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 Alvinegro dá passo importante rumo à próxima fase da competição sul-americana

Não foi fácil. Como nunca é na altitude boliviana de La Paz. Mas o Ceará venceu a partida de ida das oitavas de final da Sul-americana e deu um valioso passo em busca da classificação às quartas de finais.

Em La Paz, na noite desta quarta-feira (29), o The Strongest saiu na frente logo aos cinco minutos da primeira etapa com Luciano Ursino, após bate e rebate na área do Vozão.

Apesar do gol cedo, os comandados de Marquinhos Santos não se abateram e mesmo após irem para o vestiário em desvantagem, buscaram o placar na segunda etapa.

Após começo do segundo tempo difícil para os brasileiros, Erick aproveitou falha do goleiro Viscarra para empatar, após passe de Geovane, aos 31 minutos.

À essa altura, dadas as circunstâncias da partida, o empate já era bom negócio para o Ceará, que decidiria a vaga diante de sua torcida. Ainda assim, o Vozão foi em busca da vitória nos minutos finais.

E ela veio de forma emocionante, nos acréscimos, testando a fé dos torcedores cearenses. Aos 48 minutos, em outra bobeada na saída de bola do The Strongest, Zé Roberto, que entrou na segunda etapa, decretou a vitória dos brasileiros.

Felipe Santos/Ceará

Com a vitória, o Ceará consegue importante vantagem para o jogo de volta, no próximo dia 06, na Arena Castelão. Até mesmo o empate garante o Vozão na próxima fase da segunda competição mais importante do continente.

 




Foto: AFP

Amigos e Nação Corinthiana! Escolhi esta foto por ela ser muito emblemática. Um (sim) ÍDOLO da história do clube de joelhos. De joelhos todos estamos após o Corinthians NÃO ENTRAR EM CAMPO ante o Del Valle (que não da CC Company) em casa, na Arena e sofrer o revés de 2 x 0 na ida das semi da Sula que praticamente (e eu disse praticamente e não de fato) finda o desejo de mais um título na temporada, importante por vencer acima de tudo, mas importante também pela grana, tão necessária neste momento, além da vaga na Libertadores. Portanto, neste texto nem cabe um relato da partida, até porque NÃO HÁ o que relatar de efetivo ao nosso torcedor, mas vamos falar muito sobre, como diz o título, o que já é e o que beira o insustentável dentro e também fora de campo. TODOS, inclusive nós torcedores, temos de olhar pra dentro de nós e fazermos uma autocrítica honesta, vamos a ela.


Bem, sobre o jogo, nas minhas redes sociais tracei um paralelo em relação ao duelo ante o Nense (clique), só que com agravantes sérios. A similaridade principal em relação ao jogo do final de semana, (jogo este em que assisti no comando do pré e pós-jogo na Rádio Trianon, AM 740 - estarei novamente neste domingo comandando o pré e pós jogo de Fortaleza x Palmeiras às 16h  acompanhe as transmissões pelo Facebook, clique!) é que o time encarou um adversário que a cada bola que pegava sabia tocar, segurar a posse ao máximo e com o agravante no caso dos equatorianos, de ter a qualidade suficiente pra espetar. A marcação do Corinthians na frente da área é muito frouxa. Gabriel tem se matado sozinho, Urso é ótimo jogador, mas vive um momento terrível e "marca" a distância, qualquer adversário que saiba trabalhar a bola tem espaço demais na frente do gol do Corinthians. Este foi sem dúvida fator determinante nesta derrota.

Ainda nessa ilação, outro fator similar nos dois confrontos, mas ainda mais agravado neste foi a inércia criativa do time. Contra o Nense ao menos os primeiros 25 minutos do primeiro tempo e os primeiros, vá lá, vinte do segundo, o time ainda teve gana, fez uma pressão ainda que sem criatividade nenhuma, ainda que atacando por um lado só com o Janderson, de forma desorganizada e sem um passe criativo, sem fundamentos, sem municiar o centroavante. Neste jogo o goleiro adversário sequer exigiu do roupeiro que botasse o uniforme pra lavar, a criação do time vive um momento crítico e por isso isento Love, que ainda que não esteja bem nas poucas bolas que chegam, não para de lutar um minuto.

Isto posto, ante estes problemas crônicos, vimos um Timão que está longe de jogar no superlativo, muito ao contrário, um futebolzinho, em um time que tem sérias limitações e não tem um elenco qualificado e com reposições que possam dar ao treinador alternativas. E como eu sempre coloco, no futebol a CONFIANÇA é fator determinante. Determinante na fase boa, onde o ruim vira razoável, o razoável bom e o bom ótimo. Bem como a falta dela inverte o processo e é isso a meu ver que está acontecendo no time, diferentemente do discurso fácil da "falta de raça", conheço este elenco, não é por aí, mesmo.


Isto posto, vamos ao que beira o insustentável em relação ao campo e bola, depois falo de nossas posturas enquanto torcedores e finalizo mais uma vez falando de desmandos diretivos.


Vejam, um percentual enorme dos torcedores que se manifestam nas redes sociais tem colocado TODA a responsabilidade pela inércia criativa e o momento de total FALTA DE CONFIANÇA do time em Fábio Carille. Esclareço antes de destrinchar o insustentável do elenco, que não tenho de forma nenhuma o objetivo de "defender" Carille, ponha a mão na consciência antes de me questionar com esse tipo de besteira. O meu papel aqui é, ainda que nervoso como torcedor, analisar de CABEÇA FRIA (a de cima) e de forma analítica como comentarista que sou, os problemas do time. Estou aqui pra ESCLARECER fatos, com COERÊNCIA e com visão de jogo. E não pra defender ou atacar "C" ou quem quer que seja.

Me desculpem, mas não vou fazer texto pra ser popular, não vou escrever aqui o que vocês gostariam de ler, isso seria ser desonesto e isso eu não sou. Começo então dizendo que é um erro dizer que a formação de Carille é "retrancada". Qual é a retranca em iniciar com um volante mais fixo, um de saída (que sim, não está jogando nada, mas isso é outra coisa) e uma linha de três meias com um centroavante móvel? É assim que o Liverpool joga, o PSG e tantos outros. A diferença é quem são os quatro jogadores dessa linha de frente dessas equipes e quem são os nossos, quem (não) está no banco pra mudar o panorama de um jogo, é isso que não temos. Pedrinho é um meia central de extremo talento, que pode dar muitas alegrias a nós (ou ao futebol europeu) e á Seleção. Mas ele está hoje jogando IMPROVISADO de ponta, porque Andrés Sánchez pegou birra de Romero, pelo fato de seu empresário tentar (legitimamente, é uma questão de Mercado) aumento. De que adiantou todo o Ego do Dit...Digo, do Presidente do clube, Ángel se foi e padecemos de não ter um substituto pra titular dele e não termos NENHUMA peça no banco pra substituir os pontas titulares em que se possa confiar, Everaldo chegou e frequenta mais o DM que o campo e Janderson, ainda que seja talentoso e tenha futuro, é muito menino ainda e ainda precisa aprimorar fundamentos. Ou seja, se num elenco tu precisa ter ao menos um reserva apto para cada posição, mesmo que Romero tivesse ficado, a equipe precisaria de no mínimo mais um ou dois pontas, não tem nem composição de banco.

O time está claramente sem confiança, esta falta de pegada na marcação, essa falta de dividir mais as bolas, de partir pra jogada individual visando o gol, não é "falta de raça", conheço este elenco, sei que a grande maioria ali é sério e tem um vínculo emocional importante com o clube. Trata-se de FALTA DE CONFIANÇA, a confiança é capaz de fazer o ruim virar mediano, o mediano bom e o bom ótimo. Quando não se tem essa confiança, o processo se reverte.

Outro fator que não podemos deixar de considerar é: Em que momento em toda a passagem de Clayson (ainda que sim, ele tenha sido importante antes da compra em definitivo, na campanha do título Brasileiro) e sobretudo de Vital, é que em nenhum momento estes jogadores mostraram uma regularidade em terem a capacidade de decidir jogos, de ter uma condição criativa absurda, a ponto de se jogar (apenas) no técnico como estão fazendo a responsabilidade. Estes caras não estão sendo "limitados pelo técnico retranqueiro que impede o desenvolvimento de seus talentos". Estes caras lamentavelmente tem limitações técnicas claras e o pior, NÃO TEM RESERVAS que deem ao treinador a alternativa de tirá-los do time. Eu tinha muita esperança em Sornoza, mas infelizmente ele não consegue aqui desenvolver a grande qualidade criativa que apresentou no Nense, forçando á época Scarpa a cair para o lado direito, ainda que o canhoto rival seja meia central. Jadson lamentavelmente não consegue mais jogar e Régis (aí sim cabe criticar o treinador) inexplicavelmente não tem chances no time, ainda que tenha correspondido bem nas poucas vezes em que atuou, caso similar ao do bom garoto Thiaguinho, ao qual lamentavelmente resolveram emprestar e nessas quatro funções, sobretudo as três da linha de meias, poderia ser uma boa alternativa, o moleque é MUITO BOM.

