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Amigos! É de forma emocionada que venho aqui dar a vocês e mais do que isso, me presentear com a oportunidade de no Natal trazer essa Retrospectiva da Reconstrução da Associação Chapecoense de Futebol em 2017, um ano que começou com muita dor e com dúvidas, mas com a esperança de que o profissionalismo e a força de uma cidade, de um estado e por que não dizer, de dois países, o clube que move a paixão e a esperança de torcedores em Chapecó e hoje em todo o país se reerguesse e assim foi. Um caminho que teve percalços e até polêmicas, mas que foram pequenas ante quão lindo foi esse renascimento.


Após a perda de 70 pessoas (uma não conta), além dos colegas de imprensa, não só o elenco como o departamento de futebol do clube foi dizimado, uma tragédia tão histórica quanto triste. Foi ofertado ao clube a permanência na Série A do Brasileirão garantida por algumas temporadas. A nova Diretoria do clube recusou prontamente, num gesto honrado e com isso assumiu a grande responsabilidade de mais do que se remontar e seguir competindo, seguir sendo competitivo.

Nisso o departamento de futebol, encabeçado pelo Presidente Plínio David de Nês Filho conseguiu montar um elenco numeroso e competitivo, com as características que notabilizaram o time dos heróis que se foram, a garra, a determinação, além de reestruturar todo o departamento de futebol do clube.


O time que acabara de ser montado foi sob a batuta de Vagner Mancini campeão estadual, suplantando os clubes de seu estado que (entre seus problemas administrativos) estavam prontos, só essa conquista já era gigante, mas o clube queria mais.

O time poderia ter ido mais longe na Libertadores não fosse a primeira das polêmicas na temporada, a escalação irregular de Luís Otávio no duelo ante o Lanús. O time argentino passou de fase e chegou á final da competição, a Chape, dona da vaga no campo, por um erro ficou pelo caminho. Polêmica também na eliminação sofrida pelo time na Copa do Brasil ante o Cruzeiro, inclusive com briga, não é o recomendável claro, mas acontece no futebol, isso não manchou o carinho de ninguém pelo clube.


Depois disso a outra grande polêmica do ano, a demissão de Mancini, que vinha fazendo um bom trabalho com um elenco recém-montado. A sequência negativa foi o motivo amplamente divulgado para a demissão, mas as informações que vem de Chapecó são de que o relacionamento difícil com a Diretoria foi a real causa da demissão do técnico.

Demitir é uma escolha diretiva, mas o anúncio do substituto surpreendeu negativamente, Vinícius Eutrópio era o nome que iria administrar melhor o time, mas não durou muito, foi demitido após 11 derrotas, dois empates e quatro vitórias somando todos os compromissos da equipe do Oeste catarinense.


E após ter Emerson Cris como técnico interino por oito partidas, o time anunciou Gilson Kleina, que vinha de bom trabalho na Ponte Preta, porém com final conturbado, seria o quarto comandante da equipe no ano, com enorme responsabilidade de salvar o clube do descenso, risco este de descenso que com honra, a equipe assumiu, pois tinha o desejo de competir em alto nível.

O êxito foi total e a Chape está de volta a Libertadores em um cenário meses atrás inimaginável, o time teve um desempenho de campeão, ficando dez jogos invicto no Brasileirão, com seis vitórias, um aproveitamento histórico de 73,33% de Kleina em um time que tinha o espírito de Condá cada vez mais vivo, sem sombra de dúvidas.


Foi um ano de reconstrução, de percalços, de renascimento do clube e dos sobreviventes, de cicatrização das feridas na alma do acidente. Claro que estaremos pra sempre marcados e impactados por essa tragédia. As famílias das vítimas ainda lutam na justiça pelo seguro e outras assistências envolvendo a companhia aérea sobretudo, o clube, no seu processo de renascimento, faz o que pode para ajudar as famílias e como de forma muito feliz colocou o especial do Esporte Interativo que foi conduzido pelo filho de Chapecó Giovani Martinello, A vida continua, continua claro, com a saudade, com a dor, com a marca e com a lição. Mas continua também com a beleza do renascimento, não há outra história tão linda pra contar relacionada ao esporte no Natal, que simboliza o nascimento que essa história do ressurgir de um clube, de uma cidade, abraçando aqueles que perderam seus entes queridos e sendo todos nós abraçados, pois foi como se tivéssemos perdido também um ente nosso.


Siga forte em 2018 Chape! Vamo, vamo Chape!! 




Em meu nome e de todo o time de colaboradores de Jovens Cronistas, eu desejo á todos um Feliz Natal, um Natal onde não vivamos somente a mesa farta e os presentes. Mas sim o desejo de estarmos com quem amamos, de celebrar a vida, de Viver cada dia como fosse o último e de fazermos sempre o bem, com honra. É nesse espírito que o time ressurgiu e que não importa o tamanho da dificuldade, cada um de nós pode também renascer. 



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Imagens: Globoesporte, FOX Sports (Reprodução), AFP e Acervo JC. 



