Artigos por "América MG"
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(Divulgação: América/MG)

Salve, palestrinos, torcedores do maior campeão nacional, vamos repercutir o empate 0x0 do Palmeiras ante o América-MG em jogo realizado na Arena Independência, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. Jogo que era de suma importância o Palmeiras vencer para colar de vez na parte de cima, mas o time não fez seu dever. Teve chances, mas desperdiçou. Além, de claro, ver erros de outras épocas em campo, passa técnico que não consegue corrigir. Vamos ao jogo.

Palmeiras foi escalado com Weverton, Mayke, Luan, Thiago Martins, Victor Luis, Thiago Santos, Jean, Moisés, Lucas Lima, Hyoran e Borja. E a primeira chance clara foi do Palmeiras em uma jogada de "deixa que eu deixo", mas que terminou sem gol: Lucas Lima tramou bela troca de passes com Hyoran que devolveu, a bola ainda foi parar em Moisés que rolou para Jean chutar em cima da marcação. Minutos mais tarde, a chance de ouro que virou chance de plástico (com todo espeito ao composto, claro). Pênalti em cima de Moisés e Jean pegou para cobrar. Foi para a bola e bateu como um "tiozão" de churrasco. Recuou a bola para o João Ricardo. Palmeiras a partir deste momento roubava a bola na intermediária, mas não exigia mais intervenções do goleiro do América. Por sua vez, o Coelho chegou assustando uma vez em chute de Ruy que Weverton precisou sair e abafar, se não, era gol.

Na segunda etapa, o filme foi invertido. América saiu para o jogo e deu um belo sufoco no Palmeiras. A melhor chance do coelho foi com Ruy em que chutou a bola com capricho e ela estourou a forquilha do gol defendido por Weverton. Felipão precisava mexer na equipe e o fez: saiu Moisés para a entrada de Bruno Henrique. Pouco adiantou porque o "volante artilheiro" isolou uma das poucas chances que teve. Deyverson entrou minutos mais tarde no lugar de Borja e pouco produziu. Por incrível que pareça quem apareceu na segunda etapa foi Lucas Lima em mais um "recuo" de bola para João Ricardo. A última cartada foi Gustavo Scarpa no lugar de Hyoran que havia corrido bastante, mas sem efeito. Scarpa ainda protagonizou um chute bisonho no fim da partida que passou bem longe do gol de João Ricardo. Aliás, pouco me lembro de um chute no gol por parte do Palmeiras. Fim de papo.

Resultado ruim. Primeiro tempo teve uma atuação legal até. Hyoran, Lucas Lima e Borja variavam de posições no ataque e Lucas jogava mais indo de um lado para o outro, mais participativo, talvez seja esse o caminho para ele melhorar no verdão. Mas de resto, time pecou demais na finalização. Parecia que queriam finalizar de qualquer jeito. E a moda no Palmeiras é fazer rodízio de pênaltis perdidos? Enfia o pé na bola, cazzo! Mete a "chumbada" no meio do gol! Jornalistas perguntam para Felipão o que ele acha de ser contado como "ultrapassado". Ele não ficou bravo a princípio, mas as substituições foram lamentáveis. Precisando ganhar jogo, tira Moisés para colocar Bruno Henrique, Borja para colocar Deyverson. Tudo "6 por meia dúzia" (ah, mas se fosse o Roger né). Tendo Dudu no banco, saca o Thiago Santos que estava inútil na partida (pelo que ela se propôs é claro) e coloca o camisa 7. Se é para ter 6 por meia dúzia então colocasse o Scarpa antes no lugar do Hyoran que já estava desgastado aos 25 minutos do segundo tempo. Enfim. Time poderia ter ido muito melhor hoje, mas não foi.

Próxima parada é quinta feira no Paraguai diante do Cerro Porteño pela Libertadores. Em mata mata é bom treinar pênaltis porque está preocupando a torcida. E trocar 6 por meia dúzia não ajuda em nada o time. Mas aqui no Papo de Torcedor do Palmeiras vem sendo dito há tempos: o problema não é treinador.

Por Joseclei Nunes (@JosecleiNunes)  

A primeira rodada da Copa Sul-Minas-Rio terminou, o publico compareceu, mas e agora, o que podemos esperar para as próximas rodadas, ou para os próximos capítulos envolvendo os clubes, principalmente a dupla Fla-Flu, CBF e FERJ?


