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Amigos, volto com grande prazer aos textos inaugurando a cobertura da temporada espanhola com um ótimo jogo pela  Supercopa da Espanha.


A Supercopa da Espanha está em sua 32º edição e reúne o campeão de Laliga e o Campeão da Copa do Rei, em 2018 o confronto foi entre Barcelona que foi campeão do campeonato espanhol e da copa do rei, com isso o Sevilla (vice campeão) foi o adversário do time catalão.

Essa edição contou com fatos inéditos, o jogo foi realizado em Tanger, região norte do Marrocos, foi a primeira vez que o campeonato foi realizado em final de jogo único e foi a primeira vez que Lionel Messi jogou como capitão em um jogo decisivo.

O Sevilla começou com uma linha de 5 jogadores protegendo a defesa, tumultuando as tentativas de infiltrações tentando Suárez ou Messi, em um lance despretensioso Busquets tentou uma infiltração para Dembélé, o passe foi interceptado por Banega, com um passe preciso o argentino achou Muriel de frente aos zagueiros, o colombiano deu uma ginga de corpo a frente de Pique, soltando a bola na ponta para  Sarabia que bateu colocado sem chance para Ter Stegen, o lance foi marcado pelo impedimento equivocado e o uso do primeiro VAR na Espanha e abriu o placar para o Sevilla.

Após o gol a equipe do Barcelona tentou acelerar o jogo, buscando quebrar o bom posicionamento defensivo do Sevilla, mas a criatividade estava longe de ser a ideal e um jogador se destacava por desarmar precisamente os passes de Arthur e Rafinha, trata-se de Roque Mesa um ótimo volante, lembrando jogadores dos anos 60 com sua camisa dentro do calção, seu tradicional bigodinho e o desarme perfeito dos grandes volantes daquele período.

O time do Sevilla após abrir o placar deixou a posse de bola para o time do Barcelona, que continuava pecando na qualidade de passe e nível de precisão nos momentos de precisão, e essa posse fez o Barcelona rondar a área do time andaluio, em uma tentativa de infiltrar pelo setor central Arthur sofreu um carrinho de Banega, Messi assumiu a bola , tentando fazer gol na  sua vitima favorita  ( Já foram 31 gols), em uma cobrança  quase magistral, a bola pega na trave, nas costas do goleiro e sobra para Píque empatar o jogo aos 42 minutos do primeiro tempo.

A segunda etapa começou  de modo truncado, muito estudo por parte das equipes, o Barça fez duas alterações com dois jogadores habituados ao estilo de jogo Rakitic e Coutinho para tentar acalmar a partida e a virada do placar. Um posicionamento diferente foi observado na partida de hoje, uma movimentação maior de Messi pelo centro do ataque Catalão, essa função fez com que o meio campo funcionasse de forma dinâmica, aumentando a qualidade do passe e forçando a recuperação da bola no setor intermediário do campo, estratégia pensada para evitar os rápidos contra golpes do Sevilla.

Sem medo do empate o Sevilla também fez suas alterações e manteve as características pensadas desde o começo de jogo, André Silva substituiu Muriel que sentia o ritmo de jogo e Aleix Vidal entrou no lugar de Sarabia, a segunda alteração foi no sentido de tentar barrar o fluxo de jogo de Coutinho/Dembélé, pelo lado esquerdo e ganhar maior volume na saída ao ataque com Navas/Vidal, visto a versatilidade e rapidez  dos  dois jogadores.




Em lance isolado e vacilo de Banega que não prestou atenção na movimentação de Dembélé que recebeu a bola livre na entrada da área, usou toda sua técnica para acertar um belo chute e potente chute no ângulo do goleiro Vaclik, conseguindo assim finalmente romper a muralha de Sevilla e a vantagem no placar aos 34 minutos da etapa final, tirando parte da pressão que era destinada  ao jovem campeão do mundo com a França em Julho por parte da imprensa e por diretores que avaliavam a situação do jogador como algo preocupante.

No apagar das luzes o improvável aconteceu, um pênalti para o Sevilla, provando a inconsistência da zaga catalã, Ben Yedder o artilheiro do time  e destaque na ultima temporada se posicionou carregando a esperança de uma improvável prorrogação, um cobrança ridícula e a consagração de um herói, Ter Stegen defendeu a cobrança e garantiu assim mais um titulo para o Barcelona e consagrou um momentos histórico no clube.

Lionel Messi ultrapassou Iniesta e se tornou o maior vencedor de títulos da historia do clube, além de erguer sua primeira taça como capitão no clube que proporcionou a ele ser um dos maiores de todos os tempos, mostrando que uma nova era começa sob a liderança do gênio argentino, claro com muitos ajustes táticos, adaptação de jogadores como é o de Arthur e Semedo, será uma semana decisiva para que Ernesto Valverde defina o time titular  e tente acertar o posicionamento defensivo que foi o destaque ruim durante toda pré-temporada e mostrou ser um ponto fraco nesse primeiro jogo oficial, o clube catalão estreia contra o Alavés no próximo sábado.

Por sua vez o Sevilla fez um jogo interessante, conseguiu ser igual em alguns momentos e por um bom tempo conseguiu administrar a vantagem do placar e mesmo quando a perdeu continuou levando perigo ao gol do Barcelona, o time vem mostrando um padrão definido aproveitando principalmente  a velocidade, a derrota não fica como um aspecto totalmente negativo esse jogo mostrou que com alguns treinamentos específicos na parte de fundamentos  podem ajudar o elenco e levar a equipe a conseguir bons  resultados contra aos grandes clubes  no próprio campeonato espanhol ou na Liga Europa que é o foco do clube no momento já que o segundo jogo contra  o clube Lituano do Zalgris  é na próxima Quinta-feira .



