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No nosso #IndyNoJC, Adriano Garcia fala da volta da categoria com a etapa no Texas, onde as Ganassi com motores Honda sobraram frente as Penske Chevrolet. Não fosse a batida de Rosenqvist, as Ganassi teriam feito dobradinha na prova, mas a terceira e quarta posições foram herdadas pelas Penske de Pagenaud e Newgarden respectivamente. Kanaan fez corrida modesta e sofreu punição, terminando em décimo. Falamos também do novo "parabrisa" como medida de segurança na categoria e o inadequado comportamento dos que assistiram a prova no Texas.







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Olá fãs da velocidade! Voltamos nesse domingo para comentar sobre o final de semana mais animado de todo o ano! Tradicionalmente, o último domingo de maio nos reserva as duas provas mais importantes do automobilismo mundial atualmente, sendo elas o GP de Mônaco na Fórmula 1 e as 500 milhas de Indianápolis pela Fórmula Indy. Em uma corrida de muita tensão, porém pouca ação na pista (como já é característico e esperado), Lewis Hamilton faturou o terceiro GP de Mônaco de sua carreira, aumentando ainda mais  vantagem na liderança do mundial de pilotos deste ano. A novidade ficou por conta da Ferrari, com Sebastian Vettel terminando em segundo e interrompendo a sequência de dobradinhas do time alemão. Já nos Estados Unidos, Simon Pagenaud mostrou-se imbatível na primeira metade de prova, e nem a forte oposição de Alexander Rossi nas voltas finais foi capaz de evitar o triunfo do francês. Momento histórico para a Indy 500, que não via um vencedor da França desde Gaston Chevrolet, no distante ano de 1920! Confira agora um resumo do que de melhor aconteceu nesse domingo recheado de velocidade!


O dia começou com a largada do GP de Mônaco já na parte da manhã. Depois de uma volta espetacular na classificação de sábado, Lewis Hamilton largava da posição de honra, seguido por seu companheiro de equipe Valtteri Bottas, que ficou a menos de um décimo da pole. Na terceira posição, Max Verstappen aparecia como o principal adversário das Mercedes na prova. Se valendo de um carro tradicionalmente rápido em pistas de baixa velocidade, o holandês tinha apenas um grande empecilho para o domingo: a posição de pista. Dessa forma, a largada e as paradas nos boxes seriam cruciais para que os pilotos pudessem ganhar posições e modificar a ordem natural da prova.

Porém, nada de especial aconteceu na partida do GP. Verstappen até tentou forçar por dentro, mas Bottas tracionou bem na saída da curva 1 e manteve o segundo lugar. O meio do pelotão passou ileso a primeira volta inteira, a exceção foi o toque de Raikkönen em uma das Racing Point na Loews. Destaque também para as boas largadas de Sainz e Ricciardo, com o australiano passando Magnussen para assumir a quinta posição da prova.

As expectativas estavam agora voltadas para Charles Leclerc. O jovem piloto da Ferrari corria em casa, e teve um início de fim de semana pra lá de desapontante. Um erro de cálculo do time italiano deixou Leclerc de fora da classificação já no Q1, o que somado as características travadas do circuito colocava Charles numa posição dificílima para o domingo. Largando de décimo quinto no grid, Leclerc precisava fazer milagre no domingo para sair com algo para comemorar. E não fez.
O monegasco até conseguiu algumas ultrapassagens no início da prova, mas uma manobra ansiosa sobre Nico Hülkenberg na volta 10 resultou no toque entre os pilotos. Pior para Charles, que teve um pneu furado e precisou fazer uma volta inteira para retornar aos pits, perdendo todo o tempo já conquistado e decidindo por abandonar a prova alguns giros depois.
Leclerc já cometeu erros graves nessa temporada e que lhe custaram duas possibilidades de pole position (GPs de Baku e Espanha respectivamente). Porém, o culpar sem dó por esse acidente em Mônaco é um tanto imediatista demais. Leclerc estava numa péssima posição, e precisava arriscar para sair do GP com pontos no bolso, caso contrário, permaneceria fora da zona de pontuação, a não ser que outro incidente viesse a acontecer.
Podemos questionar o momento em que Charles efetuou a tentativa, que como pudemos ver pelo resultado, se mostrou errado. Mas execrá-lo por tentar corrigir a trapalhada da equipe seria até injusto. Não se podem exigir corridas geniais. Leclerc vai ter tempo pra respirar e digerir esse fim de semana, pois seu maior vilão dessa vez foi a própria Scuderia.

O incidente de Leclerc causou outro acontecimento que interferiu em todo o andamento da prova: o único safety-car desse GP. Sabendo que o desgaste de pneus não é um problema em Mônaco, as equipes não hesitaram em chamar seus pilotos para os boxes, e os quatro concorrentes a vitória entraram na mesma volta. Tendo seus dois carros ainda na briga, a Mercedes tentou repetir o que realizou no GP da China deste ano, parando Hamilton e Bottas na mesma volta. Mas, dessa vez, não obteve o mesmo sucesso. A parada de Hamilton funcionou bem, já que o inglês tinha uma boa vantagem para os seus adversários. Porém Bottas estava quase que segurando Verstappen e Vettel, e
precisava de um pit-stop sem qualquer milésimo perdido. Com a equipe mais concentrada, a Red Bull trabalhou melhor e liberou Max ligeiramente à frente de Bottas. Ambos se tocaram ainda no pit-lane, porém Max voltou a pista na frente. O lance ocasionou um furo no pneu de Bottas, que precisou retornar aos boxes na volta seguinte, perdendo o terceiro lugar para Vettel. Os comissários analisaram a situação e decidiram punir Verstappen com o acréscimos de 5 segundos ao seu tempo total de prova.
Analisando a situação pela ótica da Red Bull, é justo dizer que o time não prejudicou Verstappen em nenhum momento, muito pelo contrário! Como percebemos no decorrer da corrida, a ultrapassagem entre os carros de ponta se mostrou praticamente impossível, ou seja, se a Red Bull tivesse obedecido as orientações da FIA e esperado os demais carros saírem do pit-lane para liberar Max, ele perderia as posições de Bottas e Vettel da mesma maneira, retornando no quarto lugar e lá ficando o resto da prova. O time austríaco tentou dar o pulo do gato fazendo um manobra arriscada, porém não obteve sucesso, nada mais do que isso.
Acredito que a punição foi mesmo acertada, especialmente por conta do pneu furado que Bottas teve após o toque. Além da infração do regulamento, que realmente aconteceu, o time austríaco prejudicou inteiramente a corrida de Valtteri, portanto decisão acertada dos comissários.

