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Olá pessoal, mais uma crônica das partidas da Copa 2018, aqui no Jovens Cronistas. Na tarde desta terça-feira (3), tivemos a última partida da fase de oitavas de final da competição. Em Moscou tivemos o confronto entre o 1º colocado do Grupo H, a Colômbia, contra o 2º colocado do Grupo G, a Inglaterra. Em uma partida muito fraca tecnicamente, a Inglaterra saiu na frente no placar, com um gol de pênalti de Kane e a Colômbia buscou o empate ao final da partida com Mina. O empate persistiu na prorrogação e nas penalidades, os ingleses venceram por 4 a 3.

A Colômbia foi a campo em uma formação com três volantes, no 4-3-2-1, com a entrada do volante Lerma, na vaga de James Rodriguez, que não recuperou-se a tempo da partida. A Inglaterra jogou com seu 3-5-2, com a equipe habitual, utilizada nos dois primeiros jogos da primeira fase. Aos 15 minutos, Trippier fez cruzamento da direita e Kane cabeceou sobre o gol. Aos 41, Trippier com cobrança de falta, chutou para fora. Aos 46, Quintero chutou da entrada da área e Pickford defendeu.


No segundo tempo, aos nove minutos, após cobrança de escanteio da direita de Trippier, Carlos Sánchez segurou Kane que acabou caindo e o árbitro Mark Geiger, marcou a penalidade. Na cobrança, Kane chutou forte no meio do gol e marcou o 1 a 0 para a Inglaterra. Assim Kane chegou ao sexto gol na Copa 2018.


Aos 17, Trippier fez cruzamento da direita e Dele Alli cabeceou para fora. Aos 35, Dier perdeu a bola no meio do campo para Bacca, que avançou em velocidade e tocou na direita para Cuadrado, que chutou para fora. A Inglaterra depois abusou de fazer cera, para não termos mais jogo e garantir o 1 a 0, mas acabou castigada. Aos 46, Uribe acertou um lindo chute da intermediária e Pickford fez grande defesa, mandando a bola para escanteio. Na cobrança, aos 47, Cuadrado alçou a bola na área e Mina cabeceou para o chão, a bola quicou e Trippier tentou cabecear, a bola bateu no travessão e foi para o fundo do gol, chegando a Colômbia ao empate.

Na prorrogação, aos 13 minutos, Mojica fez cruzamento da esquerda e Falcão cabeceou para fora. No segundo tempo, Rose avançou pela esquerda e de dentro da área, chutou cruzado, para fora. Aos nove, Trippier cobrou escanteio da direita e Dier cabeceou para fora e assim o 1 a 1 persistiu, o que levou a partida as penalidades.


Nas penalidades, a Colômbia abriu a série, com Falcão, que chutou no meio do gol, fazendo 1 a 0. Kane cobrou para os ingleses, chutando no canto direito de Ospina, que não alcançou a bola. Na segunda série de cobranças, Cuadrado converteu para a Colômbia e Rashford para Inglaterra, ficando assim 2 a 2. Na terceira série, Muriel chutou e marcou o gol para Colômbia e Henderson chutou no canto direito de Ospina, que se esticou e defendeu, colocando a Colômbia em vantagem, por 3 a 2.


Mas a vantagem colombiana, não durou muito, pois na quarta série de cobranças, Uribe, chutou forte e a bola explodiu no travessão. Pela Inglaterra, Trippier chutou alto, no canto direito de Ospina, que não conseguiu alcançar a bola, empatando assim a Inglaterra em 3 a 3.



Na última série de pênaltis, Bacca achou que era Cristiano Ronaldo, se posicionou igual ao atacante português, chutou no canto direito de Pickford, que saltou e fez grande defesa. Na última cobrança, Dier chutou no canto direito de Ospina, que se esticou todo, chegou a tocar na bola, mas não conseguiu evitar o gol, vencendo assim a Inglaterra pelo placar de 4 a 3.


