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Amigos! Estamos de volta em mais um Crônicas da Rússia (Clique), para falar sobre um tema que ao menos a mim encasqueta a cuca. Afinal, qual a valia de uma decisão de 3º lugar no futebol? Visto que o futebol é um esporte (vide o que estão fazendo com Tite e a Seleção Brasileira) onde o trabalho só é valorizado (sobretudo repito, no Brasil) quando se vence, o segundo colocado é o: "primeiro dos últimos", logo, o terceiro seria: "o segundo dos últimos". Por que manter (ou não) a tradição da disputa dessa partida, afinal?


A disputa de terceiro lugar nas Copas do Mundo para a maioria trata-se de um verdadeiro anti-climax, o resultado de derrota e o fim do sonho da conquista de um título gigantesco, o maior do esporte e de seleta galeria já caiu por terra. Nota-se que o terceiro lugar no futebol ainda é disputado muito mais por uma conveniência comercial, vejam que eram mais de 64 mil pessoas em Moscou hoje para acompanhar Bélgica x Inglaterra, número bastante expressivo que movimentou muito dinheiro, só pra falar do estádio, sem contar com as cotas de patrocínios, exposições de marca durante os 90 minutos da partida, enfim, somas astronômicas de dinheiro.

Apesar de tudo isso, muito já se discute inclusive na FIFA uma abolição dessa disputa, pelo caráter pouco competitivo desta partida. Claro que são mais (ao menos) 90 minutos de futebol, com duas das melhores seleções do planeta, claro que é um espetáculo, mas um espetáculo prejudicado por...não valer nada, no futebol o terceiro lugar não é nada, é claro que é mais legal vencer do que perder, mas em fim de temporada, os jogadores preferiam "dividir a condição de terceiro colocado" do que ter de disputar mais uma partida para definir isso, tenham certeza.

Vejam, não é nossa intenção diminuir o feito e o resultado da Bélgica, que tem um grande time, de muita qualidade, que eliminou o favorito ao título Brasil merecidamente e combateu a também favorita ao título França de igual para igual. Um time que nesta disputa de terceiro lugar vencida por 2 x 0, mostrou a superioridade técnica que tem, num jogo de menor tensão e responsabilidade, em relação a um jovem e com bons valores time Inglês, que também fez um grande papel e também simbolicamente mereceria o terceiro posto, caso esse jogo já não existisse. Porém, no futebol a medalha de bronze não tem o mesmo valor dos esportes olímpicos.


Diferentemente desta Copa e da Copa aqui no Brasil em 2014, onde (felizmente) tive o apoio de grandes colegas de site, cobri os jogos Rio 2016 (Clique) sozinho aqui para o site, tive de me preparar muito, estudar muito e trabalhar como um condenado, a cobertura foi um êxito, com mais de 5 mil visualizações, número dentro da nossa expectativa bastante expressivo e nessa cobertura pude ver a exata diferença do valor de uma medalha no futebol e nos esportes olímpicos.

O futebol não tem a "cultura da medalha" (apesar de o José Maria Marin adorar uma), busca-se (como já dito) sempre o resultado de título, mal se lembra quem foi o vencedor do terceiro lugar e menos ainda o perdedor, isso fica (novamente, como já dito) como um registro muito mais de um cumprimento comercial de tabela, embora seja um jogo valendo vitória e claro, o vencedor receba (merecidamente) os louros pelo feito alcançado.

Nos jogos olímpicos a medalha é o mais importante, claro, busca-se o ouro, mas já se sabe que EUA, Grã-Bretanha, China e antes (houveram graves problemas com doping, vejamos como o país vai voltar) a Rússia abocanhavam quase todas as medalhas de ouro. Brasil a parte, os demais países sempre se orgulharam dos bronzes que conquistaram, para muitos, as medalhas de bronze são as únicas que conquistarão e os vencedores são recebidos com honras de heróis nacionais, pela medalha, pelo valor esportivo e sentimental que essa grande conquista tem, a medalha de bronze na cultura olímpica é efetivamente uma vitória, uma conquista.