Após um curto período de safety-car, tivemos a relargada e a volta à ação nas ruas de Mônaco. Com pneus mais macios, a tendência era que Lewis Hamilton conseguisse abrir uma certa vantagem de Max Verstappen, para poder respirar na prova. Bem, foi exatamente o oposto que aconteceu!

Como o inglês não poderia ir pros pits mais uma vez, já que estaria fadado a terminar a prova atrás dos adversários, acabou tendo que iniciar um trabalho de economia dos pneus já nas primeiras voltas do seu stint! Sem ter essa necessidade, Max Verstappen seguiu por várias voltas colado na traseira de Hamilton, procurando um improvável espaço para a manobra, mas especialmente tentando forçar o erro do piloto inglês.

É aí que está o ponto alto de Hamilton neste domingo. O inglês fez as mais de 60 voltas necessárias com maestria, sem fritar os pneus ou errar o ponto de freada por nenhum momento sequer. Essa tocada certeira aniquilou qualquer chance que Verstappen teria de assumir a ponta, levando Lewis para mais uma vitória em 2019! Graças a punição de Max Verstappen, Sebastian Vettel herdou a segunda posição do holandês, conseguindo um improvável segundo lugar (melhor resultado dos italianos até aqui), com Bottas fechando o pódio.

Antes de terminarmos, vale a pena deixar dois últimos destaques: a boa atuação de Carlos Sainz, que mais uma vez terminou como "melhor do resto", mostrando que tem potencial para entregar bons resultados quando o carro ajuda, além da excelente exibição de ambas as Toro Rosso! Com um acerto muito bom para o circuito monegasco, tanto Kvyat quanto Albon marcaram pontos na prova e estiveram na mesma toada de Sainz, novamente mostrando o quão equilibrado está o meio do pelotão nessa temporada.
Vale a pena também abrir o olho com o departamento de estratégias da Mercedes, que deixou Hamilton na mão nesse GP. Nào fossem as circunstâncias da pista, a vitória teria ido pelo ralo. Erros desse tipo podem ser fatais nos próximos finais de semana.

Com a vitória, Lewis Hamilton lidera o campeonato mundial com 17 pontos de vantagem (137 a 120) sobre o companheiro de equipe Valtteri Bottas. O segundo lugar levou Sebastian Vettel a assumir a terceira posição, agora com 82 pontos ganhos contra 78 do holandês Max Verstappen.
Nos construtores, a lavada da Mercedes já passa de 100 pontos! Agora, os alemães tem 257 contra 139 pontos da Scuderia Ferrari. Destaque para a Red Bull, que já se aproxima do time italiano, comando um total de 110 pontos.

Confira a classificação do GP de Mônaco

Resultado final - GP de Mônaco — Foto: Reprodução/Twitter

Indy 500: o espetáculo das corridas nos ovais!

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Já na tarde do domingo, a corrida que tomou os olhos do mundo foi em Indianapolis, nos Estados Unidos. As tradicionais 500 milhas locais tiveram sua edição de número 103 num dia de clima ameno, até com certa ameaça de chuva.
A grande estrela do espetáculo e que trouxe consigo uma legião de fãs europeus, Fernando Alonso teve que assistir a prova pela televisão! O espanhol até tentou se classificar para a prova, mas não conseguiu passar pelo Bump Day, sendo eliminado pelo recém formado time da Juncos, com o estreante Kyle Kaiser no volante. Vexame histórico para o espanhol e também para os investimentos milionários do time McLaren, que depositava certas esperanças em progredir na categoria norte-americana. Pois é, quem considerava a categoria como "amadora" vai precisar rever seu conceitos, e depressa...

Falando sobre a corrida desse final de semana, a primeira metade de prova foi um passeio de um homem só: Simon Pagenaud. O francês da Penske colocou o carro na pole position e não quis saber nem de economizar combustível! Agressivo desde o começo, forçou o tempo todo e se manteve na liderança praticamente durante toda a prova, perdendo a ponta apenas nas rodas de pit. O sempre rápido em Indianapolis Ed Carpenter e o companheiro de equipe Josef Newgarden ameaçavam a liderança de Pagenaud naquele momento, assim como Scott Dixon, um mestre das estratégias, que sempre pintava na ponta durante as paradas.

Já na segunda metade de prova, a corrida ficou marcada por muitos incidentes, mas esses não em pista e sim nos boxes! Helio Castroneves acertou a traseira de James Davison, fazendo o britânico rodar e por pouco não atirando um pneu nos mecânicos. Will Power perdeu o ponto de freada e acertou um integrante de sua equipe, enquanto Marcus Ericsson foi surpreendido pela ineficiência dos freios do seu bólido e acabou rodando na entrada dos boxes! Alexander Rossi também chegou a ter problema nas paradas, perdendo muito tempo graças a uma mangueira de combustível mal encaixada pela equipe Andretti.

Se a ausência de bandeiras amarelas estava sendo sentida, Sébastien Bourdais e Graham Rahal resolveram nos brindar com um Gran Finale! Os dois pilotos faziam uma boa prova, estando dentro do top 10 com pouco mais de 20 voltas para o fim, quando Graham resolveu colocar por dentro na curva 3. Bourdais, provavelmente mal orientado por seu spotter, não deixou espaço suficiente e o toque acabou acontecendo. Vários carros que vinham atrás acabaram sendo atingidos, ocasionando até mesmo uma bandeira vermelha. Além de Bourdais e Rahal, Felix Rosenqvist e Zach Veach tiveram que abandonar a prova após o incidente.

Depois de alguns minutos de corrida interrompida, a bandeira verde voltou a tremular e a ação estava de volta no IMS! Alexander Rossi era o líder momentâneo, mas Simon Pagenaud vinha babando na segunda posição e não queria deixar a vitória escapar. Em um par de voltas, o francês fez a manobra que o recolocou na primeira posição, mas ainda haviam em terno de 10 giros pelo oval. Rossi foi cerebral, esperou o momento certo, e já entrando na volta 197 conseguiu a posição ideal para colocar de lado e assumir a liderança da prova!


