Artigos por "Cultura"
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Entrevista com Fabrício Castillo, baixista da banda Steelgods, sobre um projeto de sua organização com músicos do Vale do Paraíba, em São Paulo.

Com apresentação do cronista Ulisses Santos, editor de Política no RS, o Bate Papo Cultural é transmitido toda quinta-feira, às 21h, sempre com uma conversa sobre política, sociedade, música, artes, cinema e literatura.

Confira o programa completo: https://youtube.com/live/w5ML-IPViZ4


Entrevista com o guitarrista Rodrigo Clark, músico carioca que possui uma carreira sólida, tendo lançado um CD em 2013: "Só Me Resta o Rock'n'roll", também nome de seu canal no YouTube.

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Conversa com a banda de heavy metal Steelgods, sexteto que tem o mais recente CD baseado em uma história distópica.

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 Entrevista com a banda Guerra Nuclear que está lançando seu CD de estreia.

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Conversa com o jornalista Roger Lerina sobre sua trajetória profissional e acerca da prática do jornalismo cultural no Brasil.

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Entrevista com o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e cientista político Rodrigo Stumpf Gonzalez a respeito da composição da Câmara dos Deputados e a relação das alianças neste segundo turno das eleições presidenciais.

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Nesta edição do Bate Papo Cultural, o cronista Ulisses Santos recebe o baterista Maurício Boka, do Ratos de Porão, para uma conversa sua trajetória e seus projetos, como a banda Apnea.

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Nesta edição, uma entrevista com o professor da Universidade Federal do Rio Grande - FURG Artur Barcelos sobre a sociedade do cansaço a partir do livro do filósofo Byung Chul Han.

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Entrevista com o músico Flávio "Flu" Santos, que foi membro de uma das principais bandas do rock brasileiro: o De Falla. Conheça sua trajetória, seus novos projetos e opiniões sobre tudo e mais um pouco.

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Nesta edição do Bate Papo Cultural, a história da banda de thrash metal Hicsos por meio de seu baixista/vocalista Marco Anvito. Conheça e converse através do chat. A noite vai pesar🤘🤘🤘

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Neste episódio do Bate Papo Cultural, o guitarrista e vocalista da banda Vingador, Alexandre Cabral, conta a história do grupo e comenta o lançamento do CD "Renegado".

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O Conselheiro


Sou um crítico, isso sempre fui,

mas hoje, já não critico mais,

os outros, como rio que flui,

afinal quem sou pra criticar os demais?

 

Falando como, um conselheiro,

conselhos meus, todos a ouvir,

do pitaco era sempre o primeiro,

mas agora quero me redimir.

 

É que pensei, sempre de boa-fé,

que problemas, todos, ia resolver.

Na vida alheia, metendo o pé,

sem que nada fosse acontecer.

 

Amigos meus, não me entendam mal,

quisera eu ter consciência tal,

mas à época, reinava o orgulho,

que só em mim fazia mergulho,

sem consciência do que era real.

 

Peço que acompanhem aqui meu raciocínio,

sem olhar pra trás, como fizera Plínio.

 

Sem julgamento, ou apedrejamento,

de quem sempre teve boa intenção.

Atentem apenas a este momento,

em que aqui, lhes peço perdão.

 

Uma vez dotado de racionalidade,

Ou, como queiram, de "boa-razão",

eu ainda, naquela idade,

crendo a tudo então resolver,

mais que capacidade, tinha o dever,

de conceder minha opinião.

 

Hoje, aqui, na consciência imerso,

vejo que o que fiz foi só percorrer,

de Mefistófeles o caminho inverso,

ignorando cada universo,

que todos são em seu próprio ser.

 

De conselheiro fiz-me bobo da corte,

que hoje de Fausto tenho até inveja.

Quisera eu ter melhor sorte,

não pra provar minha própria morte,

mas respeitar-lhe, seja como seja.