No futebol não é assim, os belgas conquistaram seu maior resultado em copas com o terceiro lugar na Rússia, evidentemente é uma geração de heróis nacionais e terá o reconhecimento local (apesar de um monte de Brasileiro otário crer - ou fingir crer - que estava certo em qualificar a Bélgica como "timeco" após a derrota ante a França) e este reconhecimento viria, no nosso entender, existindo este jogo ou não ante a Inglaterra. Fora a questão de mercado, no nosso entender não é necessária a disputa de terceiro lugar. Resta saber se algumas correntes de pensamento no mesmo sentido, conseguirão convencer os que mandam no futebol da não-necessidade dessa disputa e assim de dispensar uma soma de dinheiro, em nome da razoabilidade.


E para vocês, faz sentido existir disputa de terceiro lugar na Copa do Mundo? Opinem! 



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Foto: AFP 


Reuters
Salve, pessoal, torcedores que agora estão "cumprindo tabela" nesta Copa do Mundo 2018 ou simpatizantes das seleções remanescentes, vamos repercutir a primeira finalista. A França venceu a Bélgica pela contagem mínima pela semifinal disputada em São Petersburgo nesta terça-feira (10). Já a Bélgica fica com o grande feito de ter eliminado a seleção brasileira e conseguir ao menos buscar um pódio para uma geração um tanto quanto talentosa. Mas vale ressaltar que a geração francesa também tem muito talento, qualidade e fez isso prevalecer na partida. 

A França foi a campo com Lloris, Pavard, Varane, Umtiti, Hernandez, Pogba, Kanté, Matuidi, Mbappé, Griezmann e Giroud, um esquema 4-3-3 escalado pelo técnico campeão mundial em 1998, Didier Deschamps. Já a Bélgica foi escalada a princípio no esquema 3-4-3 com Courtois, Alderweireld, Kompany, Vertonghen, Witsel, Fellaini, Dembélé, Chadli, De Bruyne, Hazard e Lukaku. Sem a bola, a Bélgica ficou desenhada taticamente no esquema 4-2-3-1, com Chadli fazendo a função da lateral direita e Fellaini avançando para a linha de 3 na frente.

Táticas, escalações à parte, a primeira etapa foi comandada pela Bélgica. Mas, todo grande time precisa começar por um grande goleiro! Se dependesse disso, o jogo provavelmente terminaria empatado. Hazard perdeu boa chance em chute cruzado que para "hazard" dele passou raspando a trave esquerda. O camisa 10 belga ainda levou perigo em chute desviado. Aos 21 minutos, Alderweireld aproveita bola sobrando na área para mandar um chute no canto, mas Lloris voou bem demais para salvar (foto). Aos 38 minutos, Mbappé deixou o lateral Pavard cara a cara com Courtois, mas o arqueiro belga levou a melhor, defendendo o chute do lateral francês com a ponta de seu pé direito.

Lloris salva arremate de Alderweireld (FIFA/Getty Images)

Na segunda etapa era esperado que os goleiros continuassem a fazer bons trabalhos. Mas quem começou dando trabalho foi a seleção azul em cobrança de escanteio; bola cruzada para Umtiti deixar sua marca na partida e vencer o bom Courtois. A Bélgica então se lançou para cima da França deixando espaços, tanto que a melhor chance foi francesa com Mbappé dando passe de calcanhar para Giroud que desperdiçou. Roberto Martínez, técnico da Bélgica, sacou Dembélé para a entrada de Mertens; a intenção foi reforçar jogada pela direita e De Bruyne ficar mais centralizado. Kevin teve boa chance de empatar a partida, mas o chute saiu "mascado". Fellaini tentou de cabeça, para fora. De Bruyne de fora da área parece que perdeu toda a qualidade do chute do jogo anterior: a bola foi para Moscou. Witsel arriscou de fora da área e o goleiro Lloris afastou de soco para não se complicar. 

Deschamps então vendo seu time ser acuado, sacou Giroud para a entrada de N'Zonzi (volante) e Matuidi para a entrada de Tolisso. Com o contragolpe à disposição, a França só não matou o jogo, pois o grande goleiro belga Courtois interferiu de maneira brilhante mais uma vez, só que em chute de Tolisso. Mbappé e Pogba, principais jogadores franceses prenderam a bola no ataque para selarem a vaga para a finalíssima.