Na ponta o cenário é ainda pior, NÃO HÁ jogadores. Fizeram o que fizeram a Romero, paciência. Mas reparem que com Everaldo lesionado, temos o IMPROVISADO Pedrinho de titular na direita, Clayson na esquerda e o ÚNICO reserva na função é o MENINO Janderson. Isso não é adequado nem no elenco de um time que disputa a Série D, que dirá do Corinthians. Será mesmo "o técnico" que levou o time a essa situação sozinho, como estou lendo por aí?

Pra falar de centroavante, me desculpem, mas precisamos seguir falando da meia. Afinal, por que o centroavante do time é Love e não Boselli?? O torcedor que efetivamente acompanha TODOS os jogos do Corinthians, vai se lembrar junto comigo que Mauro tinha ganho a posição de Love e vivia até um bom momento, mas em 25/08 na partida contra o Avaí, o time catarinense se fechou bem, a trinca de meias NÃO CRIOU NADA e o camisa 17 ficou ISOLADO sem movimentação no ataque, Love entrou, SE MOVIMENTOU e criou chances, fazendo o gol que salvou o time da derrota ante um adversário horrível (me desculpe o torcedor do Avaí). O que quero dizer com essa "historinha". Carille tem duas possibilidades de titularidade no comando do ataque, Boselli é um centroavante FIXO, com pouca mobilidade (ainda que tenha visão) fora da área, ou seja, Boselli precisa que o time chegue ao fundo, que o coloque na cara do gol, Boselli precisa de um time que CRIE MUITO pra ele concluir, o que não está acontecendo. Então, Carille opta pela outra opção, com mais movimentação, que é o Love, se a bola chegasse toda hora, com certeza Carille usaria mais Boselli. Mas e o Gustavo? O Gustavo é o centroavante pro abafa, pra bola aérea, é um cara que dificilmente vai vencer a disputa pela titularidade, pois se o time precisar de um cara mais fixo, Boselli supre com um pouco mais de técnica com a bola no pé. Ou seja, o pessoal se estressa demais com a questão do centroavante, sendo que a bola não está chegando neste, seja quem for. Poderia chamar o Dinei de volta que daria no mesmo, a bola não ia chegar.

Percebem que o time tem graves problemas? Os desafio a me desmentirem e achar soluções diferenciadas NESTE ELENCO para os problemas acima. Sem xingamentos, com ARGUMENTOS. O desafio está lançado.


Eu ia falar bastante de Carille, mas creio que estas avaliações técnicas falam por si. Carille tem sim erros, mas repetir indeferidamente o mantra da "retranca" não contribui em nada, é puro LATIDO. É absurdo tratar Carille como se ele "não estivesse retirando do elenco todo o seu potencial". QUE POTENCIAL? Um elenco que não tem nem quem pôr quando sai um dos pontas, tem que por menino que corre bem, mas mal sabe chutar. Sejam razoáveis.

Em tempo, tem CARA DE PAU pedindo FERNANDO DINIZ no Corinthians. Fernando Diniz que ainda que eu não tenha nada contra sua pessoa, torça a favor e reconheça que é um cara de boas ideias, TEVE APROVEITAMENTO DE REBAIXADO nos clubes de primeira divisão CAP (campeão da Copa do Brasil com seu substituto - esse sim bom - Tiago Nunes) e Nense? O que querem, LABORATÓRIO, ZONA DE REBAIXAMENTO??? O time é QUINTO COLOCADO no Brasileirão. Carille é TRICAMPEÃO PAULISTA e campeão Brasileiro com este time. Querem mudança, sugiram um treinador que já tenha demonstrado CAPACIDADE de vencer e não esse tipo de experimento, FUTEBOL NÃO É VIDEOGAME.

Pra finalizar sobre Carille, não se trata de defesa e sim do que é JUSTO. Eu baseei todo este texto na ideia de que a trinca de meias não está criando. ESTES eram os "jovens" aos quais Carille se referiu. Eles criaram algo? Eles fizeram um grande jogo? Façam uma avaliação honesta e entendam o que o treinador quis colocar, ainda que não seja legal dar esse tipo de colocação pros jornalistas, soa mal, soa como isenção de responsabilidade. Ainda assim, Carille não teve a intenção (na minha ótica) de jogar os meninos na fogueira, apenas foi excessivamente sincero.


Por fim, Andrés foi lá, se colocar como torcedor, mas precisa ter mais amor ao time, ser mais sincero, se DEVE SEIS, ASSUMIR QUE DEVE SEIS, se não conseguirá montar elenco em 2020 JÁ PREPARAR O TORCEDOR PRA UM ANO DIFÍCIL, assumir que fez PÉSSIMOS ACORDOS/NEGÓCIO em relação a Arena ao invés de agredir quem o questiona, como o Movimento Corinthians Grande. Andrés sofre da síndrome que acometia o finado Eurico Miranda no Vasco, a síndrome de crer (ou fingir crer) ser PROPRIETÁRIO do clube. Por mais que sua primeira gestão tenha sido exitosa, isso não lhe dá o direito de SE APROPRIAR e onerar o clube dessa forma, agindo de forma DITATORIAL sem qualquer transparência e qualquer respeito por quem o questiona mediante os fatos. O item 3 de sua nota, que contradiz a introdução dela que diz que o MCG fez "acusações infundadas" cai em completa contradição, como considerar que "havia acordo" sendo que "Em razão dos trâmites internos da referida instituição, este, ainda não havia se materializado em instrumento contratual". Ora, EU NÃO SOU ANALFABETO. Se "não havia instrumento contratual", NÃO EXISTE CONTRATO. É chamar o torcedor de IDIOTA na cara dura. Força aos amigos do MCG.

Todas as situações acima denotam um cenário á beira do insustentável, sobretudo para Carille que está sendo duramente atacado nas redes. Mudar técnico num cenário onde o time ainda tem pequena chance na Sula e brigando por vaga na Libertadores estando ainda na 5ª posição do Brasileiro, a meu ver não é o caminho. O caminho é o time voltar a se exibir de forma digna, tentar recobrar ao menos parte da confiança destes jogadores, para caso se confirme a queda na competição continental, caiam LUTANDO e com isso recuperem a confiança para os menos de quatro meses que restam da temporada.



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Amigos e Nação Corinthiana! Hoje eu vou ser bem breve e bem objetivo com vocês, dada a minha irritação sim, com o futebol (não) apresentado pela equipe em campo, mas também e em grande medida, pelo que vem fora dele, seja por manifestações exageradas de alguns torcedores, que renegam ídolos por conta de um jogo, uma falha, seja pela administração do clube, que de "renovada" e ''transparente" não tem nada. Sim, o Corinthians perdeu para o desesperado Nense em Brasília por 1 x 0, mas o resultado em si e até a falha de Cássio, estão longe de ser dos fatos mais alarmantes e gritantes do momento do clube.


No começo parecia que o Timão engoliria (e no volume de jogo até engoliu) o time de nosso ex-treinador campeão mundial (deem ou não os méritos, ele estava lá) Oswaldo de Oliveira, que tinha como tática se fechar, suportar a pressão e na lentidão hábil de seus dois meias, tentar ao máximo segurar longe do gol cada bola, além de, como diria o VSR, tentar achar uma bola vadia, fazer o gol e segurar o jogo.

O Corinthians teve muito volume, boas chegadas nos minutos iniciais, tendo sua primeira chance como titular, o menino Janderson foi bastante (excessivamente diria eu) acionado pela esquerda e deu trabalho aos defensores adversários que se seguravam como podiam. Mas grande, grande chance mesmo, só com Gil na bola parada que tristemente acertou o pé da trave.

Com o passar dos minutos a realidade é que o coringão não jogou "ão", arrefeceu e com isso o adversário se aproveitava pra tentar segurar a bola na frente, com uma marcação distante (aparentemente sentindo o calor, ou a "feijoada" como diria o amigo Danilo Soares) que permitia com que o adversário, mesmo sem ser agudo, fosse se aproximando do gol e aos 40, um chute no meio do gol, Cássio que tomou uma baita pancada no aquecimento (mas jura que o caso não teve influência no lance) foi pra bola com a certeza de que iria encaixar, fez o movimento fora do tempo de bola, aliás, até o movimento em si foi estranho, ao ir "abraçar" a bola o ideal é que tu "entre" de corpo nela, pra garantir a defesa. O fato é que a bola passou bisonhamente e entrou no gol, do desolado ídolo da camisa 12.

