Artigos por "Seleção Brasileira"
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Domingo (13) 15:50 - Holanda x Ucrânia - Eurocopa - Grupo C - 1ª Rodada

Fabrício Cruz (Narração)

Adriano Garcia (Comentários)



Segunda (14) 12:50 - Polônia x Eslováquia - Eurocopa - Grupo E - 1ª Rodada

Adriano Garcia (Narração)





Segunda (14) 15:50 - Brasil x Canadá - Amistoso Feminino 

Adriano Garcia (Narração)

Aline Guerra (Comentários)



Terça (15) 12:50 - Hungria x Portugal - Eurocopa - Grupo F - 1ª Rodada

Adriano Garcia (Narração) 



Quarta (16) 15:50 - Itália x Suíça - Eurocopa - Grupo A - 2ª Rodada

Adriano Garcia (Narração) 



Quinta (17) 12:50 - Dinamarca x Belgica - Eurocopa - Grupo B - 2ª Rodada

Adriano Garcia (Narração)



Sexta (18) 15:50 - Inglaterra x Escócia -  Eurocopa - Grupo D - 2ª Rodada

Adriano Garcia (Narração)



Sábado (19) 19:50 - Corinthians x Minas Brasília - Brasileirão Feminino - 14ª Rodada

Adriano Garcia (Narração)





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Quarta (2) 15h:40 - Holanda x Escócia - Amistoso

Adriano Garcia (Narração) 



Quarta (2) 18h:50 - Remo x Atlético-MG - Copa do Brasil - 3ª Fase Ida

Adriano Garcia (Narração)

Claudio Porto (Comentários)



Quinta (3) 18:50 - Uruguai x Paraguai - Eliminatórias da Copa 

Adriano Garcia (Narração) 



Sexta (4) 15:40 - Itália x República Tcheca - Amistoso

Adriano Garcia (Narração)




Sexta (4) 18:50 - Racing x Colon - Copa da Liga Argentina - Final 

Adriano Garcia (Narração)



Sábado (5) 15:50 - Brasil (Olimpica) x Cabo Verde - Amistoso 

Adriano Garcia (Narração) 

Victor Ricardo (Comentários)


Domingo (6) 12:50 - Inglaterra x Romênia - Amistoso 

Fabrício Cruz (Narração) 

Adriano Garcia (Comentários)


Domingo (6) 15:50 - Portugal x Alemanha - Eurocopa Sub21 - Final

Adriano Garcia (Narração) 

 



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Cena que chamou a atenção dos jogadores, com Giovanna Guedes cantando o hino junto com David Luiz e Marcelo
Foto: Buda Mendes; Getty Images

Confesso aos amigos e leitores do Jovens Cronistas, que ainda hoje tenho um pouco de trauma para falar sobre a terrível campanha da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014. Trauma porque sempre fui torcedor da amarelinha, independente dos problemas políticos que rondam a CBF. Trauma porque 2014 era para ser "o" ano da seleção brasileira.


Desde 1950 não disputávamos uma Copa do Mundo em casa. O país estava empolgado, mas o time não caminhava lado a lado com a torcida. No discursos de atletas e comissão técnica a gente até ouvia comentários otimistas, mas dentro das quatro linhas o futebol da seleção não condizia com aquilo que tanto afirmavam. Por isso, hoje vamos relembrar os maiores erros daquele ciclo da seleção brasileira que levou à tragédia do 7 a 1, no Mineirão:

1. ESCOLHA ERRADA DA COMISSÃO TÉCNICA

Após a queda de Mano Menezes, em 2012, a CBF teve uma "brilhante" ideia. "Vamos disputar uma Copa em casa, que tal deixarmos todo um conjunto técnico de lado e agirmos com a boa e velha superstição trazendo ex-campeões mundiais e juntando eles todos numa só comissão? Vamos deixar de lado o fato de que há alguns anos eles não tem mais a mesma consistência e vamos juntá-los numa Copa do Mundo em casa. Vai dar certo! Acreditem!". Assim, inciaram os erros...

2. REPETIR NA COPA DO MUNDO O MESMO TIME DA COPA DAS CONFEDERAÇÕES

Quero antes deixar claro: eu gosto da Copa das Confederações, ou melhor, eu gostava. Sempre achei um torneio legal de se assistir, mas o grande erro da comissão técnica brasileira foi apostar numa Copa do Mundo, no mesmo time que disputou uma competição menor, UM ANO antes. Obviamente os atletas não chegariam no mesmo ritmo para a disputa da Copa do Mundo. Um ou outro poderia chegar melhor e mais experiente, mas muitos outros chegariam num nível abaixo do que estavam no ano anterior, como foram os casos de Paulinho, Bernard, Luiz Gustavo, etc.

3. EXCESSO DE CONFIANÇA DA COMISSÃO TÉCNICA E UMA TERRÍVEL PRESSÃO EM CIMA DOS JOGADORES

Jogar uma Copa do Mundo em casa para um brasileiro já é motivo de pressão. Mas a comissão técnica conseguiu dobrar essa pressão ao afirmarem em diversas entrevistas que o Brasil "SERIA CAMPEÃO DO MUNDO". Parreira alegou que o Brasil "tinha uma mão na taça"; Felipão abraçou a ideia e os discursos antes dos jogos. Deu no que deu!

4. DESCONTROLE EMOCIONAL DOS JOGADORES

Este, para mim, foi um dos pontos mais altos que levaram à catástrofe do 7 a 1, para a Alemanha. Emocionalmente os jogadores estavam "poluídos". Quem não lembra da cena de Thiago Silva, CAPITÃO DO TIME, chorando na disputa de pênaltis entre Chile e Brasil? Resultado do que conversávamos anteriormente: a pressão desnecessária de que o Brasil "seria campeão do mundo". Ou quem não lembra da forma exagerada com que os jogadores cantavam o hino nacional?

Ok... foi bacana e deu certo numa Copa das Confederações. Mas Copa do Mundo é diferente; exige dos jogadores e da comissão técnica um nível de concentração ainda mais elevado. Contra a Alemanha, no pesadelo que foi o 7 a 1, David Luiz e Júlio César protagonizaram uma das cenas mais bizarras da história das Copas, quando a plenos pulmões cantavam o hino nacional do país segurando a camisa de Neymar, como se o craque (que faria muita falta no jogo) tivesse morrido. Exagerado demais!

5. O TIME SÓ TREINOU PARA JOGAR EM TORNO DE NEYMAR

Talvez o maior erro de todos. Um time sem "cartas na manga". Durante todo o ciclo da seleção até à Copa do Mundo, Felipão e Parreira só treinaram o time para jogar em torno de Neymar. Ok, era nosso maior craque naquela Copa, mas todos os outros times apresentaram situações de jogo para atuarem sem seus maiores craques, afinal, não sabemos o dia de amanhã, correto?

Pois bem... quartas de final... o jogo era Brasil x Colômbia. Vencemos os colombianos com uma grande atuação de Neymar, como já havia sido desde o primeiro jogo da Copa. Mas nos minutos finais do segundo tempo o nosso maior craque se machucou, tendo que a partir daquele momento se ausentar das últimas partidas da competição. Um golpe terrível para o time comandado por Felipão e Parreira.

A dependência do craque Neymar se mostrou ainda mais gritante na semifinal contra a Alemanha, quando "olhávamos" para o banco de reservas e não víamos ninguém com o potencial do jogador do Barcelona (na época). Durante os jogos já havia sido percebido que a seleção brasileira não apresentava nada de diferente. Não existia uma jogada ensaiada. A tática maior do time era: "bola no Neymar e vamos ver o que ele faz".