A Colômbia assim despede-se de cabeça erguida da Copa do Mundo. O time sentiu muito a ausência de sua principal estrela James Rodriguez, pois assim Quintero acabou muito sobrecarregado na armação de jogadas. Mas o time lutou os 90 minutos e conseguiu levar a partida até as penalidades, chegou a estar em vantagem, mas Uribe e Bacca acabaram desperdiçando a oportunidade de colocar a Colômbia nas quartas de final.


Os ingleses, mais uma vez não mostraram um grande futebol e se não tivessem feito tanto antijogo durante os 90 minutos, já poderiam ter avançado sem ter que ir as penalidades. Pickford acabou sendo essencial ao fazer a defesa na última penalidade e contar com a sorte, no chute de Uribe no travessão, quem tem que lhe agradecer é Henderson, que tem que parar de reclamar tanto e sim jogar futebol.

Nas quartas de final, a Inglaterra enfrentará a Suécia, que hoje (3) derrotou a Suíça, por 1 a 0. A partida será no próximo sábado, em Samara. A Inglaterra teoricamente esta no lado mais fácil da tabela da Copa do Mundo e se conseguir apresentar um melhor futebol, poderá chegar até a decisão, basta o time mostrar um melhor futebol, sem tanto pragmatismo.



A partida desta manhã marcou a rodada final do grupo H e acabou com o drama colombiano na primeira fase da Copa do Mundo

Os dois times promoveram mudanças para esse jogo decisivo Senegal optou pelo atacante Keita Baldé que joga no Monaco, e na Colômbia Yerry Mina ganhou definitivamente a vaga de Murillo.



O inicio de jogo foi de bastante estudo ambas as equipes tocando muito a bola mais sem objetividade para criar uma chance clara de gol, o que chamou atenção foi a marcação alta do time senegalês, após os primeiros 10 minutos o time africano começou a dominar o jogo e manter a posse de bola.



Posse de bola que não conseguiu torna-se efetiva para criar chances claras de gols, faltou à qualidade no último passe para conseguir passar a última linha defensiva colombiana, o atacante Mané foi mais lúcido que as partidas anteriores, tomando a bola pra si e na base da individualidade criar alguma oportunidade.

A Colômbia pouco fez no primeiro tempo, as chances surgiram em duas faltas, uma cobrada por Quintero que exigiu uma grande defesa do goleiro africano e outra um cruzamento originado por outra infração que Falcão Garcia em impedimento jogou a bola por cima do gol.

O VAR teve seu protagonismo ao anular o pênalti cometido por Davinson Sanchez em cima de Mané, o zagueiro deu um carrinho que inicialmente acertou somente o atacante senegalês, prontamente o juíz apontou a marca da cal, a turma do vídeo rapidamente chamou o árbitro e mostrou o equívoco quando claramente Sanchez acerta primeiro a bola e posteriormente o jogador adversário.





O drama colombiano continuou quando aos 30 minutos James Rodriguez saiu sentindo uma lesão e o escolhido foi Muriel, a alteração fragilizou ainda mais o setor criativo do time que não conseguiu se organizar até o final da primeira etapa.





A segunda etapa começa mais tensa, a equipe senegalesa começou agressiva cometendo varias faltas, e a Colômbia crescendo no jogo, todo o esquema feito por Aliou Cissé foi sendo desmontado durante a etapa final, Muriel até então apagado foi brilhando e ajudando o meio campo a criar jogadas de perigo.

Aos 14 minutos a atmosfera do estádio mudou, o gol do time polonês pela outra partida do grupo fato que estava classificando o time sul-americano e que fez os torcedores cafeteiros vibrarem, a partir da animação das arquibancadas o jogo ganhou mais velocidade e ambos os times saíram para o jogo.
O último passe foi derrubando a equipe africana, a lucidez de Mané foi se apagando e a equipe se acomodando ao resultado que até o momento classificava as duas equipes para a próxima fase do torneio.

Cuadrado que enfrentava um jogo apagado e uma marcação dupla, pesada e que limitava a atuação do destaque colombiano, em uma das poucas oportunidades que teve, tentou uma jogada individual que terminou em um escanteio.

E aos 29 minutos Quintero foi para a cobrança e achou Yerry Mina que mais uma vez resolveu a vida do time sul-americano em uma cabeçada perfeita, de cima para baixo, o quique no chão impossibilitou a defesa do goleiro N’diaye.