Na etapa final o Corinthians não conseguiu fazer uma pressão efetiva também, teve os primeiros minutos novamente de muita intensidade e depois foi arrefecendo. Carille abriu perigosamente o time abrindo mão dos volantes, mas não tinha quem colocar, Jadson errou movimentos simples e o jogo seguia com poucas jogadas pelas pontas, o lado direito praticamente não jogou, sobrecarregando o bom menino Janderson, que se mostra uma esperança, ainda que bastante cru em termos de fundamentos. Entraram Love e Boselli, mas o time não criava jogadas efetivas, lançava a bola de qualquer jeito para a boca do gol e com isso, viu-se a consagração do irmão de Alisson, que tirava do jeito que dava.

Fim de jogo com uma derrota que deixa muito difícil a situação do time na luta pelo título, pelo crescimento dos adversários diretos na briga, em destaque o Mengo com DEZ pontos na frente. A rodada só não foi pior, porque SPFC e Bahia perderam pontos importantes em seus domínios, mas o TIME RESERVA do Inter, já ultrapassa o Timão na tabela. Agora é Sula! Mas antes, não dá pra se calar diante de algumas coisas.


Vejam, a falha de Cássio foi sim horrível, sim, foi a segunda falha seguida do goleiro, que já tinha falhado ante o Ceará. Mas dizer que "Cássio tem que pegar banquinho", xingar de "mão de...", dizer que "vive de 2012...", dentre outros impropérios é algo totalmente fora da realidade. Cássio em 2012 saiu do banco de um cara formado aqui, super bacana, que muita gente desdenha, o Júlio César, um TORCEDOR do clube, mas que não era um goleiro do nível de goleiros históricos dos rivais e daqui. Ante esse cenário, o gaúcho que NÃO TEVE ESPAÇO sim no PSV, com seu 1,95, saiu do banco para parar Diego Sousa (e mudar drasticamente a trajetória do Vasco), para parar Lampard, Torres e outros craques do campeão europeu Chelsea, para ser decisivo em tantas outras conquistas, nacionais, locais, para tantas defesas milagrosas que ainda que torçam contra, o levaram MERECIDAMENTE à seleção Brasileira. Pra isso agora? Depois de tantos serviços prestados?

Depois de protagonizar até mesmo a PERMANÊNCIA DO TIME NA PRIMEIRA DIVISÃO após a turbulenta temporada de 2018, enfim, isso todos nós sabemos, não precisaria ilustrar. Walter é um goleiro extraordinário, mas tenho certeza de que ele não deseja que ninguém PISE NA CABEÇA de seu companheiro e amigo, para o colocar no gol. Cássio é profissional e dá a vioda pelo time, se em algum momento ele sentir que é hora de sair, vai fazê-lo, mas vem decisão por aí e ele tem de estar lá, como esteve nas recentes conquistas, conquistas essas onde o time sempre foi o AZARÃO e ele sempre fator DECISIVO. Ponham a mão na consciência, não é mais torcedor quem joga mais a culpa no jogador que falha, mais (se é que isso se pode aferir) torcedor é quem SOFRE junto com o atleta que erra.


Carille tem sofrido muitas críticas, críticas com o TEOR muitas vezes justo, cujo problema por vezes é o tom. Que "retranca" Carille armou contra o Flu? Ele escalou quem não tinja risco de quebrar, quase força máxima onde muito técnico por aí escalaria reservas, nas mexidas foi até irresponsável, não se fica sem proteção, será por isso que Fagner quase não apoiou? Não havia PONTAS no banco, o elenco tem sérias dificuldades. Agora, uma marcação tão distante, um time que arrefece no jogo, como arrefeceu ante o Ceará, realmente há algo de errado no time e isto sim deve ser cobrado, o desempenho, o jogar como se o jogo nunca estivesse ganho. Claro que é natural do jogador, do ser-humano descuidar, mas o time já ultrapassou sua cota disso e nem deveria fazê-lo tanto, visto as dificuldades de criação que tem, se nenhum jogo começa ganho, menos ainda pra um time com as limitações que tem o Corinthians, isto que deve ficar de lição e a queda do gigante, relatada por Pedrinho (não acionado no jogo) no vestiário, precisa ser o fator definitivo de conscientização quanto a isso.


Fora de campo também, mas no aspecto diretivo, como pode um Poder absolutista, AUTOCRÁTICO, como o de Andrés Sánchez, ter tão pouca transparência, o que é justamente seu lema de chapa? As parcelas estavam mesmo sendo pagas? Há mesmo quitação total com a Odebrecht? Já viram quem é o Presidente hoje? O quão ele repudia os valores populares e democráticos do clube? Não percebem que a qualquer brecha ele vai atacar o clube, como está fazendo com a execução? E com que cara eu fico, que defendi e defendo ainda que o clube, mesmo com dificuldades, tem honrado seus compromissos, até tive perfil em rede social restrito por essa defesa, está agindo certo mesmo?? É preciso vir uma gestão que pense NO CLUBE e não em tocar as coisas de qualquer jeito pra se manter no poder, aí já vira Ditadura, que é algo que jamais poderá ser aceitado neste clube. Falem disso, destilem o que destilam contra Cássio e Carille, 10% em Sánchez, quem sabe ele não "fica com medo" e age como uma pessoa que ama o clube.


Por fim, o Corinthians entra em campo neste meio de semana pra decidir ante o Del Valle, AQUI é o momento de abrir vantagem, até visto a altitude do Equador. Terá de ser um jogo com total intensidade, noventa minutos de domínio, seja massacrando, seja controlando o jogo na frente pra ampliar o placar. A atitude terá que mudar muito para essa partida. É isso que precisa ser implementado pelo treinador, entendido pelos atletas e que os torcedores que estarão na Arena, ainda que com maior poder aquisitivo, tenho certeza, terão o espírito do incentivo durante todos os minutos, como é marca dessa torcida.



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Foto: Goloboesporte (André Durão) 

Amigos e Nação Corinthiana! Estamos juntos novamente para hoje comentar a classificação do Corinthians para as semifinais da Sula com o empate em 1 x 1 conquistado ante o Nense dentro do Maraca, um jogo onde não se viu brilhantismo, onde revimos os problemas (sérios) de criação e de momentos de erros na parte ofensiva da equipe, mas o volume, a luta da equipe se fez valer em relação a essas deficiências, que são (aceitem ou não) fatores muito mais fundamentais pra um desempenho por vezes insatisfatório do time que a tal "retranca", que muitas vezes é uma construção exagerada de quem ama odiar. Neste texto ao final falamos desse aspecto, além do que pode mudar e do que numa reviravolta magnifica, não deve mudar no time.


No primeiro tempo o Corinthians dominou as ações muito mais além do fato simplesmente de ter um time melhor que o adversário. mas principalmente por conta da garra que a equipe demonstrava, do volume de jogo, da coisa do morder em cada bola, apesar do público enorme da torcida adversária, parecia que era o Timão que jogava em casa, propondo mais o jogo, tendo mais a bola. O adversário também teve possibilidades, mas era ele que jogava no contragolpe. O Corinthians teve algumas possibilidades de gol e não finalizou bem. Chamou a atenção também as dificuldades enfrentadas por Vital na criação com alguns erros de passes simples, o Corinthians claramente chegou mais no primeiro tempo, mas não foi desconfortável para o Flu levar o empate para a etapa final.


No começo do segundo tempo o Coringão manteve e elevou o ritmo do jogo ofensivo e o gol veio, lançado na esquerda, Clayson arrancou e tentou a finalização e a bola parou na zaga, o zagueiro adversário deu bobeira e Pedrinho, jogando no sacrifício chegou pra concluir.

Depois de sofrer o gol, Oswaldo de Oliveira começou a mexer nas peças de ataque, primeiro colocando Wellington Nem e com isso o time passou a incomodar ofensivamente, porém passou a ceder mais espaços para os contragolpes. As mexidas de Carille passaram a ser alvo de críticas, o que no nosso entender é complicado, visto que o time não tinha pontas no banco (vale lembrar que Everaldo não pode atuar na competição e que Romero se foi há muito tempo) com isso, nos lugares de Pedrinho que jogava no sacrifício e de Clayson que saiu esgotado, entraram Ramiro (que no Grêmio atuava como ponta) e Matheus Jesus, deslocando Vital para a ponta.

