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Amigos! Infelizmente os jogos olímpicos Rio 2016 chegaram ao fim. Porém fica um gosto ótimo, após o ouro no futebol, o feito histórico de Isaquias Queiroz, o "Time Brasil" fechou a olimpíada com chave de ouro no sentido mais literal possível, faturando o título no Vôlei Masculino ante a Itália. Vamos juntos conferir os destaques finais deste evento que ficará eternizado em nossos corações e nos corações do mundo, sem sombra de dúvidas.




E não poderíamos encerrar nossa participação nos jogos de melhor forma. O time de Bernardinho foi mais uma vez perfeito assim como na semi ante a Rússia e faturou num 3-0 espetacular o tricampeonato olímpico, o jogo teve as parciais de 25-22, 28-26 e 26-24. 

No primeiro set os momentos iniciais assustaram, com a Itália abrindo frente, mas por pouco tempo. Mas logo o time brasileiro passou á frente com grande participação de Lipe, muito questionado que cresceu demais durante a competição. Logo o time se colocou á frente e não deu sopa pro azar, fechamos bem o primeiro set.

Os outros sets foram muito parecidos, com os italianos até largando bem, mas nosso time sempre equilibrando antes ainda da metade e virando dali em diante. A força da torcida funcionou muito bem, o apoio motivava o time brasileiro a se manter sempre muito ligado no jogo e praticar seu auge, enquanto os insucessos e o apoio ao time local, fizeram com que os italianos sentissem o jogo e cometessem falhas importantes.

No último set muito equilíbrio, os italianos lutaram duro e mantiveram o jogo igual até perto do fim, mas o Brasil passou a frente e eles voltaram a errar. Era claro o abatimento e foi nesse momento que nosso melhor jogador apareceu de forma ainda mais decisiva, Wallace foi o responsável pelo sprint final de pontos, que culminou com o ataque de Lipe que fechou o jogo, exibição perfeita, absoluta de um Brasil, que conseguiu a redenção em casa.


Redenção, essa palavra exprime tudo que esse time passou, a desconfiança após as derrotas na fase de grupos, antes até, pelo time não contar com Murilo e Sidão, que estão nesse momento em plena atividade, portanto poderiam sim fazer parte do grupo. Mas esse cara que está sendo erguido aí, mostrou novamente que sabe a razão de suas decisões. Esse time mostrou que a renovação não foi "forçada" como muito se sugeriu no meio, esse elenco estava absolutamente preparado para recolocar o Brasil no lugar mais alto do pódio, as lágrimas não foram apenas de alegria, foram de um sentimento de peso retirado das costas após duas pratas, que são também muito importantes, mas eles mais do que ninguém sabem que são plenamente capacitados para levar o Brasil ao lugar mais alto do pódio e o fizeram, em casa.

Sem sombra de dúvidas temos talentos de sobra, seguiremos muito fortes no masculino e também no feminino, onde disseram muita bobagem, mas acabamos perdendo para as campeãs. O desejo agora é que esse trabalho continue sendo conduzido por Bernardinho no masculino e também por Zé Roberto Guimarães no feminino, afinal, não há ninguém melhor do que eles para comandar a renovação desses vitoriosíssimos times por eles formados.




Na Maratona masculina, o ouro foi (claro) para o Quênia, com Kipchoge, a prata com Lilesa/ETI e o bronze com Rupp/EUA. 

O brasileiro Marílson dos Santos encerrou a carreira de forma modesta, terminando a prova na 59ª posição, mas fez uma avaliação positiva de sua carreira como não poderia deixar de ser, teve momentos brilhantes.

O melhor brasileiro na prova foi Paulo Roberto de Paula, na 15ª posição. Boa revelação nas provas de fundo. Solonei da Silva que já tem um pouco mais de rodagem ficou na 78ª posição.



Vale destacar o ouro dos EUA no Basquete, mais do que favoritos evidentemente pela qualidade que tem. Não vinham bem nos jogos, mas "acordaram" após despachar a Argentina nas quartas e mostraram uma qualidade muito superior aos rivais.

No primeiro período até que a Servia conseguiu equilibrar o jogo, mas do segundo em diante foi um show americano, o time sérvio se perdeu emocionalmente e também fisicamente e acabou perdendo por larga margem, 96-66.  O bronze ficou com a Espanha, que bateu a Austrália por 89-88 em um duelo espetacular.


Quadro final de Medalhas




















Por fim, gostaria de agradecer, de coração, á todos que nos acompanharam neste árduo, solitário e humilde, mas absolutamente GRATIFICANTE trabalho de cobertura analítica dos jogos. Foi uma honra incomensurável, mas esta ainda não é a despedida definitiva, durante a semana voltaremos com a Análise de Desempenho, que compreenderá o "Time Brasil", e um tópico sobre a organização dos jogos e a nossa avaliação pessoal, que fica principalmente á cargo de vocês. Que tenhamos cumprido a nossa missão e que venha a saudade. Muito obrigado.




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Imagens: AP, AFP, Reuters, Rio 2016 (site) 






Amigos! Estamos de volta para mais um Resumão Olímpico, para falar de conquistas para o Brasil e demais destaques dessa reta final dos jogos Rio 2016, nesta que é a penúltima edição do quadro que tive a honra de conduzir aqui. Vamos juntos!




Isaquias Queiroz "o cara que traz as medalhas pra nós", o nosso "Oea" prometeu e cumpriu. O obstinado atleta da Canoagem tinha como meta conseguir três medalhas e se tornar o brasileiro com mais medalhas em uma única edição dos jogos, conseguiu.

Ele já havia ganho a prata no individual 1000m e o bronze nos 200m. Veio a apoteose nas duplas, ao lado de Erlon de Souza o garoto de 22 anos fez uma grande prova, ficou 750 metros na primeira colocação. Eles foram pressionados pela canoa russa mas conseguiram abrir dianteira. Mas novamente a pedra no sapato Brendel/ALE foi buscar o ouro, desta vez ao lado de Vandrey. Isaquias até se irritou ao fim da prova por ter ficado com a prata, mas logo percebeu-se do feito histórico e comemorou muito, inclusive exaltando o companheiro de canoa. O bronze na prova ficou com a dupla ucraniana Ianchuk e Mishchuk. 

Isaquias é sem sombra de dúvida (além claro, do futebol que conquistou o inédito ouro e tem um impacto incomparável no Brasil) o grande destaque do "Time Brasil" nesta edição em casa, dos jogos olímpicos. Elevou a canoagem brasileira a um nível inimaginável, figurou no pódio em duas distâncias bem distintas, os 200m e os 1000m e ainda teve esse feito inédito de conseguir três medalhas, quase que duas de ouro é bom citar. Tudo isso com apenas 22 anos, é magnífico, é um atleta que tem, no mínimo mais dois ciclos olímpicos pela frente, vem muito mais por ai. Tomara que decisões erradas não perdurem, como tirá-lo das duplas, por que um outro atleta estava e ficou triste, isso não é critério, o critério é desportivo, quem estiver melhor que vá para as competições e Isaquias mais do que mostrou do que é capaz, que essa decisão de seu treinador seja revista. E não seria exagero nenhum, tirar o nome do portuga e tornar a Lagoa Rodrigo de Freitas em Lagoa Isaquias Queiroz, um brasileiro, com traços indígenas, que veio do interior da Bahia pra orgulhar o Brasil, seria uma medida justa e patriótica.




No Vôlei masculino, o time brasileiro fez um jogo irretocável ante a Rússia para avançar á final, que acontece neste último dia dos jogos ás 13:15.

Lucarelli e Lipe, que manifestaram lesões na batalha ante a Argentina jogaram e jogaram bem, como todo o time que se manteve á frente do placar o tempo todo do jogo, ante uma equipe forte que não se entregava e tentava á todo custo equilibrar as ações, sem êxito. Vitória por 3-0, parciais de 25-21, 25-20 e 25-17. Vamos ficar na torcida para comentar mais um ouro para o Brasil, o sétimo nesta edição dos jogos, que já tem superado o recorde de medalhas para o Brasil.