Jogo muito agradável de se ver. Bélgica propondo jogo na primeira etapa, amadureceu bem o gol, mas faltou fazer. Lloris fez a defesa mais difícil do jogo, mas a proposta era clara: Bélgica vindo para cima, França no contra ataque para tentar aproveitar as velocidades de Pogba e Mbappé. Curioso que o gol não saiu desse jeito, mas foi possível notar que a Bélgica se perdeu depois do gol sofrido. Não conseguia colocar a bola no chão. Chegaram a cruzar três bolas em um minuto para a área francesa, algo que, sinceramente, é ridículo para uma geração de qualidade da Bélgica. Mertens entrando pela direita, além de fazer muito "chuveirinho", o fazia de forma errada: ou para Lloris sair tranquilo, ou direto pela linha de fundo.

Lukaku mal ofereceu perigo ao gol francês, bem marcado pelo miolo de zaga. De Bruyne não esteve inspirado com a sua qualidade, visto que seu chute de longa distância foi "Parar em Moscou" como citado no texto. A França fez valer e muito da qualidade de seus jogadores também. Mbappé vem sendo um dos principais nomes da Copa e não é para menos: quando ele coloca a pelota na frente, difícil alguém segurar! Pogba conduz muito bem o contra ataque, além de ser um jogador de chegada no ataque. A baixa da França fica ao seu centroavante Giroud que vem fazendo uma Copa muito ruim mesmo, mas não ruim o suficiente para ofuscar a qualidade do restante da equipe.


França vai em busca do bicampeonato. Pela qualidade do time, considero favoritos contra Inglaterra ou Croácia mesmo. França passou por uma Argentina "renascida", por um valente Uruguai e hoje por uma talentosa Bélgica. Time chega bem fortalecido para a final ou como diria o belo hino francês "para o dia da glória". Afinal, para os jogadores da França, o dia da glória ainda não chegou. Mas pode ser dia 15.



Amigos! Que saudade que já começa a bater, parte de nossos cronistas (a quem agradeço de coração) já se despediu da cobertura da Copa da Rússia, assim como 28 seleções, dentre elas infelizmente a Brasileira (clique), mas claro, seguimos nossa cobertura e restam quatro, que em dois duelos decidirão as vagas na grande final no próximo domingo. E aí, quem será que chega lá? Claro que tudo pode acontecer, mas o nosso papel é fazer o exercício de análise e tentarmos nos aproximar de uma ideia do que possam acontecer nesses decisivos 180 minutos de semifinais.


França x Bélgica

É um duelo com cheiro de final, seja este, com a presença da Bélgica, ainda desqualificada por uma maioria pedante, que não acompanha nada além dos jogos do plim ás 21:45 e antes daquele apresentador "simpático". Mas que tem em seu time, jogadores de muita qualidade, multicampeões e que estão sim, entre os melhores do mundo em suas respectivas posições. Não foi "surpresa" e "vexame" nenhum a Bélgica eliminar o Brasil, foi um grande jogo de futebol, onde talvez com alguns minutos a mais teria sido levado a prorrogação e a história poderia ter sido outra. 

Do outro lado temos uma França, que desde o início qualificamos ao lado de Brasil e Alemanha (é...o futebol passa essas rasteiras na gente, mas a gente não foge do que diz, ao contrário de muitos colegas) como favorita não fez uma grande primeira fase, mas isso é até comum nas seleções que acabam campeãs, o crescimento acontece dentro da competição e é isso que vem acontecendo com o selecionado francês, o time cresceu coletivamente, o talento deste Mbappé da foto aparece cada vez mais e o de Griezmann, ainda que não como o grande protagonista que se esperava, aparece cada vez mais. 

Muito se fala que: "a defesa belga não vai aguentar Mbappé", de fato, não é uma defesa espetacular e ainda que fosse, o camisa 10 está destrutivo nesta Copa. Mas quem disse que "só a Bélgica" vai ter que "aguentar" os talentos franceses. A Bélgica (isso confesso pelos jogadores e por Roberto Martinez) atraiu o Brasil em uma tática que poderia ter sido suicida (sobretudo se a bola de Thiago Silva entra no começo da partida) para no contragolpe, se utilizar de todo o talento de De Bruyne, Hazard e Lukaku (maravilhoso este) e ainda tem uma arma letal como Mertens no banco, a França também terá certamente muito trabalho defensivo. 

