Artigos por "Henrique Gervasio"
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Eduardo Carmim/Photo Premium/Gazeta Press

Salve torcedores tricolores!
Hoje, no Morumbi, foi realizada a primeira partida da final do Campeonato Paulista de 2019. Frente a frente, São Paulo e Corinthians entraram em campo para começar a definir o título deste ano. A partida decisiva, será realizada no próximo fim de semana, na Arena Corinthians, onde o campeão será conhecido.

De um lado, o São Paulo busca um novo título paulista após 14 anos, já o Corinthians, busca o tricampeonato. O primeiro duelo da decisão, marca a volta de Cuca ao Morumbi, como treinador tricolor. Para o reencontro com a torcida, o técnico são-paulino escalou a equipe com uma mudança em realização a última partida, Carneiro no lugar de Liziero, machucado: Volpi; Hudson, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Luan, Everton (Nenê), Igor Gomes (Helinho); Everton Felipe, Antony e Carneiro (Hernanes).

Marcos Ribolli/Globoesporte

Com a bola rolando, o São Paulo se mostrou logo de cara disposto a ser ofensivo, porém, o Corinthians chegou com mais perigo logo no primeiro minuto, com Clayson, que em sua jogada característica, cortou para o meio e chutou no meio do gol. Aos 3', Reinaldo levantou na área pela esquerda e Everton desviou de cabeça, sem tanto perigo.

Aos 15', Jadson levantou bola perigosa na área, Volpi cortou e Ramiro pegou firme mas para longe. Aos 16', Everton arriscou de fora da área e levou perigo a Cássio, que espalmou para escanteio. Após isso, o jogo deu uma esfriada. Só aos 32',  uma nova oportunidade de gol. Reinaldo cobrou falta na área e encontrou Arboleda livre. O zagueiro equatoriano, no entanto, cabeceou mal e perdeu grande chance.

Aos 39', Everton Felipe finalizou de fora da área, a bola desviou na zaga corintiana e foi para fora. Clayson, do lado corintiano, era o jogador mais perigoso, levando a melhor em quase todos os lances de mano a mano. Aos 45', Igor Gomes recebeu na intermediária e chutou fraco, para fácil defesa de Cássio. Aos 47', Arboleda aproveitou cobrança de escanteio e quase marcou. Cássio defendeu e a bola bateu na trave. Melhor chance do jogo até então.

Luis Moura/WWP

Primeiro tempo equilibrado. Maior posse para o São Paulo, mas chances de gol parecidas para ambos os lados. O Corinthians buscava defender bem para assim atacar com segurança. Individualmente, Clayson era um dos melhores em campo e mostrava um possível caminho para o Corinthians. O São Paulo tentava pressionar com o apoio de sua torcida, mas pecava na criação e não tinha seus principais destaques aparecendo como de costume. A melhor chance veio no finzinho, quando Arboleda (um dos melhores em campo por marcar muito bem Gustavo), quase marcou. O camisa 5 subiu alto com sempre e só não abriu o placar por que Cássio fez grande intervenção.

Para o segundo tempo, Hernanes entrou no lugar de Carneiro. Com a alteração, o time perdia uma referência na área (que não estava bem, é verdade), e ganhava mobilidade, com bastante troca de funções dos jogadores do meio. Aos 7', foi o camisa 15 que finalizou pela primeira vez no segundo tempo, por cima do gol.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Aos 12', Hernanes chutou de fora da área e levou muito perigo para Cássio, que espalmou para escanteio. O meia são-paulino era o principal candidato a protagonista do segundo tempo. Aos18', Ramiro contou com falha de Reinaldo e achou Gustavo na área, o camisa 19 cabeceou, sem muita firmeza. Aos  19', Carlos Augusto escapou pela esquerda e arriscou de fora da área com certo perigo. Crescia no jogo o Corinthians.

Aos 27', Antony cruzou da direita, a bola passou por dois e Nenê não conseguiu pegar em cheio, em boa oportunidade tricolor. Aos 28', em novo cruzamento do camisa 39, Everton Felipe cabeceou, sem muito perigo. Assim, o São Paulo melhorava na última parte do jogo, tentando retomar o controle e buscar uma vantagem no confronto, diante de sua torcida.