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Foto: USA Today
Parecia que tudo estava definido em favor do americano, mas os finais de corrida nos ovais são realmente uma preciosidade! Apenas uma volta depois, Pagenaud saiu melhor da curva 2, aproveitou o vácuo da reta oposta e reassumiu a ponta, dessa vez em definitivo! Vitória categórica do francês, que fica agora marcado na história do automobilismo. Depois de quase 100 anos, o país europeu volta a vencer em Indianapolis, e justo pelas mãos de Pagenaud, duramente criticado nos últimos meses por conta de exibições ruins no volante da Penske. Uma vitória em Indy costuma ter o poder de mudar tudo, e certamente, as costas de Simon estão bem mais leves após as 200 voltas desse domingo.

Confira a classificação das 500 milhas de Indianapolis:

Foto: ESPN
Por hoje é só pessoal! Espero que tenham gostado desse super-texto trazendo as duas grandes corridas deste domingo! Eu volto daqui a duas semanas para comentar o GP do Canadá de Fórmula 1. Abraços e até lá!!


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Olá fãs da velocidade! Chegamos em Cingapura vivendo talvez a semana mais agitada do ano na Fórmula 1: Sainz na Renault, STR-Honda e McLaren-Renault foram os temas que esquentaram ainda mais o campeonato, que tinha seus líderes separados por apenas 3 pontos. Numa corrida que prometia ser a ideal para Vettel e a Ferrari, a chuva veio para bagunçar tudo o que havíamos imaginado até então, e nos proporcionou uma das melhores corridas do ano. Fique com nossa crônica sobre o GP de Cingapura 2017:



Mesmo com a persistente chuva no circuito de Marina Bay, Charlie Whiting optou por não declarar a prova com chuva, permitindo aos pilotos escolherem com qual tipo de pneu largariam, e vetando também a possibilidade de largada atrás do SC. E cá entre nós, uma decisão pra lá de acertada!

Com todos os carros alinhados no grid, chegou o momento que todos esperavam: a largada! Surpreendentemente, Vettel e Verstappen pularam mal, ao contrário de Kimi Räikkönen, que viu um espaço e tentou colocar por dentro de Max, ao mesmo tempo que Vettel empurrava o holandês para dentro. Não deu outra: Verstappen foi quase "ensanduichado" pelas Ferrari, com Räikkönen abandonando ainda na primeira curva e levando consigo Fernando Alonso. Poucos metros depois, Vettel rodou sozinho (muito provavelmente por conta do toque anterior), acertou o muro e teve de abandonar.

Lance pra lá de polêmico e importantíssimo na luta pelo título. Vamos lá: o primeiro ponto a se analisar é de que Verstappen literalmente não tem pra onde ir! De um lado, Räikkönen aparece como um foguete; de outro Vettel não dá espaços. Precisamos entender também que, em nenhum momento, a manobra de Vettel, e tampouco a de Kimi, foram ilegais. Ambos arriscaram muito, porém dentro do limite. A questão é que Vettel não viu (e nem teria como ver) que Kimi tentava a ultrapassagem por dentro. Seb deixou espaço para Verstappen, mas não contava que Räikkönen estava lá, naquele mínimo espaço, e acabou forçando Max a colidir com o finlandês, que depois acertaria Alonso. Logo, não há culpados. Incidente de corrida e bola pra frente!

A batida causou o primeiro SC do dia e deixou o pelotão bem interessante. Hamilton agora era líder, seguido por Ricciardo com o eficiente chassis RBR. Na terceira posição, aparecia o sempre consistente Nico Hülkenberg, consolidando a boa fase da Renault, enquanto Valtteri Bottas vinha um pouco fora de ritmo, apenas no quinto lugar (atrás de Carlos Sainz, que ocupava o quarto posto).

Falando em Sainz e Renault, cabe um parênteses aqui. Nesta semana, o mundo da Fórmula 1 atentou seus olhos aos desdobramentos um tanto surpreendentes da parceria McLaren Honda. Insatisfeita com os péssimos resultados dos últimos anos, a escuderia inglesa (fortemente influenciada por Fernando Alonso - que sequer definiu seu futuro na categoria) decidiu não renovar o contrato com a montadora japonesa, fechando parceria com os motores Renault a partir da próxima temporada. Por sua vez, a Honda não desistiu da F1 e fechou contrato com a Toro Rosso, podendo inclusive fornecer seus propulsores a equipe-mãe, a Red Bull, a partir de 2019. No meio disso tudo, a Red Bull confirmou o empréstimo de seu pupilo (Sainz é piloto do programa de jovens da RBR) à equipe de fábrica da Renault para 2018, no lugar do inglês Jolyon Palmer

É compreensível a perda de paciência (de Alonso e) da McLaren? É! Estamos falando de três anos seguidos em que, uma equipe acostumada a andar na frente, enfrenta um calvário digna de nanica, lutando para marcar míseros pontos no mundial de construtores. É claro que, como os motores atuais são muito complexos, não é tarefa fácil construir um bom propulsor em pouco tempo. Mas reafirmo: três anos andando no limbo é muito para uma instituição tão grande quanto a McLaren. Não se pode esperar muito tempo por algo que, pelo menos por enquanto, não está na iminência de acontecer (no caso, a evolução notável do motor Honda). Com propulsores Renault, a escuderia garante um mínimo de competitividade não visto antes. Provavelmente, não será uma escolha a longo prazo, afinal o contrato só vai até 2020 (justamente quando haverão mudanças na questão dos motores), porém é uma excelente forma de apaziguar as relações com os fãs e principalmente com Fernando Alonso, que a McLaren julga de suma importância para o desenvolvimento do carro.
Resultado de imagem para mclaren honda alonsoSobre Sainz, o menino tem realmente muita consistência, e desde sempre aparenta ser muito centrado e rápido durante as corridas. Casa perfeitamente com Hülkenberg, que é do mesmo estilo. Se a Renault tiver um bom motor e um bom chassi (algo que é perfeitamente capaz de construir), a dupla tem tudo para conseguir excelentes resultados.


À medida que a chuva ia diminuindo, a pista ia secando e os pilotos aderindo de vez ao pneu intermediário. Quando Kvyat acertou a barreira de proteção de ocasionou o segundo SC do dia, Bottas se manteve na pista e aproveitou para ganhar o terceiro lugar de Hülk, que voltaria atrás ainde de Carlos Sainz. Lá na frente, Ricciardo teria mais uma oportunidade de atacar Hamilton, buscando sua segunda vitória no ano. Àquela altura, nós ainda não sabíamos, mas o australiano já sofria com problemas de câmbio, e certamente Daniel teve seu rendimento prejudicado por tal.

