Artigos por "Athletic Bilbao"
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Olá amigos vamos a mais uma rodada do Campeonato Espanhol que entrou em sua 4ª rodada com os times de Madrid apenas empatando e o Barça vencendo com dificuldades e assumindo a liderança isolada da comepotição, o momento emocionante ficou por conta da bela homenagem ao atacante Agirretxe que aposentou-se do gramados, o jogador defendeu a Real Sociedad por 10 temporadas.


Real Sociedad 1 x  2 Barcelona


O Barça sofreu mas conseguiu assumir a liderança isolada do campeonato jogando fora de casa


O início de jogo foi equilibrado, a Real Sociedad abriu mão da posse de bola e tentando explorar o contra ataque, o Barça mesmo mantendo a pelota imprimia um ritmo lento de jogo, um erro de passe causou uma arrancada do time da casa que foi parada por falta de Umtiti, bola cruzada e confusão entre a zaga do time catalão, a bola sobrou para Elustondo que encheu o pé e abriu o marcador aos 12 minutos, o Barcelona não conseguiu criar nada e chegou a levar perigo somente nas bolas paradas.



A segunda etapa começou com a Sociedad pressionando, criando boas chances de gol, esse durou somente dez minutos, Valverde mexeu no time catalão colocando Coutinho e Busquets fator que permitiu a melhora do time e em duas bolas paradas conseguiu a virada, o goleiro Rulli falhou nas duas tentativas de defesa a primeira sobrou para Suárez  aos 17 e a segunda aos 20 minutos para Dembélé, Juanmi abusou de perder gols e não conseguiu evitar a derrota da Real frente ao Barcelona.

O Barça enfrenta ainda dificuldade de entrosamento com o modelo tático  atual de  alguns jogadores, entre eles estão Sergi Roberto e Semedo que não são unanimidade, curiosamente ambos disputam a posição de lateral mas Valverde insiste em colocar Sergi como volante, prejudicando a criatividade do time, na Real Sociedad, Willian José fez muita falta, a equipe ficou desorientada sem seu principal artilheiro e como dito anteriormente Juanmi que substituiu o jogador brasileiro, tem uma enorme limitação tática que hoje prejudicou o time na tentativa de empate.


Athletic Bilbao 1 X 1  Real Madrid

Os Merengues foram ao País Basco e voltaram com um empate amargo


O Real entrou no primeiro tempo  pressionando o time de Bilbao, o domínio durou até os 20 minutos, chances foram diversas e o destaque ficou pelas defesas de Simon que evitou o primeiro gol do time merengue, a partir dai o Atlético começou a dominar o jogo criando chances ofensivas e acertou o setor de marcação, aos 32 minutos o lado esquerdo do time de Madrid novamente falhou e Willians passou em velocidade pelos marcadores e rolou para o meio da área onde Muniain finalizou sem chances a Courtois.

A segunda etapa começou com o Atlético em cima do Real, o time madrileno não se encontrava em campo, Casemiro substituiu Ceballos na tentativa da consolidação defensiva para poder iniciar a pressão total, Isco foi o iluminado da noite entrou no lugar de Modric e em sua primeira finalização empatou o jogo para o time merengue. O jogo ficou animado e o clima tenso, Muniain se lesionou e o técnico Berizzo percebeu que o empate não era resultado ruim ao Bilbao, a estratégia foi recuar o time e jogar por uma bola.


Não foi uma partida ruim dos merengues, na verdade o Atlético jogou muito e o Real não esperava, antes adversários preocupados com CR7 retinham seus laterais e meias ofensivos, agora sem a presença do craque as equipes vão para cima, Lopetegui ainda não conseguiu encaixar o lado esquerdo do time e insiste em colocar Ceballos na função marcador e deixar Casemiro no banco, a fase de teste está acabando é hora de definir um time titular.


Atlético de Madrid 1 x 1 Eibar

Em Madrid, Atlético joga mal e perdeu pontos importantes na briga pelo titulo  

Jogando em casa o time Colchonero foi para cima logo nos primeiros minutos, não conseguiu acertar as finalizações e quando Saúl acertou uma bela cabeçada o goleiro Dmitrovic fez ótima defesa salvando os "Armeros", dai em diante o Eibar gostou do jogo e começou a finalizar de fora da área.