Love e no rebote Gabriel perderam a chance de matar de vez o jogo e veio o gol adversário em um lance muito duvidoso, que acabou validado após a revisão do VAR. Depois disso o adversário ensaiou uma maior pressão, mas se viu tomando o gol de Matheus após bola ajeitada por Gustavo no finalzinho, porém o lance foi anulado pela arbitragem. O jogo então caminhou pro fim com o adversário sem forças pra fazer o gol da vitória, Timão mais uma vez exitoso em mata-mata sob o comando de Carille, classificado para pegar o Del Valle na semifinal da Sula e ainda invicto após a parada da Copa América.


Primeiro em relação ao jogo em si e a questão tática. Não foi uma atuação tecnicamente brilhante do Corinthians, longe disso, mas o time mostrou muita luta, o volume de jogo foi grande na garra, na luta e num momento onde os dois meias centrais que disputam a posição de titularidade (na cabeça do treinador, leia-se, por mim Régis estaria nessa disputa) não vivem um bom momento, pra criar é necessário se doar um pouco mais, correr muito, ir na marra e foi justamente isso que vimos Love, Pedrinho e Clayson fazerem, ainda que fatalmente sigamos com esse problema gigante na meia até o final da temporada, se compensarmos na luta, tratando cada jogo como um mata-mata, a luta por título será em duas competições e não apenas nesta.


Outra coisa que é preciso dizer aqui e que com certeza vai incomodar, é que virou palhaçada já essa coisa de dizer que tudo que se faz taticamente é "retranca" e que o treinador é "maldito" e querendo "dar o golpe" no treinador, que a coisa só vai mudar quando ele sair e que "primeiro se tira Carille e depois a coisa se resolve" (é, é uma ilação maluca, mas tem uma galera que LATE tanto que é válida).

Todos gostamos de jogo ofensivo, bonito, irresponsabilidade tática, um monte de atacantes velozes (quando se tem, leia-se) mas notem os relacionados do banco do Corinthians, lembrando sempre que Everaldo não pode atuar na competição por ter jogado justamente por este rival e que Romero saiu do clube pela porta dos fundos, muito por birra de dirigente. Eis o banco do meio pra frente: Ralf, os meias CENTRAIS Jadson e Régis, Ramiro que entrou, que no Grêmio sempre jogou pelo lado direito e também é segundo volante e os dois centroavantes fixos Gustavo e Boselli.

A pergunta que faço então é: Tendo que substituir os atletas desgastados, com esse banco e sem opções que ficaram de fora dele por falta de espaço, é por NÃO TER MESMO, que "atacante veloz" Carille iria colocar na vaga dos que saíram. Nem coloco interrogação porque não tinha o que fazer, não adianta colocar meia central ali, sendo atacado, fez-se o que se poderia fazer, colocou-se um cara que JOGAVA NA PONTA no antigo clube (que não é um time da Série D, logo todo mundo tem acesso a saber disso) na direita que é o Ramiro e colocou-se o Vital pela esquerda, entrando com Jesus que tem chegada na frente, tanto é que fez gol de novo, mas foi anulado.

As pessoas tem direito de odiar quem quiserem, de ver o futebol como fosse videogame onde tu escala cada um na posição que quer, afinal é só dar L2 que o cara corre, mas na vida real não é assim que funciona. Não havia o que fazer, o elenco é limitado o elenco tem só uma opção além das duas titulares para a ponta, é a dura realidade. Claro que incomoda ser pressionado, mas odiar um técnico vencedor não vai mudar uma condição que acontece até nos melhores elencos, ainda mais no limitado nosso, técnico não vai mudar um time que não tem peças ofensivas de velocidade na conversa, é preciso ter as peças e tiraram uma dele que fazia sucesso aqui.


Por fim, já estávamos preparando o espírito pra perda de um cara que voltou de lesão muito bem, que é um volante rápido, com boa chegada, com boa saída de bola, que é o Gabriel, financeiramente seria interessante, temos Ralf no elenco, mas claro, pra um time que quer lutar por títulos, evidentemente é muito importante essa permanência. Vital também estaria na mira da Roma, pra agora penso que é complicado perdê-lo, visto que Carille não confia em Régis, mas pra 2020 pode ser uma boa negociar, é um jogador que oscila muito, o time precisa de um meia titular (e se possível um reserva) que tenha capacidade de decidir jogos, o que, salvo raros lampejos, não é o caso.



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Foto: AFP


Amigos e Nação Corinthiana! Hoje o assunto é a partida de ida das quartas da Sulamericana, onde se esperava um grande jogo, pelo momento que vive o Corinthians e pelo fato de que o Nense não se acovarda nunca (e por vezes sofre por isso) e sempre sai pro jogo. Mas claramente essa filosofia mudou com a mudança de comando, o que vimos foi um adversário com uma dupla de zaga reserva que mostrou que deve ser titular e um posicionamento defensivo quase perfeito, que minou a quase nula criatividade de nossa linha de meias, um 0 x 0 que muda totalmente o panorama do confronto.


Com a dispensa de Fernando Diniz no Flu parece ter feito efeito imediato, ainda que nos primeiros dez minutos o time agora de Marcão tenha tentado atuar mais ofensivamente e tido mais a bola, depois disso o time se posicionou atrás da linha da bola bloqueando totalmente as ações ofensivas do Timão, o que fez com que o time praticamente não finalizasse na primeira parte, jogo ruim até então.


Já na etapa final, seguiu e se ampliou o domínio do Corinthians, com o adversário seguindo bem postado, porém com uma atitude mais ofensiva, o time dominou mais o jogo, empurrou mais o time carioca pra trás, conseguiu algumas faltas na entrada da área, ainda que pouco tenha conseguido finalizar e quando conseguiu, o fez em bolas paradas, como na segunda cabeçada de Manoel na partida que passou perto.

Pouco antes dos 20, Vital que não atuou bem (eu falo pra vocês e vocês ficam bravos) deixou o campo para uma chance a Jadson, visando dar capacidade de criação e bola parada ao time. Quase em seguida, Carille sacou Love, que brigou muito, mas não recebeu bolas, preso entre os defensores hoje seguros do Fluminense, para a entrada de Boselli. 

A mexida do adversário porém deu outro ritmo e fez com que eles se soltassem mais com a entrada de Wellington Nem. Jadson também não conseguiu comandar as ações ofensivas e o time perdeu campo. Pedrinho saiu de maca e deu lugar a Gustavo, era a opção que havia, visto que Régis e Sornoza que eram as opções do meio pra frente são jogadores centrais, faltam opções para o Corinthians pelas pontas, ainda mais visto que uma delas, Everaldo, não pode atuar pela Sulamericana, portanto, era a entrada de Gustavo mesmo o que dava pra fazer, porém, a criação com essa mexida seguiria prejudicada.

Aos 46 minutos em uma jogada isolada a grande chance da vitória, da intermediária Fagner cruzou para a cabeçada de Gustavo que parou na trave. Porém a grande constatação é que fora esse lance, na metade final do segundo tempo o adversário conseguiu segurar confortavelmente o resultado de empate.



Vejam, o amado por vocês (por mim não) Vital voltou a fazer o que sempre fez, se esconder do jogo e cometer erros de passe inaceitáveis. Então, segue o problema da meia central, por mim, quem teria chance seria RÉGIS, mas infelizmente não é o que vai acontecer.

Isto posto, eu prefiro dar o mérito a bela organização defensiva que o Marcão deu ao Flu, apostando em meninos que deram a vida e a resenha de vestiário deve ter sido ótima, pois até Nenê e Ganso correram e marcaram. Mas óbvio, contra o Corinthians é o "jogo da vida" de todo jogador e isso entra no assunto que finda este texto. O confronto agora está totalmente aberto a meu ver, claro que pela qualidade que tem, o Corinthians pode vencer sim lá dentro, mas se já sob o comando de Oswaldo de Oliveira na quinta, o time tiver a mesma postura de hoje, teremos sérias dificuldades e pode acontecer a eliminação, em um torneio onde tudo caminhava para o título. Se Carille teve coragem de sacar Sornoza para colocar Vital, poderia sacar agora o colocado para colocar Régis.



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Foto: Reuters

Amigos e Nação Corinthiana! Estamos mais uma vez juntos para comentar a confirmação da classificação do Corinthians ante o Wanderers no Uruguai, que estava clara desde a ida na semana passada, o que deu a possibilidade de Carille testar novas alternativas para o time, na vitória por 2 x 1. 