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Imagens: AFP 



Nesta sexta-feira (22), Atlético de Madrid e Real Madrid se enfrentaram no Vicente Calderón para decidir o título da Supercopa da Espanha, na ida o jogo acabou em 1X1, e na volta os rojiblancos faturaram o título com gol de Mandzukic aos 2'. Os times de Madrid agora se concentram no Campeonato Espanhol onde jogam na segunda.

Gol no início e expulsão
Rolava a bola no Vicente Calderón, e aquele clima de decisão pesava em todos, o Real não contava com seu principal jogador, Cristiano Ronaldo, que havia sofrido uma pequena lesão no primeiro jogo, o Atlético que jogava em casa tinha o calor e o apoio da torcida contigo mas devido ao grande elenco dos blancos o jogo prometia ser um daqueles pra contar a história para os nosso filhos. 

O Atlético de Madrid começou melhor, logo aos 2', após vacilo da defesa do Real Madrid, Griezmann tocou pra Mandzukic mandar pro fundo das redes. A zaga merenge continuou vacilando nos minutos inicias, o Atlético atacava. O Real conseguiu melhorar lá atrás e foi pra cima, aos 17', Modric mandou um chutaço passando perto do travessão. Sete minutos depois, Carvajal tabelou com James e saiu nas costas da defesa, Moyá salvou os colchoneros.

O jogo estava muito pegado, com aquele clima de clássico mesmo, aos 26', Simeone foi expulso, o técnico reclamou de mais de vários lances nem tão polêmicos e acabou enchendo a paciência do árbitro. Após a expulsão, a partida ficou mais calma. Os blancos iam mais ao ataque, seus meias e atacantes se movimentavam muito. Na base da movimentação o Real Madrid quase empatou, James tocou pra Bale que da entrada da área finalizou raspando na trave.

Nos minutos finais, vários momentos emocionantes, aos 44', Koke bateu escanteio e Raúl Garcia cabeceou em meio a erro de Coentrão e levou perigo a meta de Casillas. Um minuto depois, o Real respondeu com James, o colombiano chutou colocado da entrada da área e a bola passou perto da trave.

O primeiro tempo terminou em 1X0 para o Atlético que aproveitou erros defensivos do seu adversário e abriu o placar logo no início, os merengues tinham que partir pra cima pra empatar o jogo e leva pra prorrogação ou virar e faturar sua segunda taça em 10 dias.

Jogo movimentado
Os colchoneros voltaram do intervalo sem mexer na equipe, já o Real colocou Ronaldo e a expectativa dos torcedores com o título aumentava, com a alteração James foi pro meio armar o jogo e Ronaldo foi pra ponta esquerda. Aos 48', Raúl Garcia mandou uma bola no travessão e tirou o ar dos merengues. Cada vez mais, Bale e James Rodríguez se entendiam mais e os blancos ficavam melhor em campo.

Ao contrário do primeiro tempo, o Atlético ia com mais pegada pra dividir a bola e conseguia criar contra-ataques mortais, característica que geralmente se emprega ao Real Madrid, que estava sendo pressionado e rifava as bolas, Ronaldo não estava tão bem na partida, e a lesão pesava. Aos 56', Juanfran rolou pra Raúl Garcia que meteu um chutaço, a bola passou raspando o travessão. Aos 61', Cristiano Ronaldo tabelou com Benzema e arriscou um chute de longe pra boa defesa de Moyá.

A partida estava bem equilibrada, os dois times iam bem ao ataque e criavam boas chances, ao inverso da primeira metade do primeiro tempo onde o jogo era muito pegado, na primeira metade do segundo tempo se encontrava mais futebol do que faltas. Aos 71', o Real saiu jogando errado, Raúl Garcia rolou a bola pra Griezmann que chutou tirando tinta da trave.

Nos minutos finais, os merengues iam pra cima, iam em busca do título. Os colchoneros respondiam na mesma moeda. O jogo era travado e emocionante, Bale era o principal nome ofensivo do Real Madrid, já no Atlético, com a ausência de Griezmann, substituído, Raúl Garcia chamava a responsabilidade. No final, o Real pressionava, e os rojiblancos demostravam sinais de cansaço, e Sergio Ramos jogava de atacante... pera, já vi esse filme antes.

A partida acabou em 1X0 para o Atlético que se consagrou campeão, o filme não se repetiu, e o Real perdeu sua primeira final neste ano. Parabéns aos colchoneros que jogaram muito e reformularam bem o elenco para esta temporada.

Ficha Técnica

Atlético de Madrid: Moyá; Juanfran, Miranda, Gódin, Siqueira; Gabi, Tiago, Raúl Garcia (Saúl 90'), Griezmann (Raúl Jimenez 73'), Koke; Mandzukic (Cristian Rodríguez 84'). 
Técnico: Diego Simeone
Formação: 4-2-3-1 

Real Madrid: Casillas; Carvajal, Ramos, Varane, Coentrão (Marcelo 69'); Xabi Alonso, Modric, Kroos (Ronaldo 46'); Bale, James (Isco 65'), Benzema.
Técnico: Carlo Ancelotti
Formação: 4-3-2-1

Estádio: Vicente Calderón (Madrid/ Espanha) 
Árbitro: David Fernández Borbalán
Gols: Mandzukic (01')
Cartões Amarelos: Tiago (17'), Modric (47'), Koke (50'), Xabi Alonso (52'), Griezmann (67'), Raúl Garcia (74'), Isco (77'), Ramos (89'), Ronaldo (90'+3')
Cartões Vermelhos: Simeone (26'), Modric (90'+1')