O fato é que Lewis estava literalmente voador! Mais uma vez, Hamilton relargou muito bem e pulou à frente de Ricci, que não foi ameaçado por Bottas. O ritmo do inglês era excelente, e logo a vantagem construída se aproximou da casa dos 10 segundos. Um pouco mais atrás, vale ressaltar o fraco desempenho de Valtteri Bottas, que chegou a andar 25 segundos atrás do companheiro de equipe, e 15 atrás de Ricciardo. Tudo bem, a Mercedes não é forte em Cingapura, mas tomar 25 segundos do companheiro, mesmo o companheiro sendo Lewis Hamilton, é um pouco demais, né não??

Com a pista já seca e todos os carros de pneus slick, foi a vez de Marcus Ericsson demonstrar toda sua perícia e rodar na pista, acertando o muro e causando o 3º SC do dia. Mais uma vez, toda a vantagem construída por Hamilton ia embora e a ameaça da Red Bull voltava a incomodar.

Resultado de imagem para hamilton singapore 2017 winCom pouco tempo restando na regressiva de duas horas, a prova acabaria por ser encerrada no tempo limite, tempo este que não seria suficiente para o australiano sequer pressionar Lewis. Vitória (mais uma) maiúscula de Hamilton, a terceira consecutiva e talvez a mais importante do ano. Lewis abre agora 28 pontos na liderança do campeonato, ou seja, mais de uma corrida de diferença, restando 6 provas em disputa.


A essa altura e com essa diferença, fica realmente mais difícil para Vettel pensar em título, mas de forma nenhuma impossível! Malásia, EUA e Brasil são provas aonde vez ou outra a chuva aparece, e mesmo sabendo que Lewis é um monstro no molhado, a chuva sempre traz consigo algum ingrediente a mais. E ainda não podemos esquecer das falhas mecânicas (vide Malásia 2016) que podem mudar completamente o rumo do campeonato. Ainda sobre o campeonato mundial, cabe citar Bottas em terceiro, já sem moral pra lutar pelo título, com 212 pontos; e Pérez, que igualou Verstappen na classificação com 68 pontos ganhos. Ah, e antes de sair criticando Max, vale lembrar que quase todos os sete abandonos do holandês neste ano foram por culpa de terceiros ou falhas mecânicas.

No mundial de construtores, um duro golpe para as ambições da Ferrari, que via grandes chances em diminuir a vantagem da Mercedes em Cingapura. Os italianos levam agora 102 pontos de desvantagem para a escuderia alemã (475 a 373), ficando praticamente fora da luta pelo título mundial. Em terceiro vem a Red Bull, com seus 231 pontos.

Confira a classificação do GP de Cingapura:

Classificação final GP de Cingapura 2017 (Foto: Reprodução )

A Fórmula 1 volta agora daqui a duas semanas, para o Grande Prêmio da Malásia, em Kuala Lumpur.

Newgarden faz corrida cerebral e fatura título na Indy

Resultado de imagem para josef newgarden sonoma 2017Ainda nesse fim de semana, tivemos a decisão da temporada da Indycar Series, em Sonoma, Califórnia. Estreante na equipe Penske, Josef Newgarden chegou ao circuito californiano liderando o campeonato com 3 pontos de frente para Scott Dixon, da Chip Ganassi. Porém, o que prometia ser uma briga de titãs pelo título, nunca aconteceu.

A Penske se mostrou melhor desde os treinos livres, e Dixon penou para conseguir largar atrás do quarteto rival. Newgarden foi pole, seguido de Power, Pagenaud e Castroneves. Já na corrida, o que se viu foi um Newgarden muito diferente do habitual, extremamente cauteloso e suave com o carro. Já na metade da prova, Josef havia usado apenas três dos 150 segundos disponíveis de 'push to pass'! Uma demonstração clara da maneira com que o americano controlava a corrida.

Enquanto Dixon sofria para ultrapassar Castroneves na luta pelo quarto lugar, Pagenaud vinha em uma estratégia ousada no terceiro posto, acelerando tudo o que podia. O francês partiu para uma parada a mais que todo o pelotão, percorrendo todas as 86 voltas do circuito misto em um ritmo frenético.

Resultado de imagem para josef newgarden sonoma 2017No final do último pit stop, Pagenaud saiu poucos metros à frente de Newgarden, e ambos quase se tocaram, no momento de maior emoção da prova! Rivais desde o GP de Gateway (onde Newgarden jogou duro com o francês), Pagenaud ainda sonhava em tirar o título de Josef, mas para isso não bastava vencer. Simon precisava torcer para que Newgarden terminasse, no máximo, em quinto lugar, algo que esteve longe de acontecer durante toda a prova. No fim, vitória de Pagenaud, com o título indo direto pras mãos de Josef Newgarden.


Terminando em primeiro ou segundo em cinco das últimas seis provas, Josef se valeu da agressividade e do talento natural para surpreender até mesmo Roger Penske e derrotar os veteranos da casa. Grande trabalho do menino, que ao que parece, ainda vai dar muito trabalho nos próximos anos.

Nós voltamos no dia primeiro de outubro, com a cobertura do GP da Malásia de F1. Abraço a todos vocês que leram e não esqueçam de deixar sua opinião/crítica/sugestão. Até mais!!

Amigos! Amantes da Velocidade, apesar da festa de Vettel com os tiffosi no pódio em casa, foi um final de semana totalmente da Mercedes, mais precisamente de Hamilton, que quebrou recorde de poles na história voando na chuva e na corrida foi soberano em pista seca, com isso assumindo por três pontos a liderança do campeonato. Se pela ponta não houve disputa e com isso alguns comentaristas ousaram dizer que a corrida foi "chata", o conturbado treino e as punições dele recorrentes, geraram ótimas brigas ao longo de todo grid, em uma prova sim, interessante e com emoção, vamos conferir o que rolou.


Na largada como esperado, Stroll foi conservador, inclusive perdendo a posição para Ocon, com isso Hamilton disparou na frente com tranquilidade, enquanto que na sequência a grande luta foi entre os finlandeses Raikkonen e Bottas, melhor para o segundo, que em bela manobra assegurou a posição e mais á frente viria a coroar a dobradinha. Verstappen está perturbado, vinha fazendo uma recuperação alucinante, saiu das últimas posições para a oitava, mas forçou a ultrapassagem pra cima de Massa e acabou tendo o pneu estourado, prejudicando totalmente sua corrida, a reclamação (injusta) foi com o Brasileiro, a impressão é que Verstappen acha que tudo o que faz está certo e que as desilusões na temporada são mero azar, com essa postura, corre o risco de se perder na carreira, rápido o pai também era, até "demais".