Se a França já era favorita ao título a meu ver no começo, agora é ainda mais, ela tem todos os elementos (mesmo que não funcione a plena capacidade nas mãos de Deschamps) de uma seleção campeã, tem um grande goleiro, zagueiros interessantes, um cara como Kanté no meio, que ao lado de Casemiro é o melhor cabeça de área do mundo, um cara como Pogba que qualifica muito a saída e a chegada na frente e pode resolver em um lance individual como já fez na primeira fase e os atacantes nem se fala, além de ter boas peças de reposição. É um time que está pronto para ser campeão, mas enfrenta uma Bélgica magnífica. A meu ver se as equipes entregarem tudo que podem, será um grande espetáculo de futebol e as possibilidades são de 52% para a França e 48% para os belgas. 


Croácia x Inglaterra

Nossa, que jogo difícil, é o "menos badalado" digamos assim das semifinais, mas não será menos equilibrado e dramático, de forma diferente, tem tudo pra ser outro grande espetáculo de futebol, no aspecto tático, no aspecto do estudo e na questão da condição física croata. 

Fica parecendo que eu tenho "algo contra" o English Team, nada disso, é uma questão de maneira de enxergar futebol. Não me agrada o jogo inglês, mas há que reconhecer seus méritos táticos, sua competência nas jogadas aéreas, a segurança defensiva que tem demonstrado e claro, o poder de decisão desse extraordinário atacante do Tottenham, o camisa 9 Kane, são fatores que podem e será merecido, se levarem a Inglaterra a uma decisão de Copa do Mundo, goste eu ou não e isso nada importa. 

Como já dito na introdução deste jogo, a questão física croata pode decidir negativamente, Vrsaljko já está confirmado fora da partida desta quarta por lesão e o goleiro Subasic que ficou até o fim no sacrifício ante a Rússia é dúvida, diante dos problemas de desgaste o time inglês pode ter uma vantagem, não fosse isso eu daria até vantagem ao time croata, pela maior qualidade técnica que tem, por ter mais talento em nomes como Modric (da foto), Rakitic, Perisic, Mandzukic, Rebic, enfim, mas nas atuais condições, é 50% a meu ver pra cada lado, será que teremos mais uma prorrogação? 



E para vocês, quem chega a decisão? Opine! 




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Imagens: Acervo JC. 



Amigos! Já está começando a bater aquela saudade, várias seleções já partiram do país da Copa, várias delas tidas como favoritas inclusive, já não temos jogos todos os dias, as Quartas de final estão chegando e vamos curtir esse restinho, que na verdade é o mais importante desta Copa a cada segundo que resta. Por isso estamos juntos mais uma vez no nosso Crônicas da Rússia (clique), para analisar estes jogos decisivos que por aí vem, da forma que vocês que acompanham certamente conhecem, indo no detalhe além, saindo do óbvio, do caioísmo. 



Uruguai x França

Um jogo absolutamente difícil de se opinar, a França enfim mostrou o seu melhor futebol ante a Argentina, com este aí do lado, um Mbappé destruidor (será que o Barça contratou o francês certo?) um Griezmann que pode ainda entregar muito mais, mas começa a crescer, além de um meio campo forte na defesa e na transição com Kanté e Pogba. 

Meio este que é o fator mais deficitário do Uruguai NO ASPECTO CRIATIVO, quem nos lê efetivamente sabe a minha posição, o meio do Uruguai destrói muito bem e não poderia deixar de ser diferente, jogando com quatro volantes praticamente desde a saída de De Arrascaeta do time titular. A minha crítica é sobre a função ofensiva de criação no meio, ela INEXISTE no Uruguai, sobretudo no que joga hoje, a bola é jogada na dupla de ataque e ela que se vire e quando entra o Cebola, este não consegue dar qualquer tempero ao jogo. 

Analisando este cenário, se a França jogar tudo o que pode, deve comandar as ações do jogo, porém com um Uruguai com a defesa muito sólida e sem a responsabilidade de ter de propor, podendo assumir de vez no jogo a real identidade deste time, que é de se fechar e ser mortal com a dupla de ataque esplêndida formada por Suarez e Cavani. Ah, mas há um problema, tal qual James pela Colômbia, o atacante do PSG tem problemas importantes e pode ser desfalque do time neste jogo decisivo, em sendo, as chances francesas aumentam, com Cavani em condições eu colocaria 52% a 48% pra França, apesar da diferença no meio ser abissal, a dupla de ataque e a dupla de zaga extraordinária que tem Tabarez podem equilibrar e serem letais no contragolpe, bem como na bola aérea. 