No Futebol Feminino infelizmente não veio também o bronze. O time entrou em campo claramente ainda desnorteado pela perda da vaga na final, errou bastante, cedeu espaços ao jogo físico do Canadá, que acabou aproveitando e vencendo por 2 x 1. Nada de "fracasso" em relação á esse time, quem diz isso realmente não acompanha o que essas jogadoras passam, a maioria sequer tem clube pra jogar. Não basta termos o talento de Marta e Cristiane (que devem deixar a seleção) e também de Formiga (que com 38 anos, deixa a seleção), é preciso investimento em estrutura, estimular a criação de um calendário de temporada completa para o futebol feminino no Brasil, fazendo com que grandes clubes tenham departamentos profissional e de base ativos, também para as mulheres. A renovação não é um processo fácil, já vimos isso nestes jogos e a tendência não é boa. Vale o apelo de Marta, não vamos como população deixar de apoiar o futebol feminino, ao contrário, vamos exigir que haja a devida valorização.


Atletismo

 Outro feito histórico foi desse cara ai, Usain Bolt fechou a trinca de ouros nos 100, 200 e 4x100m rasos nestes jogos Rio 2016. O atleta que anunciou que não vai para Tóquio 2020 (e que esperamos que mude de ideia) venceu o revezamento com larga margem como sempre, ao lado de Asafa Powell, Nickel Ashmeade e Johan Blake, com o tempo de 37.27s. A prata ficou com o Japão e o bronze com o Canadá de De Grasse, após a eliminação dos EUA por pisarem na linha. O time brasileiro passou a linha de chegada em 8º, mas ficou com a 6ª posição após as punições de EUA e Trinidad & Tobago. 


Na Marcha Atlética 50km masculina um momento marcante que chegou a ofuscar o ouro, o atleta francês, favorito na prova Yohann Diniz passou mal, teve um problema intestinal, desmaiou. Mas não desistiu, ele que liderava a prova então, conseguiu voltar heroicamente e terminar a prova na 8ª colocação. Mais uma prova de que não pode continuar havendo preconceito com a modalidade, ninguém "rebola", são as regras do esporte, imagine ter de "andar" em alta velocidade, sem tirar um dos pés do chão em momento algum, tendo que pisar com o calcanhar passando pela planta até a ponta do pé, sem erro? É uma modalidade dificílima, talvez a mais dura do Atletismo, (há também, claro, Triatlo, Decatlo, pentatlo que são duríssimas) portanto é preciso respeitar, entender e admirar esses verdadeiros heróis e heroínas.

O ouro na prova ficou com Toth, da Eslováquia, a prata com Tallent/AUS e o bronze com Arai/JAP. O brasileiro Caio Bonfim foi o 9º, novamente o melhor brasileiro na prova, que contou com o 29º Jonathan Rieckmann e com Mário Santos que abandonou no Km 15. No feminino estivemos perto da medalha com Érica Sena, que ficou na 7ª posição. O ouro ficou com Liu/CHN, a prata com Gonzalez/MEX e o bronze com Lu/CHN. 




E mais uma "surpresa", mais uma medalha para o   Brasil nos jogos Rio 2016. Maicon Siqueira conquistou o bronze no Taekwondo, na categoria acima 80Kg, ao bater Cho/GBR numa luta duríssima, onde o brasileiro começou atrás na contagem dos golpes, mas foi obstinado para conquistar a virada e mais uma medalha para o país, além claro de um feito pessoal magnífico, outro atleta que viveu muitas dificuldades. O placar da luta foi de 5-4 para o brasileiro, que fez história sem sobra de dúvidas. Foi a segunda medalha na modalidade, a primeira no masculino. A anterior havia sido em Pequim 2008 com Natália Falavigna, também um bronze na categoria acima 67Kg. O ouro ficou com Isaev do Azerbaijão, a prata com Alfaga do Niger, que havia eliminado o brasileiro da disputa pelo ouro e o outro bronze com Cha/COR. 




E fica o convite novamente, para acompanharem nossa crônica do ouro no futebol (clique) e nossa edição final deste quadro, tomara que comentando o ouro no vôlei masculino.





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Imagens: AFP, Reuters e COB. 





Amigos, que jogo! Um enredo perfeito pra uma conquista histórica. Nervosismo e pressão extremas durante o jogo, inclusive com alguns dos principais jogadores do time sentindo e rendendo menos. O craque do time aparecendo pra decidir. Disputa de pênaltis com decisão na última série, definindo a conquista inédita do ouro no futebol, em casa, no maior palco futebolístico do planeta. Vários ingredientes fizeram essa conquista histórica para o futebol brasileiro. Vamos juntos analisar o 1 x 1 ante a Alemanha com bola rolando, o títulos nos penais e o que vem daqui em diante para essa geração.


A etapa inicial foi bastante dura, o jogo brasileiro não encaixava, a pressão parecia atordoar sobretudo dois dos craques do time Jesus e Gabriel. Antes de sair na frente era o time alemão quem controlava as ações, chegando com perigo e com a trave nos salvando de sair atrás no placar, o que seria um desastre. Mas Neymar tirou um coelho da cartola ao acertar um gol fenomenal de falta, no Maraca, um gol que Zico assinaria com tranquilidade. Mesmo com o gol, os adversários seguiram dando trabalho e perigo, novamente lá estavam a trave e Weverton para nos salvar, fomos ao intervalo em vantagem.


Na etapa final o Brasil voltou ainda um tanto fora do seu máximo e num erro na saída de bola o time alemão chegou ao empate com o promissor Meyer, após cruzamento vindo da direita. Aos poucos o time de Micale fez o que tinha de fazer, inicialmente de forma desorganizada, mas depois com qualidade, o time foi pro ataque e passou a comandar o jogo. A entrada de Felipe Anderson na vaga de Gabriel que parecia sentir o jogo, fez o time ganhar um dinamismo maior no ataque, apesar do atleta da Lazio titubear em momentos de finalização. A produção ofensiva aumentou, mas não o suficiente pra que o time chegasse á vitória no tempo normal, veio a prorrogação.



Prorrogação esta onde o equilíbrio e a tensão predominaram, mais uma vez Felipe Anderson teve chance de gol, mas sem êxito. Neymar finalizou por cima na ânsia de marcar e o jogo foi mesmo para os penais.

Tensão extrema, cobranças perfeitas de lado a lado, com Weverton esperando e quase pegando. Até que veio a série final, o experiente (assim como os irmãos Bender, o camisa 17 é um dos jogadores acima dos 23 na Alemanha) atacante Petersen bateu e desta vez o goleiro do Furacão fez a defesa pra explodir o maraca, que veio abaixo com a cobrança de Neymar, que deu o título olímpico, a inédita medalha de ouro para o Brasil.



Foi um jogo espetacular de futebol, com todos os ingredientes que podem haver numa decisão que envolve tal enredo. Duas equipes que lutavam por um título inédito em olimpíadas (A Alemanha Oriental foi campeã em 76, porém não se considera como um título para a Alemanha reintegrada) o Brasil em casa, com uma geração que trouxe uma expectativa muito grande antes dos jogos, após insucessos consecutivos, um deles ante a própria Alemanha, o fatídico 7 x 1. Vexame que aliás, não está de maneira nenhuma vingado e não seria de maneira nenhuma vingado nessa decisão, mesmo que fizéssemos 10, são contextos diferentes, o time alemão tem talentos interessantes que aparecerão no futuro, mas são na essência um time de base, se alguém citar "vingança" será puro folclore . Não houvesse tudo isso, ainda tivemos muita tensão num jogo que culminou em prorrogação e em uma decisão por penais de tirar o fôlego.

Numa decisão como essa, qualquer que vença será merecedor. No que foi o jogo e na necessidade que esse time do Brasil tinha de dar uma resposta e acima de tudo uma esperança ao povo brasileiro, foi mais do que justa essa conquista. Com protagonismo de Neymar, com um Weverton que chegou sob desconfiança sendo um dos heróis da decisão, com Jesus e Gabriel que não atuaram bem nesse momento culminante, mas foram peças fundamentais nessa campanha vitoriosa e a expectativa é sim, a melhor possível.