Amigos! Da última vez que nos encontramos para falar sobre a Chapecoense a temporada estava ainda no início, o time fazia campanha espetacular, que culminou com o TÍTULO estadual (de um time que acabara de ser montado, sempre bom enfatizar isso) e estava vivo na Libertadores, DENTRO DE CAMPO, com resultados muito interessantes. Depois disso veio a eliminação fora de campo, com erros que podem ser diretivos, podem ser em parte da Conmebol, isso pra nós ficou um tanto nebuloso, um início de Brasileiro ACIMA DO ESPERADO, muito interessante, com o time figurando nas primeiras colocações na competição. E depois um período de resultados totalmente naturais, altos e baixos, uma sequência realmente não boa, de cinco jogos sem vitória, com quatro deles com resultado de derrota e a demissão após um jogo que poderia marcar a reação, ante o Nense, um empate em 3 x 3 que não mostrou apenas defeitos do time, como sobretudo no setor defensivo, mas qualidade, como o quão bem armado era esse time, mas enfim, fica o questionamento, será que aquele pensamento vanguardista, VITORIOSO daquela diretoria que se foi "permanece vivo"? Ou se foi na tragédia e agora temos (ao menos em parte) o comum limbo da gestão de futebol no Brasil? Esta atitude impensada de demissão de um técnico que fazia um trabalho de reconstrução brilhante, merece tal reflexão.


O termo altos e baixos vai acabar se repetindo bastante nesse texto, afinal, o que esperar de um time em reconstrução total, após perder o elenco praticamente inteiro, a comissão técnica, a diretoria? É natural que o time não saia destroçando todos os adversários, mas que seja (e era essa a intenção original ao voltar a falar da Chape neste espaço) COMPETITIVO e o foi, tanto que entre percalços, o time conseguiria a classificação de forma heroica na Liberta, após o time vencer em casa nos acréscimos o Zulia. Mas o extracampo foi decisivo, o time foi punido pela escalação irregular do zagueiro Luís Otávio no duelo ante o Lanús, chegou a surgir uma informação de que a Conmebol poderia ter encaminhado o email a pessoas que faleceram na tragédia, mas não se foi a fundo nisso e a punição foi mantida, com o clube caindo para a Sulamericana mesmo tendo tido pontuação pra avançar e já estreou na competição, com derrota fora por 1 x 0 ante o Defensa y Justicia, resultado reversível na Arena Condá. 


O time foi eliminado com muita polêmica ante o Cruzeiro na Copa do Brasil, mas respondeu em casa enfiando 2 x 0, aí veio o duelo ante o Grêmio e derrota por 6 x 3 que expôs problemas defensivos do time. Um grande jogo ante a Ponte onde após estar perdendo por 3 x 0, quase saiu o empate, mas o jogo ficou no 3 x 2. Depois disso o time ainda fez a "lição de casa" ao vencer o Vasco por 2 x 1, depois disso a sequência final de Mancini. Quatro derrotas, sendo três no Brasileiro, convenhamos que Flamengo e Atlético são clubes em outro patamar, o Botafogo tem também um grande trabalho, são resultados até certo ponto "normais".


Eis que chegamos ao capítulo final, a Chape não se pode negar, proporcionou-nos desde sempre, jogos marcantes, jogos, digamos, inusitados, ante o Nense mais um deles sem dúvida.

Duas coisas eram marcantes neste time de Mancini, a tática muito bem definida e graças a ela o time não sofria ainda mais gols, a fragilidade das peças do setor defensivo é bastante grande. E a volúpia ofensiva do time, é um time que faz gols, que proporciona bons espetáculos, este DNA de sempre foi mantido.

Tanto que foi um jogo com polêmicas, um jogo onde FORA DE CASA, o time saiu atrás no marcador, virou, esteve mais uma vez na frente e sofreu o amargo empate nos acréscimos, mas sobre outro time de grande representatividade e se não tem um "primor" de elenco, é muito bem treinado, obrigado, por Abel Braga, o que indicava uma "derrocada" de Mancini no comando da Chape? Não entra na cabeça de nove em cada dez torcedores e admiradores da linguiça atômica. 


Vejam, eu compreendo, me solidarizo e ME REVOLTO, com o mesmo ou com mais sentimento, desculpem, de uma TRAIÇÃO, demonstrado por Mancini na sua explanação, que pode ser lida nos veículos de mídia. Os argumentos de defesa que o ex-técnico do clube colocou são matadores, não houve um jogo (salvo ante o Mengo) que o time não tivesse sido competitivo, não tivesse mostrado poder de fogo, não tivesse dificultado, ante todas as adversidades da montagem DO ZERO de um elenco. Aliás, como dá azar este cara, várias demissões injustas na carreira, pra citar, no Fogo, no Grêmio, vários bons trabalhos interrompidos, poucos treinadores foram tão injustiçados como ele, o que não se poderia esperar é que logo na Chapecoense isso aconteceria.


Vejam, Plínio David de Nés, o Maninho foi alçado á Presidência do clube após a perda do grande Sandro Pallaoro na tragédia, Maninho era Presidente do Conselho, muitos em SC colocam que muita coisa mudaria na gestão do clube, na mentalidade e não pra melhor, até por que, a mentalidade que tinha a Chape era espetacular, não á toa o time galgou tantos degraus, de forma tão meteórica nos últimos anos. Foi um erro grave numa escalação irregular, agora essa decisão PÍFIA, que segundo o que vem de SC, pode ter sido motivada por PILHA NO WHATS (estamos colocando no condicional, pois isso precisa ser melhor apurado e quem o fará são repórteres e não cronistas) é temeroso, temeroso que tudo de bonito que foi construído e toda a comoção e simpatia que existe em torno da Chape, seja apagada por uma má gestão, que tem méritos, claro em montar um elenco competitivo, tal qual tinha a comissão técnica. Vejamos agora quem chega, dentre os nomes especulados, com todo respeito, Argel, Ney Franco, Vinícius Eutrópio e Enderson Moreira que RECUSOU a oferta, nenhum deles acrescentaria nada de diferente a filosofia do time. Com toda sinceridade que vocês que nos acompanham conhecem, Caio Júnior que era um ativista contra a PROMISCUIDADE na relação clubes-técnicos, deve estar bem triste onde está.