Aos 36', Henrique teve a melhor chance do Corinthians no jogo. O zagueiro, livre, errou o cabeceio e desperdiçou grandíssima chance. No lance seguinte, Hernanes chutou mais uma de fora da área e levou muito perigo a Cássio. Aos 39', Luan recebeu de Hernanes e, de fora da área, quase marcou, contando com desvio Clayson. Nos últimos minutos, o jogo caiu em técnica, também pela questão física.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Na segunda etapa, o São Paulo pressionou e foi melhor que seu adversário. Hernanes criou as melhores oportunidades de gol, com chutes de longa distância (caminho que deve ser importante na próxima e decisiva partida). Bem postado, o Corinthians pouco sofreu com jogadas individuais dos pontas tricolores. O time alvinegro se limitou a explorar contra-ataques, mas não criou quase nada. No entanto, com a partida decisiva sendo disputada na Arena Itaquera, o Timão tem o favoritismo. Vale lembrar que o SPFC nunca venceu lá. A vitória e o título, seria mais uma superação do jovem time tricolor. Sonho ou devaneio? Vai duvidar e queimar a língua (de novo) ou apostar nos garotos que já surpreenderam uma vez?




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Djalma Vassão/Gazeta Press


Salve Tricolores! Hoje, foi decidido o primeiro finalista do Campeonato Paulista 2019. Em jogo válido pela semifinal, Palmeiras e São Paulo se enfrentaram no Allianz Parque. O jogo era o segundo do confronto e complementava a primeira partida, que terminou em 0 a 0, no Morumbi, no último fim de semana.

O jogo era o primeiro de Cuca, presente como técnico do SPFC. Na escalação, Pablo, machucado, foi a grande ausência em relação ao time do que vinha atuando. Assim, Cuca escolheu uma equipe mais recuada do que Vagner Mancini vinha colocando, sem um centroavante: Volpi, Hudson, Bruno Alves, Arboleda e Reinaldo (Léo Pelé); Luan, Liziero e Igor Gomes (Nenê), Antony, Everton (Carneiro) e Everton Felipe.            

Com a bola rolando, o Palmeiras tentou começar pressionando, empurrado por sua torcida, que encheu o Allianz Parque. O São Paulo, por sua vez, apostava nos contra ataques rápidos, com seu ataque veloz.

O primeiro chute foi de Deyverson, aos 8 minutos. A bola desviou e foi para escanteio. No lance seguinte, em bola levantada na área, Gomez desviou fraco e Volpi defendeu com segurança. Aos 12', Dudu chutou cruzado, Volpi espalmou e Goulart não aproveitou a sobra. Seu chute foi desviado, na pequena área. Aos 14', Deyverson contou com sobra após escanteio, mas abafado por Volpi, desperdiçou boa chance.

Aos 21', Bruno Henrique chutou da entrada da área com certo perigo. Após isso, o São Paulo passou a privilegiar a posse de bola, mas sem muito perigo ao adversário. Pouco tempo depois, o Palmeiras retomou o controle da partida e passou a pressionar mais, porém, a defesa são-paulina atuava bem.

Aos 39', o Antony escapou pelo meio e chutou com pouco perigo ao gol de Prass. O garoto, uma das principais armas do São Paulo estava sumido até esse lance. Em uma das melhores chances do jogo, aos 43', Antony desperdiçou grande chance em chute dentro da área.

Fernando Dantas/Gazeta Press
O primeiro tempo foi equilibrado, com leve vantagem para o Palmeiras, que em casa e com time estrelado, tinha a ''obrigação'' de buscar o resultado, diante de um SPFC cheio de garotos e menos badalado. O Palmeiras chegou algumas vezes, mas esbarrou em uma defesa bem postada e segura do São Paulo. Este buscava os contra-ataques para buscar surpreender os donos da casa. Antony teve a grande chance no fim, mas parou em Prass.            

No segundo tempo, o São Paulo voltou melhor e aos 3' abriu o placar. O bandeira anulou e ao consultar o VAR, Flavio Rodrigues de Souza confirmou a marcação. Aos 7', Dudu recebeu grande lançamento de Scarpa, entrou na área pela esquerda e achou Deyverson, que desviou com perigo para boa intervenção de Volpi. Aos 11', após saída errada do São Paulo, Scarpa recebeu pela direita, cortou para o meio e chutou forte rente a trave esquerda de Volpi. O jogo no segundo tempo era muito melhor, com as duas equipes querendo jogar, como deve ser em um clássico desse tamanho.