A política pode ser pensada de várias formas. Na história, enquanto área de conhecimento, seus usos e desusos são múltiplos, podendo ser desde objeto de estudo até, de forma mais polêmica, importante epistemologia para se pensar a formação do sujeito desde a sala de aula. Este é o tema da conversa com o historiador e professor de História Bruno Assis.

Exibido a cada 15 dias, o Humanidades têm a condução da mestra em Artes Cênicas e historiadora Andréa Sannazzaro e discute temas relacionados às áreas da história, filosofia, cultura, artes, cinema, música, literatura, sociologia, arqueologia e ciências.


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Nesta edição, uma entrevista com o baterista da banda Metralion, Roberto Loureiro, que aborda a história do grupo, os projetos em andamento e o lançamento do CD "Requiem for a Society". Participe e conheça esta banda de metal brasileiro.

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Na terceira temporada, o Bate Papo Cultural retoma as atividades em 2022 com uma conversa com o professor e historiador Dimas Jr, que compartilha suas experiências, publicações e pesquisas relacionadas à história do futebol.

Com apresentação do cronista Ulisses Santos, editor de Política no RS, o Bate Papo Cultural é transmitido toda sexta-feira, às 20h, sempre com uma conversa sobre política, sociedade, música, artes, cinema e literatura.


Adquira o livro Futebol & Copas - Uma aula de História: https://bit.ly/3MsHUTY

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Poesia e artes visuais se definem com sensibilidade, mas também muito rigor. Será possível um encontro entre elas? Este é um dos temas deste #Humanidades com artista visual e poeta Tolentino Ferraz. Como ambos processos artísticos podem se cruzar, influenciar e se somar? Como eles podem se unir e como eles podem se separar?

Exibido a cada 15 dias, o Humanidades têm a condução da mestra em Artes Cênicas e historiadora Andréa Sannazzaro e discute temas relacionados às áreas da história, filosofia, cultura, artes, cinema, música, literatura, sociologia, arqueologia e ciências.


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Conversa com a pesquisadora, bailarina e professora Carol de Pinho sobre as múltiplas expressões corporais, possibilidades de criação artísticas e construções subjetivas do corpo em suas mais diversas poéticas.

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Olá caros leitores. O romance "Vidas secas" de Graciliano Ramos, escritor alagoano, retrata a família de retirantes sertanejos fugindo da fome e da miséria. Interessante notarmos que da sua primeira publicação em 1938 a fome e a miséria continuaram sendo pautadas no semiárido nordestino e afugentando o povo da sua terra por um longo período. 

Tem gente que vai dizer: mas a culpa não é do bioma da caatinga? Anos após a publicação do livro, em meados de 1952, a seca daquela época levou a composição da música Vozes da Seca, de autoria de Luiz Gonzaga e Zé Dantas, que apelava para a SUDENE (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste) que fizesse algo a respeito, fornecesse trabalho e renda. A saída de nordestinos ou nortistas, como eram chamados antes aqueles originários dessa região, para o Rio de Janeiro ou São Paulo levou não apenas a mão de obra que construiu essas cidades, mas também modificou as estruturas e a lógica pela sobrevivência em uma terra estrangeira dentro de seu próprio país. 

Se no pós-abolição os negros sem estrutura alguma ocuparam os morros, que, por sua vez, serviram de base para as favelas no Rio de Janeiro, não diferente os retirantes na busca de uma vida mais digna ocuparam as comunidades periféricas de São Paulo. Na realidade, mesmo após o chamado período modernizador nos anos 60 e 70 as cidades, as capitais vistas como lugar de oportunidades, não facilitou a vida de quem era pobre, fosse no sudeste ou mesmo no nordeste, como em Salvador, só aumentou o contraste de bairros planejados (pessoas de altos recursos) e desordenados, onde a periferia se levanta e as vidas continuam secas independentes de serem retirantes do sertão.