Em seguida ao fechamento da crônica, o nome de Eutrópio foi confirmado no clube, já teve uma passagem de relativo sucesso em 2015 pelo clube e teve no "rival" (não acho que hoje a Chape tenha rivais, mas enfim) Figueirense seu melhor momento. Vejamos, acrescer algo ao ótimo trabalho que Mancini desenvolvia reitero, não creio, mas que tenha sucesso no comando do time.


Independente da gestão, Força Chape! 




Queremos fazer um convite especial ao TORCEDOR da Chape e de outros clubes do Brasil também, para o nosso quadro Papo de Torcedor. Se você é fanático pela Chape (ou por outro clube ainda não representado), gosta de escrever e/ou tem pretensões jornalísticas, entre em contato conosco através de nossa página: Jovens Cronistas! (Clique) 





Imagens: Globoesporte, EFE, Diário Catarinense, Ogol. 






Amigos! Este é o primeiro de vários textos (á princípio) que aqui faremos para abordar o processo de reconstrução da Chapecoense, após o "acidente" (Sabemos que não foi puramente acidente e sim a IRRESPONSABILIDADE FATAL de um piloto/empresário) que vitimou no último dia 29 de Dezembro um total de 76 pessoas, sendo 70 vítimas fatais (uma, como dito, não é "vítima"). Muito se conjeturou, sobre de que forma a Chape esportivamente reagiria ao golpe praticamente fatal, a estrutura do futebol da equipe foi praticamente dizimada. Restava então, renascer no amor e na competência, ambas características que marcaram a meteórica ascensão do clube no cenário do futebol do Brasil.


Então a Chape reconstruiu toda a estrutura de seu departamento de futebol, no comando técnico do time, se cogitou Levir Culpi, mas este não ofereceu projeto algum além de curto prazo ao clube. Então, a diretoria historicamente competente, mostrou seguir na mesma linha administrativa e trouxe Wagner Mancini, um nome que não "top de linha", muito ao contrário, apesar de trabalhos de medianos pra bons, o treinador tem inclusive alguns "Haters". Mas aceitando ou não, é um treinador ousado, da nova geração, que tem uma linha de trabalho próxima da dos anteriores Guto Ferreira e o fantástico (sob todos os aspectos) Caio Jr. Não faria sentido algum mudar o panorama administrativo do clube para atender a demandas de terceiros e trazer um medalhão, que não tem a linha de trabalho que propiciou o sucesso do clube.


A formulação do elenco foi primorosa, claro, dentro das possibilidades do clube, é sempre bom ressaltar. Aliás, a SUJEIRA fez parte no início, das discussões sobre como o elenco do time deveria ser montado.Inúmeros HIPÓCRITAS, sob a desculpa de "ajudar" o time catarinense, começaram a "ofertar" nas redes sociais os DESAFETOS e RESTOS de seus clubes para a Chape, como se a fórmula de sucesso do clube fosse um amontoado de jogadores sem critério algum e sem comprometimento e o pior, usando o chulo (pela circunstância) argumento de que o time "evoluiria" de nível, pois supostamente esses que fossem JOGADOS na Chape, seriam de "melhor nível" do que os que se foram, como debater nível de quem MORREU? Felizmente e cabe novamente elogiar, o clube não caiu nessa e fez toda a reconstrução dentro da filosofia com que tem montado seus elencos desde os quatro acessos á partir da virada da década.

Dentro de sua filosofia, de suas observações, o time montou um elenco equilibrado, com peças de bom nível e o melhor, jogadores com muita fome, com muita vontade de trabalhar duro para fazer história, fator preponderante para o time fazer história. Com isso, o time hoje tem um goleiro que jogou no futebol europeu, que tem grande experiência e passa extrema segurança que é o Artur, e um goleiro reserva que fez uma grande temporada passada no Juventude, o camisa 12 Elias. Bons zagueiros, destacando Douglas Grolli e Nathan, deste gosto bastante, pois vi seu desenvolvimento e seu MAL APROVEITAMENTO no Palmeiras e sei o quanto pode crescer nesse time. O time tem Apodi de volta, com sua qualidade de "todo campista" e tem Reinaldo, sim, ele foi "chutado" do SPFC, mas fez um grande trabalho na Ponte Preta e chegou muito bem na Chape, já fazendo o gol histórico, o primeiro na Libertadores. 

Na meia, uma boa composição, onde vale destacar Luiz Antônio e outro jogador oriundo do Palmeiras, que teve poucas chances, Andrei Girotto. Para o ataque, como não citar que o time volta a ter dois centroavantes de muita qualidade, estes inclusive com uma experiência enorme e comprovado faro de gol, Wellington Paulista que dispensa apresentações, é um jogador muito rodado e se não é "craque", fez gols onde passou. E Túlio de Melo, que tem uma carreira internacional interessantíssima e é u centroavante clássico.