A prova maior disso, dos erros táticos do time, foi quando na semifinal Felipão optou por Bernard, quando deveria ter apostado no meio de campo do time contra a organizada Alemanha. Mas como armar um meio de campo consistente se o time sempre... repito: sempre atuou em torno de um único jogador? Não seria em alguns poucos dias de treinamento que a coisa iria se organizar. O resultado? Todos conhecemos. 10 x 1! Sete gols sofridos para a Alemanha na semifinal e três para a Holanda na disputa do terceiro lugar.

SERÁ QUE APRENDEMOS A LIÇÃO?

Talvez, a maior lição que aprendemos com tudo o que de ruim aconteceu naquele ano, é de que a ideia de se criar uma "família" quando se trata de futebol profissional, não dá certo. Confiar em alguns atletas é uma coisa, mas "garantir" uma convocação para uma Copa do Mundo, porque muitos deles fazem parte da família é de uma irresponsabilidade imensa. O que justifica a convocação de um jogador que está no banco de reservas do seu clube? Que não atua mais num grande nível há pelo menos dois ou três anos? O que justifica levar praticamente o mesmo time que disputou um torneio menos um ano antes, sendo que a maioria deles havia caído de rendimento? Tiro no pé! Não existe outra expressão que possa justificar tamanha irresponsabilidade.

Para a  nossa geração fica a torcida para que a atitude da CBF e das comissões técnicas do futuro mudem, para que, quem sabe, nossos futuros filhos ou netos possam um dia ver a seleção brasileira vencer uma Copa do Mundo em casa novamente, ou pelos menos, presenciar uma atuação mais digna.



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Imagem: Divulgação CBF



Alô Amigo! Os tempos mudaram de verdade e em todos os setores da sociedade mundial e no Brasil não é diferente, pois vemos muitas atitudes que os mais antigos não entendem e buscam explicações para o novo.


No futebol, os gostos mudaram também e o objetivo teve a sua alteração de forma particular e individual. 
Os atletas mais jovens começam a jogar e quando vêem faturam milhões de euros e não coloquei a moeda local, o real, para mostrar o quanto esta mudado.

Diante do poder de autoridade e de reconhecimento, destes atletas, é nítida a insatisfação de uma das maiores alegrias do jogador de futebol que seria de vestir a camisa da seleção de seu país, no nosso caso, a brasileira.

O torcedor amava e provocava o adversário,  comemorando a convocação do seu atleta para defender a nação, hoje o critério é outro, quando anunciado o nome pelo treinador, bate uma depressão em alguns e afirmo, em dizer, revolta pelos dirigentes que investem tudo e um pouco mais para que no momento de uma decisão,  a confederação tire esse profissional de cumprir suas atividades no clube.


Agora volto a pergunta, será que vestir a camisa verde-amarela dá prazer ou apenas é obrigação? Na atualidade, com tantas competições para suprirem as agendas das TVs, servir a seleção de seu país em amistosos é algo que desmotiva muito o jogador, dirigente e o próprio fanático por futebol.

Não me refiro da convocação de sete atletas,  que estão em alta, no Brasileirão e, que depois de anos, voltamos a ter uma quantidade expressiva de convocados jogando em nossa terra, mas pela questão de que o campeonato esta em seu momento decisivo, impossibilitando a ausência deles para jogos diante de seleções sem muita expressão internacional, por somente faturar receita e não acrescentar nada em termos de formação de um time.

São vários exemplos de atletas que são convocados e compõem o elenco, sem possibilidade de entrarem em campo, servindo para completar o número exigido pela FIFA. 


O tema é grande e polêmico, é necessário uma edição inteira de um jornal de grande circulação para escrever sobre o que penso, mas de antemão, torço para reverem esse viés negativo para os clubes, pois ninguém quer trocar um grande salário para passar dias por um cachê, ou seja, os atletas jogam pelo dinheiro e pela obrigação, sem o prazer de alegrar os habitantes do seu país. 





Sidney Botelho é âncora de rádio e TV, mestre de cerimônia e jornalista, hoje na Rede e Rádio Gospel, na Rádio Trianon e em Limeira no jornal "A Gazeta de Limeira" e Rádio Mix.



No YouTube, se inscreva: Sidney Botelho (Clique)
Neste vídeo, Adriano Garcia comenta as exibições das Seleções Brasileiras ante a Colômbia. No empate da principal com o intrépido Neymar em campo por 2 x 2 e na vitória da olímpica com o punho esquerdo erguido de Pedrinho, por 2 x 0. A Colômbia está cada vez mais diminuindo a sua distância técnica (se é que ela ainda existe) em relação a atual geração de nosso time. Concorda? Comente!


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Foto: Globoesporte


Amigos! Perto da volta do Brasileirão e a caminho do retorno da temporada do futebol Europeu, estamos de volta com as crônicas futebolísticas no site. E não poderíamos deixar de comentar o que a Copa América deixa de lição, principalmente para a campeã Seleção Brasileira, mas também para os demais selecionados do continente, para além de falar sobre a vitória por 3 x 1 ante o bravo Peru que proporcionou o título para Tite e seus comandados.


Os primeiros minutos do duelo no Maraca foram de um corajoso Peru, sob o comando de Ricardo Gareca (que trabalho, aliás), um time que marcou alto e partiu pra cima sempre buscando finalizar, o que deve ser muito bem observado em tempos de times que irritantemente querem entrar tocando dentro do gol. Mas depois dessa coragem adversária com essa marcação e essas chegadas, veio o gol Brasileiro aos 14, em mais uma jogada (quem diria) de Gabriel Jesus, um dos grandes nomes da competição, drible pela direita e cruzamento para achar Everton Cebolinha, abrindo o placar e se tornando artilheiro da competição.

Jogo depois do gol seguiu com certo equilíbrio, mas com o Brasil chegando com qualidade. Até o primeiro dos "erros" (ou seja, não podemos concluir se é erro ou desonestidade) de uma arbitragem que parecia durante quase todo o jogo, agir contra o Brasil pra responder a Messi, ao Olé e a AFA. O pênalti foi marcado num lance em que Thiago Silva (que já meteu mão em bola muito por aí, mas não foi este o caso) deu um carrinho e é natural que no carrinho se apoie a mão no chão, não se é robô, o braço é apoio natural, não gruda, mas a mentalmente afetada arbitragem mesmo tendo acesso ao VAR confirmou e Guerrero guardou. Porém no lance final do primeiro tempo, roubada de bola e boa trama até ele, Jesus marcar em um belo chute, grande recuperação do garoto que precisa apenas ter mais calma, não adianta educação sem calma com o que se diz e o que se faz.


Na etapa final, o Brasil controlava bem o jogo até a absurda expulsão de Jesus, num momento em que o Peru batia muito mais (e seguiu batendo após a expulsão, leia-se) Jesus em uma disputa de jogo, um tranco onde é falta, mas não para cartão, recebe o segundo amarelo e é expulso. Daí em diante o jogo ficou tenso, Gareca acreditou, foi pra cima, Tite recuou o time, o domínio territorial do adversário existiu, mas a defesa era segura, Alisson praticamente não trabalhou e já no fim, outro pênalti RIDÍCULO marcado sobre Cebola em uma disputa ombro a ombro. Richarlisson um grande nome para o futuro da Seleção, de volta da caxumba, bateu com muita categoria para vencer o ótimo Gallese, estava definido o título.


