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A Bélgica havia feito uma boa fase de grupos. Derrotou Panamá e Tunísia sem problemas. Embora fossem seleções fracas, outros times colocados entre os favoritos da Copa do Mundo passaram por dificuldades maiores contra rivais também inferiores. Não houve um teste de verdade diante da Inglaterra, em partida de reservas contra reservas e baixa intensidade. Foi o Japão o responsável por impor o primeiro teste ao time europeu. E os belgas passaram com a nota mínima, aquele cinco chorado. Levaram 2 a 0 no começo do segundo tempo, apresentando espaços na defesa e certa apatia. Conseguiram o empate na base da força, dos cruzamentos e da bola aérea. No último segundo do jogo, aproveitaram a inocência do Japão, que levou todo mundo para um escanteio, e fizeram 3 a 2 no contra-ataque. Para encarar o Brasil, precisam de uma partida muito melhor. 
Bélgica demora a engrenar
Fiel ao seu estilo, mesmo contra uma forte adversária, o Japão conseguiu igualar a posse de bola da Bélgica nos primeiros 15 ou 20 minutos da partida. Kagawa levou perigo da entrada da área. Apenas por volta da metade da etapa inicial, os europeus conseguiram a pressão que se esperava. Martens furou uma boa oportunidade, Lukaku foi travado na pequena área, e Hazard exigiu linda defesa de Kawashima. Mas não foi um massacre. A Bélgica atacava com pouca intensidade – e também defendia. O que viria a custar caro no segundo tempo. 
Erro de Courtois
Courtois quase sofreu um frango para a história das Copas. Nagatomo bateu cruzado, tentou desviar, mas apenas tirou velocidade da bola. A sobra estava mansa para o goleiro do Chelsea agarrar. Mas Courtois, com as pernas abertas, se agachou para recolher a pelota e a deixou escapar. Correu para trás e se jogou em cima dela para evitar o vexame. 
Dois gols do Japão
Lembra aquela falta de intensidade? A Bélgica perdeu a bola no campo de ataque, e ninguém pressionou os japoneses. Shibazaki achou um belo passe em profundidade para Haraguchi. Vertonghen furou o corte. O asiático dominou dentro da área e bateu cruzado para fazer 1 a 0. O segundo gol nipônico aproveitou a mesma falha europeia. Kompany afastou lançamento de cabeça. Kagawa dominou, deu uma penteada na bola e rolou para Inui. Witsel estava sozinho na marcação, mas mesmo ele não fechou bem os ângulos do adversário. Inui acertou um belo chute de fora da área e fez 2 a 0. 
Chuveirinho
Para tentar evitar uma derrota vexatória, Roberto Martínez fez duas substituições ao mesmo tempo. Entraram Nacer Chadli e Fellaini nos lugares de Carrasco e Dries Mertens. Quando Fellaini entra em campo, a senha é óbvia: hora de buscar as bolas aéreas. E foi assim que a Bélgica conseguiu empatar. O primeiro gol foi uma falha terrível de Kawashima. Vertonghen, quase na ponta esquerda, cabeceou em direção ao ângulo do goleiro, que apenas observou o arco da bola em direção às redes. No segundo, Hazard buscou a perna esquerda para cruzar para um dos seis belgas que estavam dentro da área japonesa. Fellaini desviou e empatou. 

Kawashima!

Kawashima, porém, se redimiu do seu erro. Aos 40 minutos do segundo tempo, fez duas ótimas defesas em sequência. Chadli cabeceou na segunda trave. O goleiro espalmou. Chadli pegou o rebote e cruzou da esquerda. Lukaku teve a chance de frente para soltar o míssil de cabeça, e Kawashima fez uma linda defesa.
Contra-ataque
Já nos acréscimos, Honda fez Courtois espalmar para escanteio, em uma cobrança de falta. O Japão levou jogadores demais para o ataque. Courtois agarrou o cruzamento e lançou o contra. Eram cinco jogadores belgas em velocidade e com espaço. Uma situação fatal. De Bruyne abriu com Meunier, que cruzou rasteiro. Lukaku deixou a bola passar e Chadli apareceu para completar. No contra-ataque, no último ato da partida, a Bélgica evitou a prorrogação e foi para as quartas de final, onde encara nada menos que a nossa seleção. 



Por Redação: A Bélgica agora é o adversário do Brasil nas quartas. Um jogo muito difícil, que tem tudo para ser um dos melhores da Copa. A ver como o time belga vem após o susto e a recuperação fenomenal ante o Japão, tem falhas defensivas, mas muita qualidade do meio pra frente. Se jogarem com a concentração e a determinação do segundo tempo dessas oitavas, podem sim causar dificuldades a Seleção Brasileira. 



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Amigos! Estamos de volta, neste último dia da fase de grupos da Copa, é só o começo ainda apesar de muito trabalho e muitas emoções que já tivemos. Comentando hoje um Japão e Polônia que tomou ares decepcionantes pela postura japonesa, mas que mostrou ao menos um pouco do que se esperava do time polonês após o ótimo desempenho no ciclo de Copa, que os colocou na condição de cabeça de chave, o 1 x 0 não foi com gol de Lewandowski, passando em branco na competição e refletindo o desempenho abaixo de sua equipe.