Com este elenco o time iniciou o ano com um amistoso contra o campeão Brasileiro Palmeiras e mesmo tendo sido recém montado, o time se portou bem e mostrou as características de luta e ousadia que sempre vimos, arrancando um empate em 2 x 2. 

O time arrancou bem no estadual, mas sofreu no início de fevereiro com uma sequência maluca e absurda, ocasionada também pelo estadual, mas sobretudo pela INCHADA, Primeira Liga, que fez com que o time jogasse novamente 25 horas pela competição regional, após derrota ante o Figueirense no campeonato local. Do início da temporada em 26/01 com a estreia na Primeira Liga até 11/02 foram sete jogos, ainda bem que o time tem elenco, mas é uma maratona absurda, mesmo pra um time que não fosse remontado. Nisso, falou-se em um "suposto fracasso" de Mancini, dadas as três derrotas consecutivas, uma injustiça, em seguida reparada.

Dali em diante foram seis jogos sem perder, com quatro vitórias, os resultados de destaque, claro, o empate ante o Galo na competição regional e a grande vitória na estréia da Liberta ante o Zulia, na Venezuela. Um time que não é bobo, que tem nada menos que dois dos maiores jogadores da história do futebol venezuelano, o maior, sem dúvida, Juan Arango e o goleiro Vega de 66 jogos com a camisa da seleção.Um jogo onde o time foi taticamente perfeito (ué?) atacando com velocidade, pressionando o adversário desde a saída, abafando o rival como se estivesse em casa, um jogo perfeito, premiado com a vitória e com a escrita de mais uma página dessa linda história. Além da Libertadores, no campeonato estadual o time figura na segunda colocação, com 17 pontos.


É claro que não podemos vir aqui e fazer extremos ufanismos, o caminho é longo, o elenco não é "recheado de estrelas" e nem poderia ser. Mas este time, este elenco já deu mostras de que manteve a fórmula, jogadores compromissados, trabalhadores, aguerridos, que DÃO A VIDA se preciso pelo que fazem, o "espírito de Condá" está nitidamente presente neste time, que vai sim, ser competitivo em todas as competições que disputar.



Nós estaremos sempre junto a Chape e garantimos que este espaço vai sempre existir com especiais temporais (é claro que não dá pra comentar todos os jogos, trabalho, faculdade, etc) falando das coisas do clube. Mas queremos fazer um convite especial ao TORCEDOR da Chape e de outros clubes do Brasil também. Se você é fanático pela Chape (ou por outro clube ainda não reporesentado), gosta de escrever e/ou tem pretensões jornalísticas, entre em contato conosco através de nossa página: Jovens Cronistas! (Clique)





Imagens: Divulgação Chapecoense, AFP 






Salve, pessoal, amantes da seleção brasileira e hoje mais do que nunca, amantes do futebol. O texto de hoje é dedicado a todos e todas que sentiram o que foi a tragédia do dia 29 de novembro de 2016. Porém, em várias situações na vida, você tem a chance de renascer. É a hora de ver o que este esporte chamado futebol nos reserva sobre o "renascer" da Chapecoense.

Já vimos equipes caírem demais, mas se recuperarem tempos depois. A missão da Chapecoense é muito mais do que isso. É voltar a ter uma equipe competitiva a curto prazo.  Quando a Chapecoense enfrentou times na Copa Sulamericana muitos diziam que "a Chapecoense é o Brasil". Hoje, o Brasil foi Chapecoense e continuará sendo por um bom tempo.

Mas vamos falar de futebol. Brasil e Colômbia se enfrentaram no Engenhão por um amistoso cuja renda serviu de arrecadação às famílias das pessoas que se foram no acidente aéreo. As duas seleções contaram com jogadores que não atuam na Europa e a maioria em equipes nacionais. Tite mandou a campo um time no 4-1-4-1 com Weverton, Fagner, Geromel, Rodrigo Caio, Fábio Santos, Walace, Dudu, Willian Arão, Lucas Lima, Robinho e Diego Souza.

Do lado colombiano, não havia as estrelas James Rodríguez, Falcao, Cuadrado, etc., mas tinha também uma equipe um tanto quanto perigosa, principalmente no setor ofensivo. Teo Gutierrez e Borja cuidaram de dar sustos na seleção brasileira.

Em clima de amistoso, o jogo começou com poucas chegadas, Brasil rodava a bola, mas não dava aquela investida. Tanto que somente após dez minutos, Dudu recebeu bom passe de Diego Souza, mas foi travado na hora da finalização. Depois desse lance, a Colômbia começou a mostrar as cartas do jogo, principalmente em cruzamentos. Em um deles, a bola acabou na trave esquerda de Weverton. Em outra jogada, Borja chutou cruzado, mas a bola foi para fora da meta.

A seleção brasileira criou apenas mais uma chance perigosa que foi um chute por cima do gol executado por Willian Arão após rebote de jogada envolvendo Robinho e Dudu. Um primeiro tempo pouco produtivo para a seleção brasileira.