O título deve ser comemorado sim, apesar do amplo favoritismo que a Seleção Brasileira tinha, apesar de não ter sido o Uruguai o adversário e sim o Peru, com muitos méritos, pelo trabalho de Gareca de dar um último gás a uma geração no fim e mesmo neste fim, conseguir com ela dois grandes feitos, de voltar a Copa do Mundo e a uma decisão de Copa América. Confirmar o favoritismo foi importante mas no nosso entender, ainda que deva ser comemorado e que Tite não deva sair neste momento, este título é um gatilho pra muitas coisas serem redefinidas e melhor pensadas.

Não vai acontecer, mas hoje, se olharmos para as seleções que disputam a Copa América e analisarmos que na Europa (e por isso que as seleções Sul-americanas - E não só o Brasil, papagaios - disputam amistosos contra as Guatemalas da vida) as seleções estão disputando Nations League, Eliminatórias da Euro, Euro e Eliminatórias de Copa, o nosso calendário (da Conmebol) é pobre e prevê poucos confrontos que sirvam de efetivos testes pra situações que vão ser encaradas na Copa. Um caminho pra mudar isso seria uma parceria primeiramente entre Conmebol e Concacaf, para a criação de uma espécie de "Super Gold Cup", com eliminatórias e tudo, envolvendo as duas confederações e inclusive abrindo espaço para convites (mais) para equipes da Ásia e África, para que mais situações de jogo e confronto sejam testadas, já que os europeus estão duelando entre eles. Se ficarmos só na bolha da América do Sul, seguiremos todos (inclusive o Brasil) sendo eliminados em Copa ao encarar o primeiro europeu, pois a consistência de jogo deles é muito maior.

Sobre as renovações, espero que Tite (em seguindo e que siga, foi esse o indicativo na entrevista pós-jogo) inicie "ontem" esse processo. Na zaga há nomes pra renovar. Militão, Felipe, fala-se no Dedé, mas com 31 tem de jogar muito pra entrar no ciclo e permanecer até os 34, nem Fagner com 30 (já entrando na lateral) que é o segundo melhor disparado da posição tem essa perspectiva, é bem capaz que Danilo, mesmo preterido no City, assuma essa função. Dani tem nossa total admiração, melhor da posição por quase duas décadas, uma qualidade técnica superior a de ícones nacionais na posição, fica a dúvida se chega aos 39, pois ainda é e ainda será mesmo depois de parar, o melhor da posição no Brasil e no mundo. Enfim sua teimosia pode ser útil, pra fazê-lo se sacrificar numa idade tão avançada.

Por fim em relação à Seleção Brasileira, ainda que Neymar seja uma pessoa execrável, que NUNCA VAI CRESCER MENTALMENTE (Outra prova disso é sua atitude com o PSG, que lhe paga o salário) trata-se de nosso principal jogador. Deve voltar e voltar titular, mas desde que Tite tenha CORAGEM de mudar o esquema, deixar Casemiro sozinho na primeira função, sacando o injustamente titular Coutinho (Nesse esquema meu titular da função que ele exercia seria Paquetá) e com isso, centralizaria Neymar na função que ele quando não lesionado, cumpria no PSG, a de meia central e manteria com isso o Cebola na ponta esquerda. Já que falamos aqui de ataque, Tite usou DE FORMA ERRADA o Neres pela esquerda, isso não pode prejudicar a avaliação de sua condição na Seleção, como sugere um selecionado de destaques negativos feito pelo Globoesporte.



Já falamos sobre o Peru acima, em relação a Argentina eu vejo que o jogo errado (no meu entendimento) da Seleção de dar a bola a eles e chamá-los pra dentro, dando até a oportunidade a eles de colocar (erradamente a meu ver, não daria nenhum daqueles dois "pênaltis" que eles pleiteiam, não são lances cabais, mas sim interpretativos) a culpa da eliminação na arbitragem e "denunciar" um "esquema" pró-CBF na Conmebol, o que é esquizofrênico visto o que acontece ano a ano na Libertadores, um verdadeiro conluio para desfavorecer os clubes Brasileiros. Então, os hermanos ganham em ânimo, ainda que o time seja um catadão, não dá pra culpar Messi quando tu olha o time do meio pra trás, quando olha pro banco e pra inexistência de um comando técnico e administrativo decente.

O Uruguai tem a melhor dupla de ataque e a melhor dupla de zaga do mundo. Mas o jogo se decide muito no meio campo e o do Uruguai NÃO EXISTE, foi aí que o time perdeu a vaga na final e é por isso que o time não chega como uma das forças na próxima Copa do Mundo, não adianta tu ter um puta ataque, se só vem tijolo da zaga, se a bola passa sobrevoando o meio campo.

Fim de geração melancólico no Chile sob o comando de Rueda, é um time com um padrão interessante, com um pensamento de toque de bola muito bom, mas ao fim desta geração não consigo ver a renovação para além do ótimo volante Pulgar hoje no Bologna, a ver como será a renovação. A Colômbia mais uma vez mostrou falta de poder de decisão, era um time pra chegar em final e o Equador terá sérias dificuldades em seu processo de renovação. Já a Venezuela pra encerrar, mostrou mais uma vez força na competição e é uma das candidatas a disputar a Copa do Mundo ou já em 22 ou em 26 ainda que o país sofra um criminoso embargo econômico, o trabalho de base gera talentos em massa, que vão abastecendo a seleção e substituindo nos clubes locais os que vão pra Europa, ou mesmo pro Brasil, como o caso de Soteldo. 

Sobre arbitragem, o nível tenebroso das arbitragens fez muitos críticos do VAR tripudiarem e engrossarem o discurso. Eu sigo pregando o mesmo que em relação á Europa, onde na Itália e em Portugal o VAR olha também camisa muitas vezes. O problema não é o recurso eletrônico, é a ruindade, a desonestidade e as CARTAS MARCADAS (não no caso do Brasil, leia-se) em relação a arbitragem e interesses. Esta Copa América com VAR a meu ver desnudou a PODRIDÃO da arbitragem na América do Sul. O problema não é o recurso eletrônico, a questão é usar de forma mais rápida e precisa pra não travar tanto o jogo, não "milongar" tanto como diz o Galvão, bem como ter pessoas PREPARADAS e sérias nas arbitragens e no vídeo. A tecnologia vem pra ajudar, se os que fazem o futebol QUISEREM ser ajudados em uma melhora do nível das arbitragens.


Por fim, em minha vivência como cronista esportivo, ainda que neste JC não se misturem (lamentavelmente) as editorias de política e esporte, eu preciso fazer um comentário sobre a PALHAÇADA promovida por Jair Bolsonaro no Maraca. Vejam, é absolutamente NORMAL em competições do gênero, líderes políticos entregarem medalhas, troféu, etc. O problema foi a quebra absurda de protocolo promovida pelo Presidente. A foto oficial, o abraçar da taça dentro do campo, enfim, A FESTA é de quem batalhou pelo título, é dos JOGADORES e da comissão técnica, em comunhão com o torcedor. O uso da máquina pública/posição politico-social diferenciada pra APARECER na festa dos jogadores configura desrespeito aos mesmos, ainda que parte deles tenha gostado. Além de mostrar a fanfarronice de um cara que não se porta como estadista. Discorda? Mostre-me então QUALQUER CHEFE DE ESTADO que tenha dado um vexame daqueles em competição internacional, que farei mea-culpa, mas o fato é que não farei, porque aquela PAPAGAIADA foi algo inédito e lamentável.

