma meia bicicleta.



No segundo tempo, aos 27 minutos batida de escanteio da equipe adversária a bola sobra para rafinha ligar o contra-ataque com Gabigol que avançou passou bonito pelo marcador e achou Michael sozinho dentro da área para marcar. 

Aos 31 minutos, Rafinha cruza meia altura e Everton Ribeiro desvia e quase marca. Aos 47 minutos uma presepada do árbitro ao expulsar o Gabigol com o segundo amarelo. O jogo foi todo do Mengão na primeira etapa e as únicas chances do adversário foram em erros de passes e em tentativas de contra-ataques. O Flamengo começou o segundo tempo muito mal, errando na parte central de ataque e cedendo contra-ataques para o adversário até tomar o gol de empate e o Jesus mexer na equipe. três substituições de uma vez, entrando Gerson,  

Everton Ribeiro e Michael e saindo Diego, Arrascaeta e Vitinho. Gerson veio para fazer o papel de segundo volante, Michael jogar aberto pela esquerda e Everton Ribeiro aberto pela direita. Não houveram muitas trocas de posições entre os jogadores como é de costume no Flamengo e nem um quando perde pressiona.

No geral, o Mengão teve mais o controle da bola e deu mais passes certo, mas sem a mesma efetividade que estamos acostumados. Gerson, Arrascaeta e Everton Ribeiro não voltaram bem do período que o futebol ficou parado e nem seus substitutos agradaram muito. E ficou assim, Flamengo 2 x 1 e uma pequena vantagem para o maior do mundo.



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Foto: O Globo


Na noite desta quarta (8), o Flamengo perdeu para o Fluminense e ficou com o vice da Taça Rio, provocando assim finais para o Campeonato Carioca.

O Flu aceitou a inferioridade e veio mais recuado para essa partida. Embora na escalação mostrada o esquema era um 4-3-3, o que se viu em campo foi a equipe jogando num 4-1-4-1 numa marcação por encaixe e com perseguições médias (ver imagens) em ação defensiva. A grande sacada de Odair foi povoar a entrelinha, o que dificultou as infiltrações do time do Flamengo.

Imagens: Arte (Reprodução FluTV) 


Quem teve as duas melhores chances no começo do primeiro tempo foi a equipe tricolor, contra um Flamengo totalmente perdido.  O Rubro-Negro jogou o jogo todo no 4-1-3-2 com as movimentações de sempre dos jogadores trocando posição. Com Gerson, Arrascaeta e Everton Ribeiro muito apagados o Fla nada criou na primeira etapa, nem a marcação pressão funcionou.

O gol do Fluminense saiu de um cruzamento de Egídio pela esquerda, Marcos Paulo desviou na meia lua e Gilberto fez de cabeça o primeiro gol da partida aos 37 do primeiro tempo. Léo Pereira sequer subiu para disputar.

O segundo tempo começou menos ruim com uma cabeçada de Bruno Henrique nas mãos do goleiro do Flu e poucos minutos depois num contra-ataque o Flu poderia ter feito o segundo gol se Marcos Paulo, depois de um chutão do goleiro, enxergasse seu companheiro mais bem colocado dentro da área, aos 10 minutos do segundo tempo.

Aos 19, a bola saíu da direita para esquerda para boa cabeçada de Gerson, só que fora fora da meta. A partir dos 20 minutos o Flu cansou de correr atrás e começou as substituições mudando o tipo de marcação, saindo da por encaixe e marcando mais por zona. Variando com linhas com 4 ou 5 jogadores. 

Aos 21 minutos do segundo tempo Rafinha faz grande cruzamento e Gabigol quase marca. Muriel espalmou para escanteio. Aos 31 Michael acha Gabigol na grande área que chuta de direita e Muriel faz uma defesa segura. Aos 32 Michael toca par Filipe Luís na esquerda que cruza e Pedro marca de cabeça o gol de empate do Flamengo.

 Ao 38 minutos uma disputa na entrada da área pelo alto, a bola sobra limpa para Bruno Henrique que chuta muito mal e a bola vai para fora. Bruno Henrique muito abaixo nessa partida. Logo em seguida, Gabigol, dessa vez pela esquerda, cruza na segunda trave a defesa afasta mal e sobra para Michael na direita entortar o marcador e e fazer um belo cruzamento para Bruno Henrique cabecear e novamente Muriel salvar o Flu. 

E assim terminou o jogo, Fluminense 1 x 1 Flamengo. Nos pênaltis, mesmo com o goleiro do Flamengo pegando dois, o Flamengo desperdiçou três cobranças. Sendo duas defesas de Muriel e uma bola fora de Léo Pereira. Terminando a disputa nos pênaltis com vitória do Flu por 3 x 2, Fluminense campeão da Taça Rio. 

O Flamengo parecia meio que sentindo uma possível saída do Jorge Jesus. Foi um time sem alma e sem coração, reflexo do que Jesus estava sendo nos últimos três jogos do carioca. Ele já não vibrava e se irritava mais como no ano passado. A alma de Jorge Jesus parecia também não está mais ali e sim em Portugal e enquanto o Flu foi um time batalhador, disciplinado e vivo durante quase todo o jogo mesmo sendo inferior tecnicamente. 




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Em mais um vídeo no #JCEsportes, Adriano Garcia fala sobre como a atitude isolada do Flamengo em transmitir seus jogos, rompendo assim o contrato com a Globo prejudica como um todo o futebol do Rio, não apenas os rivais mas as pequenas equipes, que dependem agora da "piedade" da Globo para manterem suas receitas e ficam sem perspectiva para as temporadas seguintes. Também se posiciona sobre o modelo ideal de aplicação do que sequer é lei, mas apenas uma MP que trata do direito de transmissão para o MANDANTE (E quando o Mengo visitar?), neste modelo, como na Europa, o ideal é negociar coletivamente, por meio de liga.






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Ary Evangelista Barroso, nascido em Ubá, Minas Gerais, em 7 de novembro de 1903. Foi compositor e locutor de futebol. 


Na carreira de compositor criou vários sambas, 30 deles gravados pela Carmem Miranda. Compôs o samba "Aquarela do Brasil", que segundo a revista Rolling Stones Brasil, é a décima segunda maior canção do Brasil.

Ary não era Flamenguista nos seus primeiros anos no Rio De Janeiro, mudou de time devido a data de nascimento do Clube de Regatas do Flamengo ser 17 de novembro de 1895. Plutão, uma dos cinco planetas do Flamengo, na astrologia, destaca-se Marte sob o Sol de Ary e Plutão do Flamengo sobre sua lua.

Em suas narrações ele não escondia sua preferência pelo clube rubro-negro e se negava a comemorar gol contra o seu clube de coração, frases como:”Ih, lá vem os inimigos. Eu não quero nem olhar.”, era comum em suas narrações. Uma das soluções da rádio foi colocar 2 narradores, Ary para narrar as jogadas do Flamengo e um outro para os ataques do adversário. Quando saiam os gols do Flamengo ele comemorava tocando uma gaitinha.