Esse time precisou receber um choque pra atuar como um elenco, pra que todos pudessem mostrar seu futebol em prol do time e não de individualidades, de um grande craque que é Neymar. Após a presença de Tite, que certamente ajudou Micale a colocar esse time nos trilhos, o grupo cresceu e deu os resultados que pode. Alguns desses jogadores podem servir de base para o novo momento da seleção principal, isso certamente será notado na convocação (já feita) que será anunciada já nesta segunda por Tite. Nada contra e muito á favor de uma colaboração entre o técnico que conduz o time principal, com uma seleção que serve ao time principal. Afinal, á parte do sonho e obsessão pelo ouro olímpico, o objetivo de seleções e times de base é formar os futuros times e nisso essa geração pode ser muito importante, como foram as anteriores. Mas num momento onde estamos muito necessitados de talentos.

Esse time conseguiu responder EM CAMPO, NA BOLA as corretas críticas que recebeu e proporcionar esse momento épico. É claro que há muito trabalho pela frente, mas esses caras, com um comando técnico adequado, podem, até mesmo com a administração que temos, recolocar o Brasil no hall das principais forças do futebol em termos de competitividade. Nosso nome, nossa história jamais foi e jamais será abalado, mas precisamos e podemos á partir desta geração, voltar a ter BOLA pra estar entre as seleções dominantes no futebol mundial.





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Imagens: AFP. 




Amigos, mais um Resumão Olímpico, analisando essa reta final dos jogos Rio 2016 em seus 12º e 13º dias de competições, com muitas emoções no Vôlei, com o Brasil avançando na quadra, com ouro no masculino e prata no feminino nas areias. Com mais medalha de Isaquias Queiroz na busca do recorde. O ouro espetacular no Iatismo com Martine Grael e Kahena Kunze. E mais destaques, vamos juntos.




E a Vela nos deu uma alegria gigante, Martine Grael e Kahena Kunze entraram na medal race da classe 49er FX com reais chances de ouro, mas também com reais chances de ficar apenas na 4ª posição na classificação.

Mas nossas meninas foram perfeitas, em desvantagem na penúltima passagem, elas tiveram a leitura estratégica de mudar sua posição para pegar uma corrente diferente, as únicas que foram para essa estratégia, o que surtiu efeito e fez com que abrissem vantagem, na última virada de boia o time de Maloney e Meech/NZL, mas a vitória veio com drama, uma aproximação perigosíssima nos metros finais da prova. Mas as brasileiras acabaram cruzando a linha de chegada com uma vantagem mínima de dois segundos, o suficiente para garantir o ouro. O bronze ficou com Hansen e Iversen/DIN.

Seria triste bater na trave como com Robert Scheidt e Jorge Zarif em suas respectivas classes. O primeiro com sua missão mais do que cumprida no Iatismo, com nada menos que cinco medalhas olímpicas e que teve de se readaptar á classe laser, com a exclusão da classe star do programa olímpico. E Zarif com toda uma carreira pela frente e que vem forte pra Tóquio 2020.

O Iatismo é talvez o esporte olímpico com mais estrutura, muito pela iniciativa privada, com os Iate Clubes, sobretudo no Rio, mas também com apoio da Marinha. Foi cumprida a missão de manter a escrita histórica de medalhas olímpicas na modalidade em grande estilo, com o sobrenome Grael seguindo representando muito bem o país e a certeza de novas medalhas nos próximos ciclos.




Vôlei Masculino - Num jogo de fortes emoções, o Brasil derrotou a Argentina por 3-1, com tons de dramaticidade para ambos os lados com as lesões de Lucarelli e Lipe do lado brasileiro e do principal jogador argentino Conte. Mas valeu a festa no final para o time comandado por Bernardinho, que avança as semifinais para encarar a Rússia. 

O jogo se desenvolveu de forma muito franca e equilibrada. No primeiro set o Brasil foi preciso para vencer por 25-22. No segundo preocupação, a Argentina passou a acertar tudo que tentava e fez 17-25. Mas o time brasileiro conseguiu se impôr no terceiro set vencendo por 25-19. No set final muita disputa, os hermanos venderam caro a derrota por 25-23, numa grande atuação de Lucão e Wallace, destaques da partida.



Vôlei de Praia

No masculino, um jogo perfeito de Alison e Bruno Schmidt, ante os italianos Nicolai e Lupo. Com o primeiro usando toda sua experiência em bloqueios, em ataques precisos, com o segundo fazendo jus ao apelido de "mago" e derrubando bolas decisivas. Era necessária uma atuação perfeita para ganhar a medalha de ouro e ela veio, com parciais de 21-19 e 21-17, uma vitória por 2-0 rápida e inconteste, que pra quem realmente acompanha o esporte é de suma importância, visto que o Brasil não é hegemônico no esporte, ao contrário do que muitos colocam.


No feminino, Larissa e Talita caíram ante o time americano da lenda Walsh e de Ross. Num jogo onde Talita parou no bloqueio adversário, o resultado foi de 2-1 para as adversárias (21-17, 17-21 e 15-9) o time não conseguiu virar as bolas de ataque no tie-break e acabou ficando sem o bronze. 

Na disputa da medalha de ouro, Ágatha e Bárbara também caíram ante as alemãs Ludwig e Walkenhorst por 2-0, (21-18 e 21-14), num jogo de total domínio das adversárias. No primeiro set as adversárias já haviam aberto frente, equilibramos no final, mas não o suficiente para impedir o fechamento. No segundo bateu o desespero, a dupla cometeu erros que somados ao jogo de altíssimo nível das adversárias, impossibilitaram a vitória. Mas valeu a prata, pra quem não acompanha o esporte, essa ideia de que o Brasil é hegemônico na praia é utópica. Muito pelo contrário, basta analisar os resultados das últimas edições dos jogos. Importante ver revelações como Ágatha, Bárbara e Talita já jogando num nível tão alto, tem muito ainda pela frente e vejamos qual a decisão de carreira que tomará Larissa. 




No Handebol, nossa equipe masculina se despediu nas quartas de final com um bom jogo ante a França, campeã olímpica e mundial. O time fez um primeiro tempo muito equilibrado, enxergou a possibilidade de vitória e acabou perdendo um pouco o prumo do jogo na etapa final, onde os adversários conseguiram abrir vantagem e vencer por 34-27. Mas foi uma campanha histórica, o time foi embalado pelo sucesso do time feminino e pela torcida espetacular na Arena do Futuro. É uma geração nova, o time perde somente o goleiro Maik para o próximo ciclo, é fazer com que esse êxito tanto no masculino como no feminino (apesar do time feminino ter chegado com claras chances de medalha, foi nosso melhor resultado na história) fomente um incentivo maior á modalidade, desde a base, até a criação de uma liga nacional forte. 


Vale destacar também na Luta Olímpica um feito histórico, Kaori Icho/JAP sagrou-se nada menos que a única feminina atleta a ser tetracampeã olímpica, ficando com o ouro na categoria até 58 kg. 



No Basquete masculino, o destaque evidentemente vai para a vitória dos EUA ante a Argentina, que fez um grande começo de jogo com Campazzo novamente muito feliz nos arremessos, bem como Scola e Nocioni. Mas antes ainda do fim do primeiro período o time americano acordou e deu show. Durant foi o cestinha do jogo com 27 pontos mas quando o time largou na frente as atuações individuais do time foram todas excelentes, não permitiram em momento algum que a Argentina fizesse menção de encostar no placar. A despedida de Manu Ginobili foi emocionante, assim como ele, devem se despedir da seleção os demais remanescentes do ouro em 2004: Nocioni, Scola e Delfino, sob o comando de Rubén Magnano que hoje comanda a seleção brasileira. O time americano encara nas semi a Espanha que sem dificuldades superou a França por 92-67. Do outro lado da chave semifinal, o confronto é entre Austrália e Sérvia. 



No Atletismo, destaque para o revezamento 4x100m onde nossa equipe masculina se qualificou para a final com o oitavo tempo, com 38.19s. Já no feminino tivemos o nono tempo e ainda fomos desqualificados por invadir a raia americana, que inclusive derrubou o bastão e recorre se dizendo atrapalhada pelas brasileiras.

E destaque claro para Usain Bolt que segue fazendo história nos jogos Rio 2016. "Com o pé nas costas", o jamaicano venceu os 200m rasos e faturou o tricampeonato olímpico com o tempo de 19.78s. De Grasse/CAN ficou com a prata e Lemaitre/FRA foi a surpresa da prova ficando com o bronze.