Brasil x Bélgica

Outro duelo dificílimo, vocês podem pensar que o fato de a Bélgica ter tomado dois gols do Japão pode mostrar uma fragilidade e até um descredenciamento. Eu penso de forma totalmente diferente, esse momento desfavorável foi o -calejar, o teste que o time precisava pra se mostrar maduro e botar pra fora (parte de) toda a qualidade que tem. Contra a nossa Seleção tenham certeza, eles não irão jogar com a displicência que demonstraram na etapa inicial ante os japoneses, será um jogo bem jogado, porém de muita tensão.

O Brasil por sua vez não tem tido inícios de jogos bons, somente na estreia ante a Suíça, contra a Costa Rica a pressão decisiva foi na etapa final, contra a Servia em muitos momentos da etapa inicial o time adversário até teve o controle e o primeiro tempo das Oitavas foi mexicano. Essa desatenção não pode se repetir ante um adversário tão perigoso. Vejamos se volta o Marcelo, ofensivamente seu ganho é inestimável, mas há que ver suas costas, pois ele não é um marcador de qualidade e com certeza, a entrada de Fernandinho na vaga de Casemiro gera uma perda importante de marcação. Paulinho se for desfalque gerará uma perda de marcação, pois apesar de Renato Augusto cumprir esse papel por vezes, não é a função originária dele e isso pode atrapalhar ante um adversário tão criativo.

O meu cérebro fala em 51% a 49%, mas em se tratando de Brasil, digamos que seja 53% a 47% de chance de avançarmos. Ué, só isso, tecnicamente sim, pode ser que a Bélgica pipoque, que a camisa do Brasil faça a diferença, mas como eu não gosto de analisar futebol dessa maneira, porque aí qualquer um é comentarista, no aspecto técnico eu vejo sim a distância pequena e o nosso diferencial não sendo Neymar, mas sim a nossa defesa, que está queimando minha língua quanto a Thiago Silva e está muito bem.


Rússia x Croácia

Em tese, o time croata seria favorito, pelo bom futebol demonstrado na fase de grupos, um jogo que condizia com a qualidade que sabemos que este time tem.

Porém, o que vimos na fase de Oitavas de final ante a Dinamarca não foi isso, o time de Eriksen mesmo lutando contra as próprias limitações técnicas (não do meia do Tottenham, mas do resto do time, leia-se) mereceu passar pela partida que fez, mas nos penais bateu muito mal e propiciou a Subasic ser o herói da classificação de sua Seleção. 

A Rússia por sua vez foi muito aguerrida ante a Espanha e emocionou a todos com uma classificação brilhante, na luta até a última energia de seus jogadores e no brilhantismo de Akinfeev, vilão aqui no Brasil. O aspecto físico dos russos preocupou bastante, mas eles foram os que mais tempo para descansar tiveram, se tiverem um bom departamento físico, conseguiram se recuperar ao menos em parte dos problemas que apresentaram no domingo. Portanto, eu entendo evidentemente que no aspecto técnico o favoritismo da Croácia é largo, mas se o time não jogar o seu melhor, será sim sobreposto pela luta russa e o apoio da massa, jogando o que jogou ante a Dinamarca o time croata, a Rússia tem totais chances. 


Suécia x Inglaterra

O jogo que encerra esta fase, com mais uma grande surpresa, o time sueco que tem pouquíssima qualidade individual, mas fez uma boa eliminatória, depois eliminou nada menos que (uma enfraquecida) Itália e na Copa se classificou na chave que continha a Alemanha, com uma vitória contundente sobre um México que já tinha colocado na roda (no primeiro tempo) o time alemão e posteriormente eliminando um time mais qualificado tecnicamente que é a Suíça. 

Claro que a Inglaterra é favorita, mas sem nenhum desrespeito, não é um time que me passe confiança, não é um time que tenha peças que possam entrar e mudar o panorama de um jogo, é um time que tem um Kane, tem um meio-campo voluntarioso, tem um Rashford que pede passagem, mas eu penso que se a Suécia se classificar, na força deste coletivo aí representado na foto, não será um feito maior do que os citados no parágrafo acima, confronto (discordem a vontade) equilibrado. 