A paixão pelo Flamengo era tão grande que ele recusou um convite para ser diretor musical da Disney, feita pelo próprio  Walt Disney. Que perguntou o motivo dele não ter aceitado, Ary respondeu: “Because ‘don’t have’ Flamengo here." (Porque aqui não tem Flamengo).

Ary já viajou para outro país para negociar jogador para o clube de coração, mesmo tendo medo de avião. O jogador era uma jovem promessa do futebol chamado Modesto Bria. Bria ficou 10 anos no clube e conquistou um tri-campeonato. Por sua "culpa", Zico e Junior foram jogadores e ídolos do Flamengo. 

Seu maior ídolo era o Leônidas da Silva, o "diamante negro". Foi Ary que deu o nome ao gol de bicicleta. Quando Leônidas foi vendido para o São paulo, Ary ficou revoltado e perseguia o seu substituto nas narrações. Pirilo, que era substituto de Leônidas, respondeu com 39 gols no campeonato carioca de 1941.

A gaitinha parou de tocar no dia dia 9 de fevereiro de 1964. Ary foi homenageado numa canção de Moraes Moreira, Vitorioso Flamengo (clique). "A gaitinha vai tocar como no tempo de Ary Barroso...".




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Foto: Globoesporte (André Durão)


O Flamengo venceu fácil a primeira partida na volta do futebol carioca, por 3 x 0 sobre o Bangu. O Bangu até tentou se defender com uma linha de cinco defensores, quatro no meio e apenas um na frente, sem êxito. O Flamengo teve 69% de posse de bola, chutou dez bolas, sendo sete para fora e três no alvo, os gols.

O primeiro lance de perigo, do Flamengo, começou com Filipe Luís pela esquerda do campo de ataque, que passou para Gerson, achando Rafinha que cruzou do bico da área para Arrascaeta escorar para trás e o goleiro interceptar a bola que ia para Bruno Henrique.

Reparem bem nesse lance que é quase um ataque posicional, faltou apenas amplitude ofensiva. Na esquerda a formação de um triangulo, com Arão dando opção de retorno, Gerson sendo o suporte ofensivo, Gabigol dando profundidade (embora no momento do desenho esteja em posição irregular), Everton Ribeiro se projetando nas entrelinhas. A jogada prosseguiu até chegar na direita para Rafinha que voltou para Gerson e achou Gabigol, que saiu da área para concluir a jogada com um chute para fora, que passou tirando tina da trave. (Ver imagem abaixo).

Foto: Reprodução/Montagem

A jogada do primeiro gol saiu aos 18 minutos do primeiro tempo após um cruzamento da direita que a defesa cortou mal e sobrou para Arrascaeta chutar e marcar, sem chances para o goleiro do Bangu.


O segundo gol saiu aos 67 minutos de jogo (22 da etapa final), com assistência de Gabigol para Bruno Henrique cabecear. A única jogada de perigo do bangu saiu em um contra ataque depois de um erro de passe de Arão no meio , Rocha puxou o contra ataque e rolou de calcanhar para Felipe chutar e Diego Alves fazer grande defesa.

Para o final da partida o Bangu saiu um pouco mais para o jogo e o Flamengo puxou um contra-ataque mortal. Eram 5 contra 5, a bola vem para a direita para Gabigol que levou para
o meio e achou Pedro Rocha entre os zagueiros, depois de Michael puxar a marcação adversária, ele desloca o goleiro e faz o terceiro gol do flamengo aos 88 minutos de partida. Primeiro dele com a camisa do Flamengo. Gabigol foi o nome do jogo com 2 assistências.

E assim terminou a partida em "homenagem" ao Covid-19. Covid 3 x 0 no bom senso Em dia de 274 registros de vidas perdidas no Rio, sendo duas no hospital de campanha ao lado do estádio.



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Foto: AGIF

Landim surge durante a gestão Bandeira de Mello, onde foi o encarregado por negociar as dívidas do clube, que passavam da casa dos 700 milhões. Bandeira seguiu o plano de recuperação financeira, criado pela turma de Landim, à risca, mas em determinado período, rompeu com a turma de Landim e retirou vários deles dos cargos que ocupavam e começou a "ditadura de Bandeira". Com a "unificação" os cargos de presidente e gerente de futebol, defendeu jogadores que a torcida não gostava, brigou com jornalistas e chegou ao cúmulo de mandar uma banana para os torcedores que protestavam contra o mal rendimento em campo.

Sem títulos, a pressão sobre Bandeira aumentou e o candidato apoiado por ele perdeu as eleições para Landim, que colocou a turma inicial dele, novamente dentro do Flamengo.

Promessas de Landim

A promessa de Landim era trazer a torcida (povão) de volta para o Maracanã, fazer o clube voltar a ser campeão e ter paz com a CBF. Com um investimento de mais de 200 milhões de reais, os títulos finalmente vieram. Já são oito até o momento contra apenas três em seis anos de gestão Bandeira.
O povão não voltou ao Maracanã como foi prometido. Os ingressos diminuíram de preço, mas não foi o suficiente para trazer o povão de volta ao estádio Mário Filho. Na gestão Bandeira chegou a ter ingressos custando 300 reais em lugares simples e na gestão Landim 50 reais em jogos de pequeno porte (estadual). Em jogos de médio e grande porte os privilegiados, sócios-torcedores, tinham exclusividade na compra dos ingressos e a classe mais baixa não conseguia comprar.
A paz com a CBF ele conseguiu, tanto é que Landim foi convidado pela CBF para ir junto com a delegação para a Copa América de 2019.


Grandes roubadas em que Landim se meteu

A primeira delas, é a mais grave, a forma com que ele levou a tragédia no Ninho do Urubu, em que morreram dez garotos da base em 2019, tratando com uma frieza típica de empresários. Até hoje não se chegou a um comum acordo com todas as famílias, claro que há que dizer também que algumas famílias estão sendo mal assessoradas por advogados. Mas o que horroriza é essa demora por soluções do caso dos garotos do Ninho, tanto da parte financeira e a mais importante delas que é a justiça, é ver a quantidade de dinheiro gasto em contratações de peso ante a falta de acordos. 

A segunda roubada de Landim é andar ao lado de potenciais FASCISTAS para obter o que deseja, como com o Governador do Rio de Janeiro e com o Presidente do Brasil. Com o governador ele "anda" para adquirir o consórcio do Maracanã, com o presidente para mudar a Lei Pelé para quem sabe fazer um streaming próprio. Além de forçar a volta do futebol em meio ao pico do Coronavírus, visando acordos financeiros.