A segunda metade continuou com o Eibar pressionando, mas pouco conseguia finalizar o Atlético estava sem criação no meio de campo problema crônico que afeta o time nas últimas partidas e foram punidos, o time visitante abriu o placar aos 43 minutos com Sergi Enrich, os Colchoneros empataram na bacia das almas com Borja Garcés aos 49 minutos, o gol diminuiu o vexame mas não as críticas.


Simeone não consegue fazer o time funcionar na competição local, a última boa partida foi há mais de um mês contra o Real na SuperCopa da UEFA, desde então as táticas não funcionam, o que chama a atenção é o meio campo pouco criativo, não há meios de fazer a bola fazer a Diego Costa que fica isolado o jogo todo, Griezmann vive um momento abaixo do que pode render, entretanto, ficar se deslocando para posições que não é a "dele" acaba por exigir demais do atleta, o treinador precisa fazer mudanças rapidamente no sistema tático e não no material humano como é o caso de Correa sacado do time.


Outros resultados

Huesca 0 x 1 Rayo Vallecano
Valencia 0 x 0 Betis
Leganés 0 x 1 Villareal
Espanyol 1 x 0 Levante 
Valladoilid 0  x 1 Alavés
Sevilla 0 x  2 Getafe
Girona 3 x 2 Celta 


Classificação




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Imagens: Reuters e FC Tables (Tabela) 




Caros amigos, temos um novo (velho) campeão na Espanha! O Barcelona sagrou-se campeão pela 27ª vez do torneio, de forma invicta.

Haja orgulho! Na Final da Copa do Rei, os times tinham algo em comum: o amor à sua cultura. Bascos e Catalães deram um show à parte no Camp Nou lotado, exceto quando vaiaram o melódico hino espanhol, diante do Rei Felipe VI de Bourbon.



No campo, porém, aconteceu o que era previsto.

Por 10 minutos, os Leones estavam famintos, com a marcação compacta e, até certo ponto, adiantada, A aguerrida equipe treinada por Ernesto Valverde jogou no 4-4-2, com Iñaki Williams ao lado de Aduriz no comando do ataque, e fez frente ao time culé.

Contudo, à medida que o Barça colocou a bola no chão e começou a rodar as jogadas, o Leão se transformou em um singelo gatinho. Luis Enrique mandou a campo seu sagrado 4-3-3.

O treinador do Bilbao colocou o lateral Balenziaga (melhor no ataque do que na defesa) para marcar Messi individualmente. Por onde o camisa 10 argentino caminhava, estava um número 24 no plano focal. Ledo engano. Jogadores com tal qualidade técnica e poder de desequilíbrio, são marcados com agrupamento das linhas, isto é, com o menor espaço possível para que eles pensem.

Aos 19 minutos, a partida, que estava equilibrada, teve um toque genial, monstruoso, indescritível.
Messi partiu pela direita, cercado por três. Ele entortou Balenziaga, passou por Beñat, Mikel Rico e Laporte - enquanto invadia a área - bateu no canto esquerdo. Um gol que não precisa de adjetivos. Até a Sua Majestade reverenciou a obra-prima. 1 a 0.

Pouco a pouco, Iago Herrerín foi aparecendo como destaque individual do Athletic. No primeiro tempo, foram pelo menos quatro defesas de porte na etapa inicial. A mais impressionante delas, aos 26, em chute à queima-roupa de Piqué.

Tamanha superioridade trouxe frutos.

Aos 36, Rakitic arrancou pela meia, tabelou com Messi, na entrada da área, e acionou Suárez.

O pistoleiro, em posição legal, entrou pela direita e tocou no 2º pau.

Neymar, livre, apenas desviou para o gol aberto. Barcelona 2 a 0.

O camisa 11 fez 7 gols na Copa, um a menos que Iago Aspas do Sevilla.

O time do País Basco sumiu da partida. A projeção dos meio-campistas ao ataque, sobretudo de Mikel Rico e Beñat, inexistia. Faltou incomodar mais a meta defendida por Ter Stegen. Nos primeiros 45 minutos, Williams mandou no travessão a única chance da equipe.