Sobre Tite o rechaçar, é um direito democrático, bem como é direito democrático de Portaluppi apoiá-lo, mas no mínimo burrice querer que toda a sociedade o apoie incondicionalmente. Ninguém, ABSOLUTAMENTE NINGUÉM, merece apoio irrestrito e acrítico. Perdoamos Portaluppi porque como ex-jogador, provavelmente teve dificuldades de formação intelectual.




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Amigos! Estamos hoje mais uma vez aqui para falar da Seleção Brasileira principal, que foi à campo em meio a todas as turbulências que já eram grandes em relação ao desempenho do time em campo, mas foram elevadas a máxima potência (sem referência escrota, leia-se) devido ao caso extracampo de Neymar e toda sua repercussão negativa. Mas neste texto, o tema abordado será FUTEBOL, dentro da análise de bola, que é o que é o mote da cobertura esportiva, no meu entendimento deixou bastante a desejar a atuação da equipe de Tite apesar da vitória por 2 x 0 ante a voluntariosa seleção em formação do Catar, o time foi excessivamente individualista, parece que entrou em campo para brincar. Se jogar assim na Copa América, mesmo com todo o favoritismo que tem a nossa seleção, aumenta o risco de sofrermos mais uma derrota em casa.


Foi essa a tônica inicial do jogo, o Catar tentava descer pro ataque explorando a velocidade e foi assim que chegou logo no início do jogo, dando uma primeira impressão de que daria trabalho. Mas logo depois o Brasil começou a mandar na partida, mas de uma maneira um tanto quanto absurda no meu entendimento. Ao invés de mirar sempre o gol, sempre o ataque com objetividade e envolvendo o adversário, nossos atletas pareciam querer dar uma resposta sabe-se lá a quem, sabe-se la o porquê. Nisso, todos que pegavam na bola, especialmente Coutinho e o próprio Neymar, ao invés de buscar a tabela e objetivar o gol, queriam mais partir pra dentro do adversário. Nisso, os adversários começaram a chegar de forma cada vez mais dura, na terceira em que Neymar propositadamente procurou a marcação adversária pra tentar passar por dentro, a lesão, o Brasileiro "tenta driblar" mas recebe a marcação limpa no lance, leal, mas apoia mal o pé e torce, sai de campo chorando, para ser cortado da Copa América.

Na sequência do lance da lesão o gol, apoio de Dani Alves e cruzamento pro grande destaque hoje do time, o jogador mais regular deste novo ciclo, Richarlisson que cabeceou perfeito pra vencer o goleiro, uma grande opção tanto pelo lado, como no comando de ataque. Sem Neymar, Tite já parece ter elegido o substituto ideal na entrada de Cebolinha e no meu entender acerta, o atacante do Grêmio é técnico, é habilidoso e não é excessivamente individualista, ele vai driblar QUANDO NECESSÁRIO, mas não vai "caçar a marcação" como tanto faz o camisa 10.

O Brasil seguiu no ataque e fez o segundo, passe fantástico de Richarlisson encontrando Gabriel Jesus, que como nas chances que recebe no City, estava no lugar onde tem de estar o centroavante e ampliou para o Brasil. O time do Brasil ainda com excesso de individualismos, que em tal altura eram totalmente referendados pela equipe de transmissão global seguiu em cima, teve um pênalti marcado e corretamente anulado pelo árbitro com a revisão através do VAR (onde ele foi mais inteligente que os árbitros Brasileiros, usando o monitor para ele mesmo ver o lance), ainda o time teve a chance com Everton que parou no goleiro.


Nos primeiros minutos da etapa final o Brasil seguiu criando algumas possibilidades de ampliar, seguiu com a marcação alta, porém depois dos 15 minutos começaram as mexidas de Tite e aí o time arrefeceu um pouco, como dito no início, o time do Catar é voluntarioso, veloz, então, começamos a ver algumas jogadas ofensivas do adversário, que chegou a dar trabalho na parte final do jogo. O Brasil voltou a apertar depois dos 40 minutos pra tentar diminuir o impeto adversário, mas acabou tendo contra si um pênalti já nos acréscimos, quando Abdulsalam foi lançado no costado da zaga e derrubado por Ederson. Na cobrança Khoukni acertou o travessão e não realizou o sonho de marcar um gol no Brasil, fim de jogo e cabe falar de aspectos positivos e negativos da atuação em campo, antes de falar sobre o que virou a Seleção Brasileira.


Vejam, muito legal a questão da disposição tática, o Brasil marcando duro a saída de bola, nesse aspecto realmente é isso que se espera de Tite. Mas a postura é preocupante, esse excesso de individualismo foi referendado por Tite? Todo mundo que pegava a bola tentava ao invés de buscar o gol, ir pra dentro do adversário? Para quê? Entenda leitor, não sou contra o drible, longe disso, mas o drible é um RECURSO que tem de ser utilizado pra romper defesas e não pra "dar espetáculo", espetáculo se faz com gols e grande atuação, o time foi tão "driblante" e parou apenas no 2 x 0, perdendo ainda o principal jogador do time. Uma coisa é ser "ensaboado" contra o Catar, outra coisa é tentar fazer isso contra o Uruguai, se vier com essa "envolvência" toda pra cima deles, por exemplo, vai ser goleado no contragolpe, abre o olho Tite.

Não, não creio que este seja o espaço ideal para falar dos problemas pessoais de Neymar, ainda que seja a nossa obrigação falar, pelo fato de que este é um projeto de opinião. Mas justamente pelo fato de que isto tem de ser "falado" e não escrito (porque o texto ficaria enorme e seria "dar audiência" demais as "molecagens" do "garoto" que BEIRA A APOSENTADORIA) assumo com vocês o compromisso de me posicionar sobre o que se pode falar neste momento do caso, no nosso Canal no YouTube, se inscreva clicando AQUI, no programa "JC Esportes" desta sexta às 17h. Agora, cabe sim falar aqui, neste texto que trata o assunto "campo e bola" de uma questão que é inerente a isso, os privilégios.

Sim, os privilégios. Quem me conhece sabe o carinho que tenho pelas PESSOAS de Tite e Edu, mas é inadmissível pra mim ver o quão eles parecem ter sido "corrompidos" pelo poder econômico, não diretamente pela grana que penso que não é o caso deles, mas pelas concessões que tem de fazer a mando de quem está acima e isso inclui inclusive veículos de mídia (já sabem). NÃO PODE absolutamente em nenhuma instância o Edu poderia "autorizar" a entrada do "papai do 'nenemar'" no vestiário. Ou é o pai de todo atleta que vai entrar? O que aliás estaria também errado. O jornalista José Calil é muito feliz quando se posiciona contra privilégios. O Brasil que vencia era o Brasil onde o craque e o capitão do time tinham as mesmas (nenhuma) regalia que o último reserva, isso mostra que há respeito á camisa, que a camisa é MAIOR do que qualquer grande jogador que vai passar e a Seleção continua. Nesta CBF isso se perdeu há muito e por isso (além dos méritos adversários) a entidade já não ganha títulos grandes. O triste é ver caras como Tite e Edu serem parte disso, é muito triste.