Sobre o futuro de Landim, disse ele numa entrevista que sua intenção é apenas ficar uma gestão no clube e passar o bastão (três anos), mas ele já vendeu até suas empresas de petróleo para ter mais tempo para se dedicar ao clube, portanto, fica dúbio se cumprirá ou não mais essa promessa. Falar sobre o futuro é fazer adivinhações, resta fiscalizar o restante dessa gestão e ver como se desenvolve o processo eleitoral no clube.


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Reds conquistam seu primeiro campeonato mundial. Foto: Divulgação/Liverpool
A tão esperada final do Mundial Interclubes entre o campeão da Libertadores e o vencedor da Liga dos Campeões aconteceu no Catar, neste sábado, 21. O jogo marcou a reedição do Mundial de 1981. Na ocasião, 3 a 0 para o time brasileiro.

Para o duelo de 38 anos depois, antes de a bola rolar, favoritismo para o time inglês, que mesmo com calendário apertado e menos prioridade dada à competição do que o adversário brasileiro, conta com o melhor time da Europa atualmente.

Com a bola rolando, com menos de um minuto, Firmino perdeu cara a cara a oportunidade de abrir o placar para os Reds. Aos 4’, Keita recebeu de Salah na entrada da área e chutou por cima. No minuto seguinte, mais um lance perigoso, desta vez com Alexander-Arnold. Iniciava melhor do time inglês.

Após a pressão inicial, o Flamengo passou a ter mais posse de bola e chegar um pouco mais ao gol inglês, porém sem muita organização.

Na parte final do primeiro tempo o Liverpool retomou o controle da partida, com maior tempo no campo ofensivo. Enquanto o time rubro negro acelerava as investidas quanto com a bola, os ingleses trocavam passes em busca de espaço.

Gabriel, artilheiro do Flamengo na temporada pouco apareceu na primeira etapa. Foto: Gazeta Press.

O primeiro tempo de final do Mundial de Clubes no Catar foi de superioridade do Liverpool, principalmente no começo e no fim do período. Dono das melhores finalizações, os Reds chegaram com mais perigo e abusaram das trocas de passes. O Flamengo, por sua vez, teve superioridade de posse de bola em dado momento, mas sem muito perigo. Sólida, a defesa inglesa não permitiu jogadas de infiltrações do ataque flamenguista, como vimos na América.

Com um minuto de jogo no segundo tempo, repetindo a primeira etapa, Firmino quase marcou em grande lance na área. O camisa 9 tirou Rodrigo Caio com um chapéu e chutou na trave. Prometia vir com tudo o Liverpool.

Aos 4’, em jogada trabalhada, Salah recebeu na área e finalizou a direita de Diego Alves. O Flamengo respondeu com Gabriel por duas vezes. Na segunda, chute que exigiu ótima defesa de Alisson. Flamengo melhorava e a final ficava interessante.

Aos 21’, Gabriel recebeu de Arrascaeta e finalizou prensado com Van Djik. Aos 23’, de puxeta, Gabriel finalizou mais uma vez. Segundo tempo do camisa 9 flamenguista era muito melhor. 

Aos 30’ Salah marcou mas não valeu. Impedimento do egípcio. Aos 34’, após bola cruzada na área, Alexander Arnold finalizou prensado e Diego Alves defendeu sem problemas. 

Aos 40’, Henderson chutou bem de fora da área e Diego Alves fez sua melhor defesa no jogo, garantindo o empate até então.

Segundo tempo superior ao primeiro no Catar. Liverpool foi melhor novamente, exigindo em uma das finalizações, grande intervenção de Diego Alves. Flamengo chegou com perigo todas as vezes com Gabriel.

Firmino, o herói do título. Foto: Gazeta Press.
Na prorrogação, como era de se imaginar, os times dosaram o ritmo e o Flamengo começou criando as melhores chances. Aos 3’, no entanto, Firmino abriu o placar após grande passe de Mané e falha da defesa flamenguista.

No minuto seguinte, Salah quase ampliou. Grande defesa de Diego Alves. Van Dijk em grande finalização exigiu outra grande defesa do goleiro rubro negro na sequência. 

Liverpool repetiu superioridade do jogo todo e dessa vez, na primeira parte da prorrogação, foi efetivo com Firmino, Flamengo praticamente não chegou e falhou quando não poderia. 

No segundo tempo da prorrogação, o Flamengo teve a sua primeira chance aos 2’, quando Gabriel aproveitou sobra de bola na entrada da área, mas finalizou por cima. 

Aos 10’, Alexander-Arnold cobrou falta no canto inferior direito de Diego Alves. Boa defesa do arqueiro brasileiro.
 
Aos 14’, na melhor chance do Flamengo na partida, Lincoln chutou por cima. Juventude pesou negativamente. Fosse no pé de outro jogador poderia ter sido o gol de empate.

Liverpool venceu a revanche 38 anos depois. Foto: Gazeta Press.
Liverpool mereceu ser campeão do mundo. Melhor que o Flamengo em boa parte do jogo, ditou o ritmo da partida e fez valer o favoritismo. Time brasileiro chegou poucas vezes, quase todas na individualidade de Bruno Henrique e na boa presença de área de Gabriel,  quem mais finalizou. A partida trouxe duas conclusões. Times europeus continuam muito superiores aos sul-americanos. Flamengo, melhor time das Américas nos últimos anos é imbatível no seu futebol, no mundo, não. Liverpool campeão mundial de 2019 pela primeira vez em sua história.

Amigos, hoje o assunto é o Clube de Regatas do Flamengo, que tem passado nos últimos dias por mudanças importantes Abel Braga pediu demissão por não aguentar a antipatia do torcedor e por (segundo ele) não aceitar interferências diretivas nas decisões do campo. Em resposta, o Mengo foi atrás de um treinador multicampeão, caríssimo, um dos principais do mundo, Jorge Jesus  e graças a sua grandeza como instituição, conseguiu fechar a contratação. Mas aqui vamos observar que ainda que seja um técnico extraordinário, há outros fatores que serão determinantes para o seu sucesso no clube e deles vamos falar aqui.


Antes porém, eu opinei muito sobre a questão Abel no twitter (@JovensCronistas) e nos programas do Canal do YouTube - TV Jovens Cronistas (Se inscreva), então não posso me furtar de falar do tema aqui. O  ex-treinador comunicou sua auto-demissão ao clube na última quarta (29) após ter sido (segundo informações que vem do Rio) coagido pela diretoria a rever a escalação da equipe para o duelo deste sábado, contra o Fortaleza no Maraca, duelo este que antecede a decisão de terça ante o Corinthians pela Copa do Brasil. O técnico não aceitou a interferência e saiu p*** da vida e citando ainda, possíveis traições, dando a entender que com ele no comando, o clube teria procurado nomes para substituí-lo, o que foi negado pela atual diretoria, mas a rapidez no acerto com Jesus amplia a desconfiança.