A tradicional dança mostrou o alívio de todos os colombianos que agora não dependiam de ninguém para se classificar e jogava a pressão para o lado senegalês que agora jogava contra o tempo e a limitação técnica do time.



Pekerman usou a inteligência recuou o time esperando a chance do contra ataque, ganhou cada segundo fazendo alterações nos momentos em que a equipe africana mantinha uma pressão ofensiva, assim controlando o jogo para desespero dos torcedores senegalês.

As alterações para o ataque total não resolveram a vida de Mané e seus companheiros, todas as bolas lançadas em direção à área colombiana foram afastadas por Mina e Sanchez que colaborou para a consolidação da ótima partida que eles fizeram.

O jogo terminou festa do time colombiano até mesmo de James Rodriguez que lesionado atuou de assistente técnico se esforçou para comemorar, os sul-americanos venceram a crise criada no primeiro jogo na derrota para o Japão, o que fez o time acordar e o professor Pekerman ajeitou a parte tática, nesses três jogos ouve uma evolução, a concentração foi altíssima e o desempenho principalmente do meio campo melhorou, claro a partida de hoje foi algo atípico, pois perder o craque do time nos primeiros 30 minutos do jogo causa certa confusão nos jogadores que já estavam acostumados com a movimentação.

O final melancólico tomou conta dos torcedores de Senegal, que começou de forma surpreendente com a vitória sobre a Polônia, deu força para a equipe e colocou o time entre os favoritos para passar a próxima fase, mas Copa do mundo é uma caixinha de surpresa e nas entrelinhas que ela fascina os torcedores cada vez mais, um detalhe tão simples transformou a eliminação do ultimo representante africano em algo muito dolorido, os dois cartões amarelos a mais que a equipe japonesa.


Sim... dois cartões amarelos.. mais que p#@$ !!  Justo isso

Os critérios referentes à disciplina adotados todos pensavam que seria algo bobo, mas foi extremamente revelador principalmente para inibir um time que usou das faltas para controlar o jogo, esse foi o caso de Senegal que nas partidas anteriores e no jogo de hoje abusou das faltas para tentar esfriar a partida, essa falta de maturidade talvez  foi o principal fator para a eliminação.

Aliou Cissé tem de refletir sobre isso e em caso de continuação de trabalho ajustar, pois provavelmente esse critério continuará sendo adotado, por maior que seja a limitação, o time Senegalês é bom e seu comandante é uma das revelações da copa, ele não mudou a característica da escola africana como a Nigéria pifiamente fez, a tentativa de Cissé em organizar defensivamente e acalmar o time para usar suas armas e velocidade ofensiva no momento certo tem de ser elogiada, obrigado Senegal por contrariar todas as analises e mostrar que o futebol africano em sua essência ainda respira.

Pekerman precisa ajeitar somente o esquema tático na parte criativa, mas primeiro saber qual é a real situação de James para poder montar algo com Quintero sendo a mente criativa do time visto que ele mostrou ser capaz de fazer essa função, se J.Rodriguez não estiver em plenas condições não é momento para jogar no sacrifício, o ideal é poupa-lo e usar quando for necessário, a próxima fase é um teste difícil para a seleção colombiana que vai precisar estar atenta e muito preparada para bater Inglaterra ou Bélgica.



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Imagens: Reuters




A tarde deste domingo foi marcada pelo jogo de vida ou morte para Polônia e Colômbia pelo grupo H

O pré-jogo foi marcado pelas diversas mudanças em ambos os times, os polacos decidiram mudar o esquema tático partindo para o 3-4-3 tentando dar munição ao craque Lewandowski, os colombianos confiantes na sua forma de jogo optaram apesar pela substituição de peças, Murillo que teve atuação abaixo do esperado, Mina foi o zagueiro escolhido, a outra alteração foi o meio atacante Izquierdo para a entrada de James Rodríguez.