Sobre substituto para Neymar, ele já está no elenco, é Everton Cebolinha. Mas em relação ao nome que deve ser convocado, tem se falado muito de Renato Augusto ou Vinícius Jr. Apesar de gostar muito do ex-Corinthians e ver que ele faz muitas funções dentro do time, eu gostaria de ver Lucas Moura convocado e ainda que não concorde, vejo que se Renato for chamado, a pressão sobre Tite vai aumentar ainda mais.




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Imagens: EFE e Reuters. 


Foto: AFP

Amigos! No final acabou "dando tudo certo", ao menos para os resultadistas. Para muitos, o placar de 3 x 1 ante a República Tcheca (que nesta mesma data-FIFA tomou de CINCO da Inglaterra) vai mascarar toda a desorganização que vimos no selecionado Brasileiro, sobretudo na etapa inicial. Para outros, que tem rusga pessoal com o treinador por questões clubísticas, nada vai prestar até que ele caia. Nós aqui, procuramos analisar a atuação como um todo. Assusta a desorganização, que nem combina com Tite, mas os meninos deram esperança para a sequência da jornada.


Foi uma etapa inicial horrenda, como dito inicialmente, tanto de onde ele veio, como agora na Seleção, Tite sempre primou pela organização do time. Ante os tchecos isso caiu por terra. O time parecia (e efetivamente era) um bando em campo, o meio campo totalmente desorganizado, fazia com que as bolas estourassem na entrada da área Brasileira, dando trabalho para a zaga e para Alisson. Eles eram melhores e mereceram sair na frente.

Em uma infelicidade de Allan, a bola sobrou para Pavelka abrir o placar para os tchecos aos 36 minutos. Só o susto do gol sofrido não foi suficiente para o time reagir (ainda que tenha sim tentado) e retomar o controle da partida. Antes do intervalo o time adversário seguiu chegando perigosamente. Felizmente veio o intervalo e com a cabeça a prêmio, Tite tirou Paquetá que assim como todo o time estava mal e colocou Everton Cebolinha. As coisas passaram a funcionar na etapa final.


Everton fez nada menos do que faz no Grêmio, foi o cara do drible, da jogada individual, da quebra de marcação tão importante que faltou ante o Panamá (clique) e na etapa inicial, ainda que sequer jogadas ofensivas interessantes tenham havido. Na segunda chegada da equipe, aos quatro minutos passe longo de Danilo, o defensor adversário Selassie falhou feio e Firmino tomou a frente e saiu na cara do gol para guardar.

Depois disso o time se soltou, ganhou confiança e as mudanças efetuadas por Tite, ainda que aparentemente nenhuma grande orientação tática tenha sido dada, surtiram efeito e vimos um Brasil dominante, ainda que contra um adversário que não vive um momento nada fácil.

Ainda que após o empate a seleção tenha exercido, mesmo que sem brilho e sem organização, o controle do jogo na etapa final, a virada só veio após as demais principais mudanças no time. Neres e Arthur entraram muito bem e com dois comandantes de ataque flutuando, com a entrada de Jesus o time envolveu a frágil defesa tcheca e virou o jogo.

Aos 37 minutos, jogada de Neres pela ponta e cruzamento para Jesus definir. Aos 44 foi de Allan a jogada, para a conclusão do ex-Palmeiras. Foram os meninos que salvaram uma exibição ruim do Brasil e pelo menos a princípio, deram um fôlego ao ex-amado Tite.



Sim, foi muito legal ver como Neres entrou e como Arthur recuperou o meio-campo do time, Everton supriu a ausência de Neymar, coisa que não se tinha conseguido no jogo passado, enfim, foi legal ver os garotos, a grande questão é que não se acha onde foi a contribuição tática de Tite para que eles funcionassem melhor. Tendo em vista este aspecto, é assustador tanto para nós comentaristas, quanto sobretudo para o próprio Tite ver o tamanho da desorganização tática da equipe na etapa inicial deste jogo, o que não aconteceu ante o Panamá, que aqui comentamos. O Brasil dominou o Panamá, o que não teve foi movimentação, jogada individual, penetração. Neste jogo, o meio-campo foi totalmente dominado no primeiro tempo pelo adversário, algo inconcebível em se tratando de Tite e de Seleção Brasileira, ante um adversário em crise como a República Tcheca.

Diante de todo esse contexto periculoso para Tite, soma-se o fato de que ele quando foi chamado pra trabalhar na Seleção era o escudo da CBF, que superou até mesmo o anticorintianismo para ser amado pelo povo, baluarte da ética, clamado pelo povo até para ser o candidato à Presidência e por fim, garoto-propaganda ideal. Passada a derrota ante a Bélgica e a dificuldade na reconstrução da equipe, culminando com duas atuações fracas na última data-FIFA antes da Copa América. Tite muda drasticamente de cenário, de escudo a vidraça. Isso parece ter bagunçado a cabeça do técnico, que já tem até nome no imaginário popular para substituí-lo, Renato Portaluppi, o popularmente conhecido como Gaúcho, de futebol vistoso e vencedor no Grêmio.

Vejam, a minha capacidade crítica está acima do fato de que sou um grande fã de Tite, por isso todas as as observações que vocês tem lido aqui. Independente das críticas e do respeito a Tite, bem como também de ser fã de Portaluppi, penso que o técnico gremista precisa ainda galgar alguns degraus para estar pronto para ser técnico da Seleção Brasileira, precisa AMADURECER mais. Porém, dependendo do desempenho na Copa América, essa etapa pode ser queimada. Ou a CBF só muda o nome e mantém a metodologia de trabalho, chamando Fábio Carille. E vocês, acham mesmo que Portaluppi está pronto para assumir a Seleção? 





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Foto: AFP (Miguel Riopa)

Amigos! Estamos mais uma vez juntos para falar sobre Seleção Brasileira, nesta convocação que foi a última antes da definitiva para a Copa América aqui no Brasil. Convocação esta que dentro do que temos disponível, foi boa, com os melhores nomes possíveis, ainda que falte completar a renovação do time após a Copa (Miranda por exemplo não chegará em 2022). Porém, a atuação neste primeiro amistoso realizado em Portugal não foi nada boa, o empate em 1 x 1 contra o Panamá, que como resultado foi alvo de duras críticas do narrador e comentaristas da TV Globo, é só a ponta do iceberg de outros problemas (que aí sim merecem debate) vistos no jogo. 


Foi um primeiro tempo onde os gols pareciam uma questão de tempo, o time de Tite trocava passes e controlava bem o meio. Porém com o passar dos minutos, fomos percebendo que as chances não eram criadas, que faltavam jogadas pelas pontas, faltava movimentação e penetração, no bom esquema defensivo montado pelo técnico Valdés. Apesar de algumas chances criadas com o apoio dos laterais, a impaciência já começava, quando aos 32 minutos em mais uma trama pela direita com Fagner, Casemiro levantou e Paquetá veio de trás para finalizar e abrir o placar.

Porém, em seguida, inacreditavelmente o empate. Levantamento pra área, a zaga (infantilmente) parou pra reclamar impedimento não marcado e o experiente zagueiro Machado (que não o Cléber) completou pro gol de cabeça encobrindo Ederson. Depois do gol de empate, histórico, o primeiro do país sobre a nossa seleção, o Panamá se fechou completamente e gerou muitas dificuldades para os comandados de Tite. Que pecavam também pela pouca movimentação.