Você torcedor do Fla que está lendo já deve estar ficando bravo, dizendo que isso é coisa do passado e tem até razão. Mas o tratamento que foi dado a Abel é um exemplo do que NÃO PODE SER FEITO com Jesus e nem com treinador nenhum. Foram apenas QUATRO MESES de trabalho, inclusive com problemas de saúde do treinador, que teve perdas familiares recentes, ou seja, Abel não teve nenhum momento de tranquilidade pra colocar as ideias que treinava no dia a dia e se há uma coisa que é preciso ter com Jesus será tempo de trabalho, para que ele implemente suas ideias no time.


Entrando enfim no assunto Jorge Jesus que é o que mais interessa ao torcedor. É um dos melhores técnicos do mundo, é um treinador absurdamente vencedor no cenário português, que não é a "porcaria" que um comentarista disse e foi pisado por um colega português. Futebol europeu é outra história, é lá onde estão os melhores, é lá onde está o poder econômico, nossa moeda vale quase cinco vezes menos que a deles, é outro mundo.

Ainda não conhecemos os valores salariais da negociação, o normal seria que JJ não viesse por menos de 800 mil Euros. Mas ele disse a veículos portugueses que não teria vindo "por causa do dinheiro", mas pela grandeza do Flamengo, o que é mais um motivo para que o torcedor entenda a grandeza disto e abrace, INDEPENDENTE DAS DECISÕES QUE TOME, o trabalho do treinador.

Jesus é um treinador muito tático e que se adapta as condições que lhe são impostas, gosta de jogar propondo o jogo, como tanto fez no Benfica, mas caso veja necessidade, faz também um time reativo, como em seu trabalho turbulento no Sporting (onde lá também sofreu por ser identificado com um rival, como seu antecessor). Então, caberá a Jesus avaliar como este Flamengo jogará.

Sou contra a conversa fiada de Fabio Luciano (a quem eu respeito muito como jogador) de que o "DNA do Flamengo é dar espetáculo". O DNA de um time tem de ser um DNA VENCEDOR, independente de "espetáculo". Não que eu "não goste" de jogo bem jogado, ao contrário. Mas QUE TIME VENCEDOR NO BRASIL hoje dá "espetáculo"? O time que supostamente dá espetáculo no Brasil hoje é o Santos, que na Sulamericana foi eliminado pelo inexpressivo River/URU e mesmo amassando na partida de volta, foi eliminado no Paulista pelo reativo e multicampeão Corinthians de Fábio Carille. Então calma lá.

Porém, taticamente falando, Jesus terá opções no Fla pra jogar pra frente. Eu vejo que ele deve jogar a moda europeia, com dois pontas rápidos e habilidosos (nessa história de ser "rápido" Everton Ribeiro corre risco), com um meia central que RECOMPONHA nisso o torcedor vai amar porque Diego deve sair do time e Arrascaeta será o grande nome pra isso e ele joga com um volante mais fixo geralmente. Porém tem de ser um volante que também infiltre, que tenha bom passe, que inicie a armação, que finalize. Não sei se Cuellar, ainda que seja ótimo atenda a todos estes requisitos, então, Arão pode conseguir ocupar este espaço, por chegar mais ao ataque, isso pode porém expor muito a defesa, que ao menos até então é frágil, fica aí o grande alerta.


Sobre a coletiva de Marcos Braz pra encerrar, acho um absurdo essa ostentação. E se os jogadores ali prometidos não vierem? E essa história de especular oficialmente? "Estamos entre dois nomes para a zaga: Christian Zapata e Jemerson". Ora, isso não é saudável, se eu sou empresário de um deles encerro as negociações, fora que se um chegar, sempre ficará a dúvida se não seria melhor ter contratado o outro, principalmente se for Zapata que há anos não joga o mesmo que jogou na Udinese, isso é um tiro no pé. Essa ostentação toda não combina com um time popular como o Flamengo, é como a tal coisa de proibir a comunicação do clube de usar o termo "favela". Ora, é NA FAVELA sim que está a maioria da torcida do clube, qual o demérito disso?

E nesse sentido, ainda que "não tenha vindo por dinheiro", é impossível que JJ tenha vindo por menos de 300 mil Euros, façam as contas, sairá MUITO CARO se ele não conseguir desenvolver seu trabalho. Então, vamos parar um pouco com isso de "espetáculo", que aliás, na Champions League a gente vê e torcer para que o português consiga algo que sempre conseguiu. RESULTADOS. 




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Imagens: Globoesporte, Fotoarena. 




Amigos! Hoje o assunto são os confrontos da Libertadores sorteados nesta segunda (4) pela Conmebol e que agitarão o futebol Brasileiro e sul-americano após a Copa, falaremos também sobre os confrontos do Brasileiro na Sulamericana, que tem seis times brasileiros vivos na disputa da fase 16 avos de final. Claro que é difícil projetar o cenário antes das mudanças que devem ocorrer nos clubes com a a abertura da janela europeia (com certeza ao longo do texto vocês lerão isso mais vezes) mas vamos fazer juntos esse exercício e tentar nos aproximar do que possa acontecer na próxima e nas fases seguintes, visto que não há mais sorteio, está tudo chaveado.


Racing/ARG x River Plate

Em situação normal, pelo desempenho, pela qualidade demonstrada pelo time, eu qualificaria apesar da maior tradição do River, o Racing como favorito. Porém como já está definida a saída do grande craque do time mandante da ida, Lautaro Martinez, penso que o favoritismo se reverte e passa ao River que decide em casa, apesar desse fator pra mim não ter importância decisiva, se na ida em casa uma vantagem for estabelecida a pressão na volta é enorme. 


Independiente x Santos

Vejam, na WebRádio onde trabalhei ano passado comentei as duas partidas da decisão entre Flamengo x Independiente, naquela oportunidade pela Sulamericana e pude constatar a qualidade do time comandado por Holan, que conseguiu manter sua base para esta temporada. 

Com todos os problemas que temos visto no Santos, problemas estes de cima pra baixo, um elenco limitadíssimo que interfere no trabalho de Jair Ventura, infelizmente apesar da presença da esperança solitária Rodrygo, considero o time argentino bastante favorito neste confronto. 


Estudiantes x Grêmio 

O time de La Plata não teve uma participação convincente na fase de grupos, chegou a ser derrotado pelo Santos em seus domínios (com um gol irregular, é verdade) e decepcionou em linhas gerais. Porém conseguiu a classificação com uma grande atuação na última partida, é uma equipe que pode crescer no momento decisivo. 

Ainda assim, no cenário de HOJE (vamos ver se o time consegue conservar seu elenco), o Grêmio é o franco favorito, assim como o chaveamento o coloca como favorito também nas quartas, a semifinal é que pode ser pedreira, encarando um argentino. 