A Williams foi muito mal nas trocas em Monza, prejudicou os dois pilotos, o que acabou fazendo "justiça", Stroll mesmo se dando mal em sua troca ficou á frente de Massa, mais á frente na corrida faltou agressividade ao Brasileiro para definir a parada, com isso, no final, o novato ficou á frente dele. Raikkonen foi decidido pra cima do ótimo Ocon e fez a ultrapassagem e os boxes Vettel se garantiu pra ficar com o pódio. Mas e Ricciardo? Lembram daquela "prova de recuperação magnífica" que também prometia Max? Pois é, o australiano foi ficando na pista, foi tendo um desempenho consistente, foi o último a parar e voltou com os pneus supermacios coroando sua atuação como o nome (Na votação. Eu dividiria este prêmio com Hamilton, até por todo o fim de semana e a tomada da liderança) da corrida com uma ultrapassagem maravilhosa sobre Raikkonen, chegando a fazer voltas de classificação atrás de outras na caça á Vettel, que conseguiu se segurar no pódio pra somar pontos importantes. Seu companheiro Max aprontou, fez ultrapassagens bonitas, mas tudo isso entre os retardatários, não basta ser rápido, Ricciardo sabe disso. A prova então caminhou pro fim, no final a briga interessante entre as Williams e as Force India, que talvez devido a falta de agressividade de Massa não produziu alterações de posição.


Vejam, muito significativo o domínio das Mercedes em relação as Ferrari em Monza, pelo simbolismo, pela expectativa de que a equipe da casa pudesse ao menos ser o segundo carro em desempenho da prova, o que não se viu, apesar de Vettel ter terminado em terceiro, o que apesar da visível frustração inicial, mereceu justa comemoração, afinal, basta reparar no desempenho de Ricciardo para definir que mesmo em pista seca, não fossem punidas, as Red Bull seriam o segundo carro da prova e poderiam até complicar para Hamilton, aliás, o desempenho da Ferrari não foi tão acima assim nem mesmo de Ocon, algo a ser observado.

Mas claro, em duas semanas teremos o GP de Cingapura, onde a Ferrari pode retomar a dianteira, mas como carro, evidentemente a Mercedes é mais completa e as possibilidades do tetracampeonato para Lewis crescem cada vez mais. Sobre a McLaren rapidamente, é triste ver o time nesse estado, os pilotos, sobretudo Vandoorne (até por que, Alonso já está de saco cheio) tem feito de tudo para levar o carro em posições de pontuação, mas o motor não ajuda, um casamento que se iniciou com a expectativa de que com o tempo iria se solidificar, pode chegar a um fim melancólico, triste para ambas as partes, afinal, também não faz parte dos planos da montadora ficar na "equipe B" da Red Bull, seria também uma posição de inferioridade para a Honda, que tem uma linda história na McLaren e na F1.


Classificação da Prova



Brasileiros em alta

Na Indy, poderia ter sido melhor, depois de tomar a ponta nas voltas iniciais, Castroneves acabou na quarta posição, ainda assim, foi beneficiado por problemas com o líder do campeonato Joseph Newgarden. O Brasileiro vai pra última prova da temporada com uma desvantagem de 22 pontos, Dixon é outro adversário nesta luta, 19 pontos á frente. O vencedor da prova foi o pole que contornou problemas nos boxes pra vencer, Alexander Rossi, o Brasileiro Tony Kanaan ficou em 20º. 

Na F2 o Brasileiro Sette Camara fez bonito novamente, após vencer em Spa, ficou em 2º na segunda bateria e em 6º na primeira. O piloto está em 13º na classificação do campeonato. 

Na Pro Mazda, categoria de acesso á Indy Lights, o nosso Victor Franzoni venceu a sétima prova no ano, no mesmo palco da prova da Indy, em Watkins Glen e com isso faturou o título da categoria, ganhando o acesso á última categoria antes da chegada a principal. 

E por fim, Pietro Fittipaldi, com DNA de campeão venceu a rodada dupla da Fórmula V8 no México e retomou a liderança da temporada. 



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Olá fãs da velocidade! Chegou o dia mais esperado do ano para quem curte automobilismo! Tradicionalmente, o dia do GP de Mônaco é também o dia das 500 milhas de Indianápolis, e por mais que isso tenha efeitos negativos, acaba sendo um dos dias mais empolgantes do ano para nós, fãs de corridas de automóvel, já que temos uma verdadeira maratona de automobilismo na TV.
E é claro que nós do Jovens Cronistas não iríamos deixar nenhuma das categorias de lado. Na crônica de hoje, você tem um resumão do que de melhor aconteceu, tanto no GP monegasco como na Indy 500.

Começando pela Fórmula 1, o Grande Prêmio de Mônaco marcava um momento diferente na categoria. Depois de muito tempo, a Ferrari voltava a largar com seus dois pilotos na primeira fila, e graças ao problema de Hamilton no sábado, tinha grandes chances de voltar a vencer no principado, coisa que não acontecia desde 2001, com Michael Schumacher.

Pois bem, o momento de maior tensão na prova, a largada, acabou sendo tranquila. O top 3 se manteve inalterado, enquanto Hamilton já aproveitava para ganhar duas posições e se aproximar da zona de pontuação. Ricciardo, na quinta posição, ensaiava um ataque sobre Verstappen, mas não houve disputa efetiva pela posição.

Com o passar das primeiras 20 voltas, foi se instalando aquele marasmo habitual na prova, este ano com efeito ainda maior graças a turbulência dos novos carros. Praticamente ninguém conseguia se aproximar muito dos oponentes, e até que Kimi Räikkönen, líder da prova, alcançasse os retardatários, absolutamente NADA aconteceu na corrida.

Assim que encontrou caros mais lentos, Kimi começou a perder muito tempo, e a boa vantagem de 3 segundos para Vettel diminui drasticamente. Até mesmo Bottas e Verstappen chegaram a encostar nos líderes, que logo depois de ultrapassarem a McLaren de Jenson Button voltaram a abrir.

Chegava então a primeira (e única) rodada de pits, e aí acontecera também o grande momento do fim de semana. Andando na frente, Kimi Räikkönen foi chamado primeiro pela Ferrari e voltou sem tráfego. Porém, o finlandês não conseguiu imprimir um bom ritmo na pista com os supermacios, enquanto Vettel seguia voando com os ultramacios.

Resultado de imagem para vettel monaco 2017O alemão retardou a parada, e com duas voltas voadoras, ganhou a liderança nos boxes. Com o mesmo composto que o companheiro, Vettel seguiu sendo muito mais rápido, abrindo rapidamente uma consistente vantagem de nove segundos para o finlandês.