Tite mudou o time na segunda etapa, colocou Diego no lugar do Robinho, Rodriguinho no lugar do Arão e Jorge no lugar de Fábio Santos. Diego veio para dar mais opção ao meio de campo e Rodriguinho para buscar mais jogadas na frente, auxiliando Lucas Lima que não estava em seus melhores dias. Logo no começo da segunda etapa, uma jogada de Rodriguinho para Fagner e de Fagner para Diego Souza que chutou para defesa do goleiro. No rebote, Dudu conferiu para as redes.

Dudu celebra seu gol com a camisa da seleção (goal.com)

A Colômbia não queria deixar barato o jogo e voltou a levantar suspiros do torcedor brasileiro, em cobranças de falta. Em uma delas, Weverton teve que buscar quase em seu ângulo esquerdo e na outra, Berrío acabou chutando cruzado para fora em uma "trapalhada" da defesa brasileira.

Tite mexeu novamente e colocou Gustavo Scarpa, Camilo e Luan, nas saídas de Dudu, Lucas Lima e Diego Souza. Camilo protagonizou bons lances no lado do campo e Scarpa conseguiu um belo arremate em cobrança de falta. De resto, o jogo não exigiu tanta força das duas equipes. Fim de papo.

Para falar de futebol, espero que algumas coisas da seleção brasileira não se repitam. Uma é um setor defensivo um pouco estabanado; pode ser por desentrosamento? pode. Espero que seja. Geromel e Rodrigo Caio não mostraram muita firmeza em sair jogando, algo que é necessário na seleção principal de Tite. A outra é a distribuição dos jogadores em campo, principalmente no ataque. Em várias oportunidades, os 4 jogadores da segunda linha de 4 estavam quase todos aglutinados no meio da intermediária. Isso em um amistoso não vale muito, mas se fizer isso em um jogo pra valer, as consequências podem ser graves; muitos espaços nas costas dos alas, cobertura incapaz e ineficiente do jogador responsável por marcar - Walace no caso. Não tinha visto nada parecido antes nas seleções do Tite e muito menos nos times que ele comandou.

Agora falando do "extrafutebol", belíssima atitude das duas confederações. Particularmente seria interessante um "jogo de volta" na Colômbia e bem que o Sr. Marco Polo Del Nero poderia viajar para lá para ser um "embaixador" da partida. Que tal?

Como foi mencionado lá em cima, já vi várias viradas no futebol. Espero que este esporte mostre por que a frase "futebol é mais que um simples esporte" é tão válida. Verde é a cor da Chape. Verde é a cor da esperança. A esperança de ver o time brilhar novamente. Alçar vôos cada vez mais altos, assim como Condá fez. Brasil não está de luto mais. Está verde, esperançoso, queremos ver o que você, futebol, nos reserva para mais essa bela história de superação. Para encerrar a matéria, uma foto que mostrou a união entre Brasil e Colômbia nessa tragédia.

Jogadores de Brasil e Colômbia perfilados para amistoso (El País)





Na madrugada do último dia 29, a vida dos moradores de Chapecó, torcedores da Chapecoense, de todos os brasileiros e diria sem medo de errar, de pessoas ao redor de todo o mundo mudou. A queda do avião da Lamia, que levava atletas, comissão técnica e funcionários de um clube que já era amado por todo o país, além da morte de jornalistas e funcionários de veículos de comunicação e de tripulantes do voo, totalizando 71 vítimas fatais e seis sobreviventes, nos deixou um vazio enorme, uma perda profundamente sentida e dificilmente explicada, é como se cada um que estava naquele voo fosse da nossa família.


Outras tragédias marcaram o mundo do futebol, mas nenhuma levou tantas vidas e teve um roteiro tão doloroso como esta. Em 1949 o avião que levava a delegação do Torino, chocou-se contra a torre da basílica local, perto do aeroporto, na sua cidade onde faria o pouso, foram 31 vítimas, sendo 18 atletas e cinco membros da comissão técnica do clube. Em 1958 a tragédia se abateu sobre o Manchester United, foram 23 mortos, sete sobreviventes, dentre eles o craque Bob Charlton, os dois casos mais conhecidos de tragédias aéreas envolvendo o futebol, mas também foram vitimados: The Stongest: 74 vítimas, 17 eram atletas, Taskent (Uzbequistão): Choque entre aviões, 178 mortos, sendo 17 atletas, Alianza Lima: 52 vítimas fatais, 16 jogadores, único sobrevivente foi o piloto. Seleção da Dinamarca (base): Oito vítimas, somente o piloto sobreviveu, Green Cross (CHI): Não houveram sobreviventes, 24 vítimas fatais, o clube não conseguiu retomar as atividades. Seleção da Zâmbia: 30 vítimas, sendo 18 atletas. Por fim, em 2009 um acidente com o ônibus que levava profissionais ligados ao Brasil de Pelotas, foram três vítimas fatais: Régis (zagueiro), Milar (atacante uruguaio) e o preparador de goleiros Giovani Guimarães. O clube se reergueu e hoje disputa a Série B do Brasileiro.