A etapa derradeira começou com DNA ofensivo, como diria o outro. Os bascos sabiam que era necessário partir para o tudo ou nada. Os contra-ataques catalães, por outro lado, eram inevitáveis.

Vamos fazer uma pausa para lembrar que duas bandeiras se despediram de seus torcedores.

Xavi Hernández, bandeira dos Culés, entrou aos 10 minutos não só para ter sua última experiência no estádio, que foi sua segunda casa durante anos, mas também para carregar a tarja de capitão.

Iraola, autor de 510 jogos pelos Leones (o 4º maior na história do clube), deixou o campo, dois minutos depois, para entrar para a história. O camisa 15 deve ir para a Major League Soccer.

Enfim. Craques param, bandeiras se despedem, mas o futebol continua. Como Daniel Alves continua na lateral-direita do Barça, para tabelar com Neymar, chegar no fundo e cruzar rasteiro. Messi antecipa a marcação e, com uma trivela esperta, desvia no canto esquerdo. 3 a 0.


O Bilbao partiu para um gás final e conseguiu o gol da honra ou - como preferem os bascos - o gol do orgulho.

Ibai Gómez partiu pela esquerda e cruzou.

O garoto Iñaki Williams ganhou, de cabeça, de Busquets e cumprimentou o goleiro blaugrana. 3 a 1, restando 10 minutos no relógio.

Festa para os 35 mil bascos que viajaram 400 quilômetros aproximadamente, para chegar ao palco do estádio.

Neymar, outra vez, foi motivo para os nervos se aflorarem (como também havia sido no jogo do título espanhol contra o Atlético). O brasileiro tentou uma carretilha em Bustinza, mas foi abalroado. Os jogadores do Athletic partiram para cima dele, cobrando respeito.

Antes de acabar essa análise, queria saber uma coisa. Com todo respeito, que cabelinho sem-vergonha do Daniel Alves. Gostaria de saber o motivo pelo qual ele fez isso.


O doblete, no entanto, estava consumado. O Rei Felipe, que não estava dos mais felizes, estregou a taça à dupla Xavi-Iniesta. Juntos, como estavam naquele brilhante Barça da Era Guardiola, ergueram o segundo campeonato culé na temporada.


Semana que vem, será a chance da Tríplice Coroa para o Barcelona na Champions League, como também será da Juventus.

E Messi, caso a quinta orelhuda tenha como destino a sala de troféus do Barça, pode procurar um lugar para colocar a quinta Bola de Ouro de sua carreira.


Imagens: Mundo Deportivo

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Caros amigos, fim de semana de decisões pela Europa.

Amanhã, às 16h30, no Camp Nou, a Copa do Rei será decidida pelos maiores campeões da competição: Athletic Bilbao e Barcelona. Os bascos têm 23 canecos e os catalães, 26.



No dia 5 de março, fiz uma postagem a respeito da partida. Quem quiser relembrar, segue o link: Reis da Copa se enfrentam na Final. Assim, vamos nos atentar aos detalhes:

Campanhas:

Athletic Bilbao - 3 vitórias, 3 empates e 1 derrota. O time basco passou por Alcoyano (2 a 1*), Celta de Vigo (4 a 4, nos gols fora*), Málaga (1 a 0*) e Espanyol (3 a 1*). *Placares agregados.

Barcelona - 8 vitórias. A equipe catalã atropelou : Huesca (12 a 1*), Elche (9 a 0*), Atlético de Madrid (4 a 2*) e Villarreal (6 a 2). * Placares agregados.

Olho Neles:

Aritz Aduriz


É o homem-gol do Athletic Bilbao. Com 5 gols na Copa do Rei, o camisa 20 dos Leones pode ser ponto de desequilíbrio na decisão. É fundamental lembrar que Aduriz é ótimo na bola aérea, exatamente o calcanhar de aquiles culé.

Neymar 


É o artilheiro do Barça na Copa do Rei com 6 gols, um a menos que Iago Aspas (do Sevilla, já eliminado). O brasileiro teve boas atuações na caminhada da equipe até a decisão, principalmente em Madrid - contra o Atlético - quando balançou a rede duas vezes.