O jogo começou tenso e muito disputado, muitas divididas e erros de passe, com a evolução do jogo o futebol apresentado foi melhorando e a Colômbia tomou conta do jogo e imprimiu seu ritmo, deixando o jogo quente e fazendo o esquema polonês ir afundando pouco a pouco.


Aos 30 minutos o drama colombiano continuou e uma alteração foi obrigatória o volante Aguillar se contundiu e Uribe entrou no jogo, o ritmo não foi afetado com a mudança, diversas chances foram criadas pelos sul americanos, mas o ultimo passe não entrava e os poloneses cada vez mais retrancados por não conseguirem ir ao ataque.

Escanteio aos 40 minutos, Cuadrado espertamente cobrou para James, um passe pra Quintero que enfiou uma bola precisa na lateral direita da área e mesmo James com um tapa preciso colocou a bola na cabeça de Yerry Mina que com faro de zagueiro artilheiro tirou o primeiro zero do placar e a Frost Free que cada jogador colombiano carregava nas costas.




A segunda etapa começou com uma Polônia mais contundente em campo, com toque de bola rápido tentando confundir a marcação colombiana, Lewa viu a oportunidade de ser mais requisitado no jogo, mas seus companheiros não conseguiam acertar o último passe talvez por afobação ou por falta de técnica, na única bola que chegou clara de um lançamento Lewandowski foi barrado pela barriga de Ospina que amorteceu o chute do artilheiro.
Emoção do primeiro gol  em copa do mundo depois de 5 anos de luta

Os polacos cometeram um erro fatal, deixaram o meio campo Quintero sem marcação, foi ele quem mandou os europeus para o fundo do poço quando em um passe espetacular achou Falcão Garcia livre entre a linha de 3 homens, ai meu amigo artilheiro nato meteu um  “trei dedo na bola ala Gerson” tirando de Szczesny e aumentando a vantagem  dos amarelos na partida, brincadeiras a parte foi um lance de muita emoção, pois foi o primeiro gol de Falcão em copas do mundo e pode significar a volta do craque as suas grandes performances.

O tilt tomou conta dos poloneses que atordoados viram James fazer bela jogada pelo lado esquerdo da intermediaria e dar um belo passe novamente entre os três zagueiros encontrando Cuadrado livre, leve e solto para o mano a mano com o goleiro, um chute colocado sem chances colocou os Colombianos na briga por uma vaga novamente na próxima fase.

O jogo foi entrando em sua reta final, fluindo de forma tranquila para os sul-americanos, novas chances de gol foram criadas, mas agora sem muita precisão, os polacos sentiram o golpe fatal, o terceiro gol selou o destino “Vamos no próximo expresso para Varsóvia”, o time não conseguiu se achar em campo, alterações realizadas pelo técnico Adam Nawalka foram inúteis, aliás o comandante demorou muito para perceber que o esquema tático foi ineficaz.

O isolamento foi gritante, você é mais do que esse time merece
E o Lewa como ficou? Pobre Robert ficou atordoado tentou desesperadamente buscar a bola fora da área resolver com seu talento, porém jogar sozinho é complicado, ninguém apareceu pra receber, ninguém infiltrou no espaço que ele conseguiu encontrar, pedia aos céus para que uns de seus companheiros de Bayern brotasse do chão com a camisa branca e shorts vermelho...




Talvez a expectativa fosse exagerada na Polônia que não estava em nível de ser tão cogitada ao favoritismo, existe uma grande limitação técnica no time, não foi o melhor momento vivido por Blaszczykowski  e Zielinski,os dois únicos homens que poderiam dar repertório ao artilheiro Lewandowski.

O que matou de fato o time hoje foi a loucura do técnico Nawalka inspirada em Sampaoli de mudar o esquema do time, 3 zagueiros contra os pontas colombianos foi suicídio, os dois alas que fizeram a tentativa de colocar o time com uma postura ofensiva acabaram se tornando laterais devido a forte pressão que o time adversário, fazer que esses caras corressem mais da metade do campo sem ser a característica dos jogadores que exerciam a função foi algo imperdoável na tática do futebol, o resultado está ai com os três gols sofridos e o desempenhos pífio do time.