Todas essas tragédias, e agora essa sendo uma das que mais vitimou pessoas e sem dúvida, a que mais gerou comoção na história do esporte, nos deixam um sentimento de vazio enorme e uma necessidade de expressar essa dor em matéria de homenagem a esses guerreiros que nos deixaram. Decidimos então homenagear todos, mas falar particularmente sobre alguns deles, a quem tínhamos uma opinião mais formulada, sem esquecer ninguém, mas pessoalizando em grandes figuras, nosso sentimento e homenagem em relação á todos, todos estes, ligados ou não ao clube, entraram naquele voo com o sentimento e o desejo voltado para este grande momento da história do clube, que em 2009 estava na Série D e hoje está estável na Série A e faria uma final continental, todos eles são, guerreiros verdes, heróis brasileiros.


Danilo (Goleiro)

O goleiro Danilo já não era nenhum menino para o futebol, tinha 31 anos, tinha uma rodagem por equipes do sul do país. Mas vivia seu grande momento na carreira, com defesas decisivas, em jogo, em disputa de penais, era titular já há algum tempo, desbancando Nivaldo, que foi fundamental nos acessos que o time teve até chegar na Série A e Marcelo Boeck, um goleiro de carreira em Portugal. A imagem dele brincando com seu filho de 2 anos Lorenzo, embaixo do gol da Arena Condá, ficará eternizada em nossos corações, muita força à sua mãe Dona Alaíde, que adotou como filhos todos os brasileiros, bem como a toda sua família, parentes e amigos, força, e quem sabe um dia Lorenzo não trilhará o caminho dos gramados, como brilhantemente fez o pai. 

Ao falar de Danilo é impossível não lembrar carinhosamente do grande Deva Pascovicci (Devair Paschoalon), que nos deixou nessa tragédia aos 51 anos, um narrador brilhante, que nos emocionou com a narração (clique)  da última defesa do goleiro, um narrador à frente de seu tempo, que conseguiu levar para o padrão das Organizações Globo, através de CBN e SporTV (sabemos a rigidez desse padrão) a narração irreverente, que depois foi adotada por tantos e tantos brilhantes profissionais do jornalismo esportivo e nos brindava neste ano com suas narrações na Fox Sports. Obrigado Deva, por esse momento de emoção, que ficará também eternizado como sua marca, a marca da paixão, do amor pelo esporte, pela emoção, que o seu espirito, o espírito de Condá, ilumine sempre o esporte e seus profissionais em todos os níveis. Também da Fox Sports nos deixaram: O brilhante repórter Victorino Chermont, que também fez carreira no SporTV, Rodrigo Santana Gonçalves, repórter cinematográfico, Lilácio Pereira Junior, coordenador de transmissões externas, Paulo Júlio Clement, brilhante comentarista esportivo em múltiplas plataformas. Além do fantástico ex-jogador, grande figura humana, técnico e comentarista Mário Sérgio Pontes de Paiva, de quem falaremos mais à frente. 


Cléber Santana

Um maestro, um vencedor, este foi Cléber Santana, que entrava na reta final de sua carreira, já com 35 anos, muita história, muitas conquistas, o carinho de todos com quem conviveu, seja companheiros ou adversários, não havia no mundo do futebol nessa longa carreira, quem tivesse dele qualquer queixa, um jogador clássico e leal. Começou no Sport de seu querido Pernambuco onde foi bicampeão estadual e campeão da Copa do Nordeste, além da Copa Pernambuco, passou por Vitória onde em 2004 venceu o estadual, Santos onde foi bicampeão paulista, pelo futebol japonês e espanhol, onde no Atlético de Madrid foi peça chave em duas passagens, na segunda faturando o título da Europa League, São Paulo, Atlético/PR e Flamengo, até fazer de SC sua casa, onde atuou em Avaí onde foi campeão estadual, Criciúma e por fim, como maestro da Chape chegava a mais uma decisão internacional, além de ter erguido nesta temporada o título estadual. Um jogador que cumpriu seu papel, um ser humano que deixa saudades em todos nós, que sua família tenha forças para suportar este momento. 

Da meia também nos deixaram: Arthur Maia, nascido como uma grande revelação no Vitória, acabou não conseguindo fazer o melhor que podia no Flamengo e após passar pelo futebol japonês, desembarcava por empréstimo na Chape, 24 anos. Josimar: 25 anos, revelado pelo Inter e com passagens por Palmeiras e Ponte Preta. Matheus Biteco: Revelado ao lado do irmão, Guilherme, no Grêmio, o volante menino, de apenas 21 anos tinha um filho pequeno de apenas 4 meses. Gil: 28 anos, volante, que até a temporada passada atuava pelo Coritiba. Sérgio Manoel: 27 anos, volante, com passagens por vários times do interior, disputou o último Paulista pelo Àgua Santa, que aposentará a camisa 7 em sua homenagem. 

Da defesa, nos deixaram: Guilherme Gimenez: Apenas 21 anos, lateral. Dener: Revelado também no Grèmio, tinha 25 anos. William Thiego: Despontou no Grêmio, teve passagens por Figueirense e pelo futebol do Azerbaijão. Filipe Machado: O zagueiro tinha 32 anos, aparecia animado em um vídeo já no avião, compartilhado nas redes sociais, revelado no Inter, teve bastante rodagem e atuou em alguns países europeus. Marcelo: Revelado pelo Macaé, o zagueiro de 25 anos atuou no Flamengo por duas temporadas. Mateus Caramelo: Era apenas um menino, 22 anos, o lateral esquerdo nasceu para o futebol no Mogi Mirim, e despontou no São Paulo. 