Aos 16', Antony quase marcou ao escapar pela esquerda, mas estava impedido. Nesta etapa, Carneiro entrou no lugar de Everton, com cãibras. A alteração mexia com a movimentação ofensiva do São Paulo, que agora passava a ter uma referência para segurar a bola e brigar com os zagueiros, porém perdia em movimentação. 

Aos 20', Luan recebeu pelo meio e arriscou, mas não levou perigo. Aos 29', Dudu cruzou bola rasteira que passou com muito perigo pela área são-paulina, Volpi pegou firme. Neste momento o jogo já não era o mesmo, com poucas chances e dinâmica menor. Aos 32', Diogo Barbosa fez grande jogada, e levantou na área para Deyverson, que dominou e girou livre para abrir o placar, com auxílio do VAR no entanto, o gol foi anulado.  

Aos 45', Zé Rafael recebeu livre pelo meio, avançou e chutou com perigo para fora. Aos 49', Dudu cobrou escanteio e Luan cabeceou por cima na última chance do jogo. Com o novo empate, a decisão foi para os pênaltis. 

São Paulo:
Nenê, Everton Felipe, Hudson, Carneiro, Bruno Alves; Volpi perdeu;

Palmeiras: 
Bruno Henrique, Gustavo Gomez, Luan, Diogo Barbosa; Goulart e Zé Rafael perderam. 

Djalma Vassão/Gazeta Press
   
São Paulo classificado para a final depois de 16 anos, com a chance de ser campeão após 14 anos. O tricolor disputará a final contra o vencedor entre Santos e Corinthians. A classificação representa uma reviravolta incrível do time, que fez uma primeira fase muito ruim, sendo um dos piores classificados para a segunda fase. Muito desta recuperação se deve a Vagner Mancini, que mudou a forma do time jogar (mesmo que não seja um primor técnico), sacou medalhões que não estavam bem e deu espaço para os jovens do elenco, os principais responsáveis pelo feito, que mesmo sob forte pressão, tiveram personalidade. É verdade que o momento em que os garotos foram lançados não era o mais propício, mas foi uma alternativa usada, que deu certo. O torcedor são-paulino vibra (e deve mesmo), e passa a ter esperanças de uma nova glória, depois de tanto tempo.   
 
           
Marcos Ribolli/Globoesporte

Salve tricolores! Em mais um Papo de Torcedor, irei abordar os melhores momentos sobre o jogo entre São Paulo e Ituano, no Morumbi, válido pelas quartas de finais do Campeonato Paulista 2019. O jogo colocava frente a frente as duas equipes com menos pontos (17, Ituano, e 15, São Paulo), dentre os classificados a Segunda fase. Ambos os clubes estavam no Grupo D.

Para o duelo decisivo, Vagner Mancini escalou a equipe da seguinte forma: Volpi, Hudson, Bruno Alves, Anderson Martins e Reinaldo; Luan, Liziero (Léo Pelé), Igor (Everton) e Éverton Felipe (Brenner); Antony e Pablo.

Com a bola rolando, a primeira oportunidade perigosa foi do Ituano. Aos 4 minutos, em escanteio fechado, Correa quase surpreendeu Volpi, que espalmou após desvio no primeiro poste. Após isso, o São Paulo tentava chegar, mas sem arriscar ao gol com perigo. Aos 17', Matinelli recebeu de Morato e foi impedido por Hudson de marcar. No lance seguinte, Liziero arriscou de fora da área, para fora. Aos 19', Morato recebeu na entrada da área, cortou para o meio e bateu para fora, com perigo. O Ituano, assim, escapava com velocidade e levava mais perigo.

Após os 23', duas oportunidades parecidas para o São Paulo, em lances parecidos. Primeiro, Liziero finalizou na entrada da área, após ajeitada de Pablo. A bola foi por cima do gol. Depois, aos 25', Igor finalizou outra ajeitada de Pablo, novamente por cima. Essa era a melhor alternativa do tricolor para ter superioridade em relação a defesa do Ituano, com as tabelas. Antony era uma válvula de escape importante para o Time do Morumbi, que criava boas chances pela direita.