Na etapa final o time começou sendo surpreendido com uma chegada perigosa adversária em que Ederson foi obrigado a trabalhar. Depois o Brasil respondeu, com muita luta por parte de Richarlison, a principal delas aos 25 minutos, quando ele pegou embaixo da bola o cruzamento e perdeu embaixo do gol. O Brasil tinha dificuldades pela pouca movimentação, Tite tentou resolver isso com as mexidas, mas errou ao tirar Paquetá e deixar Coutinho no jogo, o ex-Liverpool que vive temporada ruim no Barça vinha muito mal e Tite o manteve em campo, um grave erro. Mexida avançando mesmo o time, só a troca de Arthur (também errada pela qualidade) por Felipe Anderson, mas fora isso, trocar Firmino por Jesus não modifica em nada o panorama de qualquer partida.

Na reta final da partida o time Brasileiro tentou imprimir um abafa, mas muito mais na vontade do que demonstrando qualquer competência, sem criatividade, sem habilidade e sem movimentação, o time não conseguia passar em jogadas trabalhadas pelo forte esquema defensivo adversário que trancava o meio. Restou o chuveirinho, onde a defesa forte fisicamente do time da América Central soube se defender até que com relativa tranquilidade, com isso, findou-se a péssima exibição Brasileira com o empate. Histórico para os panamenhos, triste para o selecionado Brasileiro não por conta de "empatar com o Panamá" como disseram Galvão Bueno e Casagrande (torcedores corneteiros), mas sim pelo fraquíssimo desempenho, ainda que a convocação, no meu modesto entender, tenha sido próxima sim, da melhor possível.


E em resumo é o que dissemos no parágrafo anterior. Um time que se movimentou muito pouco, que na etapa inicial até que tocou bem a bola, mas em momento algum mexeu, envolveu a defesa adversária. Faltou tocar a bola em progressão, balançar o sistema defensivo pra gerar o buraco. Faltou habilidade e movimentação, o que é básico pra vencer times fechados como este.

Cabe lamentar além do péssimo momento de Coutinho, a atuação tímida de Fagner e sobretudo de Alex Telles. Eu acompanho aqui no nosso site a Liga Portugal, onde o lateral é uma das principais peças do Porto e merecidamente recebeu esta chance, quem o acompanha, sabe que ele poderia ter se apresentado muito mais. Bem como o próprio Fagner, criticado SÓ POR SER DO CORINTHIANS. As pessoas não o querem na seleção, mas em situações como essa não tem outro nome. Cheguei a ler (e quase não acreditei) pessoas dizendo que o semi-aposentado Rafinha "merecia oportunidade". O cara nem joga mais no Bayern, está se aposentando, dizer uma barbaridade destas é assinar um atestado de que não acompanha futebol. Ainda assim, pelo desempenho demonstrado nesse início de temporada no Corinthians, se esperava muito mais do camisa 14.

Outro registro rápido que faço, é o lamento pelos desequilíbrios de Galvão Bueno, ao qual eu sou fã, mas esse "jogar pra galera" que ele promove é inaceitável. Primeiro caçando confusão com Gattuso, dizendo que ele pode "atrasar o desenvolvimento de Paquetá". Ora, em que esta afirmação é baseada? No fato de que o ex-camisa 8 do Milan era um volante pegador? O que isso tem a ver? Fosse por isso, os times de Tite e Scolari não passariam do meio-campo. Isso é ridículo. Depois, Galvão questionou o CARÁTER do time, dizendo "faltar vontade", "faltar raça". Isso é uma covardia com JOVENS jogadores. Não é isso que falta, falta habilidade, falta estar em um bom momento, falta se soltar mais, se sentir mais a vontade com a camisa da Seleção, pode inclusive faltar algo tático. Mas não se pode com QUARENTA E CINCO ANOS DE CARREIRA querer queimar os jogadores dessa forma, depõe até contra os próprios objetivos de audiência, pois afasta a seleção do torcedor (ainda mais), ou seja, um desastre total.

Tite na coletiva disfarçou bastante, mas não se mostrou contente com o desempenho e já anunciou mudanças contra a República Tcheca na terça. Que venha uma mudança na movimentação, uma mudança na atitude ofensiva, não só pra conseguir vencer, mas para mostrar um desempenho que volte a colocar a Seleção, como principal favorita na Copa América, até pelo fato de que nenhuma seleção vizinha (das grandes) vive um ótimo momento, não é, Argentina.




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Acostumado com pressões dos resultados, o técnico da seleção agora tem que lidar com outro adversário, a repulsa ao presidente eleito e a irracionalidade coletiva de seus seguidores


Foto: Bob Paulino-Divulgação Globo
No sábado (22), o SporTV/Globo iniciou um novo programa jornalístico sobre esporte, e o primeiro entrevistado foi o técnico Tite. Após uma pergunta sobre politica o treinador acabou sendo ofendido duramente no mundo da internet, mostrando sequelas negativas que o processo eleitoral deixou na sociedade brasileira, os ataques foram covardes, tentando denegrir a imagem e todo o histórico que o profissional alcançou em sua carreira.

Antes de entrar com afinco no foco principal do texto vamos a um breve histórico destes últimos dois anos e meio de Tite somente na seleção brasileira, são 32 jogos com 26 vitórias, 4 empates e apenas 2 derrotas. Quando foi contratado, o Brasil pela primeira vez não estava se classificando para uma Copa do Mundo. Com uma pressão absurda o elenco foi ate o Equador e venceu a partida mesmo com altitude e pressão por bons resultados.

Lucas Figueiredo- MoWa Press

Ali começou a arrancada que deu a classificação antecipada para a Copa e também gabaritou o time como um dos favoritos, isso permitiu o povo brasileiro sonhar, infelizmente a temporada foi cruel com os atletas da seleção,  lesões, fatores psicológicos de um jogador individualista que carrega em suas costas a camisa 10 e um jovem garoto que sentiu o peso e pressão de carregar uma camisa 9 tão importante, a realidade foi que o time brasileiro atingiu o seu limite contra a Bélgica e foi justamente eliminado. Limite foi esse de apenas os dois anos de trabalho, contra um elenco maduro e calejado que está há mais de seis anos jogando junto.

Após um mês de Julho complicado, em outubro o Brasil sofreu sua derrota mais importante no ano desta vez no campo das urnas, perdeu o jogo contra a intolerância, preconceito e as falsas notícias, tudo articulado por um plano de poder obscuro e terrível...Agora você me pergunta como envolver esses fatores com o Tite?

A resposta é simples, os ataques dos internautas foram porque ele, assim como a maioria dos “derrotados” na eleição NÃO querem chegar perto do presidente eleito ou não idolatram alguém que vai contra preceitos fundamentais do mundo moderno.

Foto: Sergio Golçalves

Antes de tudo a pessoa Adenor tem suas convicções e não vai abandoná-las somente para surfar na onda, o que me admira é que, mesmo não precisando dar satisfação sobre isso ele respondeu com extrema elegância e fez uma reflexão admitindo um erro quando se encontrou com o ex-presidente Lula.
Futebol e política não devem se misturar em prol de figura L ou B, os ideais só devem ser escalados ao campo de jogo quando são de interesse de TODOS, como Sócrates fez tão energicamente naquele período tão complicado da vida brasileira.

Então, está no momento de fazermos uma análise de nossos comportamentos. É justo insultar, ofender e desqualificar alguém por ter uma opinião diferente? Sem perceber com atitudes assim nos tornamos ingratos com alguém que fez algo importante pelo esporte brasileiro (mesmo que seja seu trabalho) e nas esferas menores acabam por magoar pessoas que são importantes por culpa de um cara que é um mero mortal. O trabalho de Tite não é inquestionável e é isso que tem sido feito aqui na nossa cobertura, a análise tem de ser no âmbito técnico e aí sim, ele tem sido cada vez mais questionado por suas escolhas (ainda que esteja apenas em recomeço de trabalho), o excesso em contar com jogadores com trabalhou em clubes. Este é o âmbito da crítica, técnico e tático. Linchamento público por conta de política é apenas uma demonstração do irracional fanatismo que temos visto no âmbito político.