Bruno Rangel

Um grande homem, um homem de fé, um grande artilheiro, o maior artilheiro da história da Chapecoense com 81 gols, já era um veterano com 34 anos, mas há tempos vem mostrando ser um grande matador. Quem acompanha nosso projeto sabe que aqui temos liberdade, para assim como alguns dos grandes jornalistas do país, revelar nosso clube do coração, e ir além, o cobrindo de forma voltada ao torcedor, sempre o indiquei para o meu, o Corinthians, pelo profissionalismo e sobretudo, pelo faro de gol que tinha, descobrir a pessoa por trás do artilheiro emociona ainda mais num momento de despedida como este, vá em paz artilheiro, faça muitos gols no time do céu. 

Também nos deixaram os atacantes: Ananias: O irreverente atacante de 27 anos fez o primeiro gol do Allianz Parque com a camisa do Sport, torcedores rivais brincaram com a hipótese de batizar o novo estádio como "Ananias Parque", o jogador também atuou com a camisa do próprio Palmeiras. Kempes: O rodado atacante também de 34 anos vinha num grande momento no time, desbancando até mesmo Bruno Rangel na condição de titular, irreverente, fez uma legião de amigos e admiradores em todos os clubes por onde passou e era querido por todas as torcidas, tendo o cabelo como marca registrada. Lucas Gomes: Apenas 26 anos, teve passagens por vários clubes do interior do Brasil. E também dois meninos de 22 anos que tinham muito futuro pela frente: Ailton Canela e Thiaguinho. 


Caio Júnior

Luiz Carlos Saroli, ou como era chamado desde quando jogava, Caio Jr, 51 anos. Está aí um profissional da minha mais profunda admiração, um centroavante brilhante, que editou como jogador uma grande dupla de ataque com o seu último "adversário", que foi o técnico Cuca. Como treinador, um cara de uma visão ímpar, ofensiva, que privilegiava um futebol com o controle da posse, com criação de jogadas, com habilidade. Era um técnico sem dúvidas de muito valor, muitas vezes não tão valorizado, por não dar escândalo em beira de gramado, mas o conheci sob o comando do Palmeiras e tinha convicção, era um grande profissional, lá fez um excelente trabalho, assim como no Botafogo. Mas pela volatividade da carreira no Brasil, teve de sair e encontrou espaço na Chape, para fazer história, para entrar para a história. O nosso cronista Palmeirense, Leonardo Carrazza, falou o que sente sobre Caio Jr: "Era muito criticado pelos "dinossauros", por não ser ainda um nome consagrado, mas fez um grande trabalho, revelou ótimos jogadores, com ele inclusive Valdívia atuou com constância, a base do time campeão em 2008 teve seus méritos, a torcida do Palmeiras agradece e reverencia, um treinador que fez o time ser aplaudido, mesmo na derrota". É exatamente esse o sentimento, fica o vazio de um homem sério, uma grande mente e grande profissional do futebol que nos deixa, mas que fique pra sempre essa imagem, da celebração, da consagração e do merecimento do auge, de um grande trabalho. 


Membros da comissão técnica e funcionários do clube que nos deixaram: Anderson Paixão: 37 anos, filho do grande preparador físico da Seleção Brasileira Paulo Paixão, que havia perdido devido ao câncer, outro filho recentemente. Eduardo de Castro Filho, Duca: Auxiliar técnico. Anderson Roberto Martins, Buião: Preparador de goleiros. Luís Felipe Grohs: Analista de desempenho. Marcio Bestene Koury: Médico. Rafael Correa Gobbato: Fisioterapeuta. Sergio Luiz Ferreira de Jesus: Massagista. Luiz Cesar Martins Cunha, Cleberson Fernando da Silva e Eduardo Luiz Preuss: Membros da comissão técnica. Gilberto Pace Thomas: Assessor de imprensa. Anderson Donizete. Sandro Luiz Pallaoro: Presidente. Mauro Luiz Stumpf: Vice de Futebol. Emersson Fabio Di Domenico: Supervisor. Nilson Folle Junior, Decio Sebastião Burtet Filho, Jandir Bordignon, Mauro Dal Bello, Edir Felix De Marco e Ricardo Philippi Porto: Diretores. Convidados: Delfim Peixoto: Presidente da Federação Catarinense de Futebol e ferrenho opositor da dinastia da CBF e Davi Barela Dávi, empresário do ramo de construção, torcedor e patrocinador do clube. 


Mario Sérgio

Essa é a imagem, além claro da atual, que deve ficar de Mario Sérgio Pontes de Paiva, pode passar despercebido pelos mais novos que não sabem ou não querem pesquisar sobre futebol, ou até por antigos, que devido a tantos talentos que tínhamos, podem em algum momento ter visto o "Marinho" (como era carinhosamente chamado como jogador) como mais um dos grandes craques que haviam á época, mas Mario era diferente. Não era necessário fazer uma compilação, um VT pra mostrar seus grandes lances, basta assistir ao VT de qualquer partida que este jogou, irreverência, habilidade, inteligência, era o homem que carregava o time pra frente e também que dava o passe preciso, sempre jogando de cabeça erguida, olhando pra um lado, tocando pro outro, passando até um ar de despeito, não era despeito, era genialidade, na minha mente como jogador, suas atuações pelo Grêmio campeão mundial ficaram marcadas.