Atlético Tucuman/ARG x Atlético Nacional/COL

O Tucuman é um time muito perigoso e não pode ser totalmente descartado, mas neste duelo, a respeitar a tradição e a liderança em seu grupo, o time colombiano é o favorito. Claro que muitas mudanças ocorreram daquele time campeão da competição para este, por isso a expectativa é de um Grêmio em passando pelo Estudiantes ser favorito neste possível confronto de quartas. 



Colo-Colo x Corinthians

Vejam, o Colo-Colo é um time tradicional, passou em segundo na chave do Atlético Nacional, com as calças na mão, tendo o Bolivar na sua cola, mas é um time perigoso, que tem em Valdívia (que incrivelmente tem jogado futebol em sua terra natal) o grande destaque e vai se reencontrar com seu rival dos tempos de Palmeiras. 

Pudemos observar na temporada passada, na Sulamericana e também na Copa do Brasil, a fragilidade do Corinthians atual em competições mata-mata fora do âmbito estadual, mas ainda assim, o Colo-Colo não tem a qualidade do Racing, o time chega para este duelo com favoritismo leve. 

No cenário de quartas é o clássico contra o Palmeiras, aí há dois lados da questão, na Libertadores há duas décadas atrás o Verdão foi o grande carrasco que impediu uma geração fantástica do alvinegro de vencer a competição. Porém se olharmos para os dias atuais, o Palmeiras tem tido enormes dificuldades em mata-mata contra o Corinthians, tem tudo para ser um grande jogo. 

Imaginando que o Corinthians volte a vencer o Palmeiras em um duelo mata-mata, o cenário de semifinal é muito difícil, o time precisará demonstrar muita superação para superar, sobretudo se o adversário for um dos três favoritos ao posto. 


Cerro Porteño x Palmeiras

Apesar do time paraguaio ter talvez a sua melhor geração nos últimos anos e ter conseguido a classificação com folga, apenas um ponto atrás do Grêmio vencendo as duas contra o bom time do Defensor/URU, o Palmeiras no meu entendimento se deu bem com este confronto, é o grande favorito, com o elenco e o investimento que o Verdão fez é impossível imaginar o time hoje comandado por Roger Machado (espero que este consiga trabalhar e siga comandando o time) sendo eliminado nesta fase, para este adversário, mesmo com alguns jogadores rendendo menos do que podem e com a janela abrindo. 

Aí analisamos o cenário de quartas, tecnicamente falando, o time do Palmeiras é evidentemente superior ao do Corinthians, porém isso não tem sido decisivo nas últimas disputas entre as duas equipes. Como disse acima, tem tudo para serem dois duelos fantásticos, para superar o adversário, o Palmeiras terá de controlar o aspecto emocional, seja na tentativa antes mesmo de a bola rolar de jogar a responsabilidade de um eventual resultado de derrota na arbitragem, seja nas bravatas de "líderes" do elenco como Dudu e Felipe Melo e por fim, mas fundamental, na forma como o time vai reagir a um possível momento de adversidade. Se tiver este equilíbrio, o favoritismo é verde. 

Assim como acima, imaginando um cenário de semi, o Palmeiras tem claramente um material humano que o credencia mais a vencer o desafio de semifinal que o seu rival. 


Flamengo x Cruzeiro

O confronto de prognóstico mais difícil dessa fase, o Cruzeiro tem uma expectativa maior de perda de atletas que o Flamengo, os nomes decisivos que o time rubro-negro tem devem permanecer no elenco, já no Cruzeiro De Arrascaeta por exemplo pode sair, em compensação, o time celeste já foi mais experimentado e tem um treinador acostumado a decidir. Enquanto Barbieri (o qual espero que continue no comando após a Copa) terá seu primeiro grande desafio como treinador, é muito complicado. 

Dou 50% pra cada lado, pois se o Mengo tem mais peças que podem decidir, mesmo com a perda de Vinícius Jr, o Cruzeiro tem a tática, a organização e o costume de decidir a seu favor. 


Boca x Libertad/PAR

O Boca também deve ter perdas nesta janela, mas ainda assim apesar da campanha monumental do time paraguaio na fase de grupos, algo que precisa ser devidamente respeitado e valorizado, o favoritismo do time argentino é enorme, mesmo com a possível perda de Pavon, seu grande destaque. 

Boca é Boca, há que se respeitar, mas vejo o time mais frágil nesta que em outras temporadas, ou seja, um adversário mais acessível na fase de quartas, ou mesmo de semifinal. 


Copa Sulamericana

Falando dos confrontos dos Brasileiros, apesar de o Colón ser um clube argentino e o Tricolor já ter amargado eliminação para o Defensa y Justicia outrora, em vencendo o trauma de jogos decisivos e com a organização tática que Aguirre deu ao time, não há como não imaginar o São Paulo favorito neste duelo, mesmo decidindo fora. 

O Nense é muito bem treinador por Abel Braga, ainda assim o Defensor/URU é um time perigosíssimo, os vejo como favoritos. O Fogo tem um treinador promissor, porém um time limitadíssimo, o Nacional/PAR porém não é nenhum bicho papão, tenho esperança de que passem os cariocas. Já para o Vasco, que perdeu o seu grande nome, que era Zé Ricardo, vejo uma situação dificílima, a LDU é a grande favorita. Mesma situação do Atlético/PR, um cenário menos duro que o do Vasco, mas ainda assim, o favoritismo é do Peñarol no duelo. 

Por fim, eu não entendi a demissão de Guto Ferreira no Bahia, ele que voltou há pouco tempo e classificou o time ante o Blooming com goleada, deu duas porradas no Vasco, era nítido que o time se ajustaria. Erro diretivo a parte, quero crer que o Bahia seja ainda favorito ante o Cerro/URU. 



E para vocês, quem são os favoritos? Vamos debater, mantendo sempre o respeito! 



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Entre os dias 22 e 23 de Janeiro, aconteceram os dois jogos das semifinais da Copa São Paulo de Futebol Júnior 2018. Inicialmente, as partidas seriam realizadas na segunda-feira (22), mas o adiamento de parte do jogo entre Internacional x São Paulo, fez com que esta terça (23) fosse utilizado para a continuidade da partida. Assim foram os duelos valendo vagas na final: 


Flamengo 3 x 2 Portuguesa

  Em semifinal jogada no Estádio do Canindé, Flamengo e Portuguesa (curiosamente como visitante), duelaram por uma vaga na final. E o jogo foi movimentado. Apesar de ''jogar fora'', o Flamengo era conhecidamente o favorito na tarde desta segunda-feira (22). Porém, logo aos 8 minutos de jogo esse favoritismo foi pelo ralo com o gol marcado por Davi, 1 a 0 Portuguesa. Os cariocas não perderam tempo e foram em busca do empate. E ele veio 4 minutos depois, quando Vitor Gabriel, de cabeça, marcou mais um na competição, deixando tudo igual. Na comemoração, o atacante recebeu amarelo por, segundo o árbitro, provocar a torcida rival e está fora da final. A Lusa então passou a oferecer perigo em busca de nova vantagem no placar. Apesar disso, quem marcou foi o Mengo. Luiz Henrique aproveitou cruzamento de Vitor e virou o jogo, aos 36 minutos. Não fosse o goleiro Matheus, o Flamengo ainda teria marcado mais um na primeira etapa, com Vitor Gabriel novamente. 

