Artigos por "Papo de Torcedor."
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Foto: Ag. Palmeiras (Cesar Greco)


Queridos amigos leitores do JC. Nessa noite de quarta o Palmeiras entrou em campo para sua primeira partida no Brasileirão 2020 onde enfrentaria o Fluminense no Maracanã, obviamente de portões fechados por conta da pandemia do Covid-19. Aliás, os times até entraram em campo, mas não sei bem dizer se houve futebol ali.

Sigo reiterando que o futebol brasileiro jamais deveria ter voltado. Hoje, dia 13 de agosto temos 3,1 milhões de casos, sendo 104 mil deles fatais e um aumento diário de 1102 mortes em 24 horas. O futebol mesmo assim volta, e volta com 10 jogadores do Goiás testando positivo. E volta com a CBF buscando recurso perante ao STJD para LIBERAR jogadores que testaram positivo para irem pra jogo. Talvez tenhamos uma doença pior que a Covid, que é o caos social cujo o Brasil se tornou e isso obviamente se reflete ao nosso futebol.


O futebol voltou mas na verdade não voltou, pelo menos é o que vemos nesse início de Brasileirão totalmente desorganizado e com jogos de nível assombrosamente ruins, achou que seria diferente com nosso amado verdão? Achou errado.

Entramos em campo com o time bastante modificado em relação a final do Paulistão, Jailson, Veiga, Bruno Henrique, Luan todos foram titulares no jogo de hoje. Isso me deixou curioso pra ver um futebol melhor, leigo engano meu. Fomos até piores que nos últimos jogos. Os destaques do jogo foram o tédio e a falta de criação de ambas as equipes sem agressividade nenhuma.

Nosso início de jogo parecia até interessante, tentávamos trocar passa e o Fluminense também, porém ambos conseguiam desenvolver, até que em uma rápida roubada de bola, o time avança e Zé Rafael passa para Luiz Adriano abrir o placar. Pensava eu que iríamos buscar velocidade para ampliar o placar, dar maiores oportunidades para explorar a velocidade de nossos pontas. Mas não foi isso, o Palmeiras sentou em cima do resultado e o jogo ficou monótono até uma oportunidade clara do Fluminense com gol de Marcos Paulo empatar a partida no final do primeiro tempo.

Ainda tinha esperanças de agora que o Palmeiras estivesse sem o resultado garantido fosse para cima, mas o segundo tempo me decepcionou mais ainda. O Luxa ao menos tentou, buscou do banco Lucas Lima, Ramires, Scarpa, Patrick, Bigode mas o segundo tempo foi até pior que o primeiro, nesse se quer teve bons lances para comentarmos. Com exceção de uma ótima oportunidade criada por Lucas Lima para Luiz Adriano que acabou por desperdiçar.

Ramires e Willian foram muito mal, enquanto Patrick e Lucas Lima foram regulares e Gustavo Scarpa foi horroroso, o nível desse rapaz jogando futebol nos últimos tempos é de uma tristeza para os olhos que o vê.

Raphael Veiga jogou fora mais uma oportunidade no jogo de hoje, pois quase não percebi ele em campo de tão apagado. Nossa armação é uma deficiência muito exposta. E não parece que consigamos encontrar tão cedo, por ora o que menos vem jogando mal é o Lucas Lima que entrou bem.


O futebol Brasileiro não voltou em bola jogada e não deveria voltar de maneira presencial. Se for pra voltar tento mais de 40 casos somados em sua primeira semana e com o nível do futebol ridículo que todas as equipes brasileiras estão jogando (com exceção do Galo) é melhor ficar todo mundo em casa assistindo o show de organização que a NBA deu entro das ligas esportivas mundiais, seguindo também exemplos como a boa volta da Champions League. Até o Flamengo está vergonhoso de se assistir. Mas sabemos que não voltaremos a ter pausa, aqui o pão e o circo tem nome e 5 Copas do Mundo.



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Flavio Hopp/Gazeta Press

Salve tricolores! Hoje mais cedo foi realizada a final do Campeonato Paulista de 2019 entre Corinthians e São Paulo. Após empate em 0 a 0 no Morumbi, os rivais voltaram a se enfrentar no decisivo jogo de volta, na Arena Itaquera. Infelizmente não foi dessa vez que voltamos a ser campeões, mas o time, principalmente pelas gratas surpresas jovens, merece o nosso parabéns. Apesar do vice-campeonato, um bom horizonte foi aberto ao SPFC, que ainda contará com a entrada de ótimos nomes, como Pato, Vitor Bueno e Tchê-Tchê.