E para vocês, quem são os favoritos? Vamos debater! 



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Imagens: Acervo JC (AFP, Reuters, Getty) 




A Bélgica havia feito uma boa fase de grupos. Derrotou Panamá e Tunísia sem problemas. Embora fossem seleções fracas, outros times colocados entre os favoritos da Copa do Mundo passaram por dificuldades maiores contra rivais também inferiores. Não houve um teste de verdade diante da Inglaterra, em partida de reservas contra reservas e baixa intensidade. Foi o Japão o responsável por impor o primeiro teste ao time europeu. E os belgas passaram com a nota mínima, aquele cinco chorado. Levaram 2 a 0 no começo do segundo tempo, apresentando espaços na defesa e certa apatia. Conseguiram o empate na base da força, dos cruzamentos e da bola aérea. No último segundo do jogo, aproveitaram a inocência do Japão, que levou todo mundo para um escanteio, e fizeram 3 a 2 no contra-ataque. Para encarar o Brasil, precisam de uma partida muito melhor. 
Bélgica demora a engrenar
Fiel ao seu estilo, mesmo contra uma forte adversária, o Japão conseguiu igualar a posse de bola da Bélgica nos primeiros 15 ou 20 minutos da partida. Kagawa levou perigo da entrada da área. Apenas por volta da metade da etapa inicial, os europeus conseguiram a pressão que se esperava. Martens furou uma boa oportunidade, Lukaku foi travado na pequena área, e Hazard exigiu linda defesa de Kawashima. Mas não foi um massacre. A Bélgica atacava com pouca intensidade – e também defendia. O que viria a custar caro no segundo tempo. 
Erro de Courtois
Courtois quase sofreu um frango para a história das Copas. Nagatomo bateu cruzado, tentou desviar, mas apenas tirou velocidade da bola. A sobra estava mansa para o goleiro do Chelsea agarrar. Mas Courtois, com as pernas abertas, se agachou para recolher a pelota e a deixou escapar. Correu para trás e se jogou em cima dela para evitar o vexame. 
Dois gols do Japão
Lembra aquela falta de intensidade? A Bélgica perdeu a bola no campo de ataque, e ninguém pressionou os japoneses. Shibazaki achou um belo passe em profundidade para Haraguchi. Vertonghen furou o corte. O asiático dominou dentro da área e bateu cruzado para fazer 1 a 0. O segundo gol nipônico aproveitou a mesma falha europeia. Kompany afastou lançamento de cabeça. Kagawa dominou, deu uma penteada na bola e rolou para Inui. Witsel estava sozinho na marcação, mas mesmo ele não fechou bem os ângulos do adversário. Inui acertou um belo chute de fora da área e fez 2 a 0. 
Chuveirinho
Para tentar evitar uma derrota vexatória, Roberto Martínez fez duas substituições ao mesmo tempo. Entraram Nacer Chadli e Fellaini nos lugares de Carrasco e Dries Mertens. Quando Fellaini entra em campo, a senha é óbvia: hora de buscar as bolas aéreas. E foi assim que a Bélgica conseguiu empatar. O primeiro gol foi uma falha terrível de Kawashima. Vertonghen, quase na ponta esquerda, cabeceou em direção ao ângulo do goleiro, que apenas observou o arco da bola em direção às redes. No segundo, Hazard buscou a perna esquerda para cruzar para um dos seis belgas que estavam dentro da área japonesa. Fellaini desviou e empatou. 

Kawashima!

Kawashima, porém, se redimiu do seu erro. Aos 40 minutos do segundo tempo, fez duas ótimas defesas em sequência. Chadli cabeceou na segunda trave. O goleiro espalmou. Chadli pegou o rebote e cruzou da esquerda. Lukaku teve a chance de frente para soltar o míssil de cabeça, e Kawashima fez uma linda defesa.
Contra-ataque
Já nos acréscimos, Honda fez Courtois espalmar para escanteio, em uma cobrança de falta. O Japão levou jogadores demais para o ataque. Courtois agarrou o cruzamento e lançou o contra. Eram cinco jogadores belgas em velocidade e com espaço. Uma situação fatal. De Bruyne abriu com Meunier, que cruzou rasteiro. Lukaku deixou a bola passar e Chadli apareceu para completar. No contra-ataque, no último ato da partida, a Bélgica evitou a prorrogação e foi para as quartas de final, onde encara nada menos que a nossa seleção. 