Marcos Ribolli/Globoesporte

O gol porém, saiu da esquerda. Éverton Felipe tocou para Reinaldo, que levantou com maestria na área e encontrou Igor Gomes, que pegou bonito na bola, belo gol e placar aberto.Aos 39', Antony recebeu pela direita como gosta, trouxe para a esquerda e finalizou com muito perigo, na jogada que era a principal arma do São Paulo. Aos 42', Everton quase marcou, após tabela com Antony na área. O camisa 18, no entanto, finalizou mal na frente de Pegorari.

Primeiro tempo de domínio do São Paulo, apesar do começo nervoso, quando a equipe tentava mas não levava perigo real ao adversário. No começo aliás, o Ituano foi quem teve as melhores oportunidades, em contra-ataques velozes, principalmente com Morato e Martinelli. Na segunda metade do primeiro tempo, o time da casa se impôs e chegou ao gol, com Igor Gomes, marcando pela primeira vez como profissional. A partir daí, o SPFC não deu mais chances ao Ituano e chegou mais vezes, principalmente pelos lados. Éverton Felipe poderia ter ampliado, mas finalizou mal.

No segundo tempo, a primeira finalização foi de Reinaldo, aos 3 minutos.Aos 4', Morato respondeu para o Ituano, com bom chute de fora área. Volpi espalmou para escanteio. O São Paulo era melhor até a casa dos dez minutos, girando a bola e tendo maior domínio da chances. Aos 9', o São Paulo reclamou de pênalti em Éverton Felipe, mas nada foi marcado pelo árbitro e pelo VAR.

Marcos Ribolli/Globoesporte

Aos 14', Reinaldo finalizou no meio do gol, obrigando Pegorari a trabalhar. Aos 15', Igor Gomes marcou seu segundo gol na partida, mais uma vez com muito oportunismo. Antony escapou pelo meio e tocou para Éverton Felipe, o meia finalizou, Pegorari espalmou e Igor, não desperdiçou o rebote. Aos 18', Hudson tabelou com Igor e de fora da área, acertou o travessão. O São Paulo era absoluto neste momento.

Aos 24', Antony finalizou sem muito perigo. Aos 25', Pablo levou para o fundo e finalizou forte, mas sem ângulo parou em Pegorari. Na sobra, Antony chutou sem direção. Aos 26', Reinaldo recebeu de Hudson na entrada da área e acertou a trave. Aos 29', o Ituano marcou, mas não valeu. O árbitro marcou impedimento.

Fernando Roberto/Veja

Aos 36', a melhor chance do Ituano no segundo tempo. Bassani recebeu na entrada da área e finalizou. Volpi fez grande defesa, com o pé.  No escanteio, Morato ganhou de Volpi e marcou. Falha grave da defesa são-paulina. Aos 40', Léo finalizou da entrada da área, sem tanto perigo a esquerda do gol de Pegorari.

No segundo tempo, metade do tempo o São Paulo foi melhor, com bom ritmo, marcando mais uma vez e acertando a trave em outra ocasião. Neste momento o time poderia ter feito uma boa margem no confronto, porém não teve sorte. Da segunda metade em diante, o Ituano foi bem e chegou ao seu gol, importantíssimo para a vida do time de Itu, que decide em casa e segue vivo.


O Tricolor fez sua melhor partida no ano, com bom volume de jogo, boas tramas e atuações de destaque dos seus principais nomes. Tanto pelos lados quanto pelo meio a equipe criou boas chances de gol, marcou duas vezes e acertou a trave em mais duas. Poderia ter feito uma vantagem maior e encaminhado a classificação. O gol no fim, em falha defensiva, deixou o Ituano vivo, principalmente pela decisão ser na casa do time do interior.

Brilhou a estrela de Igor Gomes, garoto de personalidade e muita qualidade, que teve muito oportunismo para decidir a partida. Mancini mais uma vez ganha o meu elogio por não ter medo de colocar muitos jovens juntos, já que os medalhões do elenco não estão bem. A vantagem é simples, mas a classificação é o esperado para um time que parece ser outro com a virada de fase. Acompanhemos os próximos capítulos.




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