A mesma situação acabou acontecendo na Red Bull, aonde Daniel Ricciardo voltou à frente de Verstappen (e inclusive de Bottas, assumindo também a 3ª posição) após retardar a parada. Não acredito que as equipes tenham preterido um ou outro piloto. Era difícil de imaginar que o o ultramacio desgastado fosse melhor que o supermacio novo, mas foi o que acabou acontecendo! Coisas de corrida.

A prova seguiu monótona, até que Jenson Button resolveu colocar o bico aonde não deveria, mais precisamente no meio da Sauber de Pascal Wehrlein. O inglês causou um duplo DNF e ainda por cima uma imagem bem incomum ao deixar Wehrlein com duas rodas para o ar! No final, tudo bem com o alemão e punição para Jenson, que voltou da aposentadoria para um melancólico fim de semana (mais um) da McLaren. O time inglês ainda perderia Vandoorne, que bateu na Saint Devote.

Aliás, cabe uma dura crítica ao pessoal que  cuida do asfalto de Mônaco. O buraco no melhor estilo 'rodovia brasileira' que se formou na curva 1 é inadmissível numa prova tão importante como o GP de Mônaco. Além de causar vários abandonos, afeta diretamente a imagem do GP e da categoria. Uma falha que precisa ser revista.

Como de praxe, a procissão seguiu até o fim da prova. Vettel ganhou, com Räikkönen em segundo e Ricciardo em terceiro. Hamilton foi o último a parar e conseguiu um interessante 7º lugar, salvando alguns pontinhos importantes pro campeonato, que agora tem Vettel líder com 25 pontos de vantagem para Hamilton. Nos construtores, a Ferrari ultrapassou a Mercedes, e lidera com 17 pontos de frente!

Hora de ação!

Meus amigos, agora é o momento de falar da maior prova do automobilismo mundial, e que mais uma vez, deu um show! As 500 milhas de Indianapolis começaram com a desconfiança de uma possível chuva, logo descartada pelos meteorologistas. Melhor assim, para que nada estragasse o dia em que um novo rei seria coroado.

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O começo de prova em Indiana foi relativamente tranquilo. Nas primeiras 60 voltas, Alexander Rossi e Fernando Alonso, grande estrela da companhia neste final de semana, foram os que mais se destacaram. Consistente desde os treinos, Alonso liderara algumas voltas e vinha se mantendo no pelotão dianteiro, o que é importante em provas de longa duração. As Chip Ganassi de Tony Kanaan e Scott Dixon chegaram a liderar bem a prova, mas caíram bastante no segundo stint. E andar no meio do pelotão acabou sendo uma péssima experiência para Dixon...
O neozelandês vinha atrás de Jay Howard, que bateu no muro e foi para o meio da pista. Sem tempo de desviar, Dixon acertou o carro de Howard e decolou, indo parar no muro interno do oval, num acidente impressionante! Milagrosamente, Dixon deixou o carro andando e sem nenhum ferimento. Louvemos o advento da tecnologia, que ajuda muito nessas situações, e também a sorte que Dixon teve de não ter sofrido um impacto sério na cabeça.

Passada a bandeira vermelha, a ação voltou ao speedway, e novamente as Andretti apareciam bem na prova. Dessa vez, Ryan Hunter-Reay era quem chegava paraa briga, dividindo a liderança com Alonso e Rossi. Helio Castroneves começava a escalar o pelotão e dava pinta de que queria algo mais.

Já depois da volta 100, mais uma bandeira amarela no circuito devido à acidente. O veterano Buddy Lazier rodou na saída da curva 2 e bateu forte no softwall. Nada de mais grave e algumas voltas depois a bandeira verde era novamente agitada em Indiana.

Chegando já a 3/4 de prova, começava a luta para economizar combustível. Depois do abandono de Hunter-Reay (quebra de motor), Max Chilton, Charlie Kimball e Ed Jones apareciam na ponta, precisando de uma amarela pra entrar de vez na briga. E ela veio... E com mais uma quebra de motor, só que do próprio Kimball, que abandonava a disputa.

Resultado de imagem para alonso indyAinda restando pouco menos de 40 voltas para o final, haviam dúvidas sobre quem conseguiria realmente levar o carro até o final da corrida. A possibilidade de qualquer pane seca foi aniquilada com mais uma amarela, dessa vez com Fernando Alonso, vítima (adivinhem só) de mais uma quebra de motor Honda!
Brincadeiras a parte, uma pena o espanhol não ter completado a corrida. Porém o próprio Fernando se divertiu bastante, adorou a experiência e prometeu voltar! Certamente um grande passo para que o público europeu passe a ver a Indy com novos olhos e que, num futuro breve, possamos ter o fim dessa coincidência de datas e ver Indy 500 e Mônaco em finais de semana diferentes.

Voltando a prova, logo após a bandeira verde, mais um acidente na prova, que acabou envolvendo pelo menos quatro carros e tirando alguns postulantes à vitória, como Will Power e Oriol Servià.

Finalmente, restando 11 voltas para o fim da prova, a bandeira verde foi tremulada pela última vez. Rapidamente, Chilton foi ultrapassado, caindo para quarto. Takuma Sato era quem liderava a prova, seguido por Ed Jones e Helio Castroneves. O brasileiro vinha com mais ação, passou por Jones e depois por Sato, assumindo a liderança da prova!

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Com 5 voltas para o final, Sato deu o troco, e dessa vez definitivamente. Helio até tentou na penúltima volta, mas perdeu o contato e aí foi só trazer o carro pra casa! Numa prova histórica, Takuma Sato tirou a zica de 2012 e se tornou o primeiro japonês a vencer a Indy 500! Um momento único no automobilismo japonês, que mesmo com toda a desconfiança em cima da Honda, emplaca uma vitória com piloto e construtor nacional em Indianapolis. Com certeza, o dia será de muita festa na terra do sol nascente, que tem agora seu lugar ao sol na maior prova de automobilismo do mundo!

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Olá fãs da velocidade! Um domingo bastante divertido para os amantes da Fórmula 1. O GP de Mônaco trouxe uma infinidade de alternativas, a começar pelo próprio clima do circuito. A chuva misturada com as divergentes estratégias trouxe mais uma vez uma corrida bastante movimentada, que reacende os ânimos de Lewis Hamilton e mostra que temos um campeonato em jogo! Acompanhe a nossa crônica do Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1:



O domingo começou bastante chuvoso no principado. Tão chuvoso que a largada acabou sendo atrás de safety-car. Já com os carros em ação, o vice-líder da corrida Nico Rosberg, apresentava um rendimento muito inferior ao de Ricciardo, que aproveitou para se desgarrar do grande pelotão. Vendo que o rendimento do alemão prejudicava a corrida de Hamilton, a equipe ordenou que Rosberg desse passagem ao companheiro, que foi a caça de Daniel.