Por Redação: A Bélgica agora é o adversário do Brasil nas quartas. Um jogo muito difícil, que tem tudo para ser um dos melhores da Copa. A ver como o time belga vem após o susto e a recuperação fenomenal ante o Japão, tem falhas defensivas, mas muita qualidade do meio pra frente. Se jogarem com a concentração e a determinação do segundo tempo dessas oitavas, podem sim causar dificuldades a Seleção Brasileira. 



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Após 24 anos, Argentina volta a participar de uma semifinal. Em um jogo valendo pelas quartas de final, Argentina venceu a Bélgica com um gol de Higuain, que não fazia desde abril, em uma partida pelo seu clube, o Napoli. Agora Argentina irá aguardar o próximo adversário que sera decidido entre em Holanda e Costa Rica na próxima quarta em São Paulo, às 17 horas.

A partida:

O  jogo começou com 'olé' da torcida devido aos toques da seleção belga, mas a Argentina respondeu aos 7 minutos, com o gol de Higuaín após o desvio da zaga e a Argentina abria o placar. A Bélgica só conseguiu chegar ao ataque nos 25 minutos, com De Bruyne que chuta para o rebote do goleiro, mas Origi não conseguiu ficar com a sobra. Com 33 minuto de jogo saiu contundido para a entrada de Enzo Pérez. Aos 38 minutos, Messi é derrubada por Fellaini, após passar por 3 jogadores, mas a cobrança foi para fora. Aos 41 a Bélgica teve a sua melhor chance com o cruzamento de Vertoghen e Mirallas cabeceou para a direita do gol.

O segundo tempo começou com a Argentina segurando o jogo e a Bélgica tentando buscar o gol do empate. Ao 5 minutos, Higuaín chuta cruzado, a bola desvia em Van Buyten e quase entra no canto oposto do goleiro Courtois. Aos 9, Higuaín novamente deixa Kompany na saudade e bate forte na saída de Courtois, mas a bola acerta o poste e vai pra fora. Aos 15 minutos, a Bélgica chega ao ataque com o cruzamento de Jan Vertonghen. Fellaini ganha de Basanta e cabeceia sobre o gol Romero. Depois o jogo fica morno e chance vem aos 39 minutos, com De Bruyne batendo de fora, a bola desvia na zaga e por pouco não morre no fundo da rede e aos 48 em um Contra-ataque rápido com Lionel Messi, mas o goleiro belga se agigantou para evitar o segundo gol. E a Bélgica quase empata aos 49 minutos com Lukaku que recebe na área, cruza, mas Garay tira. Witsel pega de primeira da entrada da área e manda por cima!

A Argentina melhorou um pouco na defesa com a entrada de Demichelis e Higuain enfim mostrou para que veio e a Bélgica mais uma vez, não fez uma boa partida, Hazard mais uma vez não fez uma boa partida, senso substituído no segundo tem. A Argentina preocupa com a provável ausência de Di Maria, que continua machucado, além do Aguero, mas ainda tem o talento de Messi, que ainda pode desequilibrar uma partida. A Bélgica foi até onde pode, mas não foi aquela equipe que fez uma boa apresentação nas eliminatórias, mas tem muito a crescer e vir mais forte na Eurocopa em 2016 na França.

Argentina: Romero; Zabaleta, Demichelis, Garay, Basanta; Mascherano, Biglia, Di Maria (E. Pérez); Lavezzi (Palacio), Messi, Higuaín (Gago). Técnico: Alejandro Sabella

Bélgica: Courtois; Alderweireld, Van Buyten, Kompany, Vertonghen; Witsel, Fellaini, De Bruyne; Mirallas (Mertens), Hazard (Chadli), Origi (Lukaku). Técnico: Marc Wilmots

Gol: 1° 7 Higuaín
Estádio: Arena Nacional/Brasília
Árbitro: Nicola Rizzoli
Cartões Amarelos: Hazard (Min. 53), Alderweireld (Min. 68), Biglia (Min. 75)
Público: 68.551