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Surpresa define o resultado do Produto Interno Bruto – PIB do 2º trimestre de 2023. O crescimento bateu 0,9% frente aos primeiros três meses do ano, com nuances importantes como a participação da Indústria e dos Serviços no avanço do PIB.

Apresentado pelo cronista Arthur Luiz, o Observatório Socioeconômico é um programa em que a leitura de dados é o ponto de partida para análises das mais diversas a respeito da vida em sociedade.


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Com base em dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA, a realidade da inflação por faixa de renda dos bresileios em 2023.

Apresentado pelo cronista Arthur Luiz, o Observatório Socioeconômico é um programa em que a leitura de dados é o ponto de partida para análises das mais diversas a respeito da vida em sociedade.

O atual momento representa um ponto de inflexão para o domínio global do dólar americano? Afirmar categoricamente ainda é arriscado. Contudo, em um mundo cada vez mais globalizado, que assiste a uma transição sem precedentes nas relações internacionais, é bem possível que a predominância da moeda estadunidense esteja com os dias contados. Fato é que se trata de um processo histórico, longe de ter se iniciado por agora.

Exibido a cada 15 dias, em uma quarta-feira, às 19h30, o Crise Crônica é apresentado por Leandro Monerato.


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Fernando Henrique foi o presidente que “doou” as maiores riquezas do Brasil a grupos privados. Privatizou e privou do brasileiro, entre outras, a Vale do Rio Doce, que anos depois, reflexo do capitalismo e lucro a qualquer custo, assassinou famílias e o próprio Rio Doce, em Minas Gerais. Ele é a cara do Liberal perfumado, como Tabata Amaral, ao contrário de Paulo Guedes, que com suas caspas e odores, representa a parte chucra dessa política direitista, mas querem a mesma coisa. O sonho guedista Banco do Brasil – Petrobrás – Correios, já povoava as noites de FHC nos anos 90.



A Folha de São Paulo apoiou e deu sustentação midiática e material ao Golpe de 64, incentivou a patrocinou o Golpe de 2016, e ela agora quer que a turma vista amarelo. O mesmo se diz da Globo, que censurou o “Intercept” em seu noticiário e ainda se vê agarrada à Lava-Jato, a despeito de tudo que já se sabe sobre essa operação criminosa de Curitiba.
Em uma empreitada cega, empolgam-se PMDB, DEM, PSDB e o Centrão, que além de tantas outras coisas em comum, elegeram e ainda ajudam a sustentar Bolsonaro, em troca das reformas contra o povo.
Flávio Dino e Rui Costa, estrelas emergentes, se envaidecem, seduzidos a participar, iludidos com a corte que lhes fazem os golpistas. Boulos e Marcelo Freixo, cada vez mais genéricos e inofensivos, já colunistas e frequentadores íntimos dessa mídia golpista, balançam seus rabinhos.
Gabeira, Roberto Freire, Marina Silva, indivíduos que julgaram merecer mais do que receberam de Lula, alguns com a certeza de serem por ele escolhidos candidatos a presidente, deixaram nascer em si um ódio mortal ao barbudo, principalmente ao perceberem suas insignificâncias em vôos solos. Essa doença do orgulho ferido faz o indivíduo migrar da esquerda para a direita, perdendo o orgulho, e atacou também Ciro Gomes. Com essa gente toda, PDT, PSB e outras coisas ainda mais estranhas.
E o que eles querem, o que faz toda essa gente aparentemente diferente, juntar-se em amarelo como na Copa do Mundo?
A ideia de eleger a direita em 2022, o mesmo truque posto em prática nos EUA para eleger Biden. É o que chamam de “Frente Ampla”, mas uma frente que quer as mesmas coisas que Bolsonaro, e que sonha ter o apoio do PT, para que o partido lhes ofereça, de mão beijada, seus 50 milhões de eleitores.
Acompanhe a ideia, não é um grupo oferecendo apoio a outro ainda maior. O sonho deles é dizer: - Hei, Lula! Temos aqui quase 1 milhão de votos, você pode nos emprestar seus outros quase 50 milhões?
Ciro, você tem muito feijão para comer, e muito tempo ainda para aturar o PT de Lula, que é o único líder popular que temos, o único presidente trabalhador, o único representante das classes populares e operárias. Por que motivo, deveriam os trabalhadores agora, sem nenhuma explicação, trocar o voto nesse PT, pelo voto nos políticos de terno, que rejeitam o “Fora Bolsonaro”?
A frente é à esquerda, e veste vermelho.
Você já ouviu alguém ironizando o fato de um comunista estar comendo um lanche no Mc Donalds, ou usufruindo de tecnologia, como se isso fosse uma contradição? Antes de tudo, todos precisamos lembrar que hambúrgueres e celulares são produzidos em linhas de montagens, por trabalhadores, e que a ciência soviética descobriu como cultivar em condições adversas e como lançar o primeiro satélite, orbitando a Terra. É certo que se espera um pouco mais de bom gosto na alimentação de um cidadão da esquerda, mas o capitalismo é uma forma econômica em vigor, não se vive em um país que esteja a um meio-termo quanto a isso. Não é como um time de futebol, que você pode escolher, é algo que está aí. Podemos ser militantes, estudiosos, simpatizantes, dirigentes sindicais e afiliados a partidos políticos, mas vivemos em uma sociedade capitalista. Você pode lutar contra o capitalismo, mas não pode viver o socialismo dentro do capitalismo.