Se na primeira parte o jogo era bem equilibrado, na segunda, o time carioca voltou disposto a abrir vantagem no placar. Bem superior ao seu adversário, o Flamengo não parou de criar oportunidades até ser premiado com o terceiro gol. Desta vez, Luiz Henrique cruzou e o artilheiro, Vitor Gabriel marcou o seu segundo gol no jogo, 3 a 1 com 15 minutos jogados, na segunda etapa. Aos 23', Vitor ainda fez o terceiro, mas o gol foi anulado por impedimento. Apesar do total controle do rubro negro, com bola na trave e tudo mais, a Portuguesa ainda diminuiu aos 34', com Pernambuco. No fim, a Lusa ainda pressionou em busca do empate, mas assim como no duelo diante do Avaí, o Flamengo soube se segurar, consolidando a boa defesa e garantiu a vaga na terceira final de Copa São Paulo desde 2011. 


Internacional 1 (5) x 1 (6) São Paulo

No segundo jogo das semifinais, Inter e São Paulo, se enfrentaram na Arena Barueri, em jogo que começou em um dia, terminou no outro e foi decidido nos pênaltis. Com a partida sendo iniciada, o Tricolor abriu o placar antes do primeiro minuto de jogo, em um chutaço de Luan, de fora da área. Golaço e placar inaugurado. Após o gol, o Inter ensaiou uma reação nos minutos seguintes, mas logo o São Paulo retomou o controle da partida e dominou o seu adversário até o fim da primeira etapa. A equipe teve, inclusive, uma penalidade desperdiçada por Liziero, aos 28 minutos. 

No segundo tempo, quem mais chamou a atenção foi o toró, mas não o camisa 7 do São Paulo e sim a chuva torrencial que caiu na Arena Barueri, deixando o campo completamente alagado para a disputa em campo. Nesse contexto, os dois times tentavam explorar um lançamento ou bola parada. E foi justamente assim que o Inter conseguiu o empate, aos 10 minutos. Luiz Felipe aproveitou o vacilo da zaga são paulina e foi derrubado após roubar a bola. Richard bateu no meio do gol e empatou o duelo. Entre a falta e a cobrança da penalidade, a partida foi paralisado por 2 minutos, por causa da chuva. Aos 18 minutos, após alguns raios próximos ao campo, a partida foi interrompida mais uma vez. Após mais de 30 minutos de paralisação foi decidido que a partida seria adiada para o dia seguinte, às 15 horas. 




 Como previsto, às 15 horas desta terça-feira (23), a bola voltou a rolar para Inter x São Paulo. A partida foi recomeçada com uma cobrança de lateral para o Tricolor, aos 17 minutos do segundo tempo. Até o fim da partida o que se viu foi bastante cautela por parte do Inter e um São Paulo com um pouco mais de inciativa, controlando bem a partida, criando as melhores oportunidades. O time colorado só teve uma chance realmente perigosa aos 39', com Richard. Empatado, o duelo foi decidido nas penalidades. Bruno Fuchs e Leandro Córdova perderam para o Inter; Apenas Liziero (mais uma vez) perdeu para o Tricolor, e com o gol de Toró, o São Paulo garantiu a vaga na final para enfrentar o Flamengo, quinta-feira (25), no 464º aniversário da Cidade de São Paulo.





Assim, temos a tão esperada final concretizada. O jogo promete ser o melhor da competição, com as duas equipes mais eficientes e equilibradas. Com dois grandes times, São Paulo e Flamengo, buscam o tetracampeonato (ambos são tricampeões). Quem conseguir, se juntará ao Internacional-RS, como terceiro maior vencedor da competição, atrás apenas de Fluminense (5) e Corinthians (10). Sem dúvidas, será uma grande final. 




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Amigos! O Fala Fanático está de volta em sua sétima edição neste retorno após quase dez anos e com uma grande Nação representada, a maior do Brasil, o Clube de Regatas do Flamengo, Leonardo Leal de Carvalho, ou simplesmente Leonardo Leal, 22 anos, Estudante e Promotor de Vendas, de Nova Iguaçu/RJ, terá a responsabilidade de representar a "Maior Nação do Mundo". 




Qual foi o primeiro momento na sua vida, em que se sentiu Flamenguista? 


Acho que a vez que eu tive certeza mesmo foi na final do Carioca 1999. Gol do Rodrigo Mendes no segundo tempo, quando o Vasco jogava pelo empate. Saí correndo com meu avô na rua pra comemorar. Tinha só 4 anos. Lembrança muito boa. Mas a graduação rubro-negra, foi mesmo no gol do Pet em 2001.



Foi seu avô que lhe apresentou ao Mengo? Como era a sua casa, qual a maior influência na sua paixão pelo Rubro Negro?

Família inteira. Desde criança morava com meu avô e meus dois tios. Todos fissurados por futebol e Flamengo. Não tive escolha (Graças a Deus).


Tu chegou mais de uma década após os áureos tempos do Flamengo, como foi apresentado a esses ídolos e essas histórias? Conseguiu ter uma dimensão daquela geração de Raúl, Júnior, Andrade, Zico? 

A real dimensão eu fui ter quando tinha 7 ou 8 anos. No álbum do Brasileirão vi a lista de títulos do Flamengo e fiquei surpreso positivamente. Então passei a perguntar sobre a história e os três me contavam. Comecei a acompanhar num período difícil, em que o Vasco era a maior força do Rio e ganhava tudo, menos da gente (risos). Então não tinha a real noção da grandeza do clube.


Realmente, ali na década de 90, sobretudo entre 94 e 2000, Vasco e até o Botafogo foram dominantes inclusive em âmbito nacional? De acordo com tudo que tu ouviu, algo explica essa queda de uma geração a outra? 

Acho que o principal fator foi o amadorismo ao tratar uma geração fantástica que surgiu no clube em 90 e poderia dar sequência ao domínio em âmbito nacional. Nomes como Junior Baiano (autor do gol do título da primeira Copinha da história do clube), Marcelinho Carioca, Paulo Nunes e Djalminha. Craques que saíram daqui chutados e foram protagonistas em rivais nacionais ganhando tudo. Todo mundo lembra do quanto esses caras eram bons de bola. Marcelinho se tornou um dos maiores da história do Corinthians (para alguns até o maior); Paulo Nunes fez com Jardel uma das duplas de ataque mais marcantes da década, no Grêmio (depois ainda foi destaque no Palmeiras ganhando Libertadores, assim como no Tricolor Gaúcho); Djalminha arrebentou no Palmeiras e depois foi rei na Galícia com o La Coruña; Júnior Baiano disputou Copa do Mundo estando no grupo de uma das melhores gerações que a Seleção teve. Os quatro, ainda bem novos, ganharam o Brasileiro de 92 pelo Flamengo. Se houvesse um trabalho mais profissional dos dirigentes e os quatro permanecessem na Gávea, acredito que a década de 90 seria muito mais gloriosa.