Vale destacar também no Arremesso de peso, o desempenho do brasileiro Darlan Romani, que estabeleceu novo recorde brasileiro com a marca de 21.02m, garantindo assim a 5ª posição na prova, um atleta jovem que tem ao menos mais um ciclo pela frente. O ouro ficou com Crourser/EUA que bateu o recorde olímpico com 22.52m, a prata com Kovacs/EUA e o bronze com Walsh/NZL.




Na Canoagem de velocidade, 200m individual, Isaquias Queiroz segue fazendo história, em busca do recorde de medalhas para um atleta brasileiro em uma única edição dos jogos. O atleta conquistou sua segunda medalha, o bronze, ao ficar na terceira colocação. 

Ficou para ele um sentimento de frustração pela largada ruim, ainda mais após o desempenho que teve na semifinal, mas medalha não tem cor, valeu a recuperação na chegada da prova pelo bronze e nas duplas C2 1000m, o atleta ainda briga por mais uma medalha, quem sabe não pinta recorde em grande estilo, com ouro. Valeu Isaquias, nosso "Oea". O ouro ficou com o atual campeão olímpico ucraniano, Iurii Cheban e a prata ficou com Demyanenko do Azerbaijão. 




Com as medalhas conquistadas nestes dois dias de competição, o Brasil atinge 15 medalhas no total, cinco de ouro, cinco de prata e também de bronze, momentaneamente na 13ª posição no quadro de medalhas. Um grande desempenho e ainda temos no mínimo mais uma medalha, que pode ser de ouro no futebol masculino, além de possibilidades no hipismo, possibilidades com o próprio Isaquias Queiroz e claro, a possibilidade do bronze com nossas meninas do futebol. Vamos Brasil!




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Imagens: Reuters, AP, AFP e COB. 






Amigos, o que se viu hoje no Maracanã foi uma redenção de um time cheio de desconfiança pelas atuações nas duas primeiras partidas e com questionamentos de postura e de comando. É claro, o gol no início, na primeira bola, abriu caminho pra que de forma leve e com total controle das ações, o time construísse o três vira, seis acaba, que remete as brincadeiras antigas (hoje o negócio é ficar o dia inteiro na frente do PC jogando "Counter Strike" e derivados) nas periferias do Brasil, um 6 x 0 ante um Honduras que havia despachado a Argentina. Mas, grandes feitos geram grandes responsabilidades, o ouro precisa vir.


E foi mesmo na primeira bola, a abertura do caminho para essa grande vitória, o Brasil forçou na saída de bola, fez com que o time adversário recuasse, Neymar foi pra cima do defensor adversário e roubou a bola para abrir caminho para a vitória, com apenas 14 segundos de jogo, o gol mais rápido da história da seleção brasileira e dos jogos olímpicos (marca que anteriormente era de nossa seleção feminina com 19 segundos). O gol tirou qualquer peso que certamente estava em nossas costas e transferiu toneladas para os adversários. Que foram totalmente dominados e passaram a bater sistematicamente, Neymar que chamava o jogo e centralizava nossas ações era o grande alvo das porradas, só não precisava ter sido desrespeitoso com o árbitro.

Até então sumido no jogo, Jesus "ressuscitou" (haha), achado por Gabriel e marcou o segundo. O atleta que será comandado por Guardiola em 2017 fez também, o terceiro em jogada de Neymar, um placar acachapante na etapa inicial pra definir a ida á final e trazer de volta a torcida de vez, foi um lindo espetáculo no Maraca. 


Mas era só o primeiro tempo, havia toda uma segunda etapa pela frente e o time seguiu intenso, com Renato Augusto (pois é) distribuindo o jogo muito bem, com o time seguindo com ímpeto e seriedade. O quarto gol veio logo no início com Marquinhos após cobrança de escanteio. Quem nos acompanha sabe que tenho restrições a ele no miolo de zaga. Mas é um líder nato, um rapaz muito sério e um jogador de qualidade inegavelmente, gol pra coroar sua seriedade e liderança nesse time. Outro que merecia muito era Luan, pela sua movimentação, por dar outra dinâmica á esse time e veio seu gol após linda troca de passes. Pra finalizar a festa e completar a "brincadeira", Neymar de pênalti acabou recebendo um prêmio pela atuação convertendo penal, o melhor em campo foi o artilheiro da partida, até nisso os "Deuses do futebol" (que só pra avisar, não foi Mano Menezes quem inventou) conspiraram á favor.



É claro que o gol no início facilitou tudo, mas houve uma clara e fundamental mudança de postura desde a presença de Tite na Bahia para o jogo ante a Dinamarca, após isso o time só cresceu, o talento individual de todos passou a funcionar em prol do objetivo e do jogo coletivo. Essa foi uma mudança fundamental e não se deve polemizar e criticar essa presença e esse auxílio de Tite, afinal a seleção de base visa formar para a principal, ou não? Além disso, este é um título sonhado por todos, pela CBF (é..), pelos atletas, pela crônica esportiva e sobretudo pela população. Nenhuma adversária nestas olimpíadas tem tamanho foco e anseio dessa conquista, é mais do que natural então que os esforços se concentrem nesse objetivo e seguindo essa linha, duas cabeças focadas e inteligentes, evidentemente pensam melhor do que uma.

Porém há como dissemos lá no início, o outro lado da moeda, a responsabilidade, a expectativa, o anseio por esse título está ainda maior depois dessa convincente atuação na semifinal. Evidente que é folclórico imaginar que uma vitória sobre a Alemanha possa representar o que foi aquele 7 x 1, evidente que não, se acontecer vai ficar para a zoação esportiva, mas é um time que não é o principal, que não trouxe grandes nomes acima de 23 anos. A Alemanha encara esse torneio como um torneio de base apenas. Por isso, caso a vitória não venha será um baque muito grande para esses meninos. Vamos torcer, estão demonstrando agora sim, o futebol que podem, que façam isso também na final e consigam o inédito ouro, dentro do Maraca.




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Foto: LancePress. 




Amigos, esse foi um dia de tirar o fôlego nos jogos Rio 2016, com derrotas muito sofridas e vitórias magníficas, como o inédito ouro no Boxe e a também inédita prata na canoagem. Momentos que entram para a história do esporte brasileiro, vamos juntos.



Após vencer na semifinal o grande favorito na categoria ligeiro na semifinal, o brasileiro Robson Conceição fez uma luta fantástica contra Sofiane Oumiha/FRA para conseguir um feito inédito. O ouro olímpico para o boxe do Brasil.

Na luta, o primeiro round foi bastante equilibrado, mas acabou terminando com vitória para o nosso baiano. Á partir do segundo round ficou muito clara a superioridade de Robson, que impôs seu melhor boxe e faturou o que sempre colocou como objetivo, a histórica medalha de ouro. Robson carregou com maestria a tradição do boxe da Bahia e do Brasil e fez a festa da torcida brasileira.




O nosso "Oea" (brincadeira em referência ao mascote da Copa de 2014, feita nas Redes Sociais) Isaquias Queiroz fez o Brasil acordar com muita alegria, ao conseguir uma prata inédita na canoagem de velocidade, 1000m. 

O brasileiro e também baiano vem colecionando títulos na carreira e espera conquistar mais duas medalhas nas duplas nos 1000m e também nos 200m, vamos ficar na torcida.

O ouro na prova ficou com Sebastian Brendel/ALE e o bronze com Tarnovschi/MOL.




Na Vela, a lenda Robert Scheidt chegou a vencer a medal race na classe laser, mas acabou não conseguindo medalha, terminando na 4ª posição. Jorge Zarif também ficou no "quase", terminando na 4ª posição na classe finn. A esperança de medalha na modalidade segue, com Martine Grael e Kahena Kunze, que chegam na medal race na segunda posição e decidem medalha na póxima quinta.





No Polo Aquático, nosso time masculino também foi eliminado nas quartas de final, ante nada menos que a campeã olímpica Croácia. Caíram de pé, após uma campanha inimaginável, que o legado para a modalidade siga. O placar do jogo foi 10-6 para os europeus.