É seca de oportunidades para nós menos favorecidos, mas abundante e farto para muitos, um palanque que abre oportunidades de perpetuação política, discursos prontos cheios de persuasão. O capitalismo que não tem dó nem piedade toma, suga e convence a muitos de como é necessário. Somente na primeira década deste século 21 é que o Brasil saiu do mapa da fome a partir de programas sociais, mas, sempre com alguém se sentindo prejudicado em seus negócios sórdidos. 

A falta de empregos e de políticas que implicam na sustentação da vida, como, por exemplo, auxiliando os mais pobres na compra de alimentos tem crescido absurdamente. A pandemia da Covid-19 iniciada em 2019, com os primeiros casos noticiados na China, logo chegou ao Brasil com casos gritantes a partir de março de 2020. A vida mudou repentinamente e a transmissão local atingiu em cheio fosse pela doença ou pela fome, já que muitas pessoas perderam empregos ou morreram pelo contágio. Nas redes sociais e alguns canais de comunicação a campanha pelo #FIQUE EM CASA não contemplou a todos, visto que muitos tiveram de se aglomerar nos ônibus para trabalhar como no caso dos que tiveram seus empregos garantidos. 

A pressão para que o atual governo fornecesse uma renda fez com que a Câmara dos Deputados aprovasse o auxílio emergencial de 600 reais em 2020 e de editais de socorro à cultura, como a Lei Aldir Blanc. A lei mostrou que a cultura é essencial, não é coisa de vagabundo que suga do governo. Todos famintos pela arte. Um ano se passou e continuamos lidando com a fome e com perspectivas bem desanimadoras. A nova manobra política de manutenção da fome é o fim do Bolsa Família e a substituição pelo Auxílio Brasil, que terá validade até 2023. 

As notícias de roubo pela fome têm crescido e, paralelamente, a assistência social diminuído, ou seja, uma conta que não fecha. Esperamos que em breve a situação mude e o País saia novamente do mapa da fome. Como escrevi num poema, "temos fome de comida, de cultura e muitos desertos no pensar. Outro mau caratismo é sobrenome e não querem compartilhar, nem o pão, nem os espaços. Não querem se contagiar. Filé mignon consomem mas jogam o osso pra engasgar". E até o osso está sendo vendido, caro, como vimos nos noticiários.

Vidas secas agora é retrato do Brasil e não se limita mais ao sertão. A falta de perspectiva adentra as grandes cidades, periferias, refletem na economia. Até o termo "nem nem" foi criado. Nem estuda, nem trabalha, mas o pior são os desocupados, tantos desempregados no Brasil serem classificados de desocupados ao meu ver fere a dignidade dos que lutam pelo sustento.

Reflexo do desemprego tem sido o inchaço do trabalho informal, o mercado ambulante infla a concorrência e a falta de espaço aumenta. A fome é uma construção política há muito tempo. Note que na história tivemos como símbolo do messianismo o Antônio Vicente Mendes Maciel, o Antônio Conselheiro no Sertão de Canudos na Bahia. Pobres esquecidos com fome e sem assistência se refugiaram nas palavras e na estrutura de vida comunitária onde se repartia o pão. Atualmente grupos de agricultura familiar e de movimentos como o MST doam os alimentos que produzem sem agrotóxicos, diferente dos grandes e médios mercados que encareceram seus produtos em meio à desgraça dos últimos 100 anos. É preciso estendermos as mãos e alimentar a quem precisa, regar as vidas para que a chuva faça florescer.

O entrevistado deste episódio é Gustavo Leutwiler Fernandez, guia turístico e analista de comunicação e marketing, em uma conversa sobre turismo e voluntariado.

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Dança contemporânea, produção artística e intervenção no espaço público são alguns dos pontos a serem debatidos no Humanidades. Os múltiplos processos criativos possibilitados por meio da dança são os eixos do bate papo com o dançarino, produtor cultural e performer Ítalo Augusto. Suas múltiplas experiências e práticas artísticas são os temas que conduzem as reflexões possíveis para o universo da humanidades.

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