Pékerman,a mente por trás do sucesso colombiano


Por sua vez méritos do José Pékerman que confiou em todo seu trabalho e entendeu que o jogo contra o Japão foi uma fatalidade, treinou essa semana e colocou o time nos eixos, deu a moral necessária para que Quintero jogasse a partida e fosse o melhor jogador em campo, podemos esperar uma nova Colômbia de hoje em diante, o futebol bem jogado está voltando gradativamente e vai surpreender muito os adversários nesta fase de grupos e provavelmente nas oitavas de final do torneio.







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Imagens: Reuters, AFP






Olá amigos, os dois jogos desta manhã/tarde foram marcados por resultados inesperados, mas que mostraram a força das zebras do Grupo H da Copa de 2018


Antes de o jogo começar o destaque ficou marcado pela emoção de Radamel Falcão Garcia que finalmente disputa sua primeira partida em copa do mundo depois de 5 anos terríveis sofrendo de lesões que quase o tiraram do futebol.

O primeiro tempo foi de surpresa, o time colombiano tentou sair pressionando os japoneses nos primeiros lances da partida, e com 3 minutos de jogo após a roubada de bola Osako ganhou a dividida contra Murillo e saiu mano a mano com Ospina, o goleiro fez um verdadeiro milagre, mas na sobra Kagawa livre chutou e Carlos Sánchez se jogou em atitude de desespero com a mão na bola dentro da área...

 Uma ótima defesa, pena você não ser goleiro! Seu cabeção aproveita e leva esse cartão vermelho aqui...

Pênalti que o experiente Kagawa cobrou com extrema maestria no centro do gol deslocando o goleiro, festa dos Samurais azuis que vinham pressionados por um bom desempenho nessa Copa do Mundo.

 A Colômbia se desorganizou, recuando o meia armador Quintero, que era o homem mais lucido em campo, para a função do volante expulso, mesmo com a vantagem os asiáticos preferiram segurar e administrar o jogo.


"Quintero Gaúcho", autor do gol colombiano 
Em um lance bobo no apagar das luzes, Nagatomo espirrou a bola para o lado errado, Falcão dividiu com Yoshida e foi derrubado na entrada da área, falta para os colombianos.

Expectativa, tensão dominaram o clima do estádio já que o principal batedor James Rodríguez não estava em campo, Quintero assumiu a responsabilidade e no melhor estilo Ronaldinho Gaúcho mandou por debaixo da barreira e marcou um golaço encerrando o primeiro  tempo.




As esperanças colombianas se renovaram para a segunda etapa, mas logo o jogo mudou os nipônicos começaram a pressionar, criar jogadas ofensivas que levaram enorme perigo ao gol dos sul-americanos, eis que surge um escanteio Kagawa na cobrança perfeita para Osako fazer seu papel de centroavante, subiu mais alto que as torres colombianas Sánchez e Murillo e acertou uma bela cabeçada colocando os japoneses novamente na frente.



Vendo o jogo se tornar dramático o técnico Pekerman tentou fazer o que estava ao seu alcance tático, promoveu a entrada de James Rodríguez que fez partida apagada muito por sua condição física que não era a das melhores, a derrota por 2 x 1 do time colombiano  pode ser creditada a expulsão precoce do volante Carlos Sánchez, tudo bem que foi uma atitude de desespero, mas não era necessária mesmo que o gol acontecesse a seleção colombiana tinha chance de virar o jogo de maneira tranquila devido sua superioridade técnica, fica o alerta aos cafeteiros que tem condições totais de se classificar mas para isso exige uma atenção constante durante o jogo para evitar que erros assim aconteçam novamente.


A zebra parte 2


Na outra partida o jogo começou morno, os dois times se conhecendo buscando as melhores formas de sair para as jogadas ofensivas, a  Polônia nos primeiros minutos manteve o ritmo baixo, manteve a posse de bola mas era pouca incisiva na defesa de Senegal.



A seleção africana por sua vez começou  a gostar do jogo e acelerar o ritmo depois dos primeiros 20 minutos, criou mais oportunidades mas propiciou a primeira e única finalização do craque Lewandowski que passou ao lado do gol.