No Atletismo, Fabiana Murer encerrou a carreira de forma triste nos jogos Rio 2016, após ter sua preparação muito prejudicada por uma hérnia de disco. A saltadora não conseguiu nas três tentativas superar os 4.55m e deu adeus ao esporte (ao menos como atleta). Na mesma prova, Joana Costa que é esperança para o futuro na modalidade, não conseguiu superar os 4.15m.



Pouco depois da conquista na canoagem, as meninas do Handebol, credenciadas a buscar o ouro, encararam uma Holanda que veio com uma proposta de jogo muito clara, defesa alta e intransponível e contra-ataque mortal. Tal combinação fez nosso ataque sucumbir e tirou a possibilidade da inédita medalha olímpica.

Ficou claro ainda quando o jogo era equilibrado no primeiro tempo, o quão dificultoso era passar pela defesa, nossos gols saiam em arremessos de longe, em algum momento isso não seria mais a solução. Foi o que ocorreu, o time passou a parar na defesa e quando conseguia passar por ela, encontrava a melhor goleira do mundo, Wester, que fez um jogo magnífico, parando o ataque brasileiro, temido pelas potencias europeias. No fim do jogo, já sob larga desvantagem, o time se abriu e a derrota acabou ficando em 32-23, um resultado que nem o mais pessimista torcedor poderia imaginar, mesmo se considerarmos que a Europa detém as grandes potencias do esporte.

Vejam, é claro que fica um gosto amargo, pois esse time, essa geração tinha qualidade pra fazer ainda mais história, buscando uma final olímpica. Mas essas meninas, essa geração surgiu praticamente do nada, essa evolução que houve no esporte á partir do fim da década passada e ganhou notoriedade com o título mundial em 2013, tem mérito total das atletas e de Morten Soubak, que precisa continuar seu trabalho e tentar conduzir uma renovação. Vejamos quem vai seguir no próximo ciclo rumo á Tóquio 2020 e ter consciência que daqui em diante o trabalho será muito árduo, pois sem base, sem liga, fica difícil manter um padrão tão alto, como conseguiram essas meninas.


Vôlei de Praia

Emoções distintas no Vôlei de Praia, encerrando a noite olímpica, Ágatha e Bárbara tiveram uma atuação como a segunda, e bateram a tricampeã olímpica Walsh ao lado de Ross, dos EUA por 2-0 com autoridade, parciais 22-20 e 21-18, em uma partida fantástica, que as credencia a buscar o ouro. 

Já a até então grande esperança de ouro Larissa e Talita que já haviam rateado nas quartas, voltaram a demonstrar instabilidade e foram derrotadas por Ludwig e Walkenhorst/ALE por 2-0 (21-18 e 21-12) e lutarão pelo bronze, qualidade, sobretudo na experiência de Larissa tem para buscá-lo, basta recuperar o melhor jogo, afinal, as adversárias são duríssimas. 

E no masculino, Alison e Bruno Schmidt fizeram um grande jogo, para bater por 2-1 (21-17, 20-22 e 16-14) os holandeses Meeuseen e Brouwen. Que venham mais dois ouros e um bronze! 



A nossa seleção feminina de vôlei sofreu um duro revés, nas quartas de final acabaram surpreendidas por um jogo perfeito da China, lutaram ao máximo, num jogo de muita emoção e reviravoltas, mas não conseguiram evitar a derrota por 3-2 parciais de 15-25, 25-23, 25-22, 22-25 e 15-23 no tie break. Um sentimento de frustração enorme tomou conta de nossas meninas, algumas encerrando seu ciclo na seleção, mas é levantar a cabeça e ter ciência que deram o máximo. O time feminino é bicampeão olímpico, é claro que a conquista em casa era o que todos sonhávamos, mas acontece, um dia perfeito de uma adversária e o esporte implacável faz jus. Isso faz parte do esporte, bola pra cima e pra frente. 




Por fim, vale lembrar que temos chance de medalha também no Hipismo, vamos ficar de olho. 




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Imagens: Reuters e AFP. 





É amigos, infelizmente não deu pra nossa seleção feminina de futebol, após o empate em 0 x 0 ante a Suécia, a goleira Lindahl que já havia sido destaque no tempo normal, decidiu nos penais com duas defesas e encerrou o sonho do ouro em casa.


O Brasil dominou as ações durante toda a partida. Uma espécie de armadilha montada pela genial treinadora Pia Sundhage, bicampeã olímpica, que usou a mesma tática do duelo onde eliminou os EUA, uma defesa muito sólida. Que quando era vencida pelo time de Vadão, encontrava uma goleira mais do que inspirada á sua frente. Mesmo com Marta novamente chamando o jogo e criando muito, o time brasileiro não conseguiu durante o tempo normal e a prorrogação transpor essa atuação defensiva adversária e o jogo foi para a prorrogação.

Na prorrogação, as suecas até esboçaram alguma ousadia no início. Vadão finalmente foi pro tudo ou nada colocando Cristiane, na esperança de ter a alternativa ofensiva que faltava, sem a camisa 11 o time virou um "dar a bola em Marta", o que evidentemente não vai funcionar sempre. Mas infelizmente a centroavante acabou não sendo acionada, tivemos uma grande chance em falta com Marta na prorrogação, mas após outra grande intervenção da goleira sueca, o jogo foi cozinhado até os penais.

Nos pênaltis perdemos duas, Cristiane bateu muito mal e parou na goleira. Bárbara foi muito bem em quatro dos cinco penais, mas pegou um magistralmente, o que não foi suficiente, pois Andressinha parou na última cobrança brasileira em uma defesa magistral de Lindahl pra fechar uma exibição épica. O time brasileiro disputa ainda a medalha de bronze.


Seguindo a linha do que foi comentado em nosso último Resumão Olímpico (acompanhe a mais recente edição), não se pode qualificar como fracasso tal resultado. Essas meninas são heroínas, são guerreiras, o futebol feminino além de não ter apoio é ainda alvo de preconceitos (tudo nessa "pátria" parece ser motivo de preconceito) absurdos, como o demonstrado pelo animador de TV Milton Neves, mas enfim, esse NÃO é do ramo esportivo, é do ramo do humor e de péssimo gosto. Mas o preconceito cretino está longe de ser apenas dele, e se mostra a única explicação pra que ainda não haja o desenvolvimento adequado também da modalidade feminina é esse, afinal, temos talento, temos possibilidades enormes de sermos potencias no feminino, é o esporte que move o país, enfim, não dá pra entender.

Existe um embrião de uma Liga Nacional, que precisa ser aperfeiçoado, os clubes precisam ser fomentados, estimulados a ter um departamento de futebol feminino forte e é fundamental que haja um calendário que compreenda toda a temporada. Além do aspecto que vale para todas as modalidades olímpicas, é preciso que nossos atletas tenham estrutura e apoio DESDE A BASE, "apoiar" depois que já são atletas de alto rendimento após muito sofrimento e ainda por cima colher os louros disso, é muito fácil. Temos uma geração de meninas muito boas, mas sem protagonismo, vamos sofrer nos próximos ciclos com a questão da renovação, nesse sentido é que essa conscientização e essas medidas se fazem cada vez mais urgentes.



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Foto: AFP 






Amigos, estamos aqui para analisar mais um dia de vitórias espetaculares, como o ouro no fim da noite olímpica no Salto com vara de Thiago Braz, mas também de derrotas, umas bastante duras, inclusive de forma indireta como no Basquete, mas isso faz parte do esporte. Espírito esportivo que falta á muita gente, mas disso a gente fala no fim, vamos juntos.


Já no fim da noite olímpica, Thiago Braz fez história voltando a trazer uma medalha no Atletismo para o Brasil no Salto com vara, e o melhor, a medalha foi de ouro. O brasileiro que não aparecia como cotado a medalha bateu o atual campeão olímpico, mundial e recordista na modalidade Ranaud Lavilleinie/FRA, estabelecendo um novo recorde ao saltar 6.03m. Um resultado maravilhoso de um jovem de apenas 22 anos que tem toda uma carreira pela frente. O atleta tem nada menos que Vitaly Petrov como técnico, que treinou lendas como Isinbayeva e Bubka. Mas que apoio, que estrutura nossa federação de atletismo e nosso país dá ao atleta? Ele é um herói que representa todos os nossos guerreiros do atletismo.