Voltando um pouquinho ainda no tempo, tivemos aqui já a participação do torcedor do Sport. Tem que opinião formada sobre 87? 

Os dois foram campeões. A Copa União foi uma ideia maravilhosa, que poderia salvar o futebol brasileiro, porém não foi perfeita. O fato de Guarani e América-RJ (respectivos vice e semifinalista) não participarem de 86 foi um absurdo. Por mais que eu também ache esdrúxula, na prática, a ideia do Sport ser considerado campeão num ano em que paralelamente ocorreu um dos campeonatos mais inesquecíveis da história do país, não há como tirar a parte deles na esfera jurídica. Da mesma forma, não há papelada que apague a incrível Copa União de 87, nem a história do Renato Gaúcho calando o Mineirão. O campeonato foi fantástico e, na esfera futebolística, é inadmissível não reconhecerem o Fla como campeão. Como houve o reconhecimento de títulos brasileiros antes de 71 contando com duas temporadas nas quais constam dois campeões, creio que há brecha para que considerem Fla e Sport (sendo bonzinho com o segundo maior do Nordeste, é claro).


Sim, mas em cima da hora ou não, foi apresentado um regulamento onde os módulos se cruzavam. Errou o Clube dos 13 em decidir "boicotar"  regulamento da CBF? Recomendamos ao público o Documentário do Esporte Interativo: "Especial Copa União - O Brasileiro que ainda não acabou" (clique)

Não acho que foi um erro, longe disso. Inclusive admiro o Inter pela atitude de ter se recusado àquela palhaçada, mesmo tendo perdido a final da Copa União. O erro foi mandar Eurico Miranda ir assinar em nome dos clubes.



Você é um torcedor de estádio? Acha que é fundamental estar presente no estádio?

Sim. É no estádio que se entende por completo do que se trata o futebol. Vou a todos os jogos que posso, inclusive já viajei para acompanhar em outros estados em 2016, quando passamos a maior parte do tempo sem o Maracanã. Claro que é impossível cobrar presença de quem mora a milhares de quilômetros de distância, mas se você tem uma certa facilidade de acesso, vá! Sempre é válido e nunca é demais.


O Flamengo é muitas vezes acusado de ter a maior torcida do país por conta de torcedores "mistos" que por receberem o sinal da Globo e das rádios do Rio em todo o Brasil, acabaram se tornando Flamenguistas, o que tu diz sobre isso e a esses torcedores, que engrossam a torcida por todo o país, mas tem restrito acesso a ver in loco o clube? 

Flamengo é um clube nacional e bem recebido por onde passa. Isso é um dos principais fatores da grandeza do clube. Muitos desses torcedores de longe ainda têm a chance de ver o time uma ou duas vezes por ano. Quanto a estes torcedores, só tenho a agradecer por engrandecerem ainda mais o clube.


Qual o momento mais feliz que tu viveu como torcedor do Flamengo? 

Eu estava no Maraca no título brasileiro de 2009 e no tri da Copa do Brasil em 2013, mas o dia mais feliz da minha vida foi 28/08/2013. Oitavas de final daquela mesma Copa do Brasil, gol do Elias contra o Cruzeiro aos 43 do segundo tempo. Lembro cada detalhe daquele dia desde a hora que acordei. Foi minha volta ao Maraca desde o fechamento em 2010. Pouquíssimos acreditavam que eliminaríamos aquele timaço que tinha o Cruzeiro. Esse é o resumo, porque se for pra detalhar tudo que senti naquele dia, só paro de escrever amanhã.


E qual o pior momento que tu viu no clube? 

Os piores times que vi foram os de 2004 e 2005, mas o pior dia foi o Flamengo x América do México, em 2008. O time era ótimo, tínhamos boas chances de levar aquela Libertadores. Até que, do nada, acontece aquele apagão. Talvez tenha sido o dia que mais chorei na minha vida. Pensei até em parar de acompanhar futebol (ideia prontamente reconsiderada 20 minutos depois). 


Qual foi o melhor jogador que tu viu, com a camisa do Flamengo? 

Meu maior ídolo, dos que vi jogar, se chama Dejan Petkovic


E que jogador, técnico ou dirigente que não gostaria nunca mais de ver pisar na Gávea?

Cito nas três categorias, excetuando "casos óbvios": Júlio César (o Goleiro), Reinaldo Rueda e Patrícia Amorim. 


Curioso seu voto em Júlio César, comente? 

Sou fã como goleiro, um monstro em seu auge (na Inter e na Seleção). Mas não acho que sequer chegue perto de ser ídolo aqui. Agradeço por 2001, somente. De 2002 a 2004, alternou entre contusões e falhas. Em 2003, tomamos de 4x0 do Flu na semifinal do Carioca com 3 falhas dele. No fim do jogo, saiu correndo pro ataque pra querer jogar pra torcida. Em 2004, quase nos rebaixou (num time que já era horroroso) com falhas cruciais na reta final. Depois do tempo no exterior, recusava o Fla em toda investida do clube. E agora, em fim de carreira, com o mercado cada vez mais fechado pra ele, deu entrevista cavando lugar aqui. Que passe longe! Obrigado por 2001 e só.


Sobre Rueda, não acha um pouco de miz an scene a polêmica sobre sua saída, visto que pelo péssimo trabalho que ele fazia, a torcida já pedia sua cabeça? 

Não acho que o trabalho era péssimo, longe disso. Poucos pediam sua cabeça. O que deu raiva foi a hipocrisia daquele mesmo papinho de sequência, planejamento e desafio, até abandonar o clube na primeira proposta com maior ganho financeiro. Tem o "enorme" desafio de evitar que a "gigante" Seleção do Chile (que nem é seu país) não faça vergonha novamente nas Eliminatórias. Traidor, safado! Que perca pra Venezuela em casa e se afunde junto com o Chile.


Sobre Patrícia, ela realmente foi muito mal na condução do clube. Acha que isso pode prejudicar futuras Presidentas de clube? Crê que ela foi desonesta? 

Patrícia foi unanimidade como trabalho péssimo. Ultrapassa qualquer questão de machismo. Foi horrível e afundou ainda mais o clube. Usava os esportes olímpicos como muleta e mesmo assim só obteve fracassos com o principal deles (basquete). Flamengo já teve inúmeros presidentes incompetentes, o que creio impedir de julgarem o fato dela ser mulher como causa. Se uma futura presidenta se mostrar preparada para o cargo, o fator Patrícia não impediria o apoio da torcida.