O momento é de deixar a emoção de lado e ser um cidadão racional, separar as esferas e julgar o profissional que Tite é, infelizmente não conseguiu ganhar a Copa do mundo, mas o projeto para 4 anos já está montado e se divide em ciclos, mesmo sendo difícil para nós torcedores entendermos isso, já que criamos uma lógica de exaltar somente vencedores e trocar todos que perderam.

Futebol nos dias de hoje é projeto, é esforço e preparação mental, não adianta ficar pedindo a cabeça do treinador por coisas tão fúteis e idiotas, a continuidade tem que ser dada sem interferências externas de pessoas que tem outras obrigações além de ficar insinuando falsas informações e plantando a semente do mal. Tite sempre trabalhou duro, deu chances para pessoas exporem seu conhecimento, foi honesto, teve a serenidade no olhar e é ainda o único profissional capaz de estar na seleção pelo seu conhecimento e sua experiência.

Eu termino esse texto com um breve pedido, sejamos racionais com os fatos, sejamos empáticos com as pessoas, pois somente desta maneira vamos voltar ao caminho das grandes conquistas. 



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Amigos! A Seleção Brasileira entrou em campo no lindo estádio do MK Dons, na Inglaterra, nesta terça (20) - feriado da consciência negra em várias cidades do país - para seu último jogo no ano, ante Camarões. Uma seleção em reformulação, forte fisicamente e que impôs dificuldades a um Brasil de Tite que sim, joga de forma burocrática e irrita o torcedor, sobretudo os mais saudosistas. Mas afinal? Quem dá "espetáculo" no futebol de hoje? Essa é uma pergunta dúbia, que gostem ou não (e o ranço pela seleção é tão grande que a chance de não gostarem é gigante) vamos aqui responder, avaliando também o ano e o que ele indica pra 2019, onde teremos Copa América. 


Sobre o jogo, há pouco o que dizer. Primeiro da ab$urda escalação de Neymar, que segundo a reportagem da Globo já havia se queixado de desconforto. Saiu lesionado e pode fazer muita falta ao PSG no duelo ante o Liverpool pela Champions, tudo isso por conta de um AMISTOSO. O que também aconteceu com Mbappé, enfim, o time francês não tem sorte mesmo. Mas o time parecia que ia controlar o jogo no começo da partida, com um Allan bastante participativo, que inicialmente repetia o que faz no Napoli, com ótima chegada a frente, com desarmes e avanços precisos. Porém aos poucos o time foi ficando preso e o bem armado Camarões de Seedorf foi ganhando os espaços e equilibrando a partida, bem fechado sem a bola, assustava em seus avanços ofensivos. Enquanto no Brasil Richarlisson que entrou no lugar do ex de Bruna era o jogador que chamava o jogo e tentava o gol. No finalzinho da etapa inicial, um grande chute de Allan para a defesa de Onana e na cobrança de escanteio, deslocamento e cabeçada perfeitas de Richarlisson para fazer o gol da vitória, o menino está jogando muito, também no Everton. 

Na etapa final o jogo ficou ainda mais equilibrado, com Camarões chegando algumas vezes no ataque, com algumas bobeadas do goleiro reserva camaronês que entrou, Ondoa. O meio passou a funcionar um pouco melhor com a saída de Paulinho para a entrada de Wallace, isso soltou um pouco Arthur que não pode ser colocado como primeiro volante como fez Tite, mas evidentemente que pra quem acha ainda que vai sentar á frente da TV e ver um show da Seleção, ainda que com mais uma vitória, a seleção não agradou em nada quem parou nesta tarde para a assistir, mas como dizia um bordão tolo, melhor já irem se acostumando, ou melhor, já teriam de ter se acostumado.


Vejam, antes de entrar no mérito do texto em si, que é falar sobre este desempenho no pós copa e sobre a minha ideia de que NINGUÉM dá espetáculo no futebol mundial. Há que falar um pouco sobre o jogo e sobre alguns jogadores em si. Pois bem, eu sou um grande fã de Paulinho, acho que em tudo que ele conseguiu no futebol, em tudo que ele nos bons tempos jogou na seleção (ter jogado e sido tão importante no Corinthians evidentemente o atrapalha com o resto do Brasil, tal qual Renato Augusto, evidentemente) merece todo nosso respeito e reverência, mas realmente não dá mais pra ele, está brecando a evolução de dois jovens e grandes segundo-volantes que temos, que vão se matar (no bom sentido) por uma vaga no time. Richarlisson aproveitou muito bem estes amistosos, é hoje o nosso melhor nove móvel e e nove móvel o que temos com a lesão de Pedro, que vai voltar comendo poeira para os dois nessa briga. Não vejo necessidade de convocar três centroavantes, vejo meio que um compromisso com Gabriel Jesus e considero isso um grave erro de Tite, o compromisso é com a seleção e não com um jogador e hoje, de centroavante, os nomes são Richarlisson e Firmino, Jesus deveria recuperar a vez, nem que pra isso tenha de se despedir de Guardiola.

Enfim, falamos das individualidades, ha que falar do coletivo. Como qualificar o ano de Tite á frente da seleção como ruim? Treze vitórias, um empate e a derrota ante a Bélgica. Claro, o jogo não é o mais bonito e encantador de se ver, longe disso, o que já naturalmente irrita o torcedor do país do futebol. Soma-se a isso a única derrota, que vale mais do que todas as vitórias, perdeu para o bom time belga, perdeu a copa, caiu o mundo. O técnico que livrou a Seleção da maior desgraça que poderia se abater sobre nós, que seria ficar FORA DE UMA COPA, passaria a ser duramente questionado e cair no limbo comum - segundo muitos - dos treinadores que seguem ordens e fazem negociatas em favorecimento a empresários. Será mesmo que o herói virou vilão e que nada qualifica o trabalho?

Preferências pessoais (que á propósito, todo treinador tem) a parte, quais foram as grandes aberrações das convocatórias de Tite? Respondam se puderem aí nos comentários. Não houve nenhum Afonso Alves nas convocatórias, Tite convoca o que aí está e (gostem ou não, novamente) seu time não vai "dar espetáculo"pra ninguém, praticamente nenhum está dando. O futebol mudou minha gente, os talentos estão pulverizados pelos clubes, não há mais três ou quatro seleções dominantes no futebol mundial que detém mais de 90% dos talentos. Hoje tu tem grande jogador esloveno, eslovaco, bósnio, suíço, enfim, estes caras estão espalhados nos CLUBES EUROPEUS. Portanto, quem quer ver espetáculo, que veja a Champions League. Lá vocês verão espetáculo.

No mais, sobretudo em jogos de seleções, o aspecto tático fará a diferença e este tem sido, apesar da derrota ante a Bélgica, um fator de sustento da seleção com Tite. Por isso o time fez 29 gols no ano e sofreu apenas três, dois deles lamentavelmente na eliminação. Mas é muito significativo o que o time tem feito no que tange a resultados. No pós-copa o time enfrentou Argentina e Uruguai e venceu. Critica-se a qualidade dos amistosos, mas todas as seleções tem dificuldades em marcar grandes clássicos, a seleção teve dois e venceu contra os principais rivais que terá na Copa América e nas eliminatórias.