Atrás deles, acontecia de tudo. Com a pista começando a secar, alguns se arriscavam em colocar os pneus intermediários, na esperança de escalar o pelotão. Na décima volta, Palmer e Räikkönen já estavam fora da corrida, ambos por motivo de colisão. O sol dava as caras em Mônaco e a corrida tomaria rumos diferentes.

Com a pista secando rapidamente, o desempenho dos pneus intermediários era bastante melhor. Todos os pilotos correram para os boxes, (com exceção de Hamilton e Wehrlein), e aí o cenário da corrida começou a se desenhar. Pérez ganhou espaço e pulou para uma excelente terceira posição! Lá atrás vinha Verstappen, que se espremia fazendo belas ultrapassagens e dava pinta de que queria brigar por algo. Ainda bastante passivo, Rosberg caía para o sexto lugar, e via de longe, o rival Hamilton na ponta.

Na frente de Ricciardo, o inglês conseguiu assegurar o primeiro lugar até que a pista estivesse seca o suficiente para que os bólidos usassem os pneus slick. Àquela altura, Hamilton entrava de vez na briga pela prova. Lewis perdeu tempo na sua parada, mas quem falhou feio foram os mecânicos da Red Bull. É verdade que as paradas de Verstappen e Ricciardo foram bem próximas, e podem ter atrapalhado a equipe, porém o tempo perdido no box foi determinante para que Daniel voltasse na segunda posição, atrás de Lewis.


Lewis Hamilton fechou a porta de Daniel Ricciardo no GP de Mônaco (Foto: Reuters)Com os pneus ultra-macios, se esperava que Hamilton abrisse de Ricciardo para ter uma margem em uma consequente segunda troca de pneus. Mas não era o que acontecia. Pelo contrário, Dani se aproximava de Hamilton e por pouco não conseguiu a ultrapassagem. No lance mais polêmico, Hamilton errou a tangência da chicane depois do túnel e espremeu Ricciardo no guard-rail. O australiano reclamou, afinal quase perdeu o controle do seu RBR, porém, muito mais em razão da pista estar molhada fora do trilho. Podemos questionar a vantagem que Lewis teve ao cortar a chicane, mas não a manobra do inglês. Ainda assim, briga normal.

Louco para alcançar a parte de cima do pelotão, Max Verstappen vinha fazendo uma corrida muito boa até o momento. Marcando algumas voltas mais rápidas, Max parecia ter finalmente se adaptado a pista. Mas, na ânsia de andar rápido, o holandês travou o pneu na entrada do cassino e encontrou o guardrail. Uma pena, pois enquanto esteve em pista, Max se mostrou competitivo no fim de semana. Vale ressaltar que é apenas o segundo ano do garoto na Fórmula 1, Max ainda tem muito o que aprender. Verstappen errou sim, nas duas vezes em que bateu no fim de semana, porém mais importante do que assumir o erro é aprender com ele. Verstappen provou ter personalidade, seu pai (Jos), o ajuda a lidar com as críticas. Esperamos que o menino volte ainda melhor para o Canadá, uma pista que 'permitirá' mais erros por parte dos pilotos.

Enquanto Ricci perseguia Lewis, ocorre um dos capítulos mais polêmicos do fim de semana. Nasr recebeu ordem de equipe para deixar o companheiro Ericsson ultrapassá-lo. O brasileiro chutou o balde e permaneceu na frente. Visivelmente irritado, Marcus praticamente 'se jogou' em cima do companheiro, forçando uma ultrapassagem praticamente impossível. O incidente resultou em abandono dos dois carros e ainda uma punição de três posições para o sueco no próximo grid de largada.


Um momento que ilustra perfeitamente o ambiente da Sauber. Aliás, cabe até uma comparação com a Mercedes. Mesmo com os pilotos da flecha de prata disputando o campeonato, Rosberg acatou a ordem vinda da equipe, o que mostra que ainda há um braço firme no time alemão. Muito diferente ocorre na Sauber, aonde Ericsson falou em público ser melhor que o companheiro de equipe, provocando uma instabilidade ainda maior no time já calejado financeiramente. É difícil condenar o brasileiro, afinal sabemos que seu companheiro não o respeitou sequer em público. Condenável mesmo é a atitude de Ericsson, que acabou prejudicando todo o trabalho do fim de semana de sua equipe, além de contribuir ainda mais para o péssimo ambiente. Parece que além de carro, falta comando no time suíço...

Lá na frente, Hamilton mostrava uma durabilidade até então inimaginável do pneu ultra-macio! Ricciardo, que antes tinha convicção de que o inglês pararia, agora se via em uma situação desfavorável. Sem o mesmo ritmo de antes, o australiano não encontrava forças para um último ataque. Daniel deixou de vez a luta pela vitória já nas últimas voltas, aonde a qualidade de Hamilton na pista parcialmente molhada pela garoa de última hora se sobressaiu.

No final, vitória do inglês que ganha fôlego no campeonato, muito pelo péssimo fim de semana do seu companheiro, Nico Rosberg. Irrepreensível até então, Nico se mostrou apático nas condições adversas da pista e não passou do sétimo lugar, atrás até da McLaren de Alonso, que segue evoluindo, agora num ritmo bem mais aceitável. Destaque para o grande desempenho da Force India, que com um acerto louvável, conquistou um sexto lugar com Hülkenberg e o pódio com Pérez, que se manteve constante à frente de Vettel.

Com a vitória, Hamilton diminuiu para 24 pontos a vantagem de Rosberg no mundial de pilotos. Ricciardo é agora o 'melhor do restante, com 66 pontos marcados (16 atrás de Hamilton e 5 àfrente de Räikkönen, quarto colocado. No mundial de construtores, cabe ressaltar a boa campanha da Red Bull, que já encosta na Ferrari (121 a 112 para o time italiano). A Williams vem na quarta posição, muito longe, com 66 pontos ganhos.