Surpreendida pela imposição física, os Polacos acabaram saindo em desvantagem no placar aos 37 minutos, jogada de Niang no meio campo que ganhou de Piszczek, tabelou com o Mané na entrada da área e o craque do Liverpool achou Gueye livre que encheu o pé a bola desviou em Thiago Cionek, matando o goleiro Szczesny da jogada.

O primeiro tempo terminou com o time polonês perdido e a seleção africana atacando e colocando mais pressão no jogo criando diversas chances de gol, vale destacar o posicionamento defensivo que anulou Lewandowski no ataque dos europeus.


O segundo tempo começou movimentado, os polacos buscaram mais o ataque criaram inúmeras chances do empate, porém todas finalizadas sem qualidade ou direção mostrando a maior fragilidade desse time que depende muito de seu artilheiro para marcar gols.


Quando o empate aparentava  ser eminente um recuo errado de bola em direção a Szczesny  colocou nos pés de Niang a oportunidade de fazer historia e dar aos africanos a primeira vitória na competição, e foi o que aconteceu saiu Szczesny atrapalhado (bem ao seu estilo sendo sincero) tomou o corte do atacante que ficou com o gol livre para ampliar o marcador aos 15 minutos da etapa final  e conseguir a liderança do grupo.


Nos minutos finais houve um recuo do time senegalês  que controlava o jogo com a posse de bola e numa falta boba na intermediaria o time polonês diminuiu a desvantagem, cruzamento preciso para Krychowiak executar  uma cabeçada precisa para o fundo dos gol, mas já era tarde para mudar o resultado e mais uma “zebra” aconteceu nesta  Copa do Mundo .

Ficou evidente que a seleção polonesa é a mais fraca das europeias, que depende extremamente do talento de Lewandowski, mas isso é pouco para quem pretende avançar para a próxima fase visto que as equipes sabem disso e criam sistemas para anular a movimentação e a oportunidade de cruzamentos para o atacante.

Por parte africana o destaque ficou pela partida tática feita por Mané, chamando a atenção dos zagueiros adversários forçando erros ou abrindo espaços para seus companheiros atacarem os espaços livres, como na jogada do segundo gol feito por Niang.



Parabenizo as seleções Japonesa e Senegalesa pela a forma com que jogaram hoje, sabiam de suas limitações, mas não tiveram medo de enfrentar as demais equipes, foram felizes nas suas jogadas que aproveitavam as características físicas de seus jogadores e principalmente os sistemas de marcação que anularam os adversários, e mostraram principalmente que Copa do Mundo é um evento magico que propicia superações, lembro principalmente da seleção japonesa que tem sido criticada e cotada como “azarona” ( inclusive pela a analise inicial que fiz deste grupo), mas o grupo conseguiu provar seu valor e dar passos importantes para continuar vivo na competição.



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Imagens: AFP, AP, FIFA.COM




Salve, pessoal, amantes da seleção brasileira e hoje mais do que nunca, amantes do futebol. O texto de hoje é dedicado a todos e todas que sentiram o que foi a tragédia do dia 29 de novembro de 2016. Porém, em várias situações na vida, você tem a chance de renascer. É a hora de ver o que este esporte chamado futebol nos reserva sobre o "renascer" da Chapecoense.

Já vimos equipes caírem demais, mas se recuperarem tempos depois. A missão da Chapecoense é muito mais do que isso. É voltar a ter uma equipe competitiva a curto prazo.  Quando a Chapecoense enfrentou times na Copa Sulamericana muitos diziam que "a Chapecoense é o Brasil". Hoje, o Brasil foi Chapecoense e continuará sendo por um bom tempo.

Mas vamos falar de futebol. Brasil e Colômbia se enfrentaram no Engenhão por um amistoso cuja renda serviu de arrecadação às famílias das pessoas que se foram no acidente aéreo. As duas seleções contaram com jogadores que não atuam na Europa e a maioria em equipes nacionais. Tite mandou a campo um time no 4-1-4-1 com Weverton, Fagner, Geromel, Rodrigo Caio, Fábio Santos, Walace, Dudu, Willian Arão, Lucas Lima, Robinho e Diego Souza.