Podemos iniciar no inicio da década passada, quando CBF, Globo e as confederações resolveram criar um calendário para o futebol brasileiro, e distribuição de cotas de TV, terminando com os torneios regionais, como a Copa do Nordeste, Taça Rio-São Paulo e Liga Sul Minas Rio, gerando uma revolta dos clubes com os envolvidos. Tempos depois, com enfraquecimento dos estaduais, brigas entre clubes, federações, confederação e emissoras de TV, alguns dirigentes optaram em retornar com os torneios regionais, começando pela Copa do Nordeste e a Copa Verde.


Com o sucesso dessas ligas, que tem a autorização da CBF, alguns clubes começaram se unir pela volta da Liga Sul Minas, mas com novos convidados, a dupla Flamengo e Fluminense, que nos últimos anos resolveram romper com a FERJ, que tem apoio de Vasco, Flamengo e os clubes pequenos do Rio de Janeiro.


A entrada da dupla começou uma queda de braço com a FERJ, até que Rubens Lopes, que tem interesse futuro em assumir a CBF, resolveu cortar o valor que seria distribuído aos dois clubes, dividindo entre as outras equipes do Campeonato Carioca. Depois ele solicitou a CBF para que vetasse a continuidade do torneio, que foi feito, colocando apenas em caráter amistoso de pré-temporada, que pela regra seria até 30 de janeiro. Essa decisão gerou uma revolta entre os dirigentes dos clubes envolvidos, jornalistas esportivos e até nas redes sociais com a hastag #JuntosPelaPrimeiraLiga, além do apoio do Bom Senso, mas isso não durou menos de uma semana e os clubes venceram a primeira queda de braço contra a CBF e a FERJ, que queriam o torneio apenas para 2017, onde colocaram o torneio no calendário oficial, mas nessa temporada como torneio amistoso. Uma vitória para o futebol brasileiro, mas ainda é pouco.


Ainda é complicado para alguns defenderem a Primeira Liga, até mesmo aqueles que não se juntaram a esses clubes, assim como a dupla Vasco e Botafogo, como os clubes paulistas. Há um jogo de interesse para todos os lados, é claro, isso envolve briga de poderes, cotas de TV e entre outros problemas como publicidade, preço de ingressos e por ai vai.


Claro que isso não mudará a situação do futebol brasileiro, que agoniza, mas pelo menos podemos ter ainda uma ponta de interesses. Vimos em outras oportunidades criação do clube dos treze, assumindo o campeonato brasileiro de 1987 e depois com outra oportunidade da Copa João Havelange e deu no que deu. Outra questão que precisa deixar de lado, é a rivalidade entre os clubes, como aconteceu com Kalil do Atlético Mineiro e o Gilvan do Cruzeiro. A Primeira Liga não será a solução, mas é a oportunidade para que o que existe de ruim no futebol como o que temos na CBF e na FERJ percam forças e no futuro tenha uma mudança. Assim como na questão nos direitos de TV, terminando com o monopólio de um canal e colocando uma divisão mais digna entre as equipes, fazendo do torneio mais atrativo, como um campeonato mais competitivo, o aumento de renda dos clubes, além da permanência de jogadores.


Ainda é cedo para criar uma expectativa sobre o futuro da liga e como a posição futura de outros clubes e confederações, mas é claro que o caminho para a criação de uma liga nacional poderá ser um inicio para o nosso futebol, resta como a CBF deixará os torneios dos clubes, mas a exemplo que tem na Europa, tem dado certo, mas aqui ainda tem a questão da rivalidade, do poder, do interesse financeiro e não ter uma cota dividida entre outros clubes. Espero que eu possa está errado, pois eu torço pelo futuro da liga e se realmente for um sucesso, com bom publico e bons jogos, quem sabe não podemos ver nos próximos anos ligas como a Rio-São Paulo, mas ainda é cedo, mas o importante que os clubes de inicio desafiaram a CBF e a FERJ, que aceitou a continuidade dessa edição do torneio e vamos esperar e que isso der certo e que o futebol brasileiro retorne aos tempos de outrora
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Reitero também a permanência dos estaduais, pois nossa história esta na essência e nas rivalidades locais. A solução é que possamos também olhar para os clubes de menor investimento, dando também oportunidades nas ligas regionais. Não adianta pensar apenas nos clubes “considerados grandes”, pois todos precisam participar nesse momento pela mudança no futebol e os “pequenos”, assim como o sistema dos estaduais devem ser, permanecem em seu calendário.

Abaixo a nota da FERJ sobre a Primeira Liga:






*Joseclei Nunes é fundador e editor do blog Futebol Retrô. Escritor, graduando em História. Ama futebol, politica, escolas de samba e um bom papo de botequim. 

Imagem: Primeira Liga e FERJ
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