Voltemos ao lanche de minhoca tentando responder a duas perguntas, por quê um socialista não pode comer isso, e já que não pode, quais os lugares que ele pode? Veremos que para as duas perguntas não há respostas que não terminem em contradições. Qualquer trabalhador tem o direito de escolher o que vai comer. Nada, além de um moralismo besta, pode impedir ou tornar estranha essa atitude. Por fim, no socialismo as pessoas também comem lanches, bons e ruins. O trabalho no Mc Donalds é daqueles simbólicos, exageradamente explorado (pesquisem). Contra toda dificuldade, seu funcionário deveria ter direito a organização, direito de greve, mobilização, apoio e solidariedade da sociedade e dos outros trabalhadores. Há trabalhadores em condições piores e melhores, mas todos sob o regime capitalista, que lhes retira sua produção. A situação desse chapeiro, dos cobradores de ônibus, dos metalúrgicos e camelôs, só deve mudar estruturalmente com a chegada de uma outra forma de organização da sociedade. Um boicote ou atitude individual moralista levará essa situação a um paradoxo, pois se eu me recuso a beber Coca-Cola, por que deveria utilizar o Uber, ter conta em banco privado, usar tênis produzido por escravos no sul da Ásia ou jogar futebol com bola feita no Paquistão? Deixo de usar uma calça da Levi´s, mas posso tomar cachaça do interior de São Paulo, destilada de cana colhida por boias-frias?

Se você acha que empregadas domésticas têm o direito de viajar de avião, pelo caminho lógico, deveria pensar que qualquer trabalhador, e a própria empregada, têm o direito de comer filé, em detrimento do bife de acém. Já se perguntou os motivos de a sociedade entender como saudável a austeridade familiar nos “gastos”? Deveríamos ter uma vida muito regrada, sem excessos nem delícias. Eles condenam o cafezinho, dão sempre o exemplo desse produto, que é dos mais baratos, para dizer que você está gastando dinheiro, o dinheiro das contas que tem que pagar, o dinheiro de sua aposentadoria. Suas férias devem ser na Praia Grande e não em Paris. Sua pizza feita em casa, a cerveja mais barata, restaurante além de luxo, é preguiça, churrasco de segunda. Isso não é estranho? Você já bebeu uísque irlandês? Não? Pois não sabe o que está perdendo. O uísque, salmão, as roupas de grife, confortáveis tênis de corrida, os melhores charutos, são produzidos, tecidos, planejados, operados e pescados por trabalhadores. Então, porque ele seria moralmente proibido de usufruir disso?

A miséria não combina com o socialismo, pois é exatamente contra ela que ele luta. Socialismo é acesso a todos, não miséria para todos. Se você vê como normais as privações da classe trabalhadora, e concorda que ela deva ser austera, há algo disfuncional em seu sentido de igualdade. Quem gosta de pobreza é o capitalista, pois ele vive dela, e vive muito bem.

No socialismo, o trabalhador deve ficar com o valor de seu trabalho, portanto também com todos os produtos que a classe produz. No capitalismo, ele mal fica com um salário, deixando o consumo justamente com quem não produz.

Convicções individuais são as características que diferem umas pessoas das outras, e são formadas de acordo com nossa maturidade e aprendizagem. Bem podemos ficar atentos para não propagandear justamente o contrário de nossos sentimentos.

Sobre a coluna

A coluna Tripalium (conheça: http://tripalium.com.br/) é publicada a cada 15 dias.
Estamos em um quadro instável, em relação a Covid-19. Os estados e municípios já querer reabrir o comércio, alguns de maneira imediata e outras de maneira gradual, o que pode está gerando um futuro agravamento da Covid-19, pois a reabertura dos comércios e shoppings pode gerar ainda mais aglomerações, o que pode significar ainda mais casos de Covid-19. Será que estamos no período certo das autoridades públicas reabrirem o comércio. Estamos em um quadro bem complicado, visto o grande crescimento do número de mortes, o estrondoso aumento de casos, com quase 1.000.000 de casos de Covid-19.




Sem a abertura do comércio já há aglomerações, em supermercados e no comércio essencial. Abrir agora significa dá motivos para a população sair de casa. A economia brasileira está sofrendo sim, mas ela tem uma recuperação, mortes não se há nenhuma volta. Se houvesse investimentos poderíamos ficar despreocupados com os impactos do vírus. O desemprego e alta taxa de demissões está tornando o impacto mais forte, não há um projeto de auxilio direto e rápido aos desempregados do Covid-19. Os novos pobres, empresários que tiveram sua renda liquidada, estão tendo que demitir, não por conta do vírus, mas pela falta de um governo para proteger sua economia de forma viável, é que possa preservar vidas.



Imagem tirada na Rua Grande/Centro de São Luís-MA, durante a pandemia da Covid-19.
Fonte: Internet 




A reabertura precoce pode significar aumento do número de pessoas doentes, o que pode significar o aumento dos casos, o que pode sobrecarregar os hospitais. Deve se ter consciência de que não estamos em um momento de reaberturas, pois não chegamos sequer no ápice desse vírus. Corremos o risco de intensificar ainda mais ele em nosso país. Devemos sim repensar esse questão, refletir sobre o tema, pois estarão em cheque milhares de vidas.


Imagem tirada na Rua Grande/Centro de São Luís-MA, antes da pandemia de covid-19.
Fonte: Internet 



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