O time foi a campo com algumas mudanças, na esquerda Carlos Augusto entrou no lugar de Avelar e foi bem, Henrique ganhou nova chance na vaga de Manoel (o que pode efetivamente estar sendo uma dúvida na cabeça do treinador), Urso apesar de ter viajado e entrado na parte final deu lugar a Matheus Jesus que fez um grande jogo e Vital mais uma vez no meio, enquanto Ramiro ganhou chance e fez seu melhor jogo, na vaga de Pedrinho suspenso. 

No primeiro tempo, o time controlou totalmente as ações, impondo sua melhor qualidade, com destaque para os avanços de Jesus, apoiando bastante pela esquerda, com velocidade, finalizando, acertou a trave em uma grande jogada e foi o grande destaque. A maneira como se desenrolou o jogo, com total tranquilidade, comprovou o que falamos no texto passado, que Carille, se quisesse, poderia promover outros testes inclusive, preservando outros titulares para o Dérbi de domingo. 


Os gols do jogo saíram na etapa final, logo no começo, o até então apagado no jogo Clayson deu um passe fantástico para encontrar a infiltração de Ramiro, que parou na trave, no rebote lá estava Love para conferir. Porém três minutos depois vacilo de Gabriel na saída de bola e finalização de longe de Bravo, que arriscou e Cássio falhou no lance, surpreendente empate uruguaio. 

Porém, naquela altura, o time adversário teria de fazer mais três para se classificar, missão impossível e ainda que nos primeiros minutos após o gol, os adversários tentassem impor uma pressão, logo o Timão se reassentou no jogo e voltou a controlar. Logo veio o gol da vitória, mais um grande lançamento de Clayson, que encontrou Ramiro pela direita para dar o passe para Love fazer o seu segundo. Com isso, Carille testou dois centroavantes fixos com Boselli e Gustavo, que acabaram perdendo algumas possibilidades de gols, uma exibição tranquila, mas que revelou boas alternativas.


Muita gente diz que Avelar "não cruza", realmente pouco cruza, porque não é essa a característica dele, apesar de também ser alto, Carlos Augusto apoia com mais velocidade e chega mais ao fundo, Avelar é o cara da infiltração, do chute de fora, da jogada aérea, são duas boas opções, onde Carille pouco perde de uma pra outra, a regularidade de Avelar permite que Carlos se desenvolva com tranquilidade, até o momento em que ele esteja totalmente pronto para ser o titular.

O grande destaque vai para Matheus Jesus, muitos sentem (eu não tanto) que Urso pode estar numa zona de conforto, a atuação ótima de Jesus, no nível das que ele tinha na Ponte Preta, gera uma sombra ao volante titular de dá mais alternativas a Carille. E Ramiro teve sua melhor atuação pelo clube, esteve finalmente à vontade jogando pelo lado, como se estivesse atuando no Grêmio, diante de todos os pedidos para centralizar Pedrinho, se colocou como uma alternativa, ainda que a defesa uruguaia tenha parecido bastante inocente. 

Esses passes de Clayson mostraram que a maior participação de Pedrinho na armação trazendo pro meio tem muito do seu dedo, Carille mostra com isso que não quer os pontas com excesso de individualismo na ponta, como era a característica do próprio Clayson, mas sim pontas que cortam pro meio e fazem a jogada de passe, de infiltração, de finalização, um jogo ofensivo de mais qualidade de passe, de mais modernidade e que consequentemente, finaliza mais e melhor. A ver o que vai acontecer no Dérbi, mas a tendência é de que o time siga em franca evolução e com um elenco que cada vez mais estará forte, o Corinthians vai chegar pra brigar nas duas competições, para desespero dos que são da turma do "Quando tá ruim, tá bom, porque eu ou criticar". 


Por fim, quero aqui deixar o meu repúdio a retirada da camisa de Gustavinho (em alusão ao assassinato de Marielle) do Memorial do clube mostra que os que comandam hoje o clube, já não partem muito da ideia de "Time do Povo" e se deixam levar pelas pressões das ELITES. É por isso que sempre me coloco aqui como OPOSIÇÃO aos que dirigem o clube, ainda que em campo, o time deva sempre ser apoiado. 




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Foto: Globoesporte (Marcos Ribolli)

Amigos e Nação Corinthiana! Estamos de volta pra analisar principalmente a atuação da equipe na vitória pela fase de Oitavas da Sulamericana pelo placar de 2 x 0 do Corinthians ante o Montevideo Wanderers, mas também pra falar desse processo enfim de evolução que parece estar ocorrendo no time, como já tínhamos visto na boa atuação da equipe ante o Mengo, evidentemente ainda falta muito, mas aos poucos o time está começando a ser mais coletivo e ter mais alternativas de jogada. 


O jogo começou já com o Timão impondo um bom ritmo ofensivo e criando possibilidades, Love pecando na finalização, aliás, teve fórum em que "torcedor" quis capitalizar em cima disso e humilhar o centroavante, lamentável, mas infelizmente é o que vemos nas redes. Mas aquela questão que dissemos na introdução, de um melhor toque de bola, estava nítida e se refletiu logo aos 19 minutos no primeiro gol, uma bela jogada coletiva concluída por Clayson, outro que uns querer pegar "pra Cristo", sim, ele é excessivamente individualista, mas não entendo implicância pessoal com jogador cujo sequer se conhece. 

Corinthians seguiu melhor durante todo o primeiro tempo, com bom ritmo, com bastante pressão na frente da área adversária, faltou mesmo a finalização correta, o último detalhe na finalização da jogada pra ampliar. Tanto que já no finalzinho da primeira parte o time começou a correr alguns riscos, o que foi mais comum na etapa final. 


A etapa final teve Love perdendo mais gol no começo e aos poucos o ritmo do time foi caindo e, como diz o Galvão, os uruguaios foram começando a gostar do jogo. O Corinthians ainda tocava bem a bola quando a tinha, a questão é que a esta altura o adversário passou a tê-la por um pouco mais de tempo que o necessário, arriscaram algumas finalizações de fora onde Cássio trabalhou bem, felizmente, esse perigo se dissipou aos 40. 

Em mais uma jogada coletiva do time, lançamento, a troca de passes na esquerda até Jadson que veio do banco tocar para Pedrinho finalizar bem, mais um belo gol do menino, cada vez mais consolidado no time e ainda que os adversários tenham tentado lançar a bola pra área pra tentar algo, não fosse Love perder mais um gol (com Boselli livre, mas o centroavante que é centroavante bate pro gol mesmo) o time teria feito o terceiro, classificação ainda assim muito bem encaminhada, só o imponderável do futebol poderia "explicar" uma eventual eliminação no Uruguai, o time vai seguir na competição. 


Essa opinião de que o Corinthians "está" classificado oriunda também da avaliação técnica do adversário. Eu mantenho minha coerência, para além da lenta, porém existente evolução técnica do time vista nos dois últimos jogos, a qual falaremos no próximo parágrafo, há evidentemente que perceber que tal qual o Lara, não há muito como o adversário ter um grande jogo em casa e classificar-se, contra o Lara eu inclusive sugeri que o time levasse reservas pela dificuldade logística da viagem e também pela fragilidade do adversário, sugeri, levaram os titulares pra andar em campo e pra fazer média e perderam Fagner, a volta ante o Wanderers antecede o Derbi e eu SUGIRO NOVAMENTE que se leve reservas, até pra que se possa fazer uma avaliação das opções, coisa que não foi feita de forma séria (ou seja, simulando situação de campeonato, sem exagero nas substituições) na parada da Copa América. 


Pra encerrar, sobre essa evolução ao qual nos referimos, contra o Mengo o time mordeu muito mais ofensivamente, foi melhor durante praticamente todo o jogo. Ok, caiu na armadilha de "dar a bola no Clayson e esperar o jogo acabar" e acabou tomando o empate em um acidente, mas teve volume pra vencer um adversário melhor tecnicamente. E hoje, ainda que no segundo tempo o time tenha perigosamente parado, foi um jogo coletivo, ótimo toque de bola, várias chances criadas (e desperdiçadas) em boas trocas de passe, trocas essas responsáveis pelos dois gols. Que isso siga contra o Fortaleza e no restante da temporada, evoluindo cada vez mais. 