Ginástica Artística

Arthur Zanetti conseguiu mais um feito histórico para a Ginástica do Brasil, nas argolas o brasileiro conseguiu sua segunda medalha olímpica nesta tarde, a medalha de prata que veio com a nota 15.766, numa sequência quase perfeita, que foi vencida apenas pelo atual campeão mundial no aparelho, Eleftherios Petrounas/GRE, que conseguiu fazer um exercício totalmente limpo, espetacular para levar o ouro com a nota de 16.000. Nota que aliás foi superior aos 15.900 do ouro de Zanetti em Londres 2012. Denis Ablyazin/RUS ficou com o bronze com 15.700 uma boa nota desbancando outros candidatos a medalha.

Vejam, algumas polêmicas surgiram em torno dessa participação de Zanetti. A primeira é que alguns portais enalteceram muito mais o fato da perda do ouro do que da vitória espetacular em se conquistar em duas olimpíadas uma medalha olímpica, de ouro e prata, num país que pouco incentiva o esporte. A Record deveria (se é que já não fez) reprisar uma matéria recente mostrando as precárias condições de treino de Zanetti, o que acontece não só com ele, mas em toda a Ginástica e em quase todos os esportes olímpicos, esses caras são HERÓIS, não podemos cobrá-los como se fossemos uma potencia olímpica e esses atletas tivessem obrigação de ouro, obrigação de medalha, isso é pra quem não entende de esporte olímpico e quem não entende, evidentemente não deveria fazer parte desta cobertura. Aliás, a apresentação do Grego foi de uma felicidade absurda, uma nota muito difícil de ser batida, a prata nesse caso é como o ouro.

Houve também a polêmica (um tanto vazia, por sinal) em relação á continência prestada por Zanetti, Nory, Mayra Aguiar e tantos outros. Oras, se eles SÃO MILITARES estranho seria se eles não prestassem continência, aí sim, teriam sérios problemas com seus superiores (quem conhece a disciplina militar sabe do que falo). Agora, o aspecto abordado pelo treinador Marcos Goto é válido, é muito fácil "apoiar" atletas depois que eles já são de alto rendimento, já tem índices e participações em olimpíadas e jogos pan-americanos, já tem títulos estaduais, nacionais, etc. O duro é investir na formação e em estrutura de treinos, isso as nossas entidades de defesa evidentemente não fazem. Porém, isso deve ser comentado por nós, o treinador se manifestar dessa forma só dá mais pano pra manga, de extremistas que querem que os atletas se comportem como eles gostariam, e não como lhes parece correto.


Quem também competiu por medalha foi nossa menina Flávia Saraiva, que com apenas 16 anos esteve muito próxima da medalha de bronze, mas com dois desequilíbrios acabou terminando a prova na 5ª posição, com a nota 14.533. O ouro ficou com a surpresa Sanne Wevers/HOL com 15.433, a prata com Lauren Hernandez/EUA com 15.333 e o bronze com o fenômeno Simone Biles que se desequilibrou e obteve 14.733. O interessante foi a humildade de Biles em citar que Saraiva poderia ficar com a prata, no meu raso entendimento, acho uma colocação pertinente, afinal Biles teve uma queda e a brasileira dois desequilíbrios, onde não ocorreu queda e a apresentação da Francesa que ficou em quarto teve um desequilíbrio e teve uma dificuldade abaixo. Mas paciência, já é um grande resultado na primeira olimpíada aos 16 anos chegar á uma final e nessa posição. Flavinha nos dará muitas alegrias ainda, nada de sentimento de derrota.


Basquete

De nada de sentimento de derrota pra um sentimento de tristeza e frustração profundas. Apesar da vitória ante a frágil Nigéria por 86-69, num jogo onde o time oscilou novamente e teve essa margem apenas pela atuação contundente no último período com Nenê arrebentando e com um adversário entregue, do que no desempenho durante a partida que foi irregular. No primeiro quarto do jogo equilíbrio, no segundo o Brasil arrancou, pane no terceiro nas duas equipes e quando a Nigéria viu que não dava, largou de mão nos cedendo rebotes ofensivos e chutando de qualquer forma. 

A eliminação do Brasil não veio na atuação indolente da Argentina na derrota ante a Espanha (agora os hermanos encaram os EUA nas quartas. ch**** essa) por 92-73. Convenhamos que a Argentina vinha de uma guerra de duas prorrogações ante o Brasil e a Espanha jogava com a faca nos dentes (como diria aquele "amigo" nosso) pela classificação. Portanto a eliminação se deu não nesse resultado da Argentina ou mesmo na derrota fatídica do confronto direto. A eliminação se deu na instabilidade do time, que não conseguiu demonstrar durante o período total das partidas, um jogo dentro de um padrão, sem tantas oscilações. Foi por isso que fomos derrotados ante Lituânia e Croácia. Ante a Espanha o jogo foi mais regular e ante a Argentina caíram muitas bolas de três, mas faltou mais malícia (e olha que experiencia não falta a este elenco) para administrar as vantagens que tivemos no placar

É muito triste ver uma eliminação como essa, onde diferentemente do feminino (apesar de esperançosa estreia) o time tinha muito mais para mostrar, sem exageros, os períodos de pico de atuação desse time poderiam ter rendido até um primeiro lugar na chave, com vitórias ante os adversários citados, por isso tamanho vazio. Mas vazio ainda maior será notar que o descaso administrativo da modalidade, atingirá agora em cheio o masculino, os craques que essa seleção tinha, já no seu último ciclo, mascararam um pouco a inércia administrativa. Agora, assim como no feminino, será necessária uma reformulação, se algo não mudar na CBB (e não falo do Magnano não, que uns querem derrubar, falo administrativamente mesmo) a previsão lamentavelmente para nós, amantes do basquete, é de tempos sombrios e ciclos sem êxito. 



E veio mais uma medalha de bronze para o Brasil, desta vez com Poliana Okimoto na maratona aquática de 10 km. Com a punição (por ter dado um "pescotapa" na adversária) de Aurelie Muller/FRA, que seria prata, a brasileira em quarto ganhou uma posição e faturou uma inesperada medalha para o Brasil. O ouro ficou com Sharon von Rouwendaal/HOL  e a prata com Rachele Bruni/ITA. Um resultado redentor, para quem em Londres 2012 acabou desistindo com um quadro de hipotermia, são histórias maravilhosas que os jogos podem nos proporcionar. 





No Vôlei de Praia, Alison e Bruno Schmidt fizeram um jogo espetacular contra uma dupla fortíssima, Dalhausser e Lucena/EUA, foi um grande jogo, com uma atuação impecável no primeiro e terceiro sets. Grande jogo do experiente Alison e um saque muito eficiente de Bruno, conduziram o time brasileiro á vitória por 2-1, parciais de 21-14, 12-21 e 15-9, apesar da distância nas parciais, foi um jogo bastante duro, que mostrou que a dupla se credencia á busca de uma final olímpica e quem sabe o título. Agora a dupla enfrenta na semifinal os Holandeses Brouwer e Meewseer que desbancaram os favoritos no confronto e compatriotas Nummerdoor e Varenhorst. 




Já no Polo Aquático, nossas meninas ficaram pelo caminho com a derrota ante os EUA por 13-3, resultado natural dado o favoritismo americano, campeão de tudo na modalidade, mas o país fez um grande papel na modalidade chegando á esta fase no feminino e masculino. Vejamos se no masculino o desempenho da primeira fase se repete e buscamos uma medalha, o que seria algo fenomenal.



No Handebol, uma exibição muito abaixo do nosso time masculino, após garantida a classificação. O time fez testes, tentou usar o "sétimo homem" (quando se tira o goleiro pra colocar um a mais na linha) e tomou inúmeros gols dessa maneira, fez experiências que não deram certo, houve um desligamento e acabou vindo uma derrota dura ante a eliminada Suécia, derrota por 30-19, um placar largo, nosso time foi bastante mal no ataque e mesmo com a grande exibição novamente de Maik não foi capaz de gerar perigo aos adversários. É torcer pra que o time retome o seu melhor jogo, para encarar a atual campeã mundial França nas quartas, nosso melhor jogo venceu a Alemanha, esse nosso melhor jogo pode beliscar medalha no masculino, o que era impensável antes da bola kickar nos jogos.