A grande final representava a busca pelo tricampeonato por parte do Corinthians, enquanto o SPFC procurava ser campeão paulista após 14 anos. Para o grande duelo, Cuca mandou a campo: Volpi; Hudson, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Luan, Jucilei (Léo), Igor Gomes; Everton (Willian Farias), Everton Felipe (Hernanes) e Antony. A única mudança em relação a equipe que entrou em campo na última semana foi a entrada da Jucilei no lugar de Carneiro, tornando o time assim, mais reforçado no meio e mais leve no ataque, sem a presença de um centroavante.

Com a bola rolando, o inicio de jogo foi equilibrado, com bastante disputa por espaços e pouca criatividade de ambas as partes. As equipes pareciam nervosas. O primeiro chute a gol foi com Jucilei, apenas aos 10', mas completamente sem direção


O jogo feio continuou na sequência, com quase nenhuma criação. O que mais incendiou a partida foi a confusão entre Reinaldo e Gustavo, mas nada de futebol.  Aos 27', após rifada de Luan, Everton saiu em boa condição para finalizar e assim o fez, para fora.

Djalma Vassão/Gazeta Press


Aos 30', após cruzamento na área, Henrique aproveitou sobra de bola na área e finalizou com perigo. A bola desviou para escanteio. No escanteio, Danilo Avelar aproveitou desviou no primeiro pau e abriu o placar.

O gol mexeu com o jogo, obrigando o São Paulo a sair mais para o jogo. O Corinthians, como era de se esperar, se fechou em busca do contra-ataque. Aos 38', Pedrinho arriscou de fora da área, sem perigo. Aos 43', em boa trama, Pedrinho achou Fagner, que cortou para o meio e chutou no canto direito de Volpi. O goleiro são-paulino fez grande defesa.

Fernando Dantas/Gazeta Press


Aos 47', Antony recebeu na direita, cortou para o meio e chutou no cantinho de Cássio, empatando a partida.

O primeiro tempo da final foi pior tecnicamente do que se esperava. O início foi muito truncado, com as duas equipes nervosas e propondo pouco. O jogo ficou melhor após os 30', quando Danilo Avelar abriu o placar após escanteio e desvio. O lateral corintiano aproveitou confusão na área e indefinição de Tiago Volpi para marcar. Então, o jogo ficou mais franco, com o São Paulo se lançando mais ao ataque e possibilitando contra-ataques dos rivais. Foram pelo menos duas boas oportunidades assim com Clayson e Pedrinho, jogadores alvinegros mais rápidos. Quando já se esperava que a primeira etapa terminasse com vitória parcial do Corinthians, Antony aproveitou sobra de bola em jogada de Igor Gomes, cortou para o meio e acertou belo chute no cantinho de Cássio. Com isso, a decisão foi para o segundo tempo empatada e indefinida.

No segundo tempo, a partida começou prometendo mais ofensividade das duas equipes, dado o empate momentâneo.  O São Paulo colocou em campo Hernanes, importante arma para finalizações da equipe tricolor.

No entanto, as expectativas não se confirmaram e as equipes pouco produziram, assim como no início do primeiro tempo, se reduzindo a passes curtos, poucas infiltrações e muita disputa por espaço. Apenas aos 19', Gustavo arriscou de fora da área para segura defesa de Volpi.

Aos 26', Léo Pelé escapou pela esquerda e finalizou na entrada da área, no canto direito de Cássio. Neste momento da partida, Cuca mexia no time colocando defensores e Carille colocava jogadores de frente, dando a entender que o Corinthians iria para uma pressão final, apoiado pela sua torcida.

Aos 33', Ramiro aproveitou bola roubada na pressão corintiana e chutou fraco da entrada da área para defesa de Volpi. A jogada refletia a postura dos donos da casa, em busca do abafa final. Aos 38', após sobra de bola em escanteio, Avelar tentou de voleio e jogou para fora.

Aos 43', após grande passe de Sornoza, Vagner Love finalizou de primeira e marcou o gol do título coritiano. Aos 46', em contra-ataque, Clayson teve a chance de marcar mais um, mas perdeu grande oportunidade. Então, o São Paulo partiu para a pressão final. Aos 49', Reinaldo arriscou de fora da área, sem perigo, na última oportunidade do São Paulo, vice-campeão paulista de 2019.

Flavio Hopp/Gazeta Press

Segundo tempo de superioridade do Corinthians. Enquanto o São Paulo buscou se defender e garantir o empate, o Timão lançou-se a frente, sem perder a solidez defensiva. As alterações foram os exemplos das atitudes de ambos os times. Enquanto Cuca mexeu para não perder, Carille fez substituições para vencer, e venceu.Vagner Love saiu do banco para para dar o título ao Corinthians, tricampeão paulista. Parabéns Corinthians!  


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