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Foto: Reuters (Manaure Quintero)

Amigos e Nação Corinthiana! Estamos juntos mais uma vez e hoje acho que é a primeira vez na minha vida em que uma vitória do Corinthians "me preocupa", o título já dá uma ideia, mas ao longo e sobretudo no parágrafo de análise do texto, vocês entenderão. O fato é que a força máxima do time foi por decisão de Carille passear na Venezuela e claramente arrastando o jogo e se poupando, enfiou novamente 2 x 0 no valente Deportivo Lara com Urso e Sornoza e traz na bagagem para o Brasil a classificação, mas também o desgaste sobretudo da viagem. 


O Lara tem uma característica muito interessante que é comum no futebol venezuelano, sobretudo nesse crescimento desde a virada do milênio, que é o toque de bola envolvente e a habilidade. Ante um Corinthians que claramente só queria fazer o tempo passar, essa foi a tônica dos 25 minutos iniciais, um Timão que deixava angustiado pela inércia e um Lara tentando de todas as formas atacar para tentar sair na frente e renascer na eliminatória. 

Depois desses 25 minutos iniciais e da primeira chegada aos 23, o time parece que acordou e passou a frequentar mais o ataque. E aí está o grande problema que persiste no futebol venezuelano, a ingenuidade defensiva. Bola parada lateral com Jadson que bateu a meia altura e a zaga adversária assistiu Urso desviar de coxa para abrir o placar. 

Depois de mais alguns minutos atacando, o gol arrefeceu ainda mais o Corinthians, que de forma ainda mais clara, arrastava o jogo esperando o tempo passar, via-se muitos jogadores andando em campo. Nos minutos finais da primeira parte o Lara produziu algumas jogadas interessantes, mas mesmo que fizesse, impossível meter 4 pra se classificar, claramente o que estava em jogo era a honra venezuelana. 


O Corinthians até começou quente a etapa final, exigindo duas grandes defesas do goleiro Salazar, alvo de afirmações injuriosas no duelo aqui no Brasil (no final a gente fala disso). Aos nove veio o segundo, mais uma grande jogada do jogador que está em uma sintonia diferente dos demais do time hoje, Fagner, que acabou com a defensiva esquerda adversária e rolou para Sornoza marcar. Em tempo, é aí que Sornoza tem de estar, perto do gol, na entrada e entrando na área, é aí que ele foi muito feliz no Nense. 

Depois disso o Corinthians começou a ter modificações e com isso o time passou a ter uma volúpia ofensiva por alguns minutos, justamente pra servir quem entrava no jogo. Fagner sentiu um problema muscular (olha aí) e vira preocupação. Michel entrou tentando manter a volúpia ofensiva pelo lado nos primeiros minutos, mas foi só, depois disso o time se limitou a arrastar pro fim do jogo enquanto o Lara guerreiro, tentava criar sem êxito algo. Fim de um jogo insosso, um jogo onde digo sem medo de errar, fossem os reservas, com toda disposição que demonstrariam, o placar poderia ter sido ainda mais elástico e os titulares estariam em SP, focados no duelo de volta ante o Mengo, sem prejuízo para a classificação. 


Qualquer pessoa que estiver lendo de mente aberta vai entender. Quem me conhece sabe que eu NÃO sou desses caras que fica pedindo toda hora pra poupar jogador, mas claro, esse é um caso em particular e eu explico. A ida (clique aqui) foi também 2 x 0 com a equipe fazendo os gols "quando quis", a grande realidade é essa. Depois de um primeiro tempo muito ruim, o Corinthians quando forçou a pressão na parte final resolveu e poderia ter feito mais. Sim, o futebol venezuelano cresceu muito e se há um cara que defende isso na crônica esportiva este sou eu.

Mas o Lara ficou apenas na DÉCIMA QUARTA posição entre 20 equipes na fase de pontos corridos do apertura venezuelano na temporada, ficando assim fora dos mata-matas da competição, vindo de vários resultados negativos em sequência, portanto, numa avaliação honesta e com conhecimento mínimo, não é "o Lara" quem melhor representa o futebol venezuelano hoje, aliás, comparar com o Caracas, que nesta mesma Sulamericana acaba de eliminar o Liverpool/URU mostra ou TOTAL DESCONHECIMENTO ou leviandade, pois o Caracas terminou a temporada regular na segunda colocação e está nas quartas de final do apertura, jogando a vida ante o Zulia. Então é preciso separar bem o "futebol venezuelano" do que vem apresentando hoje o Deportivo Lara.

Tudo isto posto, para mim fica claro que uma formação reserva da equipe faria o mesmo e até muito mais, porque SEM SE POUPAR, como claramente se poupou o time hoje, iria pra trocação franca os 90 minutos e aí o resultado poderia ser grandioso e melhor ainda, sem desgastar os titulares de uma longa viagem de mais de OITO HORAS, num voo fretado, com avião de menor porte que precisa fazer escala em Manaus pra abastecer. Realmente eu não entendo porque o time titular precisava passar por isso, tendo dentro de quatro dias o Mengo pela frente na Copa do Brasil. Este é o MEU ponto de vista. A discordância é democrática, XINGAR, tentar desmoralizar por  conta dela, evidentemente não é.


Por fim, eu quero me utilizar deste espaço o qual gerencio (e portanto nele me expresso da forma que quiser, respeitando claro a ética jornalística) para me manifestar sobre uma situação que me causou profundo desagrado, envolvendo a Venezuela e o Lara. Na partida de ida, na Arena, representantes do camarote FielZone resolveram aderir a um modelo de gentileza há muito adotado pelo clube e também alimentar os adversários. Legal, QUE FAÇAM COM TODOS, é um gesto bonito, parabéns (dentro de tantas discordâncias) à atual diretoria do clube por promover isso.

Mas Naninha, representante da empresa de camarotes foi até a imprensa dizendo que fez isso por "caridade social" e que o goleiro (baita goleiro por sinal) Salazar "até chorou" porque não tinha o que comer. Depois de UMA SEMANA do ocorrido, Naninha esteve na Rádio Transamérica em SP e instigado pelo âncora (conservador) Thomaz Rafael, manteve a versão de estar fazendo "caridade social", mesmo com todo tempo e todas as informações disponibilizadas sobre os venezuelanos.


Em SP, o Lara esteve hospedado no hotel de alta categoria, há cinco minutos do aeroporto de Guarulhos, Marriott, a imagem pode não dar exata noção, mas é um hotel imponentissimo, que é possível ser avistado de longe na Ayrton Senna.

Um hotel com restaurante e bar fino, academia, quadras poliesportivas, piscinas, um hotel pronto a realizar eventos e categorizado por seus clientes como 4,6 estrelas. Com 98% de boas recomendações de seus usuários (foto e informações provenientes do próprio site do hotel). Alguém realmente acha que o Lara "passou fome" neste hotel e que a ajuda foi "social". Vamos criar vergonha na cara. Se querem fazer "obra social" com os venezuelanos, levem hamburgueres para a fronteira em Roraima e principalmente DENUNCIEM OS CRIMINOSOS EMBARGOS ECONÔMICOS ESTADUNIDENSES que travam a economia local e prejudicam os mais pobres do país. Agora, querer se promover em cima de um clube de futebol, já é demais.



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Foto: AGIF/Marcello Zambrana

Amigos e Nação Corinthiana! Estamos juntos mais uma vez, em um jogo onde grande parte da torcida teve dificuldades pra acompanhar devido a sanha por lucro da DAZN, que resolveu transmitir o ao vivo com exclusividade em sua plataforma de pay per view para angariar mais assinantes. Um jogo onde o Corinthians pelos problemas de criação que vem tendo, teve dificuldades, mas conseguiu uma vitória que encaminha a classificação ante os venezuelanos do Deportivo Lara.


O Timão começou bem a partida, imprimindo um ritmo forte e exigindo boas defesas do goleiro Salazar. No início do jogo se reclamaram três penais em favor do time, eu daria um deles, cometido claramente, um empurrão com as duas mãos nas costas de Love por parte do camisa 26 adversário Di Giorgi, lance que a arbitragem claramente preferiu ignorar.

Porém, com o passar dos minutos essa intensidade foi diminuindo, o controle era claro, o Corinthians jogava dentro do campo adversário, porém não criava com facilidade, dependia muito de Fagner pela direita e das infiltrações de Pedrinho e Urso, com um lado esquerdo nulo com Clayson e dificuldades de criação com Jadson, nesse sentido a infiltração de Avelar era importante e nela uma grande chance, que Urso testou por cima. O primeiro tempo então chegou ao fim com uma produção que não chegou a ser insatisfatória, mas longe de refletir o domínio que se esperava, o Lara conseguiu passar salvo boas defesas de seu goleiro, um tempo sem grandes sustos, sem grande pressão, sem sofrer gols, o que para eles já era algo muito importante.