Escalações:

Barcelona - 4-3-3: Ter Stegen; Daniel Alves, Piqué, Mascherano e Alba; Busquets, Iniesta e Rakitic; Messi, Suárez e Neymar. Técnico: Luis Enrique.

Athletic Bilbao - 4-1-4-1: Herrerín; Iraola, Gurpegui, Laporte e Balenziaga; San José; Beñat, Susaeta, Williams e Mikel Rico; Aduriz. Técnico: Ernesto Valverde.


Destaques:  Estranho no próprio ninho. Como o Athletic foi fundado em 1898, o Barcelona será visitante mesmo jogando no Camp Nou. Na Espanha, o regulamento define que o time mais longevo será o mandante.

Para os bascos (e secadores) supersticiosos: a última conquista do Athletic na Copa do Rei aconteceu justamente em cima do Barcelona. Em 1984, no Santiago Bernabéu, gol de Endika Guarrotxena, atacante daquela equipe. No link, o Gol do artilheiro athleticano. 

Três é demais! O Barcelona pode vencer a terceira decisão seguida de Copa do Rei sobre o Athletic. Em 2009, 4 a 1 no Mestalla, e em 2012, 3 a 0 no Vicente Calderón.

Após a Final, estaremos com o post destacando o desenrolar da partida. Até breve!!

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A Copa do Rei da Espanha tem seus dois finalistas. Barcelona e Athletic Bilbao disputam o título da competição, realizada todo ano em homenagem ao monarca que está no trono – Felipe VI de Bourbon ocupa o posto desde agosto do ano passado. A decisão ainda não tem lugar para acontecer no dia 30 de maio. Curioso é que os times os maiores campeões da Copa: os culés venceram 26 vezes; o Bilbao, 23.

Villarreal 1 x 3 Barcelona

O Barcelona viajou até Villarreal para enfrentar a equipe da casa no El Madrigal e venceu com o mesmo placar da ida, em Barcelona, 3 a 1.

O destaque do jogo foi Neymar, autor de dois gols: o que abriu e o que fechou a contagem – aos 3 do primeiro e aos 42 do segundo tempo; Suárez deixou sua marca também aos 38 da etapa final. Jonathan dos Santos fez o gol da honra do Submarino amarelo aos 39 do primeiro tempo.

Será a 39ª final catalã na Copa. São 26 títulos.

Espanyol 0 x 2 Athletic Bilbao

O Athletic visitou o Espanyol, na Catalunha e, apesar do resultado considerado ruim na ida – 1 a 1 no País Basco –, saiu do Cornellà El Prat com a vitória.

Aduriz em chute cruzado, aos 13, e Exteita de cabeça aos 42, após escanteio cobrado da direita, fizeram o placar de 2 a 0 ainda na primeira etapa, para a alegria dos torcedores bascos que marcaram presença no estádio.

O time de Bilbao disputará seu 37° caneco. São 23 taças levantadas – no entanto, o jejum dura desde 1984.

Destaques: Terceira vez em seis anos que as equipes se enfrentam para receber o troféu da mão do Rei. O Barça venceu as outras duas: em 2009, 4 a 1, e em 2012, 3 a 0.



A Final da Copa coloca o orgulho de duas regiões separatistas na Espanha frente a frente. O Barcelona e sua paixão à Catalunha. O Athletic e seu nacionalismo ao País Basco – região localizada entre o norte da Espanha e o Sul da França.

A intenção de ser independente tanto para catalães quanto para bascos se intensifica na ditadura franquista espanhola – que aconteceu entre 1939 e 1975 – pois impôs dificuldades às duas cidades.

À época, estava terminantemente proibido realizar qualquer manifestação que ferisse a soberania de Madri enquanto capital, além de ser obrigatório falar castelhano no país. Algo rejeitado pelos dois povos, que usaram seus times (sobretudo Barça e Athletic) para defender as respectivas culturas, entre elas a de usar o catalão e o euskara (língua basca) para se comunicarem no Camp Nou e na Catedral Sán Mamés – sendo que nos estádios era possível fazer isso sem qualquer retaliação.

Com este ar revolucionário, teremos uma grande decisão.

*Imagens: mundodeportivo.com e mundonets.com