Ainda antes de encerrarmos nossa crônica, abrimos espaço para mais um grande acontecimento automobilístico desse domingo. Nos Estados Unidos, tivemos a 100ª edição das 500 milhas de Indianapolis, uma das maiores provas do automobilismo mundial! E para uma corrida histórica, nada melhor que um vencedor histórico. Mesmo aparecendo pouco no início da prova, Alexander Rossi (aquele mesmo, que correu de Manor ano passado) aproveitou as bandeiras amarelas para entrar na luta pela vitória, e praticamente sem combustível, venceu a edição histórica da prova.

Foi a primeira vez que um rookie vence a corrida desde Hélio Castroneves, em 2001! Um feito e tanto para o jovem americano, que era fortemente especulado na Fórmula 1 para esta temporada. Certamente, conseguiu atrair para si o foco de várias equipes e passa a ser tratado não só como uma promessa, mas como um vencedor de 500 milhas. E para quem reclamava da atual geração de pilotos, Verstappen, Rossi, Wehrlein Vandoorne e tantos outros vão mostrando que, se depender deles, a briga está garantida para os próximos anos, independente da categoria!

Confira a classificação do GP de Mônaco:



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Amigos, tivemos mais um fim de semana de F1, que foi frustrante para Massa e Rosberg, enquanto representa uma virada para Hamilton, e a consolidação para Bottas. Na Indy, Castronenves e Tony Kanaan fizeram grande prova, mas a vitória ficou com Montoya, após erro de estratégia da Ganassi que tirou Tony da disputa pela vitória, vamos comentar as duas provas.

Rosberg quebra e Hamilton passeia em casa


A prova começou com acidente importante envolvendo Raikkonen, que faz uma péssima temporada, Massa, que largou apenas em 15º e ainda teve problema na largada, não conseguiu desviar do acidentado Raikkonen e acabou ali o seu fim de semana. A prova ficou parada por mais de uma hora, e quem foi dormir novamente perdeu uma corrida bastante interessante, com Alonso dando show de ultrapassagens, mostrando a razão da admiração que todos tem por ele como piloto. Enquanto as McLaren decepcionavam mostrando que não tem condições de brigar na frente, sendo ultrapassadas pelos rivais da Red Bull e por Bottas. 

Rosberg vinha perdendo rendimento e quebrou, o que fez com que Hamilton ficasse com o caminho livre para passear na prova, colocando 40 segundos no 2º colocado, dando-se ao luxo de fazer parada a mais, venceu com autoridade. 

Enquanto isso Alonso dava aula, passou com enorme facilidade o Tetracampeão Mundial, Vettel, que por sua vez com mais carro teve enormes dificuldades para ultrapassar Alonso, chorou no rádio, enfim, uma situação patética. O que Vettel pensa ser a Formula 1? Uma disputa, ou uma brincadeira para bebês chorões? A F1 é a principal categoria do Automobilismo, lá estão os melhores, e é evidente que ele é um deles, senão mesmo com um carro infinitamente melhor do que o dos adversários, não teria colocado no bolso o seu companheiro de equipe á época, Webber. F1 é uma categoria que está buscando voltar a ter a emoção do passado, está buscando voltar a ter as disputas francas, ninguém vai dar moleza para ninguém, deixar passar, oras. Alonso (que sabe ser Dick Vigarista sim, ninguém está dizendo o contrário aqui) nessa disputa não cometeu nenhuma ilegalidade, á menos que tu considere que a ilegalidade é ele ser de uma categoria superior, de uma capacidade superior, daí tu pegue seu boné, seus quatro títulos e vá para casa, acho que está cedo para isso, então faça o que fez, vá pra cima e ganhe o que tiver de ganhar no braço, na pista.

Para finalizar sobre a F1, dois aspectos que quero abordar aqui. Essa vitória pode ser decisiva para as pretensões de Hamilton no campeonato, para mim está claro que ele é um piloto de maior capacidade, de maior talento, enquanto Rosberg é mais constante, evidente que o Inglês seria um campeão mais "legítimo" até mesmo em relação a proposta atual da F1 citada no parágrafo anterior de deixar de ser uma categoria "chata", sem emoção, como foi (até com certa razão) taxada nos últimos anos, porém para isso é necessário que Hamilton tenha mais regularidade, se tiver isso seu talento decidirá o campeonato em seu favor. 

O outro aspecto é que está claro que agora (se já não era) Bottas será em definitivo tratado como 1º piloto pela Williams, triste fim para Massa, que escolheu uma equipe que fez um bom carro, mas que tem sido incompetente no tratamento dado á ele, isso quando havia a igualdade de condições, imagine agora com tamanha diferença de pontos, antes da temporada eu acreditava que Massa não deveria ir para a Williams por ser uma equipe que tem sido fracassada nos últimos anos, com projetos de carro ridículos, agora ele está infelizmente abaixo do nível, ainda mais levando-se em conta que por mais talento que Bottas tenha, ele é um novato, e ainda assim Massa jamais se sobressaiu sobre ele, repito, triste fim.

Indy - Ganassi erra com Kanaan e Montoya vence


Tivemos uma excelente prova em Pocono, Kanaan liderou boa parte da prova, com um pelotão de frente contendo ele, Montoya e Will Power, com Hélio Castroneves os perseguindo. O Brasileiro Tony Kanaan foi orientado pela sua equipe a fazer uma estratégia alternativa, de economia de combustível, enquanto seus adversários pisavam fundo, no final a estratégia se mostrou mal-calculada e por coisa de três ou quatro voltas, Kanaan perdeu a chance de lutar pela vitória, e o pior, acabou apenas em 11º lugar, impressionante como dá azar com equipe o Kanaan, essa foi uma falha muito grave da Ganassi, que rememorou as falhas terríveis que a KV tinha com ele.

Quem se deu bem foi Castroneves, que vinha com uma desvantagem considerável para o pelotão de frente e agrupou com a única bandeira amarela da prova. Helinho contou ainda com uma IDIOTICE (e não é brazucada não, Power jogou o carro em cima do companheiro) de Will Power que jogou sobre ele o carro, quase provocando um acidente que prejudicaria muito a Penske e até mesmo colocando em risco eles e os demais pilotos (Oval sempre é um perigo em colisões) a punição foi justa ao talentosíssimo Australiano, isso tirou de Power as chances de vitória na prova, e proporcionou a Helinho conforto para garantir o 2º lugar na prova, e quem sabe ainda lutar por título.

Resta parabenizar Montoya, que fez uma prova muito sólida e cada vez mais mostra que não está enferrujado e que tem muito ainda a dar para a Indy e o mundo da velocidade.

E você, o que achou do fim de semana da Velocidade, comente!

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Imagem: Reuters