Do lado colombiano, não havia as estrelas James Rodríguez, Falcao, Cuadrado, etc., mas tinha também uma equipe um tanto quanto perigosa, principalmente no setor ofensivo. Teo Gutierrez e Borja cuidaram de dar sustos na seleção brasileira.

Em clima de amistoso, o jogo começou com poucas chegadas, Brasil rodava a bola, mas não dava aquela investida. Tanto que somente após dez minutos, Dudu recebeu bom passe de Diego Souza, mas foi travado na hora da finalização. Depois desse lance, a Colômbia começou a mostrar as cartas do jogo, principalmente em cruzamentos. Em um deles, a bola acabou na trave esquerda de Weverton. Em outra jogada, Borja chutou cruzado, mas a bola foi para fora da meta.

A seleção brasileira criou apenas mais uma chance perigosa que foi um chute por cima do gol executado por Willian Arão após rebote de jogada envolvendo Robinho e Dudu. Um primeiro tempo pouco produtivo para a seleção brasileira.

Tite mudou o time na segunda etapa, colocou Diego no lugar do Robinho, Rodriguinho no lugar do Arão e Jorge no lugar de Fábio Santos. Diego veio para dar mais opção ao meio de campo e Rodriguinho para buscar mais jogadas na frente, auxiliando Lucas Lima que não estava em seus melhores dias. Logo no começo da segunda etapa, uma jogada de Rodriguinho para Fagner e de Fagner para Diego Souza que chutou para defesa do goleiro. No rebote, Dudu conferiu para as redes.

Dudu celebra seu gol com a camisa da seleção (goal.com)

A Colômbia não queria deixar barato o jogo e voltou a levantar suspiros do torcedor brasileiro, em cobranças de falta. Em uma delas, Weverton teve que buscar quase em seu ângulo esquerdo e na outra, Berrío acabou chutando cruzado para fora em uma "trapalhada" da defesa brasileira.

Tite mexeu novamente e colocou Gustavo Scarpa, Camilo e Luan, nas saídas de Dudu, Lucas Lima e Diego Souza. Camilo protagonizou bons lances no lado do campo e Scarpa conseguiu um belo arremate em cobrança de falta. De resto, o jogo não exigiu tanta força das duas equipes. Fim de papo.

Para falar de futebol, espero que algumas coisas da seleção brasileira não se repitam. Uma é um setor defensivo um pouco estabanado; pode ser por desentrosamento? pode. Espero que seja. Geromel e Rodrigo Caio não mostraram muita firmeza em sair jogando, algo que é necessário na seleção principal de Tite. A outra é a distribuição dos jogadores em campo, principalmente no ataque. Em várias oportunidades, os 4 jogadores da segunda linha de 4 estavam quase todos aglutinados no meio da intermediária. Isso em um amistoso não vale muito, mas se fizer isso em um jogo pra valer, as consequências podem ser graves; muitos espaços nas costas dos alas, cobertura incapaz e ineficiente do jogador responsável por marcar - Walace no caso. Não tinha visto nada parecido antes nas seleções do Tite e muito menos nos times que ele comandou.

Agora falando do "extrafutebol", belíssima atitude das duas confederações. Particularmente seria interessante um "jogo de volta" na Colômbia e bem que o Sr. Marco Polo Del Nero poderia viajar para lá para ser um "embaixador" da partida. Que tal?

Como foi mencionado lá em cima, já vi várias viradas no futebol. Espero que este esporte mostre por que a frase "futebol é mais que um simples esporte" é tão válida. Verde é a cor da Chape. Verde é a cor da esperança. A esperança de ver o time brilhar novamente. Alçar vôos cada vez mais altos, assim como Condá fez. Brasil não está de luto mais. Está verde, esperançoso, queremos ver o que você, futebol, nos reserva para mais essa bela história de superação. Para encerrar a matéria, uma foto que mostrou a união entre Brasil e Colômbia nessa tragédia.