Entendo que Carille sentiu ao intervalo que a coisa poderia ficar feia se o time não imprimisse uma maior pressão e fizesse logo o gol. Com isso o técnico voltou com Gustavo, visto que não era mais preciso ter Ralf no jogo, pelo fato de os venezuelanos praticamente não atacarem. O time intensificou a pressão, no posicionamento em campo efetivamente com dois centroavantes e encurralando mais o adversário. Com isso o time teve espaços pra trabalhar melhor a bola no meio com toques rápidos, envolvendo realmente, enfim parecia que o gol era questão de tempo, ufa.

E o gol tinha que vir da direita com Fagner né, descida do lateral e cruzamento, a frágil zaga adversária deixou Love e Gustavo livres e o camisa 9 testou pra abrir o placar. O Corinthians seguiu pressionando, cada vez mais em cima e agora com todo o plano ofensivo na mesma sintonia. O Lara procurava segurar a derrota pela margem mínima, mas não conseguiu. Aos 26 um cruzamento perfeito de Avelar que encontrou no segundo pau Gustavo, para marcar enfim, seu décimo gol na temporada e dar mais tranquilidade ao time.

Depois disso os adversários tiraram um dos volantes e colocaram um atacante, tentaram por alguns minutos ficar no campo de ataque, mas aos poucos a falta de qualidade os fez "desistir". Carille colocou Sornoza e Régis em campo, o camisa 7 em sua característica, o chute de fora exigiu grande defesa de Salazar. Mas o jogo ficou mais morno de ambas as partes e terminou num 2 x 0, que diz o que foi a atuação do Corinthians na etapa final e faz jus também a disciplina demonstrada pelo Lara que segurou-se bem enquanto pôde e enquanto os donos da casa não imprimiram uma pressão insuportável.


Vejam, o Corinthians foi melhor durante todo o jogo e tinha de ser mesmo. No primeiro tempo porém esse domínio foi um tanto estéril, claro que houveram algumas chances, mas muito longe do que vimos na etapa final onde aí sim o time produziu bem e conseguiu chegar aos dois gols, que dão uma vantagem ótima e permitem ao time atuar com time reserva na volta (que é o que creio que Carille deva fazer).

A produção ofensiva da etapa final foi boa, os destaques da primeira parte de mantiveram, Fagner, Love, Urso, Pedrinho, Avelar. Mais uma vez se exige que o time jogue desse nível pra cima. Claro que enfrentar o SPFC, enfrentar o Mengo na partida de volta pela Copa do Brasil logo após a volta com o Lara com os reservas (espero) e os demais desafios pelo Brasileirão é sim diferente de enfrentar os venezuelanos. Mas o que a gente espera é o time mais solto, aproveitando melhor quando tem a bola, explorando cada vez mais as infiltrações de Pedrinho (ou de quem entrar no seu lugar, visto que ele vai pra seleção olímpica), Urso e Avelar e as jogadas com Fagner. Se o time mantiver esse espírito do segundo tempo e essa atitude em campo, com certeza as pesadas críticas que Carille sofre vão diminuir, porque melhores resultados serão apresentados em campo.



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Amigos e Nação Corinthiana! Mais uma edição em vídeo do nosso Papo de Torcedor, hoje comentando a heroica classificação na Copa Sulamericana ante o Racing, onde Cássio foi o grande herói e o time mostrou competitividade, mas ainda há melhorias a conseguir. Confira!


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Foto: GazetaPress (Fernando Dantas) 

Amigos e Nação Corinthiana! Estamos juntos hoje em texto, para comentar o empate do Corinthians na estreia na Sulamericana, num jogo que poderia ser em uma fase muito mais avançada. Mas foi o que veio no sorteio e aí está um resultado muito difícil, num jogo que mistura um pouco as análises e sentimentos, se por um lado foi a melhor atuação da equipe na temporada, por outro mostra que as atuações anteriores é que foram muito ruins e que falta muito pro time ficar equilibrado e em condições de lutar pelos principais títulos. O empate em 1 x 1 ante o líder do Argentino Racing, foi conseguido muito mais na garra, do que em qualidade ofensiva, que este elenco no momento, só tem na bola parada e na figura de Gustavo.


O jogo começou com uma boa impressão inicial, o time empurrado pela torcida tentou ir pra cima e comandou as ações até os oito, dez minutos de jogo. Depois disso porém o time argentino dominou o meio campo com um toque de bola muito qualificado e passou a controlar as ações. Nos minutos iniciais o Timão marcou bem a saída de bola, porém a facilidade no fundamento passe por parte do adversário, minou isso e eles foram ganhando campo.

Eles chegavam cada vez mais perigosamente e o gol veio aos 22 minutos, falha (mais uma) de Henrique que deveria rebater e ajeitou a bola, para que Andrés Rios finalizar. Depois disso o primeiro tempo foi controlado pelo Racing, eram muitas as dificuldades de chegar, pois o adversário se fechou bem sem a bola e faltou, como temos insistentemente colocado em nossas edições em vídeo (assista CLICANDO AQUI e se inscreva) falta velocidade e habilidade na linha média do time e não se vai conseguir isso com Love e Sornoza pelas pontas. Se analisarmos friamente, os contragolpes adversários levaram mais perigo após o primeiro gol do que o Corinthians que não conseguia furar as linhas do Racing.


Na etapa final o time melhorou, sobretudo na atitude, precisando do resultado passou a se esforçar mais para chegar a frente, o problema é a falta de jogadas pelas pontas, que ficaram muito somente a cargo de Fagner e Carlos Augusto, que muitas vezes ficaram isolados pela falta de aproximação dos jogadores de meio e do próprio Love, que era sacrificado nessa função de flutuar pelo ataque.

O interessante foi ver que Carille já identificou esses problemas, como mostraram as alterações com as entradas de Clayson, Sérgio Diaz e Pedrinho. O problema é que o primeiro está muito mal e errou tudo que tentou e o segundo ainda não dá pra identificar se é o jogador de velocidade e habilidade que tanto precisamos. Pedrinho por sua vez entrou bem, foi ele que recebeu a falta que manteve o time respitrando na eliminatória, na jogada que já tinha gerado a vitória no dérbi (CLIQUE, assista e se inscreva no canal), Sornoza cobrou a falta lateral com maestria e Gustavo testou pra rede, o time ainda tentou incendiar o jogo nos minutos finais, sofreu um contragolpe perigoso onde Cássio fez boa defesa e o resultado terminou mesmo no empate.


Vejam, é o que eu disse no começo, o time teve a atuação mais competitiva do ano até aqui (Ah Garcia, mas ganhou do Palmeiras. Em uma bola, estou falando de jogar, de atuação), mas pelo problema que existe nas pontas, essa atuação de luta, de empurrança como diz o VSR, está ainda muito abaixo do que pode garantir ao time boas atuações e luta por títulos no ano, mostra disso é a relativa tranquilidade com que o Racing atuou dentro da nossa casa e o favoritismo que leva no confronto.

Fica claro que Sornoza na ponta não dá, acho difícil que Carille faça isso, mas Ramiro não está jogando nada de especial pra ser titular absoluto, se o equatoriano (até por ter uma bola parada mortal) for recuado pra segundo volante, abre-se uma vaga que pode ser de Pedrinho e aí o time melhoraria uma ponta, já que Love dificilmente sai do time e seria injusto tirar Gustavo pra centralizá-lo. O problema é que o banco ficaria sem opções, a ver se Diaz engrena, mas Clayson está muito mal. Eu ainda sigo achando errado descartar Romero dessa forma, ainda que não seja genial, era o titular da posição e teve grandes momentos, outros ruins a parte.

O miolo de zaga e o sistema defensivo como um todo preocupam demais, Henrique tem técnica, tem qualidade, mas falta por vezes, como no gol, fazer o simples, mandar pro mato, ele confia demais em si e erra demais, Carille não vai tirá-lo do time, mas precisa o reorientar. Já Manoel foi comparado pelo porte físico pelo narrador da DAZN com Marinho, a comparação foi feliz, é um jogador extremamente lento, o que preocupa ainda mais visto que como não temos pontas, exige-se muito da presença de Fagner e Carlos Augusto (que merece a titularidade, pra mim o melhor em campo) no ataque e com isso a defesa fica muito exposta, com três jogadores lentos, somando a isso o Ralf. Trocando em miúdos, para a volta vejo o Racing como o grande favorito para avançar, a ver se o time consegue se aproveitar da instabilidade do SPFC para vencer o clássico no domingo e com isso manter e elevar o nível de confiança.