No primeiro tempo o time japonês, comandado por Akira (que não o Toriyama) estava afim de jogo e criou as melhores possibilidades. A Polônia então equilibrou o jogo e obrigou Kawashima a fazer grande defesa em cabeçada de Grosicki. 

Na etapa final o Japão se manteve melhor nos minutos iniciais, mas o gol foi polaco, assistência de Kurzawa para vacilo da defesa japonesa e Bednarek ficar livre frente ao gol. Os japoneses aos poucos foram diminuindo o ritmo com medo do contragolpe, os poloneses já tinham criado mais possibilidades e nos minutos finais o jogo ficou bem chato, com a Polônia deixando a bola com o time japonês, que por sua vez não arriscava confiando que a Colômbia seguraria a vitória ante Senegal, ficou feio. Nada contra e muito a favor do Japão e sua imensa colônia, mas essa postura me fez torcer por um gol africano, que infelizmente não veio e com menos cartões, avançou o time japonês para enfrentar a Bélgica nas Oitavas.


Vejam, foi muito irritante essa postura japonesa, claro que vivendo Copas desde 94 e nesta minha segunda Copa como comentarista em um veículo de mídia independente como esse, eu não sou nenhum tolo, nenhum cara que toma sorvete pela testa, para afirmar que não existe "jogo de comadres" na Copa. Não foi exatamente o caso deste, afinal, como já dito, fizesse um gol Senegal e o Japão estava fora, cai muito mais na conta de uma extrema covardia, o que não combina com a melhora do time na competição depois da troca de comando, não foi esse Japão que surpreendeu o time colombiano na primeira rodada, o time tem de voltar a apresentar isso se quiser ter alguma chance ante a muito mais forte equipe belga.

Já a Polônia esteve na dela, atacou em boa parte do jogo, mostrou um pouco do que apresentou no ciclo até a Copa, pena a decepção dos dois primeiros jogos, o time "negou fogo" e volta pra casa mais cedo, com seu craque zerado, mas uma vitória. A minha avaliação do grupo é como muito conquistador barato que há por aí, começou prometendo muito, mas terminou numa grande decepção.



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Foto: AFP. 




Olá pessoal, continuamos a cobertura da Copa 2018, aqui no blog Jovens Cronistas. No inicio da tarde deste domingo (24), tivemos a abertura da 2ª rodada do Grupo H, onde Japão e Senegal se enfrentaram na Arena Ecaterinburgo em uma partida movimentada, já que as duas equipes precisavam vencer para garantir a classificação antecipada. Os senegaleses ficaram na frente em duas oportunidades, mas o japoneses correram atrás do empate e a partida terminou pelo placar de 2 a 2.

Os senegaleses começaram o jogo com mais vontade e aos 11 minutos, o goleiro japonês Eiji Kawashima  espalmou a bola pra frente, em cima do atacante do Liverpool, Sadio Mané, marcando seu primeiro gol na Copa do Mundo. Após o gol sofrido, O Japão acordou no jogo e aos 33, Nagatomo recebeu a bola dentro da área, driblo um zagueiro e deixou a bola para Inui, que ajeita o corpo e bate com precisão no canto esquerdo do goleiro N'Diaye e deixando o placar em  1 a 1 em Ecaterinburgo!

No segundo tempo, o Japão até buscou a virada no inicio da etapa, quando aos 19 minutos, Osako deixou de calcanhar para Inui, que driblou o zagueiro, cortando para o meio e do começo da área, dá um belíssimo chute na esquerda de N'Diaye. Aos 26, Senegal ampliou o placar, quando Sabaly fez bela jogada na lateral esquerda, indo até a linha de fundo cruzando para Niang que tentou dominar a bola, mas deixando escapar para que Wagué chegasse do outro lado da área para bater pro gol e fazer 2 a 1 para a seleção africana em Ecaterinburgo. 

O placar estava indo a favor de Senegal, mas 32 minutos, o experiente Honda, jogador do Pachuca, que tinha entrado seis minutos antes na partida no lugar de Kagawa, aproveitou a falha da zaga senegalesa dentro da área durante um cruzamento e empatou novamente para o Japão, deixando a partida mais uma vez tudo igual e colocando as duas equipes na liderança do Grupo H com 4 pontos, deixando o grupo embolado. 

As duas seleções agora esperam o jogo entre Polônia e Colômbia, que ainda não pontuaram, pelo último confronto de domingo. A partida é decisiva e quem perder estará eliminado da competição.

Na última rodada, o Senegal encara a Colômbia, em Samara, enquanto Japão e Polônia se enfrentam em Volgogrado. Os dois jogos serão disputados, quinta-feira, dia 28 de junho, às 11h pelo horário de Brasília.




Imagem: Getty