Jogadores de Brasil e Colômbia perfilados para amistoso (El País)



A equipe conquistou o nono título nacional (Foto: Samuel Norato)
Fundado na cidade de Bogotá em 1941, o Independiente Santa Fé é um dos principais times do futebol colombiano, porém a equipe ficou sem conquistar um título nacional por 37 anos, voltando a conquistar apenas em 2012. A partir desse ano, Os Cardiais venceram mais ou menos um título por ano e nesse ultimo domingo (18) conquistaram o nono titulo nacional garantindo a classificação direta para a fase de grupos na libertadores. O título veio após a vitória de 1 a 0 contra o Deportivo Tolima com o gol de cabeça de Urrego aos onze minutos do primeiro tempo. Com o empate no jogo de ida e a vitória na volta, o Santa Fé pode comemorar pela nona vez na sua história.

Para conquista do título desse ano, o time se reforçou com doze reforços: Leonardo Pico (Patriotas), Kevin Salazar (Fortaleza), Carlos Arboleda (Rionegro Águilas), Javier López (Rionegro), Horacio Salaberry (Aucas, Equador), Juan Falcón (Al Fateh, Arabia Saudí), Jhon Fredy Salazar (Once Caldas), José David Moya (Cortuluá), Humberto Osorio Botello (Defensa y Justicia, Argentina), Joao Rodríguez (Sint-Truiden, Bélgica), Ánderson Plata (Sem Clube) e Jonathan Agudelo (Millonarios), além do elenco do primeiro semestre, já que disputaram outros torneios como a Copa Suruga Bank, Recopa Sulamericana, Copa Sulamericana, Copa Águila e Liga Águila, conquistando o torneio japonês diante do Kashima Antlers, atual vice-campeão mundial.

A caminhada para o título começou com a classificação na quarta posição para as quartas de final, o adversário foi o atual campeão colombiano, Independiente de Medellín, conquistando as duas vitórias de 2 a 1 e 2 a 0, classificando a equipe para semifinal. O adversário na semifinal foi o atual campeão da Libertadores e maior campeão do futebol colombiano Atlético Nacional. A primeira partida terminou empatada em Bogotá. No jogo de volta, devido ao calendário, os verdolagas jogaram com a equipe Sub20, já que estariam disputando o campeonato mundial no Japão. Como o Santa Fé não tem culpa por causa disso, goleou a equipe de Medellín por 4 a 0, classificando para semifinal. Conforme falei anteriormente nesse artigo, o adversário foi o Tolima, empatando fora em 1 a 1 e vencendo em casa no placar de 1 a 0, garantindo o nono título para os leões.

O título não foi fácil e um dos heróis dessa conquista foi o técnico argentino Gustavo Costas, que foi campeão colombiano em 2014 pela equipe. Ele substituiu Alexis García, impôs uma nova forma de jogar, conquistou a Copa Suruga Bank e quase conquistou a Recopa Sulamericana para o River Plate. Eliminado para o Cerro Porteño nas oitavas, após ter vencido o jogo de ida por 2 a 0 e ser goleado na volta por 4 a 1, a Liga Águila seria o objetivo final para equipe e técnico em 2016. Depois da derrota para a equipe do Patriotas por 2 a 0, ele colocou uma série de nove jogos sem perder garantindo a classificação para as quartas de finais do campeonato colombiano, fechando com 15 jogos sem perder para conquista do campeonato.


Apesar de muitos falarem do Atlético Nacional e a questão da sua eliminação do torneio por causa do calendário, não podemos desmerecer o Independiente Santa Fé. O time vem conquistando títulos importantes têm o bom atacante Osório, que fez sete gols no campeonato e o conjunto em si, que soube levantar a cabeça e dar a volta por cima graças ao técnico argentino. Acho que podemos sim esperar um Santa Fé mais competitivo para 2017 já que tem a Super Copa da Colômbia e Libertadores, porém o titulo colombiano é de grande importância para quem ficou quase 40 sem conquistar e vencer o terceiro em menos de cinco anos. Parabéns Independiente de Santa Fé, nove vezes campeão colombiano.

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*José Nunes (@JosecleiNunes) é fundador e editor do blog Futebol Retrô. Escritor, graduando em história. Ama futebol, política e um bom papo de botequim.