Comente com sua pergunta e responderemos na edição em vídeo do quadro, que você acompanha em nosso canal no Youtube: TV Jovens Cronistas se inscreva! Acompanhe às segundas 18h nossas edições do "JC Esportes" com os destaques do futebol Brasileiro e europeu. 

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Amigos e Nação Corinthiana! Mais uma vez nosso papo sobre o Timão é em vídeo. Hoje comentando as atuações horrorosas da equipe ante Ferroviário pela Copa do Brasil e na derrota pelo Paulista ante o Novorizontino, como a falta de jogadas pelas pontas e responsável por isso e pode ser determinante no duelo ante o Racing. 



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Amigos! Cumprindo a nossa saga de decisões sul-americanas, depois finalmente do desfecho da Libertadores com o título do River, estamos de volta para cumprir a missão que se iniciou na ida desta decisão da Copa Sulamericana na última quarta, onde o time trouxe uma vantagem com o empate que nos levou a entender que a missão seria menos difícil na Arena da Baixada com recorde de público, mas não foi o que de fato aconteceu. Num jogo muito duro, novo empate em 1 x 1 com o adversário jogando melhor inclusive, mas nos pênaltis a competência do Furacão falou mais alto e o time conquista o título continental.


O Athlético (nos parágrafos finais a gente fala também disso) Paranaense começou como manda o figurino, melhor na partida, começou como a gente esperava que fosse, mais á vontade digamos assim. Jogando dentro do campo adversário, criando as melhores possibilidades, tendo o efetivo controle do jogo, a impressão que se tinha era de que o gol era questão de tempo, de fato foi. Logo aos 25 minutos de jogo ele veio em uma bola recuperada e com a jogada começando com Léo Pereira, que tabelou com Raphael Veiga em sua despedida do clube e deixou Pablo, sempre ele, em condições de tocar na saída do experiente Viera. Lição de casa importante, sair na frente, mas assim como na partida de ida, a postura foi muito passiva e os visitantes cresceram no jogo.

O Junior então passou a levar perigo, inclusive tendo um lance onde pediu pênalti e não teve a revisão pelo VAR, o crescimento do time colombiano nos 15 minutos finais do primeiro tempo acabou dando a tônica do que seria o segundo tempo.


Veio a segunda parte e o time do Junior foi crescendo, ganhando confiança no jogo, exigiu boa defesa de Santos pra salvar, mas aos 12 em escanteio veio o empate, o artilheiro Téo Gutierrez completa para o gol após o desvio de Gómez e inicia um drama para o torcedor rubro-negro.

Os minutos que se seguiram foram difíceis, os colombianos comandavam a partida e o Furacão se segurava e tinha alguns raros contragolpes. Porém a torcida foi fundamental, não deixando de empurrar em momento algum e no fim do tempo normal o time teve ainda chances para evitar a prorrogação com Nikão, mas ficou no quase, mais uma prorrogação nas duas competições da América do Sul.


A prorrogação tomava ares cada vez mais dramáticos, os colombianos seguiam melhor no jogo. Do outro lado, os dois principais jogadores do CAP acabaram não tendo mais condições de jogo, Nikão e Pablo.

No segundo tempo da prorrogação após dois pedidos, no terceiro a arbitragem marcou para o Junior o penal cometido por Santos, na cobrança porém a grande referência técnica do time colombiano acabou mandando por cima, Barrera deu ao torcedor e a nós a impressão de que o título não escaparia das mãos do time paranaense. O meia colombiano acabou sacado em seguida, como fosse vilão, uma decisão complicada do treinador. Depois disso a impressão era de que ambas as equipes aceitavam o destino das penalidades.


Claro que é sempre difícil aferir favorito em disputa de pênaltis, mas o time do Junior vive um verdadeiro inferno na marca da cal, e isso acabou sendo decisivo. Com o placar de 4 x 3 nas penalidades, com direito a perda de pênalti de Téo Gutierrez e gol decisivo de Thiago Heleno, o Athlético garantiu a festa da torcida na Arena da Baixada e coroou um grande ano, um ano de reviravolta da equipe.



Vejam, eu realmente critiquei na partida de ida a postura da equipe em chamar muito o adversário pra dentro, em abdicar por vezes do contragolpe. Neste jogo eu critico a equipe por não ter exercido a superioridade técnica que eu entendo que tem e tomou sufoco e poderia ter perdido o titulo dentro de casa de forma frustrante, mesmo tendo mais time como eu realmente entendo que tem. Faltou demonstrar ser mais time durante boa parte desses 150 minutos.

Essa é uma avaliação necessária como comentarista, mas que pouco ou nada importa agora. Temos que enaltecer o extraordinário trabalho deste senhor acima, Tiago Nunes pegou um time desfigurado pela desorganização. Eram IDEIAS muito boas de Fernando Diniz, no que tange ao toque de bola, as transições rápidas, ao futebol total, mas faltava organização, com isso os resultados não vieram e o time perdeu confiança. Sabemos bem que a confiança é fator fundamental no futebol. Nunes deu padrão tático ao time, organizou taticamente a boa ideia de futebol e de fundamentos que já existia, o time passou a atacar com uma transição ofensiva muito rápida e jogar com excelente compactação, os resultados foram aparecendo, uma grande campanha no returno do Brasileirão, aliada ao avanço nesta Sulamericana, até a chegada á decisão e ao merecido título, pelo que foi a temporada. Grande trabalho coroado com título continental, que deve ser muito comemorado. E agora o time vai perder algumas peças como o Veiga de forma garantida e vai ter trabalho pra segurar outras, vejamos o que será feito nesse sentido pois o assédio será grande.

Aliás, essa é uma crítica que quero aqui fazer. Muito se repercute em geral nas mídias e esse PROBLEMA SÉRIO acaba acometendo o torcedor, que é enaltecer mais a vaga que o título dá do que o título. Temos que parar com isso definitivamente, a importância da Copa do Brasil e da Sulamericana não vem das vagas que ambas dão na Libertadores e no caso desta competição, também na Recopa onde o CAP vai enfrentar nada menos que o River Plate, sem esquecer da Copa Suruga. A importância é o TÍTULO, é a festa que o torcedor faz no Paraná e no Brasil. É a memória de quem esteve no estádio, ou mesmo em casa, a emoção da conquista, algo que fica marcado no coração. Nunca que vaga será o mais importante em um título, esse pensamento precisa mudar e isso só vai acontecer quando os formadores de opinião se posicionarem a respeito, é deles que vem tal movimento.


Por fim, vou falar rapidamente (bem rapidamente mesmo, pois esse é momento de falar de coisas boas, de comemoração) sobre as mudanças que foram anunciadas pelo agora Club Athletico Paranaense e mobilizaram tanto a torcida do próprio clube evidentemente, como o torcedor Brasileiro em geral. Vejam, hoje em dia tudo é meme, o nome do clube apenas voltou a ser o nome de fundação. É um nome em uma grafia antiga, quando o português Brasileiro ainda se confundia com o de Portugal. Se cabe hoje em dia ou não, é uma questão que cada um vai ter uma interpretação.

O novo símbolo NO MEU ENTENDIMENTO é muito controverso, parece que se inspirou na ideia da Juventus da Itália, com as linhas que remeteriam um Furacão, lembra demais o logo da Honda, infelizmente. Porém, bonito ou feio, ao menos enquanto essa gestão aí estiver será este o símbolo e paciência, lembro que em relação ao time italiano as críticas ao redor do mundo (inclusive minhas) foram enormes e hoje está todo mundo habituado ao simbolo, teremos de nos acostumar. O clube (e praticamente todos os clubes) já passou por diversas mudanças de escudo, esta é apenas mais uma, o impacto é natural por entendermos que nos tempos atuais os logos já estão consolidados.

O que o torcedor do CAP precisa ficar atento é que nenhum dirigente tem o direito de SE APROPRIAR do clube. Querer impor a este uma posição política, querer impor mudanças na identidade do clube. De certa maneira nas arquibancadas da Arena, com as bandeiras exaltando o símbolo do clube e suas cores, o torcedor deu uma resposta apropriada a isso. Me sinto na obrigação de lembrar que se não fosse algo que exigisse mudanças estatutárias, Petraglia teria mudado o nome e as cores do clube sem ouvir o torcedor. Isso é muita pretensão, ninguém tem o direito de fazer isso, a menos que se consulte o torcedor. Claro que é hora de comemorar, claro que a organização diretiva tem também papel nesta importantíssima conquista, mas o torcedor precisa ficar ligado e não engolir tudo que vem de quem manda no clube. O clube não tem um dono, o clube é do torcedor.




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Imagens: Folhapress e AFP.