Sim, realmente não é a coisa mais agradável assistir aos jogos da seleção, realmente gera desconfiança este futebol apresentado, não é um espetáculo bonito aos olhos, mas novamente, quem dá esse espetáculo? A Bélgica talvez jogue hoje o futebol mais bonito, levou fumo na Nations League ante a Suíça? E aí, de que adiantou ter um jogo leve, com os irmãos Hazard, com Mertens, De Bruyne e por aí vai. Hoje o jogo é muito mais complexo, hoje não se amarra mais cachorro com linguiça tal qual diria um "amigo nosso", portanto, essa ânsia pelo show não tem ligação direta com o que mais se deseja, que é voltar a ser campeão do mundo, ou ser campeão do mundo toda copa (Ué...E os adversários?). Falam tanto da corrupção na CBF, que é sim uma realidade e temos que sim, bater muito forte nisso, mas, há muita hipocrisia, se o Brasil tivesse ganho na Rússia, pouquíssimos estariam se importando com o que acontece na entidade.

Concordem ou não, com tudo isso exposto eu tenho o diagnóstico. Realmente o jogo é burocrático e duro de assistir. Mas o time está vencendo, perdeu na Copa pra um time muito qualificado tecnicamente, no mesmo nível hoje, que por sua vez foi eliminado nas suas fragilidades defensivas e isso é o que temos de mais forte. Não vencemos só babas, vencemos dois rivais históricos, estamos competitivos. Não temos jogadores pra dar espetáculo, nem mesmo com o individualista Neymar, ficar chamando falta longe do gol não é espetáculo, longe disso. Não temos outro nome pra assumir a seleção que não Tite e apesar dos pesares, a seleção segue competitiva e não há qualquer indicativo de que vá dar vexame na Copa América como o mantra de um anti-seleção diz a cada texto que faço. É sim um pé no saco ver a seleção jogar, mas há que ter um pouco mais de paciência, como temos com o terrível nível técnico de nossos times no campeonato Brasileiro. Nossos jogadores de seleção hoje não vão humilhar ninguém, pois são apenas parte de uma grande engrenagem, que hoje são os clubes e ligas do futebol europeu.



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Foto: AFP. 



Amigos! A Seleção Brasileira voltou a campo nesta sexta (16) para o seu penúltimo compromisso do ano, partida "amistosa", porém clássico ante o Uruguai. Como não poderia deixar de ser, ambas as equipes entraram com o máximo de competitividade possível, o Brasil com o que tinha de melhor (com as devidas controvérsias) e o Uruguai, dentro dos desfalques que tinha também. Quase prevaleceu a aplicação tática do time de Tabarez, porém na etapa final em um lance onde houve antes falta de ataque, foi marcado o pênalti que decretou a vitória por 1 x 0 do time de Tite. 


O time Brasileiro teve minutos iniciais muito bons, criando possibilidades de gol. Porém, passada essa primeira pressão, o Uruguai se assentou no jogo, tomou confiança e passou a exercer uma marcação alta, que dificultou muito a vida dos comandados de Tite, que por muitas vezes se viram comprimidos em seu próprio campo. Esses foram os dramas que a seleção canarinho viveu na partida, todos por mérito adversário, na compactação, na garra, que faz com que não de hoje, o time do país vizinho supere suas limitações técnicas e o fato de ter um meio-campo quase nulo. Um adversário que pressiona a saída e quando o time do Brasil conseguia passar essa barreira, fechava muito bem a entrada da área, impedindo que Neymar penetrasse e com um Douglas Costa neutralizado, ou pouco acionado do lado direito.


Os primeiros minutos da etapa final foram complicados para o Brasil, com o Uruguai partindo pra cima, exigindo trabalho de Alisson e chegando muito perto de abrir o placar. O Brasil passou a ser menos sufocado com as entradas de Allan (que finalmente veste a camisa da Seleção) e Richarlisson e aos 28 minutos o lance que definiu a partida. Danilo avança pela direita e conduz a bola com a mão, o auxiliar não vê, mas vê o pontapé do defensor nele, pênalti, que com extrema categoria Neymar converteu.

Depois do gol o jogo mudou de figura, sem um meio-campo criativo, o time uruguaio se perdeu e o Brasil passou a controlar o jogo no campo de ataque. Emblemático lance já perto do fim do jogo, a entrada dura de Cavani sobre Neymar, seguida de encarada do uruguaio. A guerra de egos entre os dois ainda existe. Vitória do Brasil, a qual eu não julgo decepcionante por conta da tal falta de espetáculo, afinal, é um clássico e o time adversário veio muito bem armado, num jogo que lhes apeteceu, brigado no meio, sem espaços. O fator que tira o sabor da vitória realmente foi o crasso erro do assistente, que marcou o pênalti após Danilo cometer falta, mas são coisas que acontecem no futebol.


Analisando apontamentos técnicos, eu realmente prefiro dar méritos como já disse ao Uruguai e a Tabarez pela compactação que impôs um jogo duríssimo para o Brasil, dando em vários momentos a impressão de que seria o time uruguaio a sair vitorioso. Faltou mais movimentação, o que melhorou com Allan, que realmente briga por essa vaga que sem Coutinho é de Renato Augusto na visão de Tite, o Renato que vem muito bem na china, mas nem nessa função e sim mais perto do gol, como jogava na Alemanha. Se imaginarmos Allan brigando com Arthur, ainda que o jogador do Napoli seja ótimo, não tomará a vaga. Novamente o Brasil ficou muito preso ao lado esquerdo com Neymar, faltou um pouco mais de Douglas Costa, não sei se por ele não se apresentar, ou pelo time estar condicionado ao dar a bola no Ney, se for a segunda opção, isso precisa ser corrigido por Tite, tinha quase que acabado e desde a Copa voltou com tudo. 

Rapidamente sobre a queda uruguaia no jogo, ficou claro que atrás no placar esse meio defensivo, sem criatividade não funcionou e o time passou a bater, a desordenar as linhas que tinha com o placar em zero. E Tabarez não utilizou as três opções de meias ofensivos que tinha no banco, dois que eu pessoalmente gosto, que são De Arrascaeta e Carlos Sánchez, além do comum Lodeiro. E é complicado realmente, ainda que eu qualifique o cruzeirense e o santista como jogadores acima do nível de Lodeiro, se pensarmos na meia de uma seleção de primeira linha talvez estes jogadores realmente não caibam, é um problema do qual sofre o Uruguai, ter "apenas" a dupla de zaga (que á propósito não jogou hoje) e a outra dupla, a gigante dupla de ataque.

Valeu como resultado a vitória do Brasil, mais uma em um clássico, ainda que sem brilhantismo, como também foi ante a Argentina, mas é importante como resultado, até porque Tite já está com a cabeça na Copa América que é a primeira competição após a Copa. Não tem sido um futebol dos mais agradáveis, longe disso, a torcida está novamente se afastando da Seleção, mas como comentarista não posso deixar de observar que competitivo o time está. Parâmetro de comparação com europeus será difícil ter, visto que tem  Nations League, tem Eurocopa em 2020, portanto será muito difícil ter data para encarar as seleções europeias. Neste momento, esse tipo de meio a zero dentro do que passa pela cabeça de Tite no que tange a competitividade é absolutamente aceitável. 



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Foto: MowaPress.