Na Vela, o nosso Robert Scheidt teve a medal race adiada para esta terça na classe Laser, devido a falta de ventos (irônico, pois no fim da tarde não faltou vento) e tem missão dura pelo bronze. Já na 49er FX a dupla Martine Grael e Kahena Kunze está em terceiro lugar, restando uma regata para a medal race, temos grandes chances de medalha.




E a noite se encerrou com a trinca de vitórias ante a França completa, após o ouro de Thiago Braz, o bronze de Poliana Okimoto após punição de atleta francesa, veio uma vitória épica no Vôlei, em um jogo eletrizante, de vida ou morte, que classificou o Brasil para as quartas de final da competição.

Num jogo muito tenso, onde o adversário sempre esteve próximo, mas o nosso time conseguiu encaixar seu melhor jogo, empurrado pela torcida, vencemos por 3-1 (25-22, 22-25, 25-20 e 25-23). É claro que é algo á ser debatido as ausências de jogadores mais experientes como Murilo e Sidão (que hoje aliás faturaram a "Copa São Paulo" pelo Sesi), a crítica de uma "renovação forçada" merece sim debate, o time peca ainda pela inexperiência em alguns momentos e poderia estar mais forte com atletas rodados que ainda tem a dar pelo time. Porém, temos um time de talento, que se souber canalizar a pressão interna e o apoio que vem da torcida, pode nos dar o máximo de potencial e buscar uma final e consequentemente o ouro. 




Por fim, já disse bastante aqui, mas gostaria de deixar muito claro. NADA justifica preconceito, isso é um lapso de caráter inadmissível num país como o nosso, isso atrapalha certamente nossa Ginástica masculina. Que apesar de todos os seus problemas, seu déficit de apoio e tudo que aqui tem de superar, conquistou nessa olimpíada três medalhas, que somam-se a medalha de ouro em Londres 2012. Quatro medalhas para um esporte que segue inadmissivelmente sendo alvo de preconceito, num país que (nenhum tem, na verdade) não tem direito de ter preconceito com nada, por toda miscigenação que tem, por todo seu contexto histórico, por tudo que nosso povo já sofreu, sofre e sofrerá.

Não existe "fracasso" em atleta nenhum, dada a falta de apoio e fomento que tem, instrumentos governamentais dão bolsa, dão patrocínio á atletas que já competem em alto rendimento. Mas e os treinos, E A BASE? Esses atletas, ouro ou não, medalhistas ou não. TODOS são heróis. "Complexo de vira-lata" é ridicularizar atletas por não conseguirem medalhas, ou por elas não serem de ouro. Não somos potências olímpicas, não somos potência na educação, não somos potência no serviço público. Esses HERÓIS superam barreiras e limites, cada resultado é único, é uma vitória. Hipocrisia é qualquer pensamento diferente deste, é jogar nessa delegação, uma responsabilidade de potência esportiva e ainda bater palmas para federações e órgãos governamentais, que se valem do esforço e garra destes atletas, quando os resultados são positivos. Os que tem a postura aqui criticada, independente de qualquer coisa, poderiam refletir, quem sabe não obtém um momento de consciência.




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Imagens: AFP, Reuters e Acervo COB. 




Amigos, estamos de volta com nosso Resumão Olímpico, que marca o fim de semana de dias 8 e 9 de competições, ultrapassando assim a metade dos jogos. Um fim de semana marcado por emoções extremas, nas vitórias, nas derrotas e até onde teve empate. Vamos conferir juntos.


Um momento muito especial para o esporte brasileiro e especialmente emocionante por tudo o que envolveu em relação á este da foto, Diego Hypolito e também se analisado tudo que sofre um atleta como ele em nosso país.

Numa prova impecável, Diego se superou, fez uma série de extrema dificuldade para atingir a nota de 15.533, numa série limpa garantindo após erros de favoritos á medalha a prata, o que não tira seus méritos, o mérito de quem fez uma série perfeita, vai muito além de qualquer demérito de quem tenha errado. Num magnífico encontro de gerações, Arthur Nory que entrou para a final com a nona nota (devido ao limite de competidores por país ser de dois atletas) fez uma série menos dificultosa que a de Diego, porém muito segura, completamente limpa, obtendo a nota de 15.433 e conquistando o bronze, um resultado magnífico para o Brasil e absolutamente imprevisível. Os brasileiros aguardaram com muita emoção as entradas seguintes, viram seus adversários não obterem êxito nos seus exercícios e vieram abaixo com o resultado espetacular. O ouro ficou com um dos favoritos da prova, Max Whitlock/GBR que obteve a nota de 15.633 com uma série muito similar a de Hypolito, mas minimamente mais limpa.

Ver Diego superando tudo que passou em Pequim 2008 e Londres 2012 chegando no Rio desacreditado, após lesões, depressão, tendo sua vida pessoal alvo de ataques e fofocas. Diego superou tudo isso para na sua última chance (o atleta afirma que vai buscar Tokio 2020, vejamos), conseguir o resultado que sempre teve capacidade de obter, é uma vitória (medalha é vitória) que mostra as redenções e momentos épicos que o esporte pode proporcionar.

E ainda mais significativo é ver um resultado como esse, num país onde por incrível que pareça, tudo é "motivo" para preconceito. Esses atletas sofrem com o preconceito, o que retarda o desenvolvimento da modalidade no país. Temos de evoluir como sociedade e entender que nada é motivo para preconceitos. Aliás, isso entra na polêmica de Nory também com outro ginasta brasileiro, Ângelo Assumpção, algo que ambos dizem estar superado e tomara mesmo que esteja e que Nory tenha repensado sua atitude, afinal como já dito, NADA é motivo pra preconceito e ridicularização do próximo, ainda mais pra quem neste país, diariamente encontra preconceito nessa atividade esportiva.

Vamos ficar na torcida por Arthur Zanetti nas argolas, onde o brasileiro tem chances claras de para ou ouro. E para nossa menina Flávia Saraiva na trave, que tem toda uma carreira pela frente, mas já é um fenômeno e pode beliscar.


Basquete

Infelizmente o time masculino de Basquete do Brasil foi derrotado no clássico ante a Argentina por 111-107. Num jogo espetacular, de duas prorrogações, com uma atmosfera magnífica. Um jogo onde o Brasil oscilou momentos de um basquete magnífico, com condições de luta direta por vaga na final, com momentos de apagão, onde o adversário soube aproveitar muito bem e tirar diferenças estabelecidas no placar com muito suor. 

Nocioni foi nosso grande carrasco, marcando nada menos que 37 pontos no jogo, várias cestas de três, um fator que acabou sendo determinante para que sempre que abríamos vantagem, o time argentino conseguisse encostar no placar novamente. Campazzo foi outro carrasco, chamou o jogo no momento decisivo e conseguiu encaminhar o time adversário á vitória. 

Nosso jogo coletivo foi bem, Nenê, Alex, Huertas, Giovanonni (que poderia ter tido mais minutos, assim como Benite) foram bem, foi um jogo bom do nosso time apesar da decepção com a derrota. A marcação das bolas de três não é fácil como sugerem alguns comentaristas de ocasião, para exemplificar isso não precisamos ir longe, basta ver que o Warriors fez grandes temporadas baseando seu jogo (praticamente) nessa alternativa dos três pontos. O que se observa negativamente é a instabilidade em alguns momentos do jogo, o que acaba sendo determinante e o fato de que sempre alguém de muito talento destoa negativamente em nosso time, desta vez foi Leandrinho que atuou muito abaixo do que pode e Magnano não enxergou isso, o mantendo num momento crítico do jogo, uma pena. Agora precisamos derrotar a Nigéria (que ainda tem chance de se classificar) para pegar os EUA, que tem demonstrado ser um time "batível", mas vencível em uma exibição absolutamente perfeita do adversário, algo que até aqui esse time não demonstrou ser capaz de fazer. 