Genialidade, coragem, franqueza, todas essas características já vistas como atleta, viraram marcas pessoais e indissolúveis de sua vida como treinador e comentarista. No Fox Sports atuava desde 2012 e aprendi muito com ele nas transmissões do campeonato italiano, que por petulância cubro cronisticamente desde 2006, e a cada transmissão em que lá estava Mario Sergio, era um diferente aprendizado. Para a galera mais nova repito, muitas vezes ele passou um Ar de soberba, ao qualificar como não tão geniais assim, atletas que são colocados como "Semi Deuses" gerando a antipatia de muitos. Eu garanto, no futebol de hoje, Mario seria idolatrado como um dos melhores do mundo. Não é hora de falarmos sobre uma possível infelicidade dele onde trabalhava, ele ia para mais uma brilhante transmissão, no ofício que amava e entrou para a história, a dor dos familiares é profunda, incalculável, mas o alento é o legado, as lições e a história que deixa este ícone do futebol brasileiro dentro e fora de campo, que parte aos 66 anos. Mario Sérgio deixou marcas e admiração por todos os clubes onde passou, inclusive no Vitória, indico dois textos homenagem, feitos pelo aspirante a jornalista esportivo (já é, na verdade) amigo e torcedor do rubro negro, Milton Filho: Mario Sergio, o vesgo (clique) e E o Vesgo se imortaliza (clique), ambos do fantástico projeto: Memórias do EC Vitória, que ele conduz com brilhantismo. Obrigado por tudo Mario. 


Demais profissionais de imprensa que nos deixaram: TV Globo, Globoesporte.com e RBS - Organizações Globo: Ari Júnior: Grande cinegrafista, que cobriu eventos como Copas do Mundo, Olimpíadas e fez parte do programa Planeta Extremo, premiado mundo afora. Guilherme Van der Laars: Produtor TV Globo. Guilherme Marques: Repórter TV Globo. Giovane Klein: Repórter RBS TV. Bruno Mauri: Técnico RBS TV. Djalma Araujo: Cinegrafista RBS TV. Laion Espíndola: Repórter Globoesporte.com. Demais colegas da imprensa sulista: André Podiacki: Diário Catarinense. Renan Agnolin: Repórter, Rádio Oeste Capital - Chapecó. Fernando Schardong: Repórter, Rádio Chapecó. Douglas Dorneles: Repórter, Rádio Chapecó Edson Ebeliny: Repórter, Rádio Super Condá. Gilson Gagliotto: Narrador, Ràdio Super Condá. Jacir Biavatti: Comentarista RIC TV/ Rádio Vang

Vítimas da Tripulação: Ovar Goytia, copiloto, Sisy Arias, copiloto, Romel Vacaflores, assistente de voo. Alex Quispe, auxiliar de voo. Gustavo Encina, representante. Angel Lugo, técnico. Além de Miguel Quiroga, piloto, dono e responsável (segundo o que os indícios apontam) pelo acidente que tirou a sua e a vida de 71 pessoas. 



Vale e vale muito também neste momento de tanta dor, onde estão sendo veladas as vítimas dessa tragédia, celebrar a vida dos sobreviventes, que já estão fora de perigo: Alan Ruschel (lateral esquerdo) , Jackson Folmann (goleiro) , Neto (zagueiro), Rafael Henzel, narrador da Rádio Oeste de Chapecó. E os tripulantes Erwin Tumiri e Ximena Suarez. De tudo que vimos na Colômbia, se mencionou pouco a competência dos médicos e das equipes de resgate, verdadeiros heróis, anjos, que propiciaram e foram instrumentos destes verdadeiros milagres. 



Por fim, foi é, e seguirá sendo sem dúvida, tocante ver a comoção no mundo do futebol em torno da tragédia. Que todas essas demonstrações de união, amor, esperança, solidariedade que vimos na Colômbia e ao redor do mundo, além claro de em Chapecó e todo o Brasil, possam além de dar forças e suporte para a Chapecoense seguir em frente, modificar de forma definitiva a nossa visão sobre o esporte, o esporte é vida, o esporte é união, o esporte é AMOR. Nada justifica a violência atrelada ao esporte, nada justifica o ódio ao torcedor rival. Se todos nós saímos dessa tragédia pessoas melhores, que seja essa a melhora, uma consciência coletiva, de que somos todos um só, todos amantes do esporte, independente de cor e escudo.

Compartilho com vocês o depoimento do nosso cronista de velocidade, morador de Timbó, torcedor da Chapecoense, Ricardo Machado: "Prefiro lembrar da Chapecoense como ela sempre foi, motivo de orgulho e imensa alegria para todos de SC. Por mais que a dor seja intensa neste momento tão difícil pra todos nós, os momentos de felicidade que essa equipe nos propiciou vão se perpetuar no tempo e serão sempre o retrato de cada um dos rostos que nos deixaram nessa tragédia sem tamanho". É justamente isso, o que fica é o legado.

Obrigado por tudo Chape, pela lição de vida, pela lição administrativa em um meio tão podre como o do futebol, por abraçar e ser abraçada pelo Brasil e pelo mundo em um momento como este. É claro que não será fácil, mas seguirás cada vez mais grande, com o heroísmo dos guerreiros e heróis que se foram, e sendo levada no peito, pelo amor de todos os brasileiros. 



#ForçaChape #PraSempreChape