E o que tu pensa sobre a atual gestão, conduzida por Eduardo Bandeira de Mello? 

Financeiramente perfeita. Uma pena que o presidente tenha se perdido completamente no personagem durante o segundo mandato. A gestão do futebol passa longe da perfeição e, em vez de buscar uma melhora, ele prefere afrontar a torcida e quem critica. Lamentável mesmo, tinha tudo pra ser o melhor presidente da história do clube, disparado.


Bandeira é frequentemente acusado de "não entender nada de futebol", isso é fato, ou parte do "personagem" como tu diz? 

Fato, ele realmente parece não entender de futebol. Basta ver como tudo desandou quando ele acumulou o cargo de vice de futebol. 


Por que na sua visão, Diego e Everton Ribeiro não conseguiram (ao menos ainda) entregar seu melhor futebol ao Flamengo? 

Diego conseguiu por um tempo. Estava muito bem desde 2016 até a lesão em 2017. Depois não conseguiu recuperar seu melhor e sumiu em jogos importantes. Há parcela própria de culpa, assim como no esquema que o sobrecarregava às vezes. Quanto ao Éverton Ribeiro, começou muito bem, mas depois foi afetado pelo cansaço. Não teve descanso na temporada. Agora, tendo um período de preparação adequada, não haverá mais desculpas. Tem que jogar bola.


Os rivais de todo Brasil tem nos últimos tempos pegado no pé do Flamengo por conta do tal "Cheirinho". Acha que a torcida do Mengo é muito ufanista ou isso é irreverência?

O cheirinho foi uma brincadeira feita exclusivamente entre a torcida do Flamengo. Sequer era usada como provocação. O fato do clube ser muito odiado ajudou nesse incômodo alheio. E só foi usada em 2016, não se viu flamenguista usando o termo em 2017, apenas rivais utilizaram para ironizar, o que mostra que realmente a brincadeira os incomodou bastante. Não mudaria, de forma alguma, esse jeito irreverente da torcida. É uma marca nossa, dane-se o que pensam os rivais.





Márcio Braga

Talvez o maior presidente da história do clube. Foi muito mal nos últimos dois mandatos, mas está perdoado pela história que tem no Fla. Pelo que representou na história do clube, sim colocaria.


Edmundo dos Santos Silva

Qualquer palavra sincera sobre ele seria censurada. Próximo, por favor. 


Juan (o zagueiro)

Ídolo, monstro. Um dos jogadores mais técnicos que pude ter o prazer de ver jogar de perto. Merece se aposentar como capitão e ganhando um título grande. Coloco as duas mãos no fogo por ele. 


Fábio Luciano

Ícone. Não consigo considerar completamente ídolo por ter um pé atrás quanto ao que aconteceu antes do Flamengo x América do México. Nunca saberemos o que realmente o deixou de fora daquela partida. É uma história muito mal contada


Léo Moura

Ícone burro e mal agradecido. Pelo o que fez dentro de campo, tinha tudo pra ser ídolo. Mas parece que a cada dia acorda e pensa numa forma diferente de se queimar ainda mais com a torcida. O cúmulo foi se oferecer ao maior rival (COM EURICO) um mês depois do Flamengo organizar um jogo de despedida em sua homenagem. Pelo jogador ponho minha mão no fogo, pela pessoa, a dele. 


Sávio

Ídolo, craque. Infelizmente não nasci a tempo de ter memórias do seu auge


Alex "Muralha"

Fraco, incompetente e amarelão. Colocou suas mãos pés e tudo mais no fogo por si mesmo. 


Adriano, o Imperador

Ah, o Didico! Ídolo é pouco. Cantar o Rap da Felicidade ("Eu só quero é ser feliz") com a torcida, após seu gol de cobertura contra o Coxa, foi um dos meus momentos mais marcantes no Maraca. Uma pena que não queira mais nada com o futebol. Entre os mortais (o que exclui Ronaldo e Romário), é top 5 dos centroavantes que vi jogar. Em que aspecto (se é que o faz) tu coloca a "Mão no Fogo" por ele? Talento e caráter. 



O goleiro Bruno

Impossível considerar como ídolo, apesar de ter sido disparadamente o melhor goleiro que vi com a camisa do Fla. Existem coisas que não podem ficar de fora da análise, e seus êxitos como goleiro são irrelevantes se comparados ao que fez fora do campo. Bandido, assassino, que apodreça eternamente na cadeia. 


Romário

202 gols em 240 jogos não é algo que passe batido. Jogou muita bola no Fla sim, embora pudesse ter feito ainda mais pelo clube. Mesmo que a conduta profissional não fosse exemplar, o Flamengo não poderia de forma alguma rescindir com o cara e deixá-lo de bandeja pro Vasco. 


Zé Ricardo

Melhor que ele, no século, só Joel Santana. Se perdeu um pouco após a eliminação da Libertadores e sofreu com a falta de experiência. No futuro, com mais bagagem e malandragem, é facilmente minha primeira opção. Colocaria a mão no fogo por ele. 


Joel Santana

Como já disse, nosso melhor técnico no século. O que ele fez em 2005 e 2007 foi absurdo. Temos muito a agradecer. Por que acha que ele "sumiu" do mercado? O futebol na década atual passou por uma transição muito radical e extrema. Nela, alguns conceitos deixaram de funcionar. E o Joel, assim como uma leva de técnicos vencedores de outra geração, não se adaptou, nem se reciclou o suficiente para ainda estar alta. 


Andrade

Como jogador, sem palavras. Como técnico, um dos principais responsáveis pelo título em 2009, porém fraco. Naquela conquista, seu mérito foi unir o grupo e fazer com que jogassem por ele. Na média geral, mãos, pés e joelhos no fogo por ele. 


Rodrigo Caetano

Superestimado. Muito mais nome do que trabalho. As negociações acontecem porque agora o clube tem dinheiro, o que torna tudo mais fácil. Mais uma banana no departamento de futebol


Paulo Cesar Carpegiani 

Nome importantíssimo na história do clube. Respeito máximo. Porém, não concordei com seu anúncio como técnico pra 2018. Ele vinha de um certo "ostracismo" mas fez um bom trabalho no Bahia, qual sua expectativa? Um título no século. Acho muito ultrapassado. Torço muito para que esteja em processo de reciclagem, mas deve ter algumas dificuldades.



Seu recado final para o torcedor, o clube e quem mais desejar? 


Esqueçam quem a veste, nós amamos a camisa. É pra ela que torcemos. Por mais incompetente que algum cidadão seja, enquanto a bola estiver rolando, apoiem, acreditem. Massacrem, reclamem, perturbem depois. Mas nada de contar derrota antes ou torcer pra alguém falhar por mera vaidade de razão. Nós, a torcida, somos a maior força do Flamengo. Sem nós, ele se enfraquece. Portanto, estejamos com ele, sempre!



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