Na despedida dos jogos, nossa seleção feminina fazia bom jogo e vencia a Turquia, mas acabou novamente se perdendo, o jogo foi para a prorrogação e nossas meninas acabaram derrotadas por 79-76. É preciso que a CBB tenha um olhar especial para o basquete feminino, como volta a ter para o masculino com a NBB, se isso não ocorrer, não se vislumbra uma renovação competitiva. 



Vôlei de Praia 

Outro jogo épico desde fim de semana olímpico foi no Vôlei de Praia, onde as favoritas ao ouro Larissa e Talita encararam uma pedreira pela frente, a dupla Zumkehr e Heidrich/SUI que proporcionaram um jogo cheio de rallys, muito baseado na força física e impuseram sérias dificuldades á dupla brasileira, sobretudo á Agatha. As adversárias acabaram vencendo a primeira parcial por 21-23. Estivemos prestes a perder o jogo no segundo set, mas Larissa tirou da manga a vitória por 27-25 pra manter a dupla brasileira viva na partida e no tie-break veio a épica virada no placar, 15-13 na parcial e uma vitória dura, que credencia ainda mais o time que mescla juventude e experiência, a conquistar uma medalha dourada nos jogos Rio 2016. 

Ágatha e Bárbara também garantiram vaga nas semifinais, num jogo mais tranquilo contras a dupla Brilova e Ukolova/RUS por 2-0 (23-21 e 21-16), vitória com autoridade que dá moral para as semifinais. Podemos ter final brasileira, ou na pior das hipóteses temos garantido o bronze no feminino. 

No masculino, já havíamos comentado no texto anterior, a classificação de Alison e Bruno Schmidt e tivemos infelizmente a eliminação de Pedro Solberg e Evandro, que acabaram derrotados por Barsuk e Liamin/RUS por 2-1 (16-21, 21-14 e 15-10), a dupla brasileira sentiu a inexperiência, errou demais e tira lições dessa derrota em casa, em seguindo como dupla (tomara que sigam), que voltem mais fortes em Tokio 2020. 



Handebol


No Handebol, nossas meninas terminaram a participação na primeira fase com moral, batendo Montenegro sem sustos, 29-23, o time tem plenas condições de lutar pela medalha de ouro. 

Já no masculino um jogo de muitas emoções, muitas delas geradas por nós mesmos. O Egito fez um jogo eficiente, duríssimo e esteve no comando do placar durante toda a partida, mas com defesas milagrosas de Maik e o apoio magnífico da torcida que abarrotava a Arena do Futuro, nosso time conseguiu arrancar um importante empate na luta pelas primeira posições da chave, 27-27, não foi nosso melhor jogo, mas dadas as circunstâncias foi um resultado muito satisfatório e que trouxe ainda mais a torcida para esses meninos, que são franco-atiradores nesta olimpíada, é um momento único, que precisa ser aproveitado para que também o Handebol masculino seja adequadamente desenvolvido no Brasil. 




Boxe

E o nosso Robson Conceição deu show no Boxe, ao bater por decisão unânime o favorito Jorge Álvarez/CUB no peso ligeiro e garantir no mínimo a prata para o Brasil, com grandes possibilidades de ouro. 

No peso médio feminino, Andréia Bandeira venceu a Dominicana Bylon por decisão dividida e avançou na competição.

Já Robenilson de Jesus no galo e Michel Borges no meio-pesado, pararam em Stevenson/EUA e Júlio César La Cruz/CUB respectivamente, este segundo franco favorito para o ouro. 



Futebol

Na Arena Corinthians, a seleção masculina do Brasil fez um jogo muito superior á Colômbia, que repetidamente apelou pra violência, e com dois belos gols em foguetaços, um de Neymar e outro de Luan que entrou muito bem no time, bateu os adversários por 2 x 0, avançando para encarar a seleção surpreendente e perigosa de Honduras pelas semifinais da competição na próxima quarta. 

Foi positivo ver a manutenção do esquema e da postura de jogo após a preleção que antecedeu a partida ante a Dinamarca, o time será testado ante Honduras, mas tem talento e condições claras de seguir em busca do inédito ouro e com a possibilidade de encarar a Alemanha numa final (caso eles cheguem lá) que apesar de não ter similar peso, poderia representar uma redenção ante a catástrofe do 7 x 1 na última copa. 


Vôlei

Sentimentos distintos marcaram o Vôlei do Brasil neste fim de semana. No feminino na noite deste domingo, mais uma vitória tranquila pra fechar a fase de grupos com 100% de aproveitamento e nenhum set perdido, em outra atuação impecável. 3-0 com parciais de 25-23, 25-21 e 25-21 ante a Rússia. Que venha a China nas quartas de final. 

Já no masculino, sinal de alerta após a segunda derrota consecutiva na competição, após trazer o perigoso time dos EUA de volta [a disputa, foi a vez de perder de forma bastante dura para a Itália por 3-1 (23-25, 25-23, 25-22 e 25-15) no último set em especial o time se mostrou totalmente abalado psicologicamente e sem alternativas, o que preocupa. A França é o próximo adversário e só a vitória interessa.



A Natação teve suas competições encerradas no último sábado, também com o encerramento com chave de ouro (literalmente) da carreira da lenda Michael Phelps, que conquistou junto com o time dos EUA o ouro no revezamento 4x100 medley. Os brasileiros ficaram em 6º lugar na prova, com a prata ficando com a Grã-Bretanha e o bronze com a Austrália. Infelizmente o "Time Brasil" encerrou sua participação nos jogos sem conquistar nenhuma medalha na modalidade, que sempre nos proporcionou importantes medalhas. Nosso potencial na natação não se esvaiu, bem como no Atletismo, o que falta é um olhar para a modalidade.


Tênis 


Em um jogo épico, Andy Murray/GBR sagrou-se bicampeão olímpico ao bater Martin Del Potro/ARG por 3-1(7-5, 4-6, 6-2 e 7-5). 

Rafa Nadal e Marc Lopez/ESP haviam assegurado o ouro nas duplas ainda na última sexta, ao derrotarem Mergea e Tercau/ROM por 2-1 (6-2, 3-6 e 6-4). 

Já no feminino, Monica Puig bateu por 2-1 (6-4, 4-6 e 6-1) a alemã Angelique Kerber e faturou o primeiro ouro olímpico para Porto Rico. 



No Polo Aquático, nossa seleção masculina que começou muito bem a competição, acabou sofrendo a segunda derrota consecutiva. A Hungria bateu o time brasileiro por 10-6 e acabou nos jogando para encara nada menos que a atual campeã olímpica Croácia nas quartas. 



Atletismo

E não tem pra ninguém, Usain Bolt/JAM é imbatível, o homem mais rápido do mundo faturou o tricampeonato olímpico nos 100m rasos com o tempo de 9.81, deixando a prata para Justin Gatlin/EUA e o bronze para De Grasse/CAN. E não adianta alguém dizer que Bolt caiu 12s, ele fez o que quis, corre sorrindo, bota na frente e administra numa prova de velocidade extrema, é lenda, é imbatível, bradar em relação á isso é ficar caçando estatística em ovo. 

No feminino dos 100m rasos, Elaine Thompson/JAM surpreendeu e desbancou a favorita e musa Shelly-Ann Fraser e sagrou-se a mulher mais rápida, com 10.71, a prata ficou com Tori Bowie/EUA e Pryce ficou apenas com o bronze. 

Na maratona feminina adivinha o que deu? Quênia evidentemente, Sumgong concluiu a prova sob forte calor em 2h24min04s. a prata ficou com Kirwa do Bahrain e o bronze com Dibaba da Etiópia. Dentre as brasileiras, Adriana Silva ficou em 69º, Mariliy dos Santos em 78º e Graciete Santana em 128º. 




Por fim, vale dizer que para os que se alarmaram com o desempenho do "Time Brasil" nesta primeira metade dos jogos, vale acompanhar esta semana, temos os esportes coletivos, temos chances claras na Vela, no mínimo prata no Boxe, enfim, temos grandes possibilidades de chegarmos na meta de 10º lugar no número de medalhas, o que não significaria 10º lugar no quadro de medalhas (que conta primariamente os ouros) mas seria um importante avanço, ainda mais se levarmos em conta o rumo que a natação, o atletismo e o basquete feminino tem tomado, por culpa de suas respectivas federações. 




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